Plano de Afrodite
1 One-Shot - Plano de Afrodite
Notas iniciais
Afrodite errou quando fez Nico ter uma queda por Percy, ela admitiu isso a ele, porque notou que Percy e Annabeth não são um casal muito fácil de se separar. E bem, aquilo foi a muito tempo atrás, ninguém mais precisa saber. Ele pode ser um filho de Hades, mas ainda tem o direito de amar.
Mas um filho de Hades se apaixonar não é algo muito fácil, sem contar que ele nem se expressa direito.
Com a derrota de Gaia, tudo está voltando ao normal aos poucos, todos estão ajudando no que foi prejudicado e os sete escolhidos da profecia, Nico e Reyna foram o centro das atenções por cerca de um mês, que foi o tempo para as coisas começarem a se acalmar.
Horas? Cerca de quatro da madrugada, Nico está no Acampamento e é porque Afrodite obrigou.
“Como assim Afrodite obrigou?!” É o que devem estar se perguntando.
Deve ter sido semana passada que ele voltou a vida normal fora do Acampamento e ontem Afrodite o ameaçou. “Caso não fique lá até as Caçadoras irem embora, irei fazer você voltar a sentir o amor pelo Percy.”
“Mulher desgraçada, só porque é a deusa do amor, acha que pode mandar no coração de todos!” – é o que ele pensou, mas não questionou e fez o ordenado
As caçadoras apareceram praticamente junto com ele que aliás, saiu na sombra de uma das caçadoras na verdade... A filha de Zeus. Quando caiu em cima dela, Ártemis quase atirou uma flecha nele, o garoto desviou por pouco, na verdade foi Thalia que o salvou, empurrando-o de cima dela, antes que a flecha acertasse o alvo. Ele agradeceu a caçadora e se desculpou com Ártemis, que o desculpou apesar de que respondeu “Estou de olho em você.” o nojo presente na fala era vidente, mas ele não se importou e foi para seu chalé.
– Quatro e cinco da madrugada... – Nico suspira – Andar um pouco deve ser mais interessante. – o filho do submundo sai de seu chalé com uma jaqueta e caminha até o lago de canoagem e se deita na grama olhando para o céu, que no momento era a coisa mais interessante.
– Nico? O que faz aqui? – o garoto olha para a figura feminina que estava sentada ao seu lado.
– O que aparento estar fazendo?
– Estou te perguntando a razão que o trouxe a estar aqui, pode muito bem ver o céu de seu chalé. – ela explica.
– Você está fazendo a mesma coisa.
– As razões podem ser diferentes. – ela explica novamente.
– Aqui é mais interessante do que o chalé. – a caçadora sorri e concorda com a cabeça.
– Não posso discordar disso. – ela se deita relaxadamente na grama – É raro você vir ao Acampamento, o que te trouxe aqui? Querendo mais atenção? – ele sorri de canto.
– Atenção? Para alguém que gosta do submundo, a melhor atenção é a dos mortos. O que me trouxe a este lugar foi a deusa 10.
– Deusa 10?
– O chalé de Afrodite não é o 10? – ele pergunta estranhando.
– Você chama os deuses pelo... – a filha dos céus cai na risada – Deuses, como você ainda não foi atacado?! Eu consideraria isso um insulto.
– Do submundo eu não passo e assim, quem sabe eu dou sorte de voltar a ver Bianca em outra vida como irmão mais novo dela de novo?
– Entendo... – ela diz acalmando a respiração, enfim.
O garoto puxa do bolso da jaqueta que usava um pote de M&M’s e começa a comer.
– Quer um? – ele oferece.
– Obrigada, faz um tempo que queria isso. – ela degusta o doce e ele pega a mão da caçadora – O que raios você...? – ela não termina a frase quando nota o que ele fez.
– Fica com ele, Cara-de-Pinheiro. – ele se levanta.
Ele havia pego a mão dela e lhe colocado o pote na mão a fechando para segurar o alimento, apenas isso.
– Que raios de apelido é esse?
– Que eu saiba você era uma árvore, achei um apelido apropriado para você.
– Esse apelido fica entre nós, certo, Não-Me-Toque.
– Certo, mas de onde você tirou inspiração para esse apelido? – ele perguntou assim que parou de andar.
– Fala sério, você odeia esse lugar e quando alguém esta tentando comunicação com você, esqueça, você foge, é tipo “não me toque, vou transmitir uma séria doença”. – ele sorri de canto novamente.
– Você pode estar certa, mas lembre-se, se um espalhar o apelido do outro, pode acreditar, terá volta.
