Pirate Eyes

1 Pirate Eyes - Kelsey & Kishan - One Shot


Notas iniciais
Olá queridos leitores! Sou muito fã da saga, e tenho um amor especial por cada personagem, porém não costumo encontrar muitas fics sobre Kishan e sua bilauta, por isso criei esta. Espero que gostem. Ótima leitura.

Impaciente. Ansioso. Nervoso. Tenso. Não havia palavras suficientes para descrevê-lo naquele momento.

Sentado na beirada da cama batia os pés freneticamente no chão. Estava com os cotovelos apoiados nos joelhos enquanto com a cabeça baixa olhava o ritmo das batidas e estralava os dedos em uma tentativa frustrada de relaxar.

Enfim o som de uma porta se abrindo. Ele levanta a cabeça na direção do som, ainda com os cotovelos apoiados nos joelhos. Seus lábios ficam levemente entreabertos com a visão que acabara de ter.

Lá estava ela, com sua costumeira trança e o rosto levemente corado.

– Não me olhe assim... Parece que sou um coelho que você está prestes a caçar.

Ele fica com o tronco reto e dá um sorriso malicioso.

– Você está mesmo parecendo uma coelhinha acuada. E isso abre ainda mais o apetite de um predador sabia?

Ele se levanta e vai até ela em passos lentos, porém precisos, sem cortar o contato visual. Quando ficam frente a frente ele coloca os braços ao lado do corpo dela, de maneira que a mesma fique entre a porta e ele. Acaricia lhe o pescoço com o nariz e pode perceber quando ela prende a respiração. Sem pressa faz uma trilha de beijos que segue até seus ombros, onde brinca com a alça de sua camisola cor de malva.

– Eu gosto dessa cor.

– Eu sei, por isso escolhi.

Ele continua brincando com a alça e faz menção de abaixa-la. Mais uma vez nota que ela prende a respiração. Sorri e com a mão que