Plano Infalível
10 Capitulo X
Notas iniciais
♦ Plano infalível ♦
♦ Capitulo X♦
– Então ele passava enfrente a casa dos meus pais, no mesmo horário todos os dias, inclusive nos finais de semana. — Tossiu. — Me perdoe querida, a idade chega para todos.
– Claro, sem problemas.
– Nos domingos ele usava terno. Era tão bonito, ainda mais quando dirigia o Cadillac. — interesseira – Sua família era a mais rica da cidade, ao contrario da minha. Eram muitos irmãos, muitas bocas para alimentar. — Ela suspirou. — Foi meu primeiro marido, meu primeiro golpe do baú. — Sabia que essa velha era mercenária, meu sexto sentido nunca falha.
– O primeiro golpe sempre é inesquecível. — Fiquei tocada com sua história. Gente é o primeiro golpe, não é algo que se esqueça facilmente. Creio eu.
– Fique quieta Abgail, pare de amolar essa mocetona com suas histórias, sua caduca. — Interferiu outra velha no assunto, espera ai ela me chamou de moce.. o que?
– Escute aqui minha senhora, mocetona é a sua filha. — Comigo é assim amoreco, mexeu comigo e a mesma coisa que pedir para eu ofender a sua família. O que vai dizer agora hein sua múmia?
– Viu só? Além de bonita e educada. Muito obrigada minha querida, de onde conhece minha filha?
Educada? Acabei de xingar a sua filha mulher, de qual planeta você é? Argh! Esqueçam isso, acho que devo um pouco de informações a vocês certo? Pois bem, estou em uma tribo de Zildas*, não descobri ainda se esses seres são canibais ou não, mas com certeza são perigosas. E uma missão de infiltração, segundo as informações que obtive de uns caras conhecidos da máfia, temos que ficar aqui até as cinco da tarde. E adivinhem só quem me colocou nessa roubada? Quem disse Sasuke está de parabéns.
Ok, ok, eu sei que essa história não colou. Estamos aqui cumprindo a pena de trabalho comunitário daquele imbecil, ou melhor, EU estou cumprindo a pena enquanto aquele bastardo fica conversando com uma enfermeira oferecida. Que Zeus jogue um raio na sua cabeça Uchiha do capiroto.
– Minha querida está tudo bem? — Perguntou a membro mais velha da tribo, digo do albergue.
– Perdão, o que disse? — Acho que estou ficando surda por osmose. Trágico.
– Deixe a garota em paz Iracema, quando se perde nos pensamentos assim é porque tem homem no jogo.
– Homem? Acho que vocês estão me confun…
– Não precisa ter vergonha menina, todas nós já tivemos a sua idade. Lembro como se fosse ontem do meu amante, já que meu marido nunca comparecia na hora da saliência. Mas o Dirceu sim, oh como tenho saudades do Dirceu.
– Quieta sua velha, não coloque abobrinhas sobre amantes na cabeça colorida dessa menina. Esses jovens, onde já se viu ter o cabelo rosa! Na minha época você não arrumaria um bom marido assim, ouviu o que acabei de falar mocinha?
– Pare de criticar a juventude mulher, quando você era moça não tinha vergonha alguma de fazer essas coisas, a cidade toda ficou sabendo quando fez aquela tatuagem.
– Por isso mesmo me casei com aquele traste do Geraldo. Acha que aquela vida de jovem rebelde ia dar em alguma coisa?
– Pelo menos você não se casou só para dar alguns golpes no baú. — Gente, estou sentindo uma indireta de velhas. Adoro. — Quantos maridos você teve mesmo Abgail?
– O que disse Zuelide?
– Quantos maridos você teve, sua velha surda.
– Foram sete, nunca vou me esquecer do Sebastião, foi o amor da minha vida. — Fez uma pausa para um suspiro e prosseguiu — Estão vendo aquele rapaz conversando com aquela rapariga que nos trás remédio? Se parece muito com ele.