– Com certeza. – aquilo não precisava ser jurado pelo Rio Estige, era apenas um desafio, algo que jamais seria descoberto.
Ambos retornaram aos seus chalés, mas vamos focar em outros personagens, seus nomes? Ártemis e Afrodite. Duas deusas opostas, juntas em um cômodo e sentadas em poltronas um pouco afastadas.
– Estava demorando, Afrodite. – a deusa da lua comenta.
– Mas você vai deixar, não vai? Admita, eles são muito fofos juntos, dariam belas rosas em meu jardim! – a deusa do amor estava começando a se animar.
– Eu vou perder uma ótima caçadora novamente... – ela suspira – Mas o pedido para sair da caçada deve partir dela, você sabe.
– Claro que eu sei, aliás, eles já tiveram uma pequena conversa essa noite. – outro suspiro escapou dos lábios de Ártemis.
– Você realmente tem interesse nesses dois. Afinal, quando você me pede para juntar uma caçadora com um garoto, é porque pretende ajudar eles a ficarem juntos até o resto de suas vidas.
– Sim e já estava mais que na hora! A primeira e última vez que te fiz um pedido assim foi a...? Um, dois, três, quatro... – Afrodite é interrompida.
– Não conte por séculos, vá por milênios de uma vez! – uma breve pausa – Cinco milênios atrás.
– Eu agradeço por Annabeth não ter se juntado a caçada, caso contrário, seriam três caçadoras que quebrariam seu juramento.
– E ninguém tem conhecimento disso.
– Graças as minhas poções. – Afrodite responde sorrindo.
– Se alguém soubesse, viraria uma confusão só. – ela se levanta da poltrona que estava sentada – Não me procure para algo assim novamente tão cedo, isso me irrita! – e some do recinto.
– Contanto que não estrague meu rosto... – ela responde se olhando no espelho de sua sala e vai para o quarto.
Obviamente que com a chegada das caçadoras, houve a caça a bandeira, nada demais, apenas aquela coisa de sempre... Chega a ser entediante de contar, afinal, sendo a mesma coisa de sempre... Bem, mais tarde Quíron fez um pedido para Nico.
– Você só precisa ir buscar uma semideusa em New Jersey, o problema é que ela está nas ruas e tem seis anos. – disse o centauro.
– E por que logo eu? – o garoto perguntou sem animação nenhuma.
– Um pedido especial, você terá uma ajuda também.
– Ei, Quíron. O que queria conversar con... – ela estranhou a presença de Nico e não completou a frase, começou outra – O que ele está fazendo aqui primeiramente?
– Não se preocupe Thalia, eu não mordo. – Nico diz em tom de deboche.
– Ei, ei. Foi um pedido de Dionísio.
– Ah. Claro. – os semideuses falam sem animação e em uníssom.
– Nico, poderia explicar para ela enquanto vão procurar pela garota?
– Pode ser. – a frase mal foi concluída e ambos foram “expulsos” da sala.
– Então, pode começar a explicação Di Angelo? Quero terminar isso o mais rápido possível.
– Podemos viajar nas sombras? – o garoto simplismente pergunta.
– Não vejo problema... – ela responde um pouco insegura.
– Ótimo. – ele pega na mão da Grace e fazem a viajem.
Podemos dizer que não foi uma experiência para a filha de Zeus, ela precisou de cerca de um minuto para se recuperar.
– Você disse que não via problema, não reclame. – ele se limitou a isso enquanto comprava uma água para ela.
– Voltaremos para o Acampamento nem que seja a pé. – ela diz após beber um pouco de água – Qual a missão afinal?
– Encontrar uma semideusa que está abandonada na ruas de New Jersey, um detalhe. Ela tem seis anos.
– Seis anos?! Por que buscar ela tão cedo?!
– Você apareceu na hora na sala e não deu tempo de perguntar mais nada.
– Hã... Certo... Características? – o silêncio do filho do submundo irritou a garota.
– Nico Di Angelo!!! – ela estava pronta para invocar um raio.
– Eu já disse que a culpa é sua!! Quíron, você também não ajuda!! – se ele já é pálido, perdeu mais ainda a cor o que assustou a Grace e se acalmou.
– O que vamos fazer? – ela cruza os braços.
– Ir na sorte deve ser o melhor a se fazer... – ele suspira.
– New Jersey é uma cidade, não um bairro, Nico. Não vai ser fácil.
– Algo me diz que essa missão é uma brincadeira de mal gosto.
