Plague Inc

5 Capítulo 5


15:49, Equipe Gama.

— Porra Rick! – gritou Chilly – Que demora é essa pra chegar do outro lado?!

E as duas viram Rick aparecer correndo como um foguete, e a alcateia inteira atrás dele.

— Agora ferrou tudo! – gemeu Lyllich.

As duas mudaram a mira para em direção aos lobos e começaram a atirar. Eram necessários cerca de quatro ou mais tiros para derrubar um só lobo.

— Não vamos conseguir! – gritava Chilly.

Karin fora agarrada por trás, por um dos zumbis, e foi levantada por este.

— Me solta filho da p*! – ela se contorcia tentando se livrar das horrendas mãos. Rick acertou-o com um soco na cabeça e o infectado caiu de lado. Ele pegou Karin no colo e correu com ela, para longe da multidão.

— O que vamos fazer?!!! – perguntou Lyllich apavorada.

A resposta veio em seguida. O barulho de helicóptero surgiu no ar e o veículo apareceu.

— É o helicóptero que transportou Linos e Casey! – comentou Rick enxergando o emblema.

— O que ele faz aqui? – perguntou Lyllich.

— Isso lá é hora pra se preocupar com isso?!!! – resmungou Chilly. O helicóptero disparou contra todos os inimigos, limpando tudo. As garotas comemoravam aliviadas. Um último míssil foi disparado, elevando fogo para o céu e deixando uma elipse negra pela neve.

O rapaz que estava na porta acenou e o veículo partiu. Após tudo se acalmar e o local virar um aterro de corpos, Karin só tinha uma pergunta a fazer:

— O que o helicóptero do Linos e da Casey tava fazendo aqui?

Rick pensou no assunto e então respondeu sem interesse:

— Só há duas hipóteses: ou ele os deixou há um tempão, abandonou o grupo e veio pra cá... ou então... Nero, Linos e Casey estão aqui perto.

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16:20, Equipe Alfa.

O trio já estava exausto. Casey sentou-se ao chão: seu corpo doía de tanto carregar blocos pesados, estava com muita sede e a têmpora latejava por causa do calor que fazia lá embaixo.

— Não desista, Casey. Estamos perto...

— Perto de quê? De desmaiar, é isso?! Porque já removemos tudo quanto é parede e nada de uma saída!

— Você desiste fácil – disse Linos.

— Hu, você pode não ter desistido, mas não tá nem aguentando carregar uma folha se quer!

— Só tô dizendo que... – mas Linos parou de falar quando ouviu um barulho estranho ao bater com o ferro em uma parte da parede: era um barulho oco.

— Me deixe ver – Nero se aproximou. Tateou o local e então bateu com tudo contra a região. A parede cedeu dando passagem por uma mina com iluminação fraca.

— Parece que achamos a saída... – comentou Linos.

— Por que você acha que isso dará pra uma saída...? É uma mina! Minas só levam pra baixo!

— Mas toda mina tem uma entrada que vem de cima.

Casey deu de ombros e atravessou o buraco feito por Nero. Linos foi em seguida. Na vez de Nero, este percebeu que era grande demais para atravessar a abertura.

— Me deem uma mãozinha aqui...

Os dois tentaram puxá-lo, mas foi em vão.

— Vamos ter que abrir mais.

— Certo, mas tomem cuidado para não abrir demais e...

Porém Linos já havia dado uma martelada na parede. O local todo começou a tremer e terra começou a cair...

— Linos! Casey! Corram! Isso vai desabar!

— Não! – gritou Casey – Vamos tira-lo daí!

— Não tem como! Vão logo!

Os olhos de Casey se encheram de lágrimas e a garota começou a correr. Linos foi atrás. Chegaram ao túnel da mina e ouviram o estrondo, indicando que tudo desabara. Casey chorou:

— Não aguento mais, Linos... Tudo isso num dia só! – chorava ela. Linos só continuou encarando a passagem bloqueada.

O garoto continuou encarando o caminho soterrado e então murmurou sem acreditar no que falava:

— Vamos tirá-lo.

A loira ergueu a cabeça:

— O que disse?

— Casey, vamos tirá-lo! Anda, me ajuda.

Os dois começaram a cavar a terra com as mãos de forma insegura, tentando entender o que estavam fazendo:

— Mas e se desabar mais?

— Não importa! Continua!

