Notas iniciais
ENJOYYYYY!
Hoje a bitch chega!

Hoje a Caitlin chega aqui em Londres e eu fui acordada a força as 6hr30min (Anne eu te mato!) só que o voo dela só chega 8hr30min e eu não estou nem um pouquinho afim de buscara a peste, ou seja, já estou indo. Peguei o carro do Jason que disse que não poderia ir porque não estava passando bem. Uhum, sei...

Quando eu cheguei no aeroporta ainda eram 7hr30min, ótimo, vou ter que esperar mais meia hora. Fui para o Starbucks e comprei um capuccino e me sentei num banco de frente para o portão desembarque. Finalmente quando era 8hr05min vejo um avião pousar e uma garota muito parecida comigo descer do avião.

Ela tinha o cabelo mais escuro que o meu, era também um pouco mais baixa e tinha o rosto mais branco, ela até que estava bonita, fazia 4 anos que não nos víamos. Usava uma roupa diferente da maioria das pessoas, e com certeza sua mecha azul se destaca no meio da multidão. Ela olhou em volta, parecendo procurar por alguém e então eu finalmente levante e peguei um pequeno papel com o seu nome escrito, provavelmente ela não me reconheceria.

Seu olhos brilharam quando me viu e um sorriso verdadeiro se formou em seu rosto, mas eu apenas continuava séria e fazia um sinal para que fossemos embora.

– Natalie? Natalie Fontes? – ela perguntou com um sorriso bobo no rosto.

– É sou eu, vamos embora – eu a puxei pelo pulso e peguei uma de suas malas.

– Espera – ela me parou – Depois de 4 anos é assim que você me recebe? – e ela simplesmente me deu um abraço, um abraço caloroso e cheio de sinceridade. Eu posso até odia-la, mas admito, gostei do seu abraço. Talvez lá no fundo eu esteja com saudade dessa vadia!

– Vamos logo, Caitlin! – eu a puxei pelo pulso e soltou um “ai” abafado, estranho, nem apertei com força.

– Bonito carro! – ela disse assim que chegamos no estacionamento e ela olhou para BMW preta novinha em folha – É seu?

– Não, é do meu amigo, o meu está para conserto.

– Que foi? Bateu? – ela pareceu preocupada.

– Não, tem alguma coisa a ver com o motor, não entendo sobre isso – falei me jogando no banco.

– Qual o modelo do carro? – ela perguntou e ligou o rádio que estava tocando Cher Lloyd – Want U Back.

– Camaro amarelo SS – eu falei e ela arregalou os olhos.

– Sério? – ela parecia chocada – Sempre quis ter um, só que branco.

– Chegamos! – eu disse pegando as malas e abrindo a porta de casa ao mesmo tempo, já disse que eu sou ninja? Não? Pois é, eu sou uma ninja!

– Uau que lindo – ela parecia admirada, nossa família tinha muito dinheiro mas não tanto quanto os Parks (família da Becca e do Jason), eles eram muito ricos. Antes que ela pudesse dizer alguma coisa a Anne, o Richard, a Becca e o Jason estavam lá para dar as boas vindas.

– Ok, chega – a Anne se manifestou – Minha querida, você vai dormir no mesmo quarto que a sua irmã, já arrumamos tudo.

Eu fiquei boquiaberta, por isso que ela queria que eu saísse cedo, ela queria arrumar tudo, que eu ficasse com a Caitlin. Agora eu vou ter que atura-la, pelo menos até eu ser aceita pela faculdade de Cambridge e se eu for aceita se não: Bye bye família, amigos, namorado e vida!

– Tem algum problema se eu ficar com você? – a Caitlin me despertou do transe e parecia que estava pedindo minha permissão.

– Tem, muitos mas agora eu não tenho mais escolha – falei me jogando no sofá e vi o Jason e a Becca subindo com suas mala e ela os seguindo com carinha de santa, quero ver quando as máscaras caírem.

Liguei a Tv e estava passando uma entrevisto com os meninos da One Direction no Alan Carr, já tinha visto centenas de vezes, mas eu amo a dançinha que eles fazem.

– Essa é uma das melhores entrevistas — olho para o lado e vejo o Jason fazendo a dançinha deles.

– É, e aí ela parece muito santa?

– Quem, sua irmã? Ela ainda é virgem né? – eu ri e neguei, ele pareceu chocado e colocou uma mão sobre a boca, uma ceninha bem afeminada.

– É agora – eu disse e nós fizemos a dança juntos – Gosta da 1D?

