Planos Para Vida...
22 Kicking her face!!!
Notas iniciais
– Vamos, Natalie! — Jason me puxava pelo braço tentando me levantar.
– Não, eu não quero ir — eu puxei meu braço de volta — A Caitlin vai estar lá.
– É, mas a Becca, a minha mãe e o meu pai também — ele pareceu mais compreensivo — Ah, vamos Nat, faz 2 semanas que você não sai de casa!
É verdade. Fazia 2 semanas que eu não saía, desde o "acontecimento" eu me enterrei no nosso apartamento e me fingi de morta, para que ninguém falasse ou tivesse algum contato comigo. Os únicos contatos que eu tinha era com a televisão, meu computador e o fogão para fazer chocolate quente.
– Ok, eu vou!
– Sério?
– É — ele pegou as chaves do carro,
– Vai se trocar! — e fui ao meu quarto, rapidamente troquei de roupa e voltei pra salaesperando o Jason que tinha ido ao banheiro.
5 minutos depois já tínhamos saído do apartamento e estávamos as 10 horas da manhã na estrada.
[...]
2 horas e meia depois chegamos e estávamos no carro em frente a grande casa dos Parks. Congelei olhando a varando pela janela, me lembrando de coisas que não queria.
– Más lembranças? — Jason perguntou parecendo ler meus pensamentos, confirmei com a cabeça — Eu também, foi aqui que eu ganhei o meu primeiro tapa na cara!
Eu ri e saímos do carro.
– Não esquece. Eu estou aqui, somente para você! — ele sussurrou e nós entramos em casa. Logo vi Anne e Richard de braços abertos e os abracei com força.
– Nós sentimos sua falta! — Anne falou e eu sussurrei um " Eu também!" Me virei e vi Becca perto da escada, nos olhando. Olhei em seus olhos e ela tentava me transmitir um "Sinto muito", sorri de lado e a abracei.
– Eu não vou deixar mais ninguém te machucar — ela afagou meus cabelos.
– Tarde demais! — nos afastamos e sorri de lado novamente.
– Não fala assim, você sabe que tem a mim para contar!
– E a mim também! — Jason apareceu ao lado de Becca.
– Vocês são o melhor amigo do mundo inteiro! — abracei os dois e deixei uma lágrima de felicidade escapar, é bom saber que eu tenho com quem contar.
– Aanw, que lindo, Barney e seus amiguinhos! — reconheci a voz da Caitlin e me virei.
– Ignora! — Jason e Becca falaram juntos. Vou tentar, né?
– Você não vai dar um abraço na sua irmã? — Anne perguntou inocentemente, ela e o Richard não sabiam do acontecido.
– Se eu tiver que encostar nessa vai ser para enforcar até a morte! — me retirei da sala e fui me sentar na mesa na cozinha.
Alguns minutos depois e várias tentações de pegar a faca que eu estava usando para comer e enfiar na garganta da Caitlin. Terminamos o almoço em "família com mais uma convidada vadia" e nos reunimos na sala.
– Natalie, aquele shorts que você me emprestou está no meu quarto, vem, eu vou te devolver! — Becca disse eu a segui. Entramos no quarto e ela me entregou um shorts preto que eu tinha emprestado para ela quando ela enjoou de rosa — Obrigado, já comprei roupas novas!
– Percebi — rimos e ela desceu as escadas, alguém parou atrás de mim e me virei. Caitlin me olhava sorridente e eu não aguentei. — O que você quer agora? — ela riu.
– Nada, tudo o que eu queria tirar de você eu já consegui!
– Parabéns, agora posso ir? — eu sorri falsamente. Ela estava na frente da escada, impedindo que eu descesse.
– Não, eu tenho que tirar esse sorriso da sua cara também! — ela apontou com o dedo na minha cara, eu levantei meu braço pressionando sua garganta e prensando ela contra a parede.
– Me deixa em paz, tudo o que era importante em minha vida você já conseguiu tirar!
– Ainda não consegui tirar sua vida! — ela torceu meu braço e me empurrou, quase que eu caio da escada — Droga, era pra você ter caído!
– E não era pra você ter nascido. Mas não somos nós que decidimos! — a virei e empurrei fazendo ela rolar os degraus da escada. Eu desci as escadas e pude ouvir alguns " Você está bem?" da Anne e do Richard, Becca e Jason apenas sorriam com a cena.
– Você não podia ter feito isso! — ela berrou.
– Você não podia ter feito aquilo e olha onde estamos! — eu sorri, sínica — Eu tentei ser sua irmã, juro que tentei. Mas não dá! Você é só uma vadiazinha qualquer.
Ela avançou em mim e chutou minha perna me fazendo cair no chão, ela subiu em cima de mim e me deu dois socos na cara.
– Agora você me paga! — a virei fazendo suas costas baterem com força no chão e dei quatros socos seguidos, dois de esquerda e dois de direita. Ela me jogou no chão e eu a puxei pela perna até a varanda, sabe, para não quebrar nada lá dentro.
– Eu te odeio! — ela gritou e tentou me socar.
– O sentimento é recíproco! — soquei seu nariz e ele sangrou assim como minha boca, ela cambaleou para trás e agarrei sua cabeça e lhe dei três joelhadas. Joguei sua cabeça com força para trás e ela caiu no chão, desmaiada. Dei uma pisada forte em sua barriga e entrei na casa, indo direto pro banheiro.
Me olhei no espelho e não acreditei, estava com o cabelo todo desgrenhado, alguns dos meus dentes estavam sujos de sangue, e meu lado direito do rosto estava bastante vermelho. Mas valeu apena, agora minha "irmã" estava desmaiada na varanda e com a cara mais ferrada do que a minha.
Escovei meu cabelo, passei uma maquiagem para esconder os machucados e finalizei com uma gloss avermelhado.
– Eu te amo! — o Jason falou rindo pausadamente depois de eu ter chegado na sala — Você foi incrível!
– PARE COM ISSO, JASON PARKS! — Anne berrou com os olhos arregalados — Natalie por que você fez isso?
– Quando eu for embora a Becca te explica — intercalei meu olhar entre Becca e Anne que acenaram positivamente.
– Devemos chamar ambulância? — Richard perguntou.
– Não — eles concordaram — Deixem ela acordar lá fora, sentindo muita dor e não deem nenhum tratamento especial. Entendeu? — eles concordaram com a cabeça — Ótimo!
– Posso saber o que vocês estavam falando? Eu não entendi nada! — Jason falou.
– Por que você não entendeu?
– Porque vocês falaram na língua que falam no Brasil!
– É mesmo — sorri — Quando formos embora eu te falo!
– Vamos agora! — ele pegou minha mão e eu ri — Tchau mãe, pai e Becca.
– Tchau para todos — falei — Becca depois nos falamos por Skype.
Passamos pela Becca e o Jason chutou sua perna. — Isso é por ter feito essa pessoa maravilhosa sofrer! — ele apontou para mim e jogou seus cabelos para trás, ri e entramos no carro.
Contei para ele tudo o que tínhamos falado e ele arregalava os olhos e ria, chegamos em casa bem tarde. Tomei um banho de banheira para relaxar a dor que eu estava sentindo e depois eu e Jason ficamos em seu quarto, debaixo da coberta, assistindo Kick Ass e rindo quando jogávamos pipocas um no outro. Nunca vou me cansar disso, nunca vou me cansar dele, nunca vou me cansar de estar com ele. Eu o amo demais esse meu pirralho. E agora eu tenho que tentar esquecer o Matt, assim como ele já deve ter feito.
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