E continuaram cavando, puxando terra com as unhas e deixando-a fluir por entre os dedos. Tiraram as armas e tentaram utiliza-las como pás. Acabaram estragando-as, mas não ligaram.

Perderam a noção do tempo que passaram cavando o monte de terra, usando as mãos, armas, pernas, Casey se esforçando para ignorar as minhocas que lhe davam pavor... E após longas horas de trabalho, encontraram fios brancos...

— Achei! Casey! Me ajuda aqui!

Juntos puxaram Nero de dentro do morro. Estava desacordado, com um corte na testa que escorria pelo nariz. Casey deitou a cabeça em seu peito para tentar ouvir algo e seu coração disparou:

— Ele ainda está vivo! Linos! Está respirando!!!

Juntos revezaram enquanto carregavam o corpo do capitão mina adentro. O caminho não mudou muito durante cerca de um quilometro: era estreito e muito escuro. O silêncio no subsolo só era cortado pelos passos sobre a terra dos garotos e por suas respirações ofegantes. Casey sentia seu coração contraído, preparada para se assustar assim que uma mosca fizer barulho. Por mais que andassem, o caminho parecia não ter fim.

— Veja aquilo... – aponto Linos.

Logo adiante o caminho se abria abruptamente revelando uma plataforma de trilhos com um velho e antigo carrinho de mineração. Casey e Linos se encararam e então deram de ombros:

— Que escolha temos...? – disse a menina ajudando o parceiro a colocar o corpo do Capitão no carrinho. Entraram e empurraram a alavanca com dificuldade, pois estava enferrujada.

Com um arranco e um tremendo barulho (como se a mina fosse vir abaixo novamente) o carrinho começou a se mover, rangendo pelos trilhos velhos e empoeirados. Permaneceram em silêncio, sentados e apreensivos. Encaravam o caminho a frente sem se quer ter ideia de onde iriam parar.

Linos olhou para Casey, esperando encontrar a parceira mais concisa, consciente e raciocinando formas de sobreviverem. Mas a loirinha parecia imersa profundamente num desespero que refletia através de murmúrios de orações que ela sussurrava. A preocupação de Linos aumentou: não que ele dependesse da amiga; mas tê-la por inteiro lhe trazia muito mais segurança do que tê-la envolta sobre o medo.

Sem mais nem menos, o carrinho travou e chacoalhou-os no fim do trilho. Os agentes se entreolharam esperando alguma explicação um do outro e então saíram sem respostas.

— Me ajuda aqui... – Casey sabia que não precisava pedir a ajuda; apenas queria quebrar o silencio que se instalara entre ela e Linos. – Acha que chegamos em algum lugar decente?

Procurando conseguir uma resposta agradável para Casey, o moreno encarou ao longe do caminho. Seus olhos piscaram duas vezes para ter certeza, mas, no fim do buraco, puderam ver feixes de luz.

— Isso! – gritou Linos – Estamos perto da superfície!

Chegaram a um elevador manual, onde outro carrinho esperava, solitário, ser erguido para o alto. Tentaram empurrar o teto de ferro, que parecia ser uma espécie de alçapão. Mas foi em vão:

— Droga! Deve estar trancado por fora!

— E nem pra termos nossas armas... – Casey desabou no chão, caindo sentada, sem forças. Linos fez o mesmo.

A luz já estava ficando fraca, indicando que o dia escurecia lá fora. Não sabiam a quanto tempo estavam presos embaixo da terra, mas o cansaço indicava cerca de uma semana.

— Linos... – comentou Casey baixinho – Já está anoitecendo...

— Eu sei...

— Quer dizer que ficamos horas aqui... Sem terminar a missão...

— Eu sei...

— Ah... Eu ainda não consegui pensar em nada pra sairmos daqui...

— Nem eu...

— Acha que não vamos conseguir?

— Quem sabe...

Casey abaixou a cabeça e lágrimas pingaram da ponta do seu nariz. Linos sentiu que, mesmo que não acreditasse, um pouco de esperança faria bem a amiga:

— Acho que vamos sim. Já passamos tanta coisa hoje e conseguimos nos livrar... Saímos vivos de um gigante monstruoso que tinha uma FOICE! E depois, OUTRO GIGANTE mais feio ainda!!! Passamos pela aquela coisa horrível no laboratório... E conseguimos cavar e encontrar uma pessoa soterrada, além de carregar o corpo dele até aqui.