– Impossível, agora vamos! – ela se levanta e começa a andar.
Nenhum deles troca palavras, apenas Thalia que pedia para fazer algumas pausas e quando a noite chegou procuraram por um hotel barato.
– Francamente, não vimos nenhuma garota abandonada na rua e... – Nico a fez se calar com o dedo indicador pressionado nos lábios da garota.
– Peça dois quartos, eu vou conferir uma coisa. – ele diz olhando para um beco.
– Nem pensar, eu vou junto, seja lá o que te chamou a atenção, pode ser um monstro perigoso! – ele nada respondeu, apenas começou a caminhar.
Ambos entraram no beco e Nico foi recebido a paulada que foram pausadas quando ele segurou o objeto.
– Tch! O que está fazendo? – ele reclama.
– Q-Quem são vocês? – era uma garota pequena, mas parecia saber se defender bem.
– Uma... garota...? – Thalia pergunta para Nico.
– Desculpa, não era nossa intenção te assustar, sou Nico Di Angelo. – ele estende a mão e ela recusa.
– Eu sou Thalia Grace. – ela também estende sua mão, sendo ignorada também. – Qual seu nome?
– Por que deveria dizer?
– Garota sábia. – Nico sorri de canto – Estamos em uma aventura, não podemos pagar um hotel, então estamos aqui. – o garoto mente.
– Como posso saber que são de confiança?
– A escolha é sua. – a filha dos céus entra na “brincadeira” e se senta – Nós vamos dormir por aqui, tá?
– Tanto faz. – ela diz.
Cerca de uns cinco minutos se passam e ela finalmente se rende.
– Michelle Green.
– Pode dormir tranquila, ficaremos de guarda. – Nico disse e ela concordou se deitando com a cabeça nas pernas de Thalia.
– É uma filha de Poseidon. – Thalia comentou baixinho.
– Há algo além da cor dos olhos que evidenciem isso? – ele pergunta.
– O aroma dela, é como se eu estivesse na praia.
– Vamos para um hotel?
– Vamos. – ela concorda e Nico pega a garota no colo com cuidado.
– Sinto muito, só temos um quarto de casal... Se tivessem chego a uma meia hora atrás... – a mulher na recepção diz.
– Aceitamos. – a caçadora diz e a recepcionista entrega a chave.
– Se Ártemis souber disso...
– Você não é nenhum pervertido, não vou me preocupar com isso, principalmente com uma inocente criança conosco. – ela responde e abre a porta do quarto.
– Eu vou tomar banho pela manhã e você Grace? – ele pergunta se deitando junto de Michelle.
– Vou tomar um banho, senhor não-me-toque, no-jen-to! – ela mostra a língua e entra no banheiro.
Dez minutos depois a caçadora sai de seu banho e se depara com uma cena um tanto interessante o que tem também sua dose de fofura. Nico e Michelle abraçados como pai e filha.
“Que eu me lembre eu tenho uma câmera...” – pensa a Grace e logo tira uma foto, guardando a câmera rapidamente e se deitando na cama.
O Sol já fazia todos acordarem, estava alto no céu.
– Me deixa, Apolo! – resmunga Thalia.
– Cara-de-Pinheiro, são dez da manhã, levante logo.
– Dez?! – ela levanta na hora e bate a testa em Nico que havia se aproximado dela.
– Auch!! – ambos exclamam e a criança cai na gargalhada – Não ria! – disseram em uníssom bravos e ela se calou fazendo seu sorriso sumir.
– N-Não fique triste Michelle, desculpa ter gritado com você.
– Não, você tem razão, pode me bater.
– Eh? – uníssom novamente.
– Do que esta falando Michelle, por qual razão vamos bater em você? – Nico pergunta curioso
– Vocês não vão me bater como a mamãe? – ela estava chorando.
– Mas é claro que não. – Thalia abraçava a garotinha que desabou a chorar, arrancando um suspiro do Di Angelo.
– Qual o problema? – Thalia pergunta enquanto fazia carinho na cabeça da mais nova.
– Sorte que você está aqui, não iria saber lidar com algo assim. – ele explica coçando a cabeça envergonhado.
– Isso merecia uma foto! Você está vermelho! – ela exclama impressionada.
– Por favor, sem comentários desnecessários. – o rubor de vergonha cobriu ainda mais o rosto dele.
– Sim, sim. – ela para o carinho – Michelle?
– Sim? – ela estava com um sorriso enorme no rosto.
–Quer viajar com a gente? – Nico pergunta sentando ao lado dela.
