Plague Inc

9 Capítulo 9


O veículo seguia pela estrada deserta da região: o sol quente queimando sobre as cabeças dos quatro agentes da SiSu que seguiam na traseira do carro. Jones dirigia sem se importar com buracos, morros e pedras, o que obrigava aos garotos fazerem grande esforço para não caírem.

— Será que dá pra dirigir um pouco pior? – resmungou Karin – Tá confortável demais aqui!

— Não reclamem porque é o melhor que poderiam conseguir nesse lugar.

— Escuta aqui – Chilly ignorou a ironia de Karin – O que tem nessa área 46? Como sabem que é o laboratório do Serjan?

— Por que a missão do time Gama era se infiltrar nesse lugar. Depois que descobriram que Serjan usava essa área como base, todas as equipes militares da SiSu foram movidas pra cá. Estamos no acampamento há uns três dias planejando como invadir a base.

— É tão difícil assim?

— Bom, pra começar Serjan não é humano. E depois, todos os monstros que ele cria também não são.

Chilly ficou encarando a lateral do rosto do agente, pensativa, tentando compreender o sentido de tudo aquilo. Linos ergueu a cabeça apesar do sol e avistou uma pedra negra de formato estranho sobre a terra.

— Ei, que coisa bizarra é aquela?

— Me parece um zumbi... – disse Karin fazendo sombra sobre os olhos com as mãos.

— Pois pra mim parece outra coisa – disse Linos e pediu que Jones parasse o carro.

Linos e Karin aproximaram-se do corpo enquanto as gêmeas ficaram com Jones. Quando estavam a menos de cinco metros do “corpo”, Linos reconheceu-o:

— Caralho, é o Zack!!! – e ambos correram até o amigo. Desviaram-no da terra e viram que estava desacordado, os lábios rachados e a pele avermelhada por causa do sol. Karin tirou o frasco de água que carregava e despejou sobre sua boca. O rapaz deu um forte suspiro e a dupla se animou – Ele tá bem!

Karin fez sinal para as meninas ajudarem e o grupo carregou o corpo do rapaz para o carro. Cobriram-no com sombra e Jones prosseguiu o caminho.

— Onde será que a Casey tá?

— E a filha do Simon...

— E o Simon...

E o veículo continuou o caminho com o grupo pensativo da pior forma possível. Aos poucos a imagem de uma construção gigante foi sendo formada no horizonte. A área 46 aproximou-se revelando ser uma espécie de base delimitada por uma cerca de metal, vários galpões, caixas d’água, torres de eletricidade e contêineres com símbolos de radioatividade. Qualquer grupo da NASA poderia muito bem ter se apropriado daquele local.

— Bom, só posso deixa-los até aqui. Mas qualquer coisa que precisarem, mandem uma comunicação.

— Valeu Jones.

Chilly e Lyllich prepararam-se para erguer Zack, mas este murmurou algo e se remexeu:

— Ainda não tô inválido.

— Meu Deus garoto! Como você consegue ainda estar vivo?

E ele mostrou um frasco verde:

— Casey sabe mesmo fazer remédios. – e virou o resto do liquido na boca, sentindo seu corpo voltar a vida aos poucos. Virou uma garrafa inteira de água e começou a massagear os locais de seu corpo que se encontravam doloridos.

— O que houve com a Casey? – Lyllich quis saber.

— Serjan a pegou... – e o rapaz encarou a base. – Mas não sei por quê.

— Então vamos entrar, salva-la e encontrar o helicóptero da SiSu que vem nos buscar.

— Acham que Simon vai vir no helicóptero? Afinal: ele só vai manda-lo pra caso estejamos com a filha dele a salvo.

Karin pensou e sorriu:

— Não... Ele não confia tanto que vamos conseguir isso.

E o grupo começou a preparar suas armas para invadir a base.

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“Zack... Zack... Zack...” era tudo que Casey pensava enquanto sua visão encontrava uma luz no final daquele imenso túnel. A luz parecia vir em sua direção e parecia significar algo bom. Ela corria até a claridade... E estava próxima... E sentia Zack próximo de si... Ele deveria estar bem. Estar sorrindo esperando que ela o encontrasse e o abraçasse. E iriam embora juntos daquele lugar. É... iriam sim...”

— Zack... Zack!

Uma luz forte invadiu seus olhos. Casey cobriu os olhos com as mãos e demorou longos segundos pra notar que não sentia dor no braço. Ao redor de si parecia haver paredes... brancas. Tudo parecia ser branco naquele lugar. Seria o céu?

— Zack?!

— Olá bela adormecida.

Casey assustou-se com a voz e toda a sua visão pode formar-se: ela estava num quarto branco, deitada sobre uma maca e um sujeito bizarro a observava sentado sobre um pilar:

— Ah!!! Quem é você?!

