Plano de Resgate
8 Capítulo 8 - Visita
Já era madrugada, estava passando das 4 horas da manhã. Hank ainda estava terminando um desenho de uma peça de rotação de manivelas de aviões, um projeto encomendado pela aeronáutica. De repente o sensor de presença é ativado a luz da frente estava ligada, indicando que alguém estava na porta. Hank estranhou. Quem poderia estar lá essa hora, sua filha estava na casa da tia não poderia ser ela. Ele ligou o monitor para conferir a câmera externa do laboratório mostrando a visita. Uma mensagem na tela piscava — falha na localização, aparelho desligado. Hank hesitou a visita poderia não ser boa. Vieram a sua cabeça várias possíveis pessoas que poderiam estar lá, uma mais perigosa que a outra. Pessoas de um lado secreto do seu trabalho. Fixava seu olhar na porta no fundo da sala acima de três degraus, será que a tranca bastaria? Tarde demais a tranca eletrônica destravou. Então ele lembrou das únicas pessoas que teriam tecnologia para tal. Havia tido aquela mesma visita semanas atrás. Não queria repetir.
Hank aguarda a entrada forçada de seus visitantes. A porta se abriu mostrando a figura de um homem grande cabelos castanhos que entrou e ficou no lado direito da porta. Outro homem entrou um tanto menor que o primeiro, esse era careca e se encostou no lado esquerdo da porta. Provavelmente os seguranças de uma terceira pessoa. Este agora parou no meio da porta trajava um belo terno suas mãos apoiadas sobre uma bengala com um detalhe em ouro. Hank concluiu que aquilo não seria bom.
– Olá Clint. – Hank falou primeiro, com um tom seco.
Clint deu seu sorriso irônico.
– Não vai me dar as boas vindas amigo. – Agora Clint abria os braços esperando receber um abraço amigável de Hank.
– Eu daria se realmente você fosse meu amigo. E que não tivesse invadido. — Disse Hank tentando manter a postura. Ele não queria transmitir medo.
Clint dar uma risada gostando da piada que apenas ele tinha entendido.
– Desculpe a indelicadeza. Boa tecnologia usada na tranca, mas sugiro que reveja os códigos para que outra situação dessa não aconteça e você não seja vitima de um assalto – Nesse momento Clint analisa o lugar – e perca suas maravilhosas invenções.
– Não se preocupe. Elas estão bem guardadas. Aqui apenas trabalho administrativo.
Hank se virou para sua mesa e disfarçadamente guardou a foto de Jennifer, que ficava na sua mesa, numa gaveta junto com vários papéis que estava em cima. Torcendo para que eles não tenham visto isso. Ele procurava sempre não envolver a família em seus negócios. Nunca disse com quem vivia para o mundo dos negócios era só ele. – Mas a que devo sua visita, seus amigos vieram e mandei um recado para você. Desculpe se não fui claro. Mas eu repito que não aceito.
Clint começa a andar pelo lugar olhando para um lado e outro. Não procurava nada. E parecia que também não estava dando ouvidos a desculpa de Hank. Ele só veio por uma coisa.
– Recebi sim – Disse agora parando e encostando-se a uma mesa no outro lado e olhando serio para Hank – mas não é por aquele motivo, isso eu já resolvi. Vim por outro assunto.
– E por que não mandou seus homens darem o recado novamente? – Retrucou Hank.
– Pensei nisso, mas nada como uma coisa resolvida pessoalmente, acho que assim também poderia convencê-lo a seguir a oferta que estou disposto a fazer.
Hank estranhou, em seu pensamento recusaria qualquer proposta que ele oferecesse. Mas o que Clint falaria, esse homem é capaz de tudo para conseguir o que quer.
– Sabe estou precisando do senhor para concluir um projeto — continuou Clint — e pelas entrevistas que eu fiz todas me levaram a achar você para que seja concluído.
– Quem sabe você não tenha dispensado alguém que poderia realmente completar isso para o senhor.
Hank agora começa a entender qual era esse projeto. Recebeu um relatório inicial de uma empresa. E o nome do comprador, uma empresa laranja de Clint.
– Acredito que não. – Clint voltou a dizer as palavras com um sorriso no rosto – Extrai o máximo que consegui deles.
Hank fez uma cara de duvida ao ouvir isso. E Clint procurou responder a isso.
– Como acha que descobrimos seu local de trabalho bem aqui. Mesmo com forte proteção contra rastreamento pelos computadores, por causa de tantos firewalls. Mas a grande mente esqueceu que traz seus aparelhos eletrônicos pessoais para o local de trabalho. E que pelo seu sinal descobrimos, mesmo sem nenhum acesso. Embora seu amigo Jorge Hamilton tenha nos fornecido seu numero para nós.