Casey sorriu.

— Casey, Nero ainda está vivo depois de todo o trabalho que demos a ele... Por que então diabos nós não podemos conseguir?

Ela concordou com a cabeça. No mesmo instante, os dois começaram a ouvir ruídos em cima.

— Deve ser alguém!!! – gritou Linos se levantando – AQUI!!! – gritava ele. Casey levantou-se e ajudou-o a gritar.

— SOCORRO!!!

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18:55, Equipe Gama.

Karin deu uma ultima coronhada na cabeça de um zumbi, que estava caído no chão.

— Acha que esse lugar é muito grande? – perguntou Chilly ao capitão. Estava com as mãos na cintura, observando o sol começando a se por. O dia ainda estava claro, mas o céu começava a adotar um tom rosado.

— Não há como saber... A sonda não conseguiu mapear por completo. Mas não creio que seja: o primeiro grupo a fazer rota por aqui levou menos de um dia. – Rick apanhava pra conseguir montar as barracas do acampamento. As garotas nem ousavam ajuda-lo.

— E o que vai acontecer depois que terminarmos por aqui?

— Iremos descansar. – ele terminou de enterrar um graveto na neve e a primeira barraca estava em pé: totalmente torta.

— Essa é a sua, né? – perguntou Chilly de cara feia. Rick estava prestes a responder quando Karin os chamou. Estava agachada, encarando o chão.

— Ei, povo... Tem gente chamando aqui...

Todos se aproximaram e conseguiram ouvir gritos.

— Me deixa ver! – Rick chegou perto e com os pés foi raspando a neve do chão até dar de cara com uma placa de ferro. Ele tentou levantá-la, mas era pesada demais. Os gritos foram se intensificando e as meninas conseguiram identificar as vozes.

— É Linos e Casey! – e todos ajudaram a levantar a tampa do alçapão. Encontraram Linos e Casey em pé, sujos, com vários cortes pelo corpo, e Nero caído. Desacordado.

Ajudaram os três a sair. Ambos sentiam-se como se tivessem nascido novamente. Após a ajuda das gêmeas e de Karin, o acampamento finalmente fora montado. Rick deitou Nero em uma das barracas e curou os ferimentos do amigo. As meninas ajudaram Linos e Casey a recuperarem as forças com comida e água.

O sol já havia sumido. A fogueira crepitava no meio do circulo que todos formaram ao redor. Casey cutucava a fogueira: mesmo estando viva, não se sentia aliviada. Não conseguia deixar de pensar e se preocupar com Zack, imaginando se o amado estava bem... ou simplesmente vivo.

— Vou dar uma volta! – decidiu-se por fim, cortando Linos no meio do seu conto de terror.

— Está doida? Não é seguro! – reclamou Karin e Chilly apoiou com mais protestos.

— Não vou muito longe. Só quero esticar as pernas.

— Esticar as pernas?! – perguntou Linos incrédulo – Achei que depois de tudo aquilo você só fosse querer descansar e dormir!

— Pois é... – e saiu, ignorando a todos. Pegou a única arma que restara de ambos os grupos: um rifle velho de Rick. O capitão estava de guarda ao lado de Nero desacordado, e não pode ver a garota sair. Se o tivesse, teria proibido.

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19:30, Equipe Beta.

Chegaram a uma barragem redonda, cercada por muros de estacas de madeira. Estava muito quieto, com exceção do ruído de grilos no mato. A lua brilhava com intensidade no céu e a região ficara muito mais fria repentinamente, como se Deus houvesse aberto a geladeira do céu.

— Estou desconfiando desse silêncio todo... – desabafou Jason. Os demais concordaram engatilhando suas armas e fechando zíperes das jaquetas.

Os três levaram um grande susto com um grito agitado: logo a frente, um gigante portão de madeira estava sendo arrombado. O portão se abriu e um grupo de homens infectados entrou arrastando cordas grossas como correntes. Os homens começaram a puxar algo preso àquelas cordas com grande dificuldade, e para surpresa do quarteto, conseguiram: um gigante de cerca de cinco metros de altura chegou esmagando alguns homens, apertando-os com as mãos.

— Uou! O que é aquela coisa?!!! – gritou Jason.

— Ele tá matando os zumbis! Isso é legal! – comentou Kurt descontraído.

