Planeta (In)Perfeito
16 Velho conhecido.
Notas iniciais
30 anos atrás.
Um homem está sentado em sua cadeira, fitando a chuva cair com um olhar plúmbeo. A expressão triste em seu rosto caracterizava um passado complicado. Um passado do qual este homem tentava esquecer constantemente.
Batidas na porta. Quem iria querer fazer uma visita bem na hora de dormir, e pra completar num tempo chuvoso?
“Quem está aí?” – pergunta o homem ainda sentado em sua cadeira.
“Sou eu, Antônio.”
Aquela voz. A voz que o fazia lembrar do passado. A voz que Antônio relutava para tentar esquecer, estava ali, batendo na sua porta.
Antônio prontamente levanta e vai até a porta, abrindo-a.
“O que faz aqui depois de todo esse tempo? Ainda mais com essa chuva...”
“Não vai me convidar para entrar?”
“Você não precisa disso. Afinal, você é o Rei. Você faz o que quer, sempre!” – Antônio se afasta da porta.
O Rei entra e fecha a porta.
“Sua história está se espalhando, você precisa ser mais discreto! Se todo o reino descobrir, eu não sei o que seria capaz de fazer...” – o Rei parece perdido com seus próprios pensamentos.
“Isso tudo é culpa sua. A gente era feliz antes disso tudo começar.”
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