Notas iniciais
Essa primeira parte era uma One Shot da Allana, que eu continuei a partir do capítulo 2.

- Foi você não foi

- Regina, eu...

- Não precisa dizer mais nada Miss Swan. – eu disse, contendo as lágrimas, tudo que eu menos queria era demonstrar fraqueza no momento.

POV REGINA MILLS

Sai do Granny’s atordoada, fui caminhando até meu carro enquanto as lágrimas teimosas já desciam sobre meu rosto, eu as evitei ao máximo, mas a dor que sentia no momento foi maior, a cena da “bela família” se abraçando era repassada em minha mente, era torturante, me senti descartada, só conseguia pensar na causadora de tudo, Emma Swan tirou meu filho e agora meu final feliz fora estragado por ela, mas a dor que sentia no momento conseguiu ser maior que a raiva da miss Swan, não faria nada contra ela, me tornei uma pessoa melhor por Henry, de repente sinto alguém me puxa pelo braço.

- Nós precisamos conversar. – disse a voz masculina.

- Robin, eu... – estava sem fala, eu esperava que ele viesse atrás de mim, mas vê-lo ali não deixou de ser surpreendente. – onde estão Roland e Marian?

- Estão no Granny’s, o que tenho para dizer é breve.

- Sou toda ouvidos.

- Agora que Marian voltou, eu preciso de um tempo, organizar minhas ideias, e ter certeza do que quero.

- Eu entendo. – Tentei ser compreensiva, mas aquilo era como se ele estivesse arrancado meu coração com as próprias mãos.

- Não pense nisso como um adeus, é só um até logo. – disse sorrindo.

- Claro. – sorri fraco, apenas demonstrando compreensão, e então ele beijou meu rosto e foi de volta ao Granny’s.

Entrei no carro, e dei partida, se antes meus olhos pareciam inundados, agora estavam realmente como um oceano, e nesse mar de lágrimas continha toda a decepção, raiva e infelicidade que já senti, em toda a minha vida. Ele me viu chorar, e tudo que fez foi beijar meu rosto, mais uma cena decepcionante a ser repassada em minha mente. Faltava pouco para chegar em casa quando avistei um animal no meio do caminho, tentei desviar o carro mas acabei batendo em uma árvore, a única coisa que me lembro ainda acordada foi de dizer o nome dele na exata hora em que me choquei contra aquela árvore.

**

- Regina consegue me ouvir? – não identifiquei a voz no momento.

- Regina? – disse mais uma vez, então comecei a abrir meus olhos lentamente, e tudo que eu enxergava eram borrões, e percebi que na minha frente avia uma silhueta masculina, pisquei os olhos algumas vezes até conseguir ver com clareza.

- Dr. Whale?

- Sim.

- O que aconteceu?

- Você aparentemente sofreu um acidente de carro, se chocou com uma árvore.

- Oh meu Deus.

- Fique calma, você não sofreu nem um traumatismo, vai ficar bem. – ele disse.

- Que bom. – sorri aliviada.

- Tem pessoas que querem te ver, mas só posso deixar entrar de dois em dois.

Eu não esperava que tantas pessoas se preocupassem comigo, mas em particular, a primeira dupla que entrou pra me ver, me surpreendeu.

- Mãe! – Henry veio correndo me abraçar.

- Regina. – Emma a causadora de tudo. – olha, eu...nem sei o que dizer exatamente, mas espero que não guarde ressentimento por ontem, acho que sua saúde é mais importante que isso, eu não tive intenção de...

- Não precisa se justificar. – eu a cortei.

Então Henry me perguntou:

- Está melhor? Sente dor? Quando você sai daqui?

- Calma Henry, sim estou melhor, não sinto dor só um pouquinho na cabeça, e não sei quando saio daqui, Dr. Whale não me disse. – então de repente o mesmo adentra a sala.

- Tem mais pessoas que querem te ver. – anunciou.

- Tudo bem, estávamos de saída. – disse Emma, se voltando para Henry. – vamos garoto?

- Ok, Dr. Whale quando minha mãe sai daqui? – disse Henry.

- É preciso esperar o resultado de alguns exames, mas no máximo em dois dias.

- Que bom. – Henry então sorriu, veio até mim e me abraçou, Emma apenas sorriu e acenou, em seguida saíram.

- Pronta para mais duas visitas? – disse Dr. Whale.

- Claro. – eu estava curiosa sobre quem poderia ser, e tinha esperanças de que fosse quem eu queria que fosse, então avistei Robin e Roland, um sorriso começou a se formar em meu rosto, mas foi desfeito quando vi Marian.

- Regina. – disse Roland, o pequeno veio até mim, e me abraçou, Marian tinha um sorriso no rosto que me incomodava.

- Ela queria muito te ver e Dr. Whale abriu uma exceção. – Robin disse se aproximando.

- Regina, eu sei de tudo, Robin me contou, não posso exigir nada, afinal eu estava morta, e ele tinha o direito de ser feliz de novo, mas agora eu estou de volta, e vou lutar pra ter o amor dele de volta, que vença a melhor, pelo que vi meu filho se apegou muito a você, não o impedi de vir aqui por isso, ele ficou muito preocupado quando soubemos do acidente.