— É, mas não acho que ele esteja do nosso lado – disse Zack começando a correr para o lado oposto. Poucos passos foram necessários para que o gigante se aproximasse dos três. Ele deu um soco nas costas de Zack, fazendo este voar longe e bater contra uma parede de rochas. Ele se feriu feio com tamanha força, caiu no chão e se levantou com dificuldade. Voltou a correr, mas dessa vez lentamente, segurando a barriga que doía bastante pelo golpe.

Arthur subiu rapidamente sobre uma plataforma de madeira e começou a disparar contra o monstro. Os tiros surtiam grande enfeito no inimigo, que urrava de dor a cada disparo e batia nas costas como se quisesse matar os insetos que lhe “picavam”. Kurt o metralhava sem precisão alguma; tinha apenas a intensão de distraí-lo para que Jason, logo atrás, pudesse correr até um arpão gigante que estava preso próximo ao portão.

O rapaz mirou a grande lança nas costas do alvo e com grande sorte, prendeu-o na pele grossa do gigante. Conseguiu passar ao redor do gigante e se distanciou um pouco. Os três formaram um circulo ao redor do alvo e descarregaram suas armas. O gigante começou a se contorcer tentando alcançar com os braços o ferimento até que conseguiu remover a “flecha”. No local da ferida, um grupo de tentáculos brotou sobre a pele e passou a agitar-se como algas marinhas.

— Ai merda...! – exclamou Jason.

— Kurt! Sobe e mata aquilo!! – gritou Zack apontando para a criatura.

— O que?!!! – apavorou-se Kurt.

— Faz isso!

Kurt torceu a cara, mas obedeceu. Pegou embalo e subiu nas costas do gigante. Apontou a TMP para o bicho de tentáculos e metralhou. Não durou muito para que o gigante recobrasse os sentidos e se levantasse, fazendo Kurt cair no chão.

— Tenta de novo! – gritou Zack. – Vou fazê-lo se curvar mais uma vez!

— Ok!

Ele, Jason e Arthur dispararam contra o gigante, enquanto andavam em círculos. O gigante os seguia como um bebê tentando caçar brinquedos. Jason avistou o arpão jogado a um canto e pensou em tentar novamente. Deu meia volta e correu na direção do gigante. Quando estava muito próximo, saltou por cima das mãos do bicho e alcançou o outro lado:

— O que você tá fazendo?! – gritou Zack apavorado.

— Tenho uma ideia! Distraiam ele!

Arthur e Zack continuaram chamando a atenção do inimigo e Jason carregou o arpão de volta para o lançador. Encaixou-o com certa dificuldade, mirou e disparou novamente. A cena se repetiu com o gigante tentando tirar a “agulha” que lhe perfurara, os tentáculos aparecendo, Kurt subindo sobre o ferimento e metralhando a região.

Por uma feliz sorte, a munição de Kurt acabou no exato instante em que o monstro perdeu a consciência e tombou erguendo grande nuvem de poeira. O rapaz saltou de seu corpo e o quarteto comemorou sem acreditar muito no que haviam acabado de enfrentar:

— Cara, depois dessa encaro até minha ex... – brincou Jason rindo nervoso e um pouco trêmulo devido a adrenalina. O alívio pairou sobre todos. Tudo silenciou e o ruído dos grilos voltou. A lua brilhava mais forte do que nunca e tudo adquirira uma cor azul marinho.

— Legal... – disse Zack baixinho pra si mesmo. Fumaça saiu de sua boca, revelando que a noite havia esfriado. Seu corpo ainda estava quente por causa da adrenalina então não sentiu muita diferença. Os três seguiram em direção ao grande portão de madeira e juntos arrastaram-no, abrindo.

Um caminho estreito de terra estava adiante, passando por entre barracos e cercas de madeira. Eles deram alguns passos com as armas ainda em posição e dez metros depois Zack abaixou a Glock, ficando ereto e suspirando.

— Cara eu ainda tô tremendo um pouco... – comentou. Jason riu.

— Foda, né? Adrenalina... Estava sentindo falta disso, mas acho que agora não precisamos mais nem tão cedo – e os três riram. Então Jason parou e ficou sério:

— Ouviram isso?

O som de madeira sendo quebrada estalou no ar e os três se entreolharam.

— Ughaih!!! – muitos zumbis começavam a se aproximar, cercando o trio, munidos de diversos itens assassinos.

