Plano B
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Era uma noite agradável, o céu estava estrelado e o ar estava fresco, era uma noite maravilhosa para todos menos para Regina Mills que saia frustrada de mais um encontro as escuras com um Zé mané convencido.
Ela chega em casa e bate a porta com força e começa a tirar o vestido caro que tinha comprado especialmente para esse encontro, vestiu uma camiseta que foi de seu pai e liga o seu notebook e fica encarando sua tabela de fertilidade e solta um suspiro.
— O que tem de errado com você Prefeita Mills? A mulher mais poderosa da cidade é incapaz de arrumar alguém para realizar seu sonho de infância?
Ela pega seu diário e ver em uma folha personalizada com recortes de revista de mulheres grávidas e alguns rostinho de bebês as seguintes frases, " Se apaixonar ", " casar " e " ter um filho. " ela pega uma caneta rosa e circula a última frase e escreveu " Não necessáriamente nessa ordem "
— Plano B. — Fala essas palavras e guarda o diário, desliga o notebook e se joga na cama.
***
Algumas semanas depois Regina estava em uma clínica deitada em uma maca com as pernas pra cima encarando suas unhas dos pés.
— Meu Deus minhas unhas estão horríveis, se eu estivesse fazendo isso da forma natural teria feito as unhas com certeza.
— Oi? — O médico aparece do meio de suas pernas.
— Minhas unhas.
— Não se preocupe, estou olhando para seu útero. — Ele se levanta tira as luvas e levanta mais suas pernas. — Volto daqui a 10 minutos.
Enquanto ela esperava ficou relembrando uma conversa com sua amiga.
[ Flashback on ]
— Ingrid, cansei de esperar pela pessoa ideal, já tenho 35 anos.
— Sabe porque você quer tanto um bebê? — Ela fala arrumando o balcão. — Porque você não tem filhos.
— Mais você disse que era ótimo ter uma criança em casa.
— E é, quando eles estão dormindo ou na escola. — Ela sorrio.
— Não vai me apoiar?
— Claro que vou, sou sua amiga. — Ela vem até a mim e me abraça.
— Que bom que eu tenho você. — Sorrio correspondendo seu abraço.
— Tenho um grupo de mães solteiras, elas também poderá te ajudar.
[ Flashback off ]
— Pronto Regina, agora se vista e pode ir embora.
A voz do médico me tira do flashback que tive de uma conversa com minha melhor amiga, ela tinha duas filhas entre 6 e 9 anos e as criavam sozinhas e eu achava isso incrível.
Sair da sala andando com as pernas bem juntinhas, o dia estava horrível, chovia e ventava muito e eu estava feliz, muito feliz.
Vou até um taxi e abro a porta e entro e digo para o rapaz qual era o meu destino, olho para o lado e vejo uma loira me encarando.
— O que está fazendo no meu táxi? — Olho pra ela incrédula.
— Está escrito seu nome nele? — Falo observando a morena toda nervosinha.
— Olha garota não vou te responder como você merece porque estou com um ótimo humor hoje. — Falo abrindo a porta do carro, quando saiu percebo que a loira também saiu. — Você é burra? Por que saiu do carro?
— Você saiu do carro também? — Falo sentindo a chuva me molhando toda. — Espera, me chamou de que?
— Ai me deixa em paz. — Vou caminhando na chuva até o metrô.
Estava no metrô pensando se daria certo a inseminação quando vejo a loira se aproximando de mim.
— O que aconteceu para você ficar de bom humor? Fiquei curiosa. — Falo me aproximando dela.
— Está me seguindo? — Falo a encarando.
— Não, mais por sua culpa tive que sair do meu táxi e me molhei toda e nenhum outro taxi parou pra mim. — Sorrio.
Fico olhando aqueles olhos verdes e vejo as portas do trem abrir e saiu me afastando dela, logo escuto a voz da loira novamente.
— Me deixa garota, parece carrapato. — Reviro os olhos e vou para rua com ela ainda me acompanhando.
— Olha isso bronquinha. — Falo com a morena apontando para o chão.
— O que?
— Uma moeda da sorte, vou pegar para você. — Falo me abaixando e pegando a moeda e coloco em sua mão, e vejo ela sorrir e isso aquecer meu coração.
— Bom, muito obrigado pela moeda. — A loira me olha. — Mais eu estou com sorte hoje. — Coloco novamente no chão e a olho. — Vou deixar para alguém que precisa de verdade.
Me afasto da loira que ficou parada me olhando com um sorriso bobo e vou para casa.
Cheguei na minha casa e liguei para Ingrid não demorou muito para que ela chegasse, ela tinha as chaves de casa então chegou entrando e me encontrou no quarto com as pernas pra cima e rio.
— Explica, estou confusa pra que ficar assim? — Ela falou sentando na cama.
— Pra garantir que ele vai ficar aqui. — Rio.
—Não funciona assim sabia? — Ela me puxa e me levanta. — Anna e Amy estão lá embaixo querem dar um beijo na tia Regina.
— Ownt, vão dormir aqui hoje? — Falo descendo as escadas.
— Claro.
No dia seguinte vou trabalhar na prefeitura e lá fiquei pensando na loira abusada que e me perseguiu ontem, não tirava os olhos dela da minha cabeça estava tão distraída que não vi a Ingrid que não era só minha amiga era a minha secretaria também, entrando na minha sala.
— Regina, esqueceu da feira de gastronomia que vai inaugurar hoje?
— Porque tenho que ir?
— Inauguração de uma coisa que é novidade na cidade é quase uma obrigação você ir e fazer um discurso. — Ela termina de falar e eu suspiro me levantando e indo até lá.
Chego na feira e depois de cumprir as minhas obrigações política fico passeando entre as barracas olhando os produtos e as comidas, Ingrid me puxa até uma que vendia bolinhos ela ficou escolhendo uns pra meninas enquanto eu olhava em volta e vejo a loira do táxi na barraquinha de queijo.
— Morena nervosinha.
— Loira abusada.
— Está me seguindo? — Pergunto e ela solta uma gargalhada debochada. — Que foi?
— Acha mesmo que eu ia perder meu tempo te perseguindo?
— Para, você me perseguiu até o taxi aquele dia.
— Não querida, você roubou o meu táxi. naquele dia. — Falo e vejo uma moça de roupas curta se aproximando e grudando nela.
— Quem é essa ai Emma? — A moça perguntou a Emma olhando Regina de cima a baixo.
— Pior que não sei Ruby. — ela rir.
— Regina Mills. — Falo olhando pra elas e sinto Ingrid me puxando olho para Ingrid. — Vamos embora.
— Quem são essas? — Ingrid perguntou.
— Pessoas que não vale apena conversar.
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