– Você tá brincando? Eu sou fã – eu arregalei os olhos e voei no pescoço dele, de uma maneira boa, foi para um abraço.

– Onde você estava a 3 meses atrás, eu precisava de um homem como você – ele riu.

– E aí, você já foi a algum show deles? – ele perguntou e eu fiz biquinho de choro.

– Não – respondi.

– WTF? – ele me olhou surpreso – Eu como vou fazer você ir num show deles.

– Sério? – meu olhar se iluminou e um sorriso se formou em meu rosto.

– É, claro – eu o abracei novamente.

– Tá, que ótimo, que legal! – a animação na minha voz era visível, eu me sentei em seu colo com minhas pernas para o lado, fazendo que ele olhasse nos meus olhos – Amor, eu estou com fome, faz comida pra mim?

– Mas se eu fizer para você eu vou ter que fazer para todo mundo – eu fiz biquinho – Argh, tá bem, eu faço!

– Te amo meu príncipe – eu sorri e ele levantou me dando o dedo do meio.

Ele requentou a comida que a Anne tinha deixado pronta, comemos e eu o ajudei com a louça. Subi para meu quarto e lembrei que Caitlin estava nele. Abri a porta fazendo o máximo de barulho que eu pude, eu até que estou sendo boazinha!

– Você me acordou! – ela falou ainda sonolenta.

– Tadinha, ei, eu vou tomar banho. Tenta não sentir muito a minha falta – mandei beijinhos no ar e ela respondeu um “ vou tentar” e capotou de volta para a cama.

Fui no banheiro e me tranquei lá, depois de uns 15 minutos eu saí já de banho tomado e iria me arrumar, estava sentindo um pouco de calor então coloquei uma roupa fresca.

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– Posso saber onde você vai? – a Caitlin perguntou arrumando a cama.

– Não – respondi séria e saí do quarto.

Desci as escadas e o Jason ainda estava vendo televisão, me sentei ao seu lado e ele passou seu braço a minha volta.

– Vai sair? – ele perguntou ainda olhando para TV.

– Agora não – me aconcheguei em seu peito – Mas depois, eu vou e você vai comigo!

– Eu? Por que e pra onde? – ele finalmente olhou para mim.

– Sim, você, porque eu quero companhia e vamos para o Starbucks.

– Leva a Caitlin – eu me afastei dele e sentei no outro sofá – Que foi?

– Você não querer ir, tudo bem. Mas falar para eu levar a Caitlin – minha voz saiu um pouquinho raivosa, digamos que saiu sem querer – Tudo bem, mesmo, eu chamo o Bernard e ele com certeza vai aceitar.

Eu fiz um biquinho de choro e ele revirou os olhos.

– Meu amor, não é que eu não queira ir, é que eu estou meio cansado – ele levantou e parou na minha frente – Eu vou contigo tá?

– Não Jason, tá tudo bem, pode ficar. Eu chamo o Bê.

– Amor, eu já disse que vou contigo e para de fazer essa carinha triste. Okay?

– Ok – ele me deu um beijo demorado na testa e se levantou para ir se arrumar.

Fomos ao Starbucks e eu iria comprar o meu querido capuccino. Eu acho que eles põe drogas nisso, cara, isso vicia demais! Uma garçonete deu em cima do Jason e ele nem deu atenção o que me fez dar uma risada baixa.

– Que foi? – ele perguntou sério.

– Você não percebeu que a garçonete deu em cima de você? – eu ri mais um pouco.

– Não deu não, se não eu teria percebido!

– Tá, Jason, apenas espere – ele arqueou uma sobrancelha e eu esperei a garçonete entregar o pedido dele – E pronto.

– O que? – ele perguntou confuso.

– Aqui – eu mostrei o guardanapo que ela deu para ele, estava com o número dela – Você é muito lerdo!

– E daí? Não vou ligar mesmo! – ele amassou o guardanapo e arremessou na lixeira.

– Por quê? – perguntei e ele deu de ombros.

– Porque eu só tenho olhos pra você – ele disse irônico e eu revirei os olhos. Ele está me escondendo alguma coisa, será que ele é... Não, não pode ser. Ai, meu Deus, pode sim! Ele é gay! É por isso que ele não se interessou na tal loira do cinema. OMG, O JASON É GAY!

Saímos do Starbucks e fomos direto para casa, saí correndo para o meu quarto e fiquei lá, só pensando nessa noite.


Notas finais
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