Plain Sight - Jungkook BTS
1 Como eu não me apaixonaria?
Notas iniciais
06h 30min
Inglaterra
Amy Lins
Acordei depois do terceiro toque do despertador que insistia em me acordar para mais um dia com muitos afazeres. Minha vida era resumida em uma só rotina, escola pela manhã, aula de dança pela tarde, e algumas vezes tenho clube do livro pela noite, mas quando não tenho que ir ao clube, sempre saio para algum lugar com o meu melhor amigo ou ficamos na minha casa.
Espreguiço indo até o banheiro que fica no meu quarto, faço minhas higienes matinais e tomo um banho demorado. Depois de alguns minutos embaixo do chuveiro repassando tudo o que eu vou fazer no meu dia, saio do banheiro e me visto com o uniforme escolar, que é composto por uma saia azul escuro acima dos joelhos e um casaco da mesma cor e enfeites dourados rodeando o símbolo do colégio. Passo uma maquiagem de leve e penteio meus cabelos os deixando soltos mesmo, gostava assim.
Depois de muito tempo enrolando na minha casa, finalmente saio, vou até o meu carro na garagem.
— Não ia se esquecer de mim, não é? — perguntava Jungkook aparecendo do nada atrás de mim. Tomo um susto e o mesmo ri. Realmente eu tinha esquecido que o garoto hoje iria comigo para o colégio.
— Claro que eu não esqueci, sr. Coelho. — minto tentando disfarçar o meu sorriso falso. O castanho corre na minha direção e abraça-me confortavelmente.
Sr. Coelho é um apelido carinhoso que dei a ele. Além do mesmo ter dentinhos iguais a um, ele às vezes gosta de imitar um coelho, por isso, desde criança chamo-o assim.
Entramos dentro do meu carro, Jungkook sentou na frente comigo. Ficamos conversando animadamente, enquanto o mesmo me fazia rir, é complicado dirigir as ruas com ele tagarelando sempre, tem que ter muita atenção, porque o coelho parece que não tem medo de acabar morrendo.
— Vai para aula de dança, hoje? — pergunto ainda atenta ao trânsito, e o mesmo assente.
O caminho de minha casa para o colégio não é tão longe, mas eu me recusava a ir andando.
— Hoje quero que você me mostre a coreografia que você criou, ok? — ele pediu, me encarando e eu fico um pouco nervosa. Eu estava criando uma coreografia de Hip Hop para uma batida que encontrei na internet, Jungkook acabou me flagrando na aula tentando criar, o mesmo viu um pouco do começo dela, mas ainda não estava pronta.
Isso aconteceu semana passada, e desde então, o moreno sempre me perturba para mostrar a ele.
— Ok. — digo minimamente. Depois de alguns minutos, chegamos no colégio.
— Qual vai ser sua primeira aula? — ele perguntava enquanto saímos do carro no estacionamento da instituição.
— Psicologia, e a sua? — digo caminhando ao seu lado, o mesmo entrelaça nossas mãos, quem nos visse achariam que estamos namorando, mas a maioria das pessoas que já nos conhecem, sabem que a nossa relação é somente a base da amizade.
Jungkook me trás conforto quando estar perto de mim, acho que minha vida não faria mais sentindo sem ele, conheço-o desde criança, ficamos muito próximos muito rápido, era como se o destino quisesse que sejamos amigos.
— Infelizmente, matemática. — diz fazendo um bico fofo e triste e continua. — Nos vemos no refeitório? — pergunta em frente a minha sala.
— Sim, bye. — o mesmo me abraça novamente e me dá um beijo na minha bochecha e logo corre para sua sala, para não acabar se atrasando.
Entro na minha sala, já com os olhares de Mark Tuan— mais conhecido como Matt –sobre mim. O mesmo me encarava como se eu fosse sua presa, ou que eu tenha feito algo errado e está prestes a me dar um sermão daqueles. No entanto, era só ciúmes, provavelmente me viu com o Jungkook. Matt desde o ano passado começou a nutrir sentimentos por mim, o garoto não tem vergonha de admitir e sempre deixa muito claro. Enfim, ele está sempre esperando-me entregar se a ele, mas eu não gosto do garoto.
O principal motivo para mim não dá uma chance para Matt, é porque ele se achava demais e é muito pegador, eu sei, se ele gostasse mesmo de mim não estaria pegando geral, mas o mesmo faz isso para tentar me deixar com ciúmes, o que é em vão, não sinto nada pelo garoto, ele pode até ser bonito, mas não faz o meu tipo de garoto ideal.
Sento no final da sala, na penúltima cadeira, Matt teve a coragem de sair do meio e pôr sua mochila ao lado da minha.
— Bom dia. — o mesmo sorri para mim e se senta na carteira ao lado. Contribui o sorriso, mas ele sabe que estou incomodada.