– Sim, eu quero! – ela pega a mão deles – Eu posso fazer um pedido? – ela pergunta receosa.
– Pode sim. – Thalia responde gentilmente.
– Posso chamar você de papai e mamãe?
– O quê?! – exclamam em uníssom.
– N-Não pode, né? – o sorriso dela diminuiu um pouco, mas ainda assim não perdeu o sorriso.
A filha dos céus e o filho do submundo conversaram por olhares e por fim se deram por vencidos.
– Pode sim. – Nico responde a pegando no colo – Agora vamos terminar nossa missão? – ele pergunta a Thalia que concorda.
Após pagarem a estadia no hotel, eles saem as ruas.
– Vamos voltar como? – Nico pergunta.
– Quero chegar no Acampamento logo, vamos pela sua terrível viajem nas sombras. – Thalia responde a contragosto.
– Michelle, feche os olhos, ok? – Nico pergunta olhando para a pequena em suas costas.
– Ok. – ela fecha os olhos fortemente e Nico pega as mãos de Thalia.
Lá foram eles em direção ao Acampamento Meio-Sangue da forma mais rápida.
O som de água descendo pela garganta era ouvido.
– Ai, ai. Que ruim! – ela suspira – Michelle, você está bem? – ela concorda com a cabeça enquanto descia das costas de Nico.
– Vamos conversar com Quíron?
– Vamos. – ela concorda.
Os três vão até a Casa Grande e o trajeto até lá, atraiu muito... digo, milhares de olhares sobre eles.
– Vocês conseguiram achar ela! Michelle Green... Ele deve estar bem contente agora! – Quíron exclamava esbanjando felicidade.
– Poseidon é um irresponsável! Como ele pode deixar ela chegar as ruas? – Thalia se pronuncia.
– Isso não é comigo, se quer saber, pergunte a ele pessoalmente, agora levem ela ao chalé de Hermes, por favor.
– Ela ficará no meu chalé. – Nico se pronuncia com o humor não muito bom.
– Mas é contra as regras, ela precisa ficar lá até ser reclamada.
– Michelle, você quer ficar longe de mim? – Nico pergunta.
– Não! Ele é meu pai! – ela responde se agarrando a perna dele.
– Viu, é impossível. – ele diz sem muita paciência.
– Está bem, vou fazer uma exceção. Somente dessa vez.
Os três saem do local e vão até o chalé de Hades.
– Mamãe, onde você vai? – Michelle pergunta estranhando o fato da caçadora estar se distanciando.
– Michelle, eu não posso ficar aqui, eu me aventuro sozinha. – ela explica a menor ficando da altura dela.
– Mas... Você não pode deixar outro se aventurar por você? – ela pergunta com tristeza no olhar e a pergunta pega Thalia de surpresa.
– Nico, vamos ver Ártemis. – Thalia diz se levantando e pegando a garota no colo.
– Para quê?
– Apenas venha!
As caçadoras estava todas juntas de Ártemis.
– Chegou a tempo, Thalia. Estamos partindo. – a deusa diz.
– Lady Ártemis. – ela suspira – Eu gostaria de sair da caçada. – ela diz se curvando diante da deusa.
– O que está falando Thalia? – o filho de Hades pergunta estranhando.
– Você tem minha permissão. – Ártemis suspira – Está livre, pode ser que não agora, mas você pode amar a partir de agora.
– Não é com o propósito de amar que vou sair da caçada, lady Ártemis. Agradeço imensamente por sua permissão, mas meu motivo da saída é outro.
– Mamãe, estou com fome... – Michelle diz meio tímida.
– Bem, ela é a razão. Não quer que eu saia daqui, então, resolvi ficar por aqui.
– Eu conheço os planos de Afrodite, a próxima vez que eu estiver aqui já terá um dono desse coração.
– Acho que não, mas obrigada por tudo, lady Ártemis.
– Obrigada você, Thalia. Você foi uma das melhores caçadora que tive. – a deusa se vira para Michelle – Quem sabe você não vira uma caçadora? Seria interessante. – a pequena a olha com cara de quem não entendeu nada e a deusa vai embora.
– Papai, estou com fome! – ela atrai a atenção dos “pais”.
– Sim, vamos comer. – ele responde notando que já era hora do almoço.
Duas semanas depois...
Mamãe, por que você nunca beijou o papai? – a garota pergunta inocentemente, mas Thalia sabia que isso tinha dedo da sua melhor amiga.
– Michelle.
– Sim?
– O que eu já lhe disse sobre ignorar essas perguntas que a tia Annabeth te pede para me fazer?