Ao ouvir o nome dele, foi como se Hank recebesse uma descarga elétrica que o deixou paralisado no lugar, soltou uma ferramenta que estava em suas mãos e o som dele tocando ao chão se estendeu no silêncio. Jorge estava desaparecido fazia uma semana. Era um homem de confiança de Hank. O que será que Clint fez com ele?
– Engraçado como foi apenas o senhor Hamilton entrar em nosso prédio que conseguimos em um instante encontrar o seu número “supersecreto” – Clint olhou com desdém para Hank – engraçado foi você mesmo que inventou essa tecnologia de rastreamento por sinal, há alguns anos atrás, pena que não foi para frente, mas conseguir desenvolver bem. – Clint anda e para agora em frente a Hank. Agora com a distância de menos de um metro um do outro. Clint abre um sorriso – Chega a ser irônico não. Bom, mas continuando ao que interessa.
Clint estica a sua mão em direção a um dos caras que estavam a seu lado esquerdo. Este entrega uma pasta, Clint coloca a pasta na mesa. – Aí está o projeto que você tem que completar. Sugiro que comece logo.
– Não farei nada. – Hank não iria participar de algo que poderia causar sérios problemas. Talvez até mundiais.
– Acho que deve olhar melhor para o projeto. – Insistiu Clint.
– Não preciso – protestou Hank.
Clint virou as costas e estalou os dedos. Então o cara que antes segurava a pasta empurrou Hank de modo que caísse sobre a mesa e nisso ele ficou prendendo a cabeça de Hank contra a mesa com uma mão e segurou os braços de Hank com a outra.
– Pense só senhor Hank. Você pode ter fortunas, deixar de trabalhar as escondidas, e não se preocupe com a segurança ninguém vai mais ameaçar o senhor.
– Não irei cooperar com um maluco, não tem nada que possa me fazer mudar sobre isso.
– Perdi a paciência – O semblante de Clint agora era de puro ódio, nunca gostou que alguém lhe dissesse não. Aproximou o rosto do rosto de Hank. – Você acha que me faz de bobo, eu sei que você pode fazer isso e vai fazer pouco me importa se você aceitar o meu dinheiro ou não, eu tenho muito e pretendo ter mais, você vai me ajudar a fazer isso não tem como fugir disso você acha que eu tenho medo de seus amigos da segurança, não tenho. Mas, eu sei como você ira colaborar. Você acha que pode aturar tudo, então vamos ver se você mantem essa opinião quando eu tocar no seu ponto fraco.
Clint puxou a gaveta no qual Hank guardara os papéis e pegou a foto de Jennifer.
– Faça o que eu estou mandando se você quiser que sua filhinha fique bem, vou mandar um presente para ela, talvez levar para um passeio.Termine e eu libero ela.
O Homem que segurava Hank contra a mesa jogou ele para o chão.
– Te dou o prazo de uma semana para fazer no mínimo o rascunho do projeto completo. Se não vou ter que começar um pequeno jogo.... Afinal bonita filha.
Hank levantou pronto para agredir Clint. Que num giro rápido acertou o estomago de Hank com a bengala que segurava. Hank caiu em dores no chão.
– Nossa está virando um hábito já – Disse Clint ao seu capanga rindo. Olhou para trás vendo Hank tentando se reerguer. Pegou a foto e colocou em seu terno. – Tenha um bom dia, afinal já está perto do amanhecer.
Clint seguiu em direção a porta seguido de seus seguranças, rindo com tom de vitória. Hank não podia acreditar teria mesmo que colaborar com isso, sua filha era a coisa mais importante, mais importante que qualquer plano de Clint contra outros. Como pode se esquecer dos aparelhos, lembrara que tinha criado o sistema de rastreamento por sinal, mas foi numa época em que sua esposa acabara de morrer, num tempo em que se desligou de tudo e entrou em um estado que tinha entrado de cabeça no escritório, ocupar a mente. Traído por sua própria criação. E agora Clint o tem nas mãos. Mas tinha que fazer algo para garantir a segurança de sua filha por enquanto tinha que mandar alguém protegê-la, contratar segurança talvez, tinha amigos. Mas eles não iriam atender de imediato e criariam algo pior que Clint poderia se aproveitar. Hank se arrastou até o telefone e pegou. Lágrimas caindo pelo seu rosto uma mistura de dor do golpe e dor de irem atrás de Jennifer. Discou o número da amiga de Jennifer ela teria que cuidar dela por hora, pelo menos até amanhã. Talvez Hank ainda não tenha certeza de quem realmente chamar e tomar essa atitude é a melhor que ele conhece, sem levantar suspeita da sua filha.
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