- Marian, por favor, aqui não é hora nem lugar para brigar. – disse Robin.

- Eu não estou brigando, apenas esclarecendo algumas coisas. – disse Marian.

- Eu gosto da Regina mamãe! – disse Roland, em seguida cruzou os braços.

- Eu sei meu amor, mas agora que viu que ela está bem, vamos, seu pai disse que quer conversar com ela a sós. – disse, deu a mão pra Roland, e ambos deixaram o quarto hospitalar.

Senti meu sangue ferver com as palavras de Marian, acho que ter morrido fez mal pra ela, foi extremamente arrogante, Robin se voltou para mim, assim que Roland e Marian deixaram a sala.

- É agora o momento para conversarmos. – Robin disse se sentando na cadeira ao lado do leito, e segurando minha mão.

- Eu achei que precisasse de um tempo. – disse o olhando dentro dos olhos.

- Regina, eu sei que disse isso, mas isso foi ontem, antes de...

- Antes do acidente. – completei.

- Sim, mais o ponto não é esse.

- Então qual é?

- Quando eu soube o que havia acontecido, eu só conseguia pensar em uma coisa, havia acontecido de novo, mais uma vez eu havia perdido o amor da minha vida, esse acidente abriu meus olhos, meu coração batendo descompassado ao saber do seu acidente, o medo de te perder tomando conta do meu ser. – eu ouvia atenta cada palavra, e as lágrimas rolavam sobre o meu rosto. – Regina, eu sei o que te disse ontem, antes do acidente, mas eu percebi, eu te amo e não preciso mais de tempo algum pra ter certeza disso, a volta de Marian me deixou confuso, mas agora eu vejo, está claro como cristal pra mim, eu te amo, você é meu verdadeiro amor. – após a última frase, ele se inclinou e me beijou, um beijo intenso, afetuoso e ao mesmo tempo urgente, cessei o beijo.

- Robin eu, também te amo, mas e a Marian?

- Eu não a amo mais, tenho afeto e a quero bem, pois afinal ela é mãe de Roland.

- Eu sei, mas ela está lá fora, não acha errado o que fizemos?

- Eu não dei falsas esperanças a ela, não prometi nada, mas na verdade o mesmo que disse a você eu disse a ela, que precisava pensar, eu pensei, e decidi, é você que eu amo de verdade, é com você que quero passar a eternidade. – tudo era música para meus ouvidos, e eu só conseguia sorrir ao ouvir.

Robin então foi embora, disse que precisava conversar com Marian, por uma pedra em qualquer esperança que ela pudesse ter de volta, e eu estava mais que radiante, Dr. Whale disse que o resultado de alguns exames chegariam no dia seguinte.

**

Acordei com os primeiros raios de sol que invadiram o quarto pelas frestas da janela, me espreguicei, e então minutos depois Dr. Whale veio anunciar que Robin veio novamente me ver, ele adentrou o quarto.

- Bom dia meu amor. – disse e me deu um selinho.

- Bom dia, como foi com Marian?

- Nós conversamos, não foi fácil ela aceitar que eu te amo, aliás ela te xingou, mas isso não importa, ela disse que o mais importante para ela era Roland, e que ainda me ama, mesmo que eu não a ame mais.

- Deve ter sido difícil mesmo. — sorri fraco.

- Está tudo bem amor?

- Estou, é só que são muitas informações a serem processadas.

- Eu entendo, e estarei ao seu lado para tudo.

Nesse momento Dr. Whale entra no quarto, com alguns papéis em mãos.

- Regina, tenho os resultados dos seus exames. – disse.

- E há algo de errado?

- Não, estão todos ótimos, mas tem um em especial aqui.

- E o que tem de especial? – Robin disse.

- Você está grávida! Parabéns!

- O que? Como?! – estava incrédula, ele simplesmente me anunciou isso e saiu.

- Amor, vamos ter um bebê. – disse Robin.

- É vamos. – eu permaneci estática, a notícia havia me surpreendido muito.

- Não parece feliz. – disse Robin acariciando meu rosto.

- Eu só estou com medo, mas estou feliz.

- Regina olhe para mim. – eu o encarei fundo nos olhos, eu estava lacrimejando. – Eu sei que foi repentino, mas esse bebê é uma das melhores coisas que poderia ter acontecido, eu te amo, e vamos cuidar desse bebê juntos, eu estava planejando isso desde ontem Ok? – ele se ajoelhou e tirou uma caixinha aveludada do bolso. – Regina, a mulher mais linda desse mundo, a mulher que eu amo, e amarei até o fim, aceita se casar comigo?

- Sim! – disse chorando, eu estava mais que feliz, e chorava de felicidade, definitivamente eu estava muito sensível, seriam já os hormônios? – Eu te amo. – ele se levantou e nos beijamos, parecia que o mundo havia parado de girar, meu amor por ele fazia era como uma chama dentro de mim, e fazia queimar assim o sentia, a noite anterior agora era prova de que nada poderia estragar minha felicidade, e que o para sempre seja eterno, assim como meu amor por Robin.

Notas finais
Comentem, é de graça e não doí!