— Ah, depois daquilo eu encaro qualquer coisa!!! – exclamou Zack tirando a shotgun. Ao invés de ouvir o som de “shit-pá” a arma fez mais um “click”. Então Zack torceu a cara e lembrou-se de que estava sem munição.

— Ferrou, ferrou!!!

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19:45, Equipe Alfa.

Casey andou por um caminho de terra. A região estava azulada e negra: tudo ao redor parecia obter uma forma assustadora. A imagem da criatura negra e mole que encararam mais cedo lhe veio a cabeça, fazendo seu corpo gelar e seu coração parar. Uivos lhe apavoraram mais: sempre se odiara por isso, por ser tão medrosa. Sentia vergonha e sofria muito por causa disso.

Mas sabia que seria capaz de encarar tudo e muito mais por Zack, e por isso continuou andando, com míseras esperanças de encontra-lo ali, afinal: se o grupo Gama estava perto, por que não poderiam estar TODOS os grupos perto, um do outro?

E foi quando ouviu gritos masculinos mais adiante. Puxou o rifle das costas e subiu o morro mais adiante, chegando ao alto. Teve de se agachar por instinto, ao dar de cara com um grupo de homens: estavam sendo cercados por zumbis, e pareciam estar sem munição alguma, pois não sacavam as armas. Foi então que ela reconheceu Zack.

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19:58, Equipe Beta.

Os três sacaram míseras faquinhas M9 e se posicionaram em círculos, esperando o ataque. Um tiro ecoou no céu e um zumbi caiu morto na frente de Zack. Este olhou atônito o cara cair de cara contra o chão.

— Que merda foi essa?! – perguntou Jason com a voz fraca e aguda, assustado demais.

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20:00, Equipe Alfa.

Casey estava deitada sobre rochas e mirava no meio de Zack, Arthur, Jason e Kurt, matando os zumbis que se aproximavam com o rifle encontrado pouco antes. No quarto disparo, a arma fez um inesperado “click” avisando que estava vazia.

— Droga! – resmungou Casey jogando a arma de lado. Ela tirou as foices das costas e desceu para o meio da briga. Chegou por trás de um dos zumbis e lhe cortou a garganta; virou dando um chute na cabeça de outro zumbi e com um mortal para trás, chutou o homem fazendo este voar para trás. Girou uma das foices nos dedos e enterrou-a no peito de outro zumbi.

— Ughaih!!! – um homem corria atrás dela. Ao se aproximar, Casey simplesmente deu um passo para o lado e o “coitado” passou direto. Ela o puxou pela roupa fazendo este cair de costas e com um soco em sua cabeça o zumbi apagou.

— Que, que, isso... – Jason pronunciou-se ainda pasmo. Os três observavam-na ainda sem reconhecê-la. Casey foi virando-se aos poucos e então Zack a reconheceu sob a luz forte da lua.

— Casey! – ele correu até ela para abraça-la e esta retribuiu o abraço igualmente forte – Não acredito! Finalmente a encontrei!

— Eu pensei em você todo esse tempo! Tive medo de que pudesse estar morto! Estive arrumando um jeito de encontra-lo!

— Eu estou bem... Não se preocupe – e beijou-a. Jason esperou a “melação” acabar e então perguntou.

— Como veio parar aqui?

— Linos e eu encontramos a equipe Gama aqui perto. Montamos um acampamento para esperarmos o dia amanhecer. Vamos, vou leva-los até lá.

— É coincidência demais TRÊS equipes se encontrarem no mesmo lugar – comentou ele desconfiado.

— Ainda estou tentando entender isso – falava Casey enquanto andava apressada na frente e puxava Zack pela mão. Este puxou seu braço e ela virou-se.

— Desde quando você sabe... bem... fazer aquelas coisas? – e ele fez gestos loucos com as mãos indicando a luta anterior de Casey.

— Ah, bem... – e sorriu timidamente – Quando se passa por tanta coisa, a gente acaba aprendendo e pegando a manha da coisa – Zack riu com a resposta. Finalmente chegaram ao tal acampamento: havia algumas barracas e uma fogueira no centro. Ao verem Casey chegando acompanhada, todos se levantaram surpresos.

— Casey?

— Gente! Vejam quem eu encontrei! – e todos se abraçaram e se cumprimentaram animados e extremamente felizes por encontrarem companheiros vivos e inteiros.

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