— Bom dia. — falo virando a cabeça para o lado, para não poder o encarar.
O professor de psicologia adentrou a sala de aula, comprimentando com um sorriso. O homem que aparentava ter cerca de quarenta e cinco anos começou a explicar um assunto no livro. Minha mente estava em outro lugar, na verdade, estava em uma pessoa, Jeon Jeongguk.
Ele é meu melhor amigo, mas eu me sinto completa com ele. Sempre fui o tipo de garota introvertida na frente das pessoas, não sabendo puxar assunto, resumindo, não sou muito de socializar, mas junto dele, sou eu mesma, a garota sonhadora, feliz, e de muitas outras qualidades boas. Por isso, a presença do mesmo me deixa mais confortável, comecei a vê-lo mais que amigo, desde o dia em que dei o meu primeiro beijo nele e em que quase perco minha virgindade com o mais velho.
Todas as minhas maiores experiências e aventuras foram ao seu lado. Como eu não me apaixonaria? Pena que aposto que ele me ver apenas como uma melhor amiga, talvez é para ser assim.
— Amy? — Matt me cutucava, tirando-me dos meus pensamentos.
— O que foi? — falo um pouco irritada, não gosto quando ficam me cutucando compulsivamente.
— A aula acabou e você continua aí, sonhando acordada. Eu sei que sou irresistível ao ponto de você não aguentar mais sonhar comigo, mas para você ter um futuro brilhante na sua vida, precisa começar a prestar mais atenção na aula. — o garoto dizia ironicamente, o que me fez revirar os olhos.
— Você se acha demais, Matt. Tenho pena de você. — digo sorrindo sarcástica, levanto-me e vou até a porta de saída da sala.
— Você ainda vai implorar para ficar comigo, Amy! — viro em sua direção que estava atrás de mim. O garoto estava com um olhar irritado e parecia bravo. Não posso fazer nada, se ele não se toca de uma vez e vai procurar quem o mereça. — Vai cair aos meus pés e implorar, você vai ver, pequena garota. — isso foi uma alerta?
— Eu tenho mais o que fazer, Matt, boa refeição. — digo sorridente, para mostra-lo que nada do que o mesmo fala, me afeta de alguma forma, o que é verdade, eu não ligo para o que o loiro fala. Só consegue sair merda de dentro da sua boca.
Saio da sala deixando-o sozinho, vou em direção ao refeitório onde encontrei Jungkook na fila para pegar o lanche.
— Olha quem finalmente chegou! Você demorou muito, já estava preocupado. — ele dizia me olhando e fingindo dá um sermão.
— Desculpa, pai, é que perdi a hora. — digo irônica e o mesmo rir.
— Tudo bem, filhinha. Sonhando acordada denovo?
— Na verdade, é o Matt que resolveu ter uma conversinha comigo. — digo revirando os olhos.
— O que ele lhe disse? — perguntou mudando seu humor.
— Nada demais, só tentando fazer com que eu fique com ele, só sai merda de sua boca, suas palavras são insignificantes para mim. — digo e o mesmo sorri para mim.
— Fico feliz por não gostar do Matt, isso prova que você é diferente das outras garotas. — ele sorri com os olhos, seus olhos brilhantes que me deixavam quase sem reação ultimamente.
— Fico feliz se você pagar o meu lanche. — digo divertida e o mesmo gargalha.
— Ok, mas só dessa vez, não se acostume. — disse entregando o dinheiro para mim, para quando chegar na minha vez na fila, eu pagar.
— Obrigada, não sei o que seria de mim sem você. — digo o abraçando o trás.
— Você só seria... você.
— Eu não quero ser só eu.
Depois de alguns minutos esperando chegar a nossa vez, finalmente pagamos e pegamos os nossos lanches e colocamos na bandeja e saímos para procurar um lugar para sentar. Jungkook deu a ideia de irmos até o pátio comer tranquilamente, já que a esse horário ninguém estaria perambulando pelo colégio. Concordo com ele e fomos sem que ninguém nos vissem.
Chegamos no local determinado e sentamos-nos nos banquinhos que tinham lá.
— Eu estou morto de fome. — falava segurando firmemente o seu enorme hambúrguer, sua comida preferida desde que chegou da Coréia do Sul para cá, segundo ele, o hambúrguer daqui era o melhor, o que eu não concordo.
Começo a comer também, mas fomos interrompidos por alguém se aproximando da gente.
— Olha quem estão aqui, os dois pombinhos, os dois amiguinhos que não admitem que se pegam quando ninguém estar olhando. — Matt se aproxima ficando na nossa frente cruzando os braços.
— O que você quer, intrometido? Será que não percebe que é uma pessoa insignificante para mim e para ele! — digo levantando-me ficando na sua frente. Meu rosto expressava raiva pura, o loiro consegue me fazer perder os meus controles. Eu não aguento mais suas provocações, querendo chamar atenção.
