Notas iniciais
Oláááá pessoinhas! Como vão?
Bem, esta é minha primeira história original, espero que gostem dela o tanto quanto adoro escrevê-la e eu gosto muito, haha.
Bem, nos vemos lá em baixo, divirtam-se!

Em meados do século XVII ocorreu o começo da Época Dourada da Pirataria, mais conhecida como o período em que os piratas estavam no auge. Apesar de serem perseguidos, pegos, ameaçados ou até mesmo mortos, conseguiram dar a volta por cima e sairam ganhando.

Havia um navio em especial, não era muito grande e nem muito pequeno,pois foi feito especialmente para saquear, roubar, adquirir tesouros, e carregar um armamento impressionantemente prático, Bloody Poison era seu nome, e só de ser ouvido nas redondezas do Caribe deixava todos com medo ou até pavor, era muito respeitado pela pirataria e civis comuns.

O capitão da embarcação era o famoso pirata Victor Jones, conhecido pelo número de ataques nos portos, junto dos roubos importantes e por ser frio, o que era ideal para matar. Apesar de ser “pouco amigável” mantinha uma tripulção estável e muito unida, a grande maioria o idolatrava.Seu histórico começa quando ainda era só um garoto que foi atraído pela maldade e assim deixou tudo para trás, abandonando sua família para viver como um simples marujo. Já quando cresceu derrotou muitos outros navios com suas estratégias defensivas e ataques calculados, ganhando o título de co-capitão, mais tarde conseguiu seu próprio navio e com muito esforço criou uma tripulação que consitia em novatos e experientes.

A vida de Jones mudou drásticamente quando conheceu a pirata que virou seu mundo do avesso, Mary, era uma jovem audaz e muito inteligente, mantinha a calma nas mais difíceis situações, além de ser a “Mestra da Esgrima”, um título com importância o bastante para fazer pessoas rastejarem para conseguir uma única aula com a própria. Eles se amaram tanto, e conseguiram superar todas as dificuldades desde ter uma mulher no convés, até precisar fugir às pressas da marinha européia e caribenha.

Os dois planejavam ter um filho, mas antes que pudessem pensar melhor Mary adoeceu, logo depois de descobrir pelo médico alojado no navio que estava grávida. Infelizmente a alegria deles não passou de poucos meses, pois ambos perceberam que Mary não sobreviveria ao parto, passaram-se os nove meses esperados e isto só causou danos à amada esposa, Jones ficou muito perturbado ao ver a esposa deixá-lo aos poucos, mas mesmo em prantos quase não saiu do lado dela, estando ali para o desse e viesse. A tão esperada criança nasceu, infortúniamente já sem vida, o choque pela perda do filho e a insalubridade presente e inevitável em alto mar, levaram Mary a enfim falecer.

Pode até parecer besteira, mas desde que a querida parceira do capitão se foi, ele ficou um bom tempo sem nenhuma vontade,até de dar ordens à tripulação, de esmurrar alguns marujos insolentes, e de viver, sem aguentar seus pensamentos sóbrios se embebedou com o rum. A chegada à uma vila mediana o fez animar-se um pouco, com a ajuda e persuasão de Will Solomon o atual co-capitão e também melhor amigo de Victor Jones.

O vilarejo parecia ser pequeno e ao mesmo tempo inquieto, haviam pessoas trabalhando animadas e outras nem tanto, mas o que lhe chamou a atenção foi um pequeno acúmulo de casas logo depois do porto, elas pareciam ser de imigrantes ricos que não souberam se adaptar a simplicidade. Ao descerem do convés como quem não quer nada, se dirigiram ao bar mais próximo e o saquearam, isto levantou um pouco o ânimo de todos — levando em conta a bebida — , mas ainda não estavam satisfeitos, é claro que não, quando se pode ter mais, quem não quer? Enfim se deslocaram até ao conjunto de casas bonitas e lá começaram a espalhar a desgraça com que estavam acostumados e sentiam uma pesada falta, foi preciso matar muitas pessoas para ao menos conseguir roubar seus mais preciosos pertences. Victor entrou em uma das casas que ainda não tinham sido saqueadas e encontrou um casal protegendo um pequeno bebê que não parava de chorar, ele ao observar o ato daquelas pessoas se apossou da inveja do que não poderia ter, com a lembrança de Mary ainda vívida na mente e assim impiedosamente matou os dois, quando chegou a vez da pequenina até chegou a apontar sua pistola, mas não conseguiu atirar, simplesmente não podia.

Tentou se dirigir à porta que dava para a rua e foi impedido por uma súbita pontada de piedade, coisa que nunca tivera antes, encarou o bebê por alguns segundos e o pegou no colo, rendendo-se à inocência do bebê fez seu choro cessar. O pirata percebeu que era uma menina que o olhava tão profundamente que aparentava estar lendo sua alma e lhe trazendo a tranquilidade que há tempos não tinha. Finalmente saiu do local com a garotinha nos braços, logo mandou parar o ataque e os piratas já satisfeitos voltaram para o porto embarcando novamente, depois de encher o capitão de perguntas sobre a pequena, ele deu um basta e para mudar o assunto resolveram fazer uma comemoração pela volta revigorada do antigo e poderoso Bloody Poison.

Jones providenciou todo o conforto possível para a criança que carregava nos braços, e enquanto olhava em seus olhinhos castanhos deu um leve sorriso, ela era seu poço de esperança, sua nova chance de ser feliz novamente.

Notas finais
E aí, gostaram?
Vejo vocês no próximo capítulo!
Beijinhos, piratinhas!