– Mas não foi ela que me pediu para perguntar. – uma mãe saber notar quando um filho mente, Thalia pode não ser a mãe biológica, mas já sabe diferenciar quando a pequena mente e isso fez a ex-caçadora corar.
– Ei, Thalia estão... – ele olha para a filha de Zeus – Você está vermelha?
– E-Estou? P-Por que será, né? – ela começa a dar uma risada estranha.
– Michelle, o que aconteceu? – ele pergunta a pequena.
– Eu perguntei por que vocês nunca se beijaram. – ela explicou naturalmente.
– M-Michelle! – ele grita corando também.
– Tia Annabeth diz que quando ficamos vermelhos pode ser por vergonha, estão envergonhados?
– O-O que está falando, Michelle? – ela andou um pouco e acabou por escorregar, o que resultou nela em cima de Nico e dois lábios colados.
– Um beijo!! – a menor exclama animada e um relâmpago corta o céu limpo.
– Me desculpe, Thalia!! – ambos estavam mais corados ainda.
– Ei, vocês dois, o que estão fazendo aí no chão? – Percy pergunta entrando no chalé de Zeus.
– Eu acabei de escutar um trovão, aconteceu algo Thalia? – Annabeth pergunta entrando no local.
– Eles se beijaram, tia Annabeth! – Michelle estava com a energia aos 1000%.
– Vocês o quê?! – Percy e Annabeth gritaram ao mesmo tempo.
– Foi sem querer! Eu escorreguei e caí em cima dele! – Thalia explicou corada.
– Devemos acreditar, Sabidinha?
– Vamos fingir que acreditamos, Cabeça de Alga. – a loira respondeu entrando na brincadeira que o casal criou o que fez os outros dois corarem ainda mais.
– Podemos ir para esse piquenique logo? A irmã é tua, Percy! Não dê maus exemplos!
– Para estar se preocupando tanto... É um bom pai! Poseidon e Hades devem estar orgulhosos! – Percy e Annabeth começaram a rir.
– Vamos logo, antes que eu faça raios caírem sobre vocês dois! – Thalia diz e pega a cesta de piquenique.
Uma semana depois – Chalé de Hades – Noite
– Você deveria pedir para se mudar de uma vez para cá, Thalia. – Nico diz enquanto via a filha de Zeus entrar no chalé 13.
– Ele não vai deixar e eu só durmo aqui porque é melhor que se sentir vigiada por uma estátua. – ele suspira.
– Bem, se acomode como quiser. – ele se vira para dormir e ela logo aparece ao seu lado.
– Se acomode como quiser? Então dorme abraçada comigo?
– Cheirou flor de Lótus?! – ele pergunta em grito/sussuro.
– Ártemis tinha razão, eu tenho o direito de amar, então eu resolvi amar alguém. – ela disse se aninhando nos braços de Nico.
– Você sabe que não é assim que se confessa... – ele comenta com um pequeno sorriso
– E não é assim que se corresponde alguém. – ele se dá por vencido e a puxa para um beijo.
– Você está fazendo uma brincadeira com o fato de eu não conseguguir me expressar direito?
– Se quiser considerar assim... – ela mostra a língua – Uma amiga minha uma vez me disse que um beijo vale mais que mil palavras, então quem precisa se expressar? – ela disse após recuperar o fôlego do beijo e voltando a beijar ele.
– Agora podemos nos considerar pai e mãe da Michelle?
– Só falta mudar os sobrenomes. – ela acrescenta e ambos sorriem e se abraçam.
– Nada contra meu pai, mas no momento eu prefiro ser vigiada por um senhor Não-Me-Toque.
– Contanto que nenhum raio caia sobre mim, eu aceito vigiar você. – assim ambos dormem.
– E assim termina a história de Thalia e Nico, um casal um tanto diferente, mas que minha mãe conseguiu juntar. Como é que ela diz mesmo? Casal Thalico, um casal especial, pois eles tiveram a honra de poder ter a ajuda de Ártemis e Poseidon, apesar de que a ajuda de Poseidon foi pura questão de coincidência, mas mesmo assim criou belas memórias, afinal, eles parecem uma família juntos.
– E por que está me contando isso, Eros?
– Você está se remoendo de curiosidade para saber como está a felicidade de sua ex-caçadora, eu quis apenas ajudar.
– Se já respondeu o que lhe aparenta estar dizendo que estou me remoendo de curiosidade para saber, pode se retirar do meu acampamento. – Eros sorri.
– Com licença. – ele desapareceu então.
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