Planeta (In)Perfeito
18 Todos têm a chama, mas deixam se apagar.
Notas iniciais
Ignis então se juntou a aventura de In em busca de respostas.
Dizia ela ter se juntado por puro tédio. A verdade é que ela estava curiosa desde a conversa que teve com ele.
Após os dois terem sido interrompidos pela chuva, em sua casa ela começou a pensar sobre tudo aquilo até que uma antiga lembrança veio em sua memória.
Quando era mais nova – por volta dos 6 anos – sua mãe estava indo inscreve-la numa escola de balé. Todas as garotas começavam a fazer balé nessa idade, era algo cultural.
A caminho da escola, Ignis ficou com uma sensação incômoda de desânimo. Aquilo não era bem o que ela queria. Ela queria brincar de ser marinheira. Em sua cabeça, imaginava como era fazer um navio sarpar, enquanto gritava com outros tripulantes de seu navio imaginário.
Ao chegar na escola — vendo todas aquelas meninas dançando felizes — ela pensou:
“Isso não é certo! Não posso ser uma marinheira. Todas as meninas fazem balé, então tenho que fazer balé também.”
Agora ela questiona se esse pensamento era realmente certo.
Talvez todos na vida já pensaram como In, mas apenas ele não permitiu essa ideia ser apagada pelo padrão de Aipotu.
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