Pit of Blood
1 The Open Door
Notas iniciais
Uma multidão se aglomerava na entrada daquele colégio interno. Está aí uma coisa que eu odiava: multidões. Desci do carro e fui acompanhada pela escolta armada que minha mãe contratou para que eu ficasse livre de atentados ou represálias.
Me chamo Amy. Amelie Elizabeth Winslet. Tenho 15 anos e fui mandada para este reformatório em Des Moines, Iowa, injustamente. Fui acusada de infração e vandalismo, sendo que eu estava em casa. Meu irmã gêmeo, Arien, estava já instalado em seu quarto no colégio, e minha melhor amiga, Mona, viria na terça-feira.
Entrei no saguão principal com os seguranas a tira-colo, para fazer meu check-in e pegar minhas malas. Havia uma caixa cheia de celulares e objetos do gênero, e um inspetor para pegá-los dos alunos.
Voltando à minha vida pessoal. Meus pais são médicos e empresários muito ricos, e desde pequena sempre saí com carros blindados e escoltados. Minha mãe morria de medo de que eu e Arien fôssemos sequestrados. Sua superproteção não foi suficiente para nos poupar de um convento.
– NÃO VOU ENTREGAR MEU CELULAR! — gritei exasperada. Mas me obrigaram. Depois daquele escândalo. procurei a minha sala para m dia de aulas.
Arien fumava na janela, e me abraçou quando me viu. Haviam poucas pessoas na sala e eume instalei ao lado de meu irmão. Thor me explicou que tínhamos direito a duas ligações por dia e que não haviam restrições com relação a uniforme.
A primeira aula da manhã: Matemática, e finalmente eu entendi alguma merda. Exceto pelo fato de que haviam dois caras que não calavam a boca atrás de nós. Ignorei aquiloe esperei pela aula de Educação Física.
Na cabine telefônica na quadra, consegui falr com Mona.
– NUNCA MAIS OUSE ME ASSUSTAR ASSIM!- gritava ela no telefone.
– Me desculpe. — respondi. — Aconteceram algumas coisas.Eles pegam celular, Mona. Puta, por favor...
– Estou no hotel. Amanhã chego aí. — disse Mona.
– Pedi ao meu pai para mandar um carro para escoltar você. — comentei. — Te espero ansiosamente. Amo você!
– Amo você.
À noite, andei até a quadra, onde tinha uma festa. Alguns garotos cantavam Call Me When You're Sober, do Evanescence no karaokê.
– Ora, ora! — disse Cameron. — É a nossa linda Amy se oferecendo para cantar?
Dei de ombrose peguei o microfone. A música começava, e eu respirei fundo antes de começar a cantar.
– Feels like the weight of the world... like God in Heaven gave me a turn...
Eu sempre soube que tinha uma voz bonita, mas ninguém nunca ouviu. Apenas Mona. E eu me sentia uma traidora cantando sem ela.
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