Pit of Blood
4 Force of the Shore
Eric estava parado na porta, com uma toalha enrolada na cintura. Bateu na porta na minha cara.
– Como ousa? — objetei. — Você mesmo mandou eu vir aqui!
– Cale a boca. — disse Eric. Mas de uma maneira tão doce que eu mesma fiquei surpresa em obedecer. — Eu estava me vestindo.
Me convidou para entrar, e eu entrei. Idiota, por quê está entrando? Você não o conhece! Não sabe de suas intenções! Saia daí!
O quarto dele tinha um guarda-roupa pequeno, uma cama colossal que ocupava todo o centro do quarto, uma escrivaninha para estudar e um espelho de corpo inteiro na porta do guarda-roupa.
Haviam muitos posters de bandas como Metallica, Epica, Dimmu Borgir, etc. Estava bastante desarrumado, mas Eric fez questão de se explicar. Como prova de suas intenções, ele deixou a porta aberta.
– Ah, eu tenho que ir. Só passei pra dar um oi. — falei envergonhada. Eu sou uma anta mesmo.
– Oi então.
Não me despedi. Virei as costas e a única coisa que eu queria era sair dali. Abri a porta do meu quarto e me joguei na cama. Mona parou de ler e me olhou.
– Devia estar estudando. Temos prova de Química amanhã.
Gemi em resposta. Não estudei, não tomei banho. Cochilei e duas horas mais tarde desci para jantar. O refeitório estava lotado, usualmente. Eric fez questão de se sentar na mesa atrás de mim, eu podia senti-lo me observando. Mas eu mal aguentava erguer a cabeça perto dele, tamanho meu constrangimento.
Engoli meu jantar e esperei Arien e Mona terminarem. Um ruído estático assustou a todos. Me sobressaltei quando ouvi um "Polícia" sendo falado pausadamente por uma voz mecânica feminina.
Ficamos em fila no pátio da escola. Ninguém estava entendendo o que estava havendo, mas os policiais e a direção da escola sim. Eric estava atrás de mim, e me segurava pela mão. Os policiais fizeram uma chamada geral e anotaram algo em pranchetas.
– Um aluno desta escola foi assassinado esta noite, durante a hora do jantar — disse o capitão. — O home dele era Harold Cooper. Amanhã todos vocês irão prestar depoimento.
Ouvi um chiado de reclamações e senti minhas pernas bambearem. Eu odiava saber quando uma pessoa próxima morria.
No dia seguinte, um a um, todos falaram o que sabiam sobre Harry. Quando foi a minha vez, falei que ele era um ótimo aluno e que me tratava com muito respeito, mas que eu não sabia nada sobre a morte dele.
– Muito bem, srta. Winslet, obrigado. — disse o capitão. — Mas já chegamos a uma conclusão.
Me arrastei até meu quarto e me deitei. Mona me olhava, com cara de cachorrinho que foi esquecido nas mudança.
– Não — falei. — Eu não vou te emprestar meus sapatos!
– Ah, Amy, por favor! — chiou ela. — Social nos aposentos do Eric Draven.
Dei um pulo quando ouvi o nome dele.
– Por quê o interesse súbito, Amelie? — perguntou ela. — Por acaso está a fim dele?
– Não! — gritei.
Mentira. Eu estava.
Mona me olhou com seu olhar típico: "eu sei muito bem que você quer dar uns beijos nele" e saiu. Bati minha cabeça no travesseiro e me levantei.
Eu tinha que ver Eric.
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