– Você não muda, cada dia o amor da sua vida e um. Ontem foi um tal de Inácio.
– Desculpe, mas você está se referindo ao Sasuke? Aquele moreno conversando com a enfermeira? — Questionei, não por que tenho interesse em conversar sobre ele, mas imaginem só se esse Sebastião é um parente distante que tem um super podre. As vezes temos que dar espaço ao Sherlock Holmes que existe dentro de nós.
– Esse moço mesmo, olhem só como ele lembra um anjo. — Tragam um par de óculos a essa velha por favor! Obrigda, de nada.
– Anjo? Aquele cara — Falei apontando para ele, só para dar ênfase mesmo. — E a personificação do capeta, vocês acreditam que até preso ele já foi?
Um “O” se formou em suas bocas. Opa! Vovó coloque sua dentadura no lugar. Isso, boa garota. Continuando .... Acho que minhas novas amiguinhas nunca iriam imaginar uma coisa dessas, ficaram chocadas e inconformadas. Tentei manter meu semblante neutro e sério — mas por dentro era só alegria, coisa que ninguém precisa saber. — para passar mais convicção a elas. Acho que vou largar mão de ser médica e virar atriz logo, posso fazer par romântico com o Capitão América nas próximas sequências. Já falei que manjo dos beijos técnicos? Pois então, manjo muito.
– Desde que ele colocou os pés aqui, achei suspeito.
– Sempre soube que era um mau elemento. — Datena é você?
– Isso nos ensina a não confiar nos rostinhos bonitos, aprendeu a lição minha filha?
Todas elas são aspirantes a Mãe Dináh obviamente. Mudam de opinião igual a Ino muda de roupa, e ainda querem dar exemplo. Tsc. Vou relevar porque agora iniciamos uma conversa sobre como o Sasuke/homens são uns falsos. — Nem preciso dizer que estou adorando né? E como brinde, aproveitando nosso momento bicha má, vamos soltar um pouco de veneno naquela enfermeira de quinta. Lacrei na cara da concorrência. Aplausos.
– Ela é realmente uma garota suspeita, toda vez que trás os meus remédios fico com sono. Não duvido nada que ela coloque alguma coisa neles.
– Essa menina é outra que não me engana. Seu Adinilsson disse que ela é parente da representante, não podemos fazer nada.
O assunto rendeu por mais um tempo, a enfermeira — que se chama Tayuya ou Talukia, elas não chegaram a um acordo quanto a isso, tanto faz. — só tem esse emprego porque é afilhada da prima por parte de pai da neta da irmã da representante. E falando nela, sua fama é péssima por aqui, todas falaram que ela é tipo o Joffrey Baratheon* — Todo mundo em sã consciência odeia.
– Hey garotas, hora da ioga. Porque não vão para os seus lugares? — Ouvi uma voz sedosa e arrastada interrompendo nosso clube da luluzinha. E adivinhem só, era a sirigaita.
– Sim querida, já estamos indo.
– Seu cabelo cresceu Talukia.
– E Tayuya senhora Abgail.
– E o que foi que eu disse menina?
– Talukia.
– Mas seu nome não é Tayuya? Não faça hora com uma senhora mocinha, no meu tempo os jovens respeitavam mais os idosos. — Deu um pequeno impulso para se levantar e andou vagarosamente para a tal aula de ioga. Só falou umas explosões para completar o clima, quem essa mulher pensa que é fazendo essa cena? Um power ranger? Quando audácia.
– Essas senhoras são fogo! Porque não vem se juntar a nós? Seu amigo já concordou em ir, pode ser divertido. — Ah então aquele homo sapiens mal desenvolvido resolveu ir fazer ioga? Cretino. Conversar com os velhotes que é bom nada! — Ele … hã … vocês ….
– O que tem nós dois? — Aqui é oito ou oitenta chuchu, desembuche logo.
– Vocês tem algum tipo de …. relacionamento? — Perguntou, sussurrando a ultima palavra.