— Calma, calma! Não tenha medo. Sou Vincent.

O rapaz tinha cabelos negros até as costas. Vestia-se com um manto vermelho e diversos pingentes pendiam sobre a malha. Seus olhos também eram vermelhos e sua pele pálida lembrava um fantasma.

— Quem é você? – Casey tornou a perguntar decidindo que apenas seu nome não respondia a questão.

— Sou Vincent. Meu pai me pediu pra ficar de olho em você caso conseguisse acordar.

— Seu pai?

— É. Serjan.

— Serjan?!!!

— Xiii... Já vi que vou ter que te ensinar o b-a-ba...

Antes que Casey pudesse perguntar mais alguma coisa, um barulho surgiu de fora do quarto e logo Serjan entrou acompanhado de seu criado:

— Ah! Serjan!!! – rosnou Casey sem saber ao certo porque sentia tanta raiva dele.

— Oh, vejo que se recuperou melhor do que esperávamos... Como se sente?

— Com vontade de mata-lo!

— Perfeito! – ele comemorou – Criado, prepare o próximo passo. Não podemos perder tempo!

O criado apressou-se em fazer o que quer que fosse feito, mas seus movimentos foram interrompidos por um forte estrondo que ecoou de algum lugar fora do quarto. Serjan encarou o sujeito e deste olhou para o tal Vincent que deu de ombros e sorriu.

— Não saia daqui, Casey! Digo isso pra seu próprio bem. Vamos! – ordenou e os três homens saíram do quarto, deixando a menina sozinha no silencio.

Casey notou que vestia uma camisola branca típica de hospital. Por mais bobo que fosse, sentiu-se assustada com a possibilidade de estar nua. Mas logo notou, para seu alivio, que ao menos trajava roupa de baixo. Também era branca. Logo uma ideia apavorante passou por sua cabeça: Serjan a trocara de roupa?!

— Cruzes! – exclamou em voz alta. Mas claro que não! Ele seria incapaz de fazer qualquer serviço de criados... Então pior! Que tipo de ser... teria feito o trabalho?! Interrompendo seus pensamentos, a luz do quarto falhou.

Crepitou algumas vezes e então apagou. Todo o corredor do lado de fora apagou, mas ainda sim, havia grande claridade, o que indicava que havia luzes de emergência ou... janelas. Mesmo que a ideia fosse absurda, Casey decidiu que seria melhor do que ficar parada naquele quarto.

Assim que seus pés pisaram no chão, ela sentiu uma forte dor na altura do estomago. Logo um flash de memorias percorreu sua mente lembrando-lhe um pouco da briga contra Serjan que tivera anteriormente. Mas eram poucas imagens que se lembrava... Zack também estava lá... Ou teria sido um sonho...?

Ignorou a dor e saiu para o corredor. De fato aquele local parecia um hospital. Mas havia silencio por todo o perímetro. Deu alguns passos pelo chão frio, pois estava descalça, e assim que se sentiu mais segura, pôs-se a correr atrás da saída.

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O grupo adentrou um grande galpão que ficava logo a frente da entrada da base. Assim que penetraram no prédio, a visão do local deixou-os confusos: havia muros e pedras com formatos estranhos, buracos, janelas, escadas... não conseguiram identificar que tipo de cenário era aquele.

Até que Zack desceu alguns degraus e aproximou-se do círculo de uma abóboda:

— Acho que isso é um teatro.

Os demais tentaram ver o que o rapaz vira, mas grunhidos despertaram sua atenção: zumbis começavam a entrar na “arena”.

— Dane-se que lugar é esse! – disse Linos alertando-os para começarem a se defender.

E a chuva de tiros voltou a ser imensa, de todos os lados do teatro, por todas as portas.

— Não baixem a guarda! – gritava Zack enquanto o grupo tentava impedir que os zumbis os cercassem por completo.

— Isso tá muito doido! – reclamou Linos que percebeu que estavam sendo reunidos no centro.

— Linos está certo! Não vamos dar conta de todos! – gritou Chilly.

— Então chegamos na hora certa! – exclamou Sairake surgindo na entrada do galpão ao lado de Doryu, Zerek, Ana e alguns outros agentes.

O grupo Delta reuniu-se ao time “Gama” que já tinha membros de todos os demais times. Zack sentiu-se grato pelo novo grupo surgir, mas sentiu falta de seu próprio time: onde estariam Arthur, Jason e Kurt? Mort...

— Cuidado Zack! – gritou Ana que fez o rapaz abaixar-se e por cima de suas costas arremessou uma faca diretamente no crânio de um zumbi.

— Obrigado.