— Amy, deixa ele aí, se fingimos que ele não estar aqui, talvez o mesmo se toque que está incomodando. — dizia Jungkook levantando também e vindo na minha direção, segurando minha mão direita. O mesmo apertava me trazendo conforto.
— Eu não vou gastar saliva com ele.
— Lindo, a cena mais linda dos dois apaixonados, parece até cena de novela. — falava Matt gargalhando, o que me fez o olhar mortalmente, Jungkook apenas virou meu rosto para olha-lo e não ligar para o que o loiro oxigenado fala. — Vocês dois juntos me dão nojo.
— Não precisamos dos seus ciúmes, Matt. — falou Jungkook sorrindo sem mostrar os dentes.
— É mesmo!?
Antes do Jungkook responder, o mesmo foi jogado no chão, enquanto recebia socos do Matt. Arregalo os olhos e tento tirar o intrometido de cima do meu amigo, sempre Matt para estragar o momento.
— PARA COM ISSO! — grito ainda tentando tiro-lo, mas Jungkook foi forte e conseguiu trocar as posições fazendo Matt ficar em baixo do mesmo. O coreano começava a soca-lo compulsivamente, estava com muita raiva, era rara as vezes em que ele ficava com raiva, só o loiro para conseguir encher o ego do Jeon.
Tentei tirar ele também, mas eu não tinha forças o suficiente.
— JUNGKOOK!
Depois que gritei o garoto parou de soca-lo, Matt já encontrava-se desacordado. Jeon não estava acreditando no que estava fazendo, saiu de cima do loiro com as mãos cortadas. Sangue saía do nariz e da boca do Matt, eu achei bem feito, mas não precisava fazer isso.
— Desculpa, Amy. — o garoto abaixou a cabeça vendo a besteira que tinha feito.
— Você pode ser suspenso, sabia? — eu gritava com o mesmo. — Será que você não percebeu que ele estava lhe provocando, não era para ter continuado, Jungkook. — gritei a plenos pulmões, eu estava com muita raiva, aposto que meu rosto deve estar totalmente avermelhado.
— Desculpa novamente, eu fiquei nervoso.
— Tudo bem, mas por favor, não faça mais isso. — falava chegando mais perto do coreano. — Não queria que acontecesse alguma coisa grave com você, não quero te perder. — digo o abraçando fortemente e logo foi retribuído.
— Eu só queria que ele se tocasse um pouco, ele não merece você.
— Vamos leva-lo para a enfermaria? — pergunto. Eu sei que é tolisse ajudá-lo depois do que ele fez, mas se a gente não ajudasse estaríamos sendo que nem ele, uma pessoa ruim, e com toda certeza, poderíamos ganhar uma suspensão ou quem sabe até ser expulsos do colégio. Não era o que eu queria e aposto que nem Jung Kook.
Pegamos o loiro desacordado do chão e fomos em direção a enfermaria, quando chegamos no local, a enfermeira olha para a gente incrédula. A mulher que aparentava ter trinta e poucos anos, estava totalmente assustada com a situação em que o garoto se encontrava. Jungkook também estava machucado, o mesmo colocou Matt na cama e sentou-se para a mulher fazer um curativo e depois cuidaria do loiro.
— Vocês estavam brigando? — a mulher ainda parecia indignada com os meninos machucados.
— Foi só uma briguinha besta, nada de mais...
— Nada demais?! — a mesma interrompi Jungkook e continua. — O garoto está desacordado.
— Não vai contar para o diretor, vai? — pergunto preocupada, o homem não pode saber disso, senão, adeus escola.
— Vocês tem sorte de eu estar de bom humor. — a mulher falava finalizando os curativos do coreano.
— Obrigado, moça. — Jeon disse após levantar.
— Denada, vou cuidar do rapazinho, estão liberados.
Jungkook segurou minha mão e saímos da sala. O clima estava um pouco desagradável, ele estava estranho.
— Porque está assim? — pergunto e ele me olha.
— Se ele acordar e resolver se vingar? — fala um pouco tenso.
— Ele não é doido o bastante. Não se preocupe, nada vai acontecer. — digo sorrindo tentando conforta-lo. Coloco minha mão esquerda – que estava livre de seu aperto aconchegante – em sua bochecha e o mesmo fecha os olhos sentindo-me.
— Eu não confio nele, desde o ano passado, nunca fui com sua cara.
Isso era verdade, Matt e Jungkook no mesmo cômodo não dava certo. Eles sempre se estranharam, mas aposto que era ciúmes do Matt.
— Eu também não confio nele, só vamos esquecer o que aconteceu hoje, ok? — digo e o mesmo segura a minha mão que estava na sua bochecha. — O que acha de depois da aula de dança, a gente ir tomar sorvete? — pergunto sorrindo amarelo, e ele logo muda seu humor e fica mais confortável.
— Eu aceito, pequena.
— Eu não sou pequena — digo fazendo bico fingindo está com raiva.
— É sim, pequena e minha...
「 • • • 」
Ficamos cerca de meio minuto fazendo alongamentos e duas horas treinando nossas técnicas na dança. Minha motivação para entrar nessas aulas foi claramente, Jeon Jeongguk. O mesmo dança perfeitamente bem, tenho ele como minha inspiração. Sempre fazendo seus movimentos com técnica e profissionalismo, quero dançar como ele um dia.
A aula havia terminado e a professora liberou todos, os alunos que eram praticamente quinze pessoas pegaram suas coisas e foram para a saída, fiz a mesma coisa, mas Jungkook segurou meu braço não me deixando sair.
— Não pense que eu esqueci da sua mini apresentação que irá fazer para mim. — dizia levando-me ao meio da salinha. O garoto sentou-se no chão a uma longa distância de mim. Eu fiquei nervosa, não me achava muito boa, provavelmente vou passar vergonha.
— Jungkook, não estou me sentindo confiante. — digo olhando para baixo, aposto que minhas bochechas estão vermelhas.
— Não fique assim, você dança lindamente. — dizia vindo em minha direção.
— ... — eu não sabia o que dizer, o mesmo estava se aproximando muito.
— Tudo bem, quando eu provar a você que você é uma ótima dançarina, eu quero ver você arrasar com sua coreografia. — disse me arrancando um sorriso.
— Obrigada. — seguro suas mãos.
Os olhos dele estavam penetrantes, quase me faltava ar. O garoto foi me arrastando lentamente até a parede gélida da sala, ele me empressou contra a mesma, e eu não estava entendendo nada.
— Você vai me odiar, depois que eu fizer isso. — Jungkook falou colocando sua mão esquerda nas minhas bochechas e a direita na minha cintura, enquanto eu estava praticamente presa a ele.
Sem me deixar responder, o castanho selou nossos lábios em um beijo delicado. No começo eu estava perplexa, mas logo percebi que estava acontecendo mesmo. Retribui o beijo, e o mesmo sorriu, eu já estava sentindo sua língua brincando com a minha, pois o beijo já estava ficando cada vez mais quente.
Como não tinha ninguém na sala, fiquei um pouco mais aliviada e a vontade. Eu já estava querendo provar novamente os lábios dele depois de muito tempo. Jungkook puxou-me para cima, para poder colocar minhas pernas ao redor de si, podia sentir seu membro tocando minha intimidade.
O beijo estava cada vez mais selvagem, mas pela falta de ar tivemos que nos separar.
— Eu não vou te odiar, nunca. — digo iniciando outro beijo. O mesmo retribui na hora. Ficamos nos beijamos por um longo tempo, até nos darmos conta que ainda estávamos na instituição, e se tiver câmeras, estamos ferrados.
Andamos de mãos dadas até o meu carro, não trocamos nenhuma palavra depois do que aconteceu. Não é a primeira vez que nos beijamos, mas parecia como na primeira, seus lábios macios como sempre. Eu amo o Jungkook, mas não sei se ele sente paixão por mim. O mesmo pode ter me beijado, por ter sentido desejo ou algo semelhante.
Fomos no carro até a sorveteria no outro quarteirão. Descemos e pedimos os sabores que queremos e nos sentamos numa mesa vazia. Ficamos conversando, até que o moreno recebe uma mensagem.
— É do sr. Jeon? — pergunto.
— Não, é do Yoongi. — Quem era Yoongi? — Está perguntando se eu vou para a festa na casa do Jimin.
— Quem é Yoongi? Quem é Jimin? E quando é essa festa? E onde é? — pergunto curiosa.
— Nossa, 'tá parecendo uma mãe. — disse rindo da situação em que eu me encontrava. Eu sou um pouco curiosa às vezes.
— Foi mal.
— Yoongi e Jimin são da minha turma e considero muito eles. Vai ser na casa do Jimin e hoje a noite. — disse sem tirar os olhos de mim. Ok, eu amo os olhos dele.
— Ata. — digo colocando uma colherada de sorvete, para disfarçar meu nervosismo, depois do beijo estou me sentindo estranha, não sei porquê.
— Vamos juntos?
— Ah, não sei. Não sou muito chegada a festas, você sabe disso. — digo colocando outra colherada e o olho.
— Somos dois, mas talvez podemos sair um pouco da rotina, por favor, Amy, vamos comigo, tenho certeza que vamos nos divertir. — ele disse convincente. Eu estava cedendo, não conseguiria dizer não para um ser tão lindo quanto.
— Tudo bem, mas não vamos nos separar.
— Eba.
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