Era uma pergunta difícil. Ela certamente não entenderia se eu falasse algo como “sim e não” ou se eu inventasse que ele era meu amigo gay.... Caramba sou um gênio, todo mundo tem um amigo que chupa até o carroço da fruta que a gente gosta! Seria perfeito, se não fosse pelo detalhe da vingança. Acho que estou traumatizada com aquela humilhação pública na garagem do prédio e mais ainda por ter dançado “A lua me traiu” no semáforo do faculdade. Bom, isso foi coisa do Itachi, mas aposto que essa genética Uchiha e toda amaldiçoada assim.
– Somos namorados Tay. — Sasuke e sua mania de chegar sorrateiro feat gasparzinho. — Já lhe disse isso.
– Sim, talvez eu tenha me esquecido desse detalhe — Balbuciou a ruiva um pouco sem jeito. — Vamos, as senhoras estão esperando.
Puxei Sasuke pelo braço assim que a tal enfermeira chinfrim tomava distancia. Ele pensa que pode chegar, trocar meia dúzia de palavras e ficar tudo resolvido? Não nessa vida querido.
– O que você pensa que está fazendo seu idiota?
– Você pode ser um pouco mais específica Haruno.
– Ok. Vamos explicar passo a passo então. Você me arrasta até essa fabrica de naftalina, fica de papo com essa gentalha ruiva, enquanto eu — que por sinal não tem motivo algum para estar aqui – tenho que escutar essas senhoras golpistas, surdas e estranhas o tempo todo. E como se não bastasse tudo isso, tenho que aguentar uma garota querendo dar para você, além de levar meu corpinho até uma aula de ioga! IOGA Sasuke! Você não sabe como odeio isso! Argh!
– Respire fundo colorida. — Dizia com um sorriso torto nos lábios. — Não é tão ruim assim namorar um cara que deve alguns trabalhos comunitários, além do mais, não foi você mesma que me sugeriu que fizesse? Aquela sua amiga morena parece ter entendido isso. Será que devemos explica-la que foi apenas um mal entendido?
– Você não ousaria Uchiha. Se você abrir essa sua boca inútil para qualquer pessoa, eu juro que espalharei para toda cidade que você ... — pense Sakura! Já sei! – não dá conta do recado, que desanima na hora H, bate fofo, precisa da azulzinha e não dá no couro. Ou seja: um belo de um broxa!
Acho que a convivência com aquelas velhinhas afetou um pouco meu cérebro, mas seja como for, o importante é que funcionou. Os olhos de Sasuke se arregalaram em cada palavra sobre sua masculinidade proferida. Totalmente desnecessário dizer que adorei ver alguma expressão naquele rosto que não seja sarcasmo.
– Escute aqui garota — Falou em um tom que somente eu escutaria. — Se fizer isso, serei preso por homicídio. Mas antes — Sussurrou mais baixo ainda. — Serei forçado a lhe provar que está enganada. Completamente enganada Haruno Sakura.
Senti minhas maças do rosto corando levemente. Merda! Pareço uma adolescente idiota. Tomei consciência de me recompor e ignorar essa possível … ameaça. Passei por ele, fazendo questão de trombar em seu ombro. Qual é, as mocinhas de filmes americanos sempre fazem isso! Hump!
Segui até a bendita aula de ioga, me acomodando em um colchonete no fundo da sala. Logo sinto uma aura negra e maligna se aproximar. — Obviamente toda essa carga negativa pertence ao Uchiha – Olhei com rabo de olho em sua direção, recebendo um sorrisinho em resposta. Cretino! Me levantei pegando o colchãozinho ridículo azul marinho, com a intensão de me dirigir ao lado extremo da sala. Ficar perto daquela enfermeira parecia ser menos perturbador.
Há passos largos marchei em sua direção, tropeçando no meio do caminho em alguma velha estranha. — Diabos!
– Olhe por onde anda minha filha!
– Hey, você que colocou sua muleta no cami …
– Sakura-chan?
– Chiyo Baa-sama? — Puta merda, a avó do Sasori não!
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