— Vê se acorda! Não viemos de babá!

A luta continuou e dessa vez, os agentes da SiSu pareciam estar em vantagem. Foi quando a irritante e velha voz de Serjan surgiu no palco do teatro. Por mais que ele tentasse manter sua voz mansa como sempre fazia, de fato dessa vez parecia estar realmente preocupado:

— Ora, ora... Mas como vocês sentem prazer em aparecerem pra me visitar.

— SERJAAAN!!! – gritou Zack, sua voz roca rasgando sua garganta e fazendo sua boca espumar, cortando qualquer discurso do velho e fazendo todos os demais encararem-no curiosos – O QUE FEZ COM A CASEY?!!!

O velho o mirou um pouco desconcertado; talvez procurando uma resposta digna de ser dita:

— Só fiz o que era necessário. Eu a salvei... O que, claro, VOCÊ não foi capaz de fazer.

Zack moveu-se pra cima do inimigo, mas Zerek e Sairake o seguraram:

— Me soltem seus imbecis!!! Eu preciso acabar com ele!!!

— E você o fará: mas tem que pensar, Zack! Não caia no jogo dele!

Aos poucos a mente do rapaz foi clareando: tinham razão! Precisava raciocinar. Serjan ordenou que o ataque continuasse o que parecia ser uma ordem inútil, já que o grande grupo de agentes estava dando conta tranquilamente dos inimigos. Mas Serjan já tinha um plano nas mangas. Só precisava ganhar tempo. Seu plano aproximava-se por conta própria de suas mãos.

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Casey corria por entre os corredores do hospital. Não sabia se corria em círculos ou se de fato o local não tinha fim. Começou a ouvir ruídos e decidiu que deveria seguir por ali, por arriscado que fosse. Foi quando um vulto bloqueou sua frente:

— Ah!!!

— Calma dorminhoca... Pra que a pressa? Nem terminou seu café da manhã.

— Saia da minha frente, Vincent! Não há nada que você e seu maldito pai possam fazer para me impedir!

— Mas como não? Claro que podemos!

E com um movimento com os dedos, Casey sentiu uma forte dor em seu pescoço e ao por as mãos nele, sentiu uma coleira dar-lhe forte choque.

— Viu? Nós sempre iremos controlar o que quisermos. Mas é claro que se quiséssemos fazer algo maior com você, já o teríamos feito. Não passa pela sua cabeça o motivo do meu pai ainda mantê-la viva?

Casey encarou-o surpresa, mas decidiu ignorar o blefe e deu meia volta. Como um relâmpago, Vincent apareceu novamente a sua frente:

— É, eu sou rápido. Fruto de uma experiência que meu pai fez comigo. A mesma, aliás, que corre em suas veias.

Casey o encarou, assombrada.

— É, adormecida... Meu pai injetou o vírus em seu corpo e está te usando como experimento, assim como fez comigo, assim como fez com todos os seres que você viu por essa região. O problema é que alguns reagem mal e acabam virando aquelas coisas sem graça que vocês chamam de “zumbis”. Outros acabam reagindo melhor e ganham habilidades especiais. É o meu caso. Agora, o SEU caso qual é eu não sei, mas vamos descobrir em menos de uma hora.

E Casey sentiu seu coração bater de uma só vez, como se fosse saltar pra fora de seu peito. O ar lhe fugiu dos pulmões e sua visão embaçou. Vincent olhou para trás e desapareceu. Casey só podia ver tudo de forma turva e barulhos distantes de explosões. Era como se o mundo começasse a fugir de seu corpo e se distanciar cada vez mais.

“Será que vou morrer mais uma vez...? E Zack? Zack? Zack...”

— Zack!!! – ela gritou e tudo ao redor voltou a seu estado normal. O som voltou de forma abrupta e ela notou que a bagunça ocorria logo a frente, após uma porta de onde uma forte luz emanava. Seria a verdadeira luz do túnel?

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Os agentes continuavam a enfrentar os zumbis que pareciam ser infinitos. Era óbvio que Serjan fazia aquilo para ganhar tempo, mas tempo pra que?! Zack se cansou de esperar:

— Chega Serjan! Seu covarde! Se quer acabar com isso que seja de uma vez!!! Ao menos diga onde está Casey!!!

— Mas isso você já sabe... – o velho sorriu e estendeu a mão. Zack encarou a porta a sua frente e dela saiu uma loira vestida de branco, descalça, cabelos ondulados bagunçados pela correria, os olhos marejados e gazes pelo corpo todo.

— Zack! Zack!!

— Casey!!! – o rapaz correu até a namorada e abraçou com força. Prometera lhe proteger sempre, mas falhara. Obviamente não o faria novamente. – Casey... Você está bem? – e tirou uma mecha de sua testa para ver melhor seu rosto assustado. A menina fez que sim e sorriu. Zack a abraçou novamente – Não saia de perto de mim... – ele sussurrou – Nunca mais...!

Todos haviam parado para observar a cena. Estavam divididos entre emocionados e surpresos. Os mais velhos desconfiados. Os mais novos aliviados. Mas apenas uma pessoa se moveu. A única que conhecia de perto os planos de Serjan: Ana olhou para Serjan que sorria satisfeito e encarou o casal abraçado. Notou a roupa de Casey e a coleira que piscava em seu pescoço.

— Solte-a! – gritou. Zack e Casey encararam-na confusos. Ana correu até o casal e com um puxão, separou o rapaz da loira.

— O que está fazendo?! – gritou Zack tornando a puxar Casey para junto de si.

— Ela não é sua namorada!

— Do que está falando?! – perguntou o rapaz totalmente ofendido e raivoso.

— Bem, ela é agora, mas em poucos minutos não será mais. Ela está infectada! – e apontou pra coleira de Casey.

Zack notou o objeto e sentiu sua garganta engolir seco. Encarou os olhos apavorados de Casey e antes que pudesse fazer ou pensar qualquer coisa, Serjan fez um movimento com as mãos e a loira caiu de joelhos, gemendo de dor. Serjan começou a rir enquanto Zack tentava ajudar a namorada sem saber como.

O líder do time Beta ergueu sua arma na direção do velho e preparou para atirar:

— Não Zack!!! Não vai adiantar! Só vai adiar a morte dela!

— Cale a boca!!! – gritou para a morena – Casey NÃO vai morrer!!!

O teatro estava imerso em silêncio. Ninguém ousava se quer respirar. Karin, Chilly e Lyllich encaravam, com os olhos cheios d’água, a amiga caída no chão. Observavam Zack desmoronar em raiva. Linos engoliu seco sabendo que nada podia fazer. Doryu, Sairake e Zerek estavam acostumados a perder companheiros, mas nunca deixavam de se comover. Zerek também queria salvar sua prima, mas como agente experiente, sabia que não havia como.

— Só vou dizer uma única vez: saiam daqui agora mesmo e todos vivem. Ou fiquem e morram todos como a amiga de vocês.

— Cale a boca!!! – berrou Zack. – Cala... a... – mas ele já nem tinha mais forças pra gritar. As lagrimas começaram a tomar conta de seu rosto. Ana pegou sua mão e o fez dar meia volta. Casey viu-a tocá-lo e sentiu seu peito doer ainda mais. – O que está fazendo?!!!

— Precisamos ir embora!

— Não! Eu não vou embora!!!

— Zack, não há outro jeito! Ela não pode ser salva!

— Claro que pode! Eu SEI DISSO!

— Sabe, é? Então pegue ela! Traz ela com a gente!

Casey ergueu os olhos para o namorado. Este notou que seus olhos começaram a adquirir uma coloração avermelhada e não teve coragem de mover-se. Casey notou em seu rosto que ele estava relutando em salva-la. E aquela foi a pior dor que sentira em toda a sua vida. Ana viu que ele percebera a situação e tornou a puxa-lo.

— Não!!! – ele gritou e estendeu a mão para Casey. Mas um golpe lhe acertara fortemente a nuca e o rapaz desmaiou. O som dos helicópteros da SiSu rugiu do lado de fora. Zerek jogou Zack sobre suas costas e o grupo começou a se retirar do galpão.

Casey permaneceu no chão, encarando o rosto desacordado de Zack, lembrando-se de sua face relutante:

— Ele relutou em me salvar... – ela gemeu. Então ergueu-se do chão e com dificuldade começou a correr atrás do grupo. A claridade lhe ofuscou a visão, mas assim que a recuperou, avistou o grupo subir nos helicópteros e por último avistou Zack ser deitado no chão de veículo. – Ele relutou em me salvar... – tornou a dizer.

Uma horda de zumbis surgiu na porta do galpão e aproximou-se de Casey. Eram experimentos de todos os tipos. Dezenas deles. Centenas deles estavam saindo da base. A manada aproximou-se de Casey, pegou-a com suas mãos apodrecidas e saiu arrastando-a de volta para dentro da escuridão. Sem apresentar qualquer resistência, a loira deixou-se ser levada para dentro enquanto murmurava repetidamente:

— Ele relutou em me salvar.

O helicóptero desapareceu pelo céu do deserto e nenhum som além de seu motor foi ouvido. Nem se quer um único pássaro vivo foi visto pelo céu para que se pudesse ouvir um último piar. Nem se quer uma respiração foi ouvida.

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Notas finais
2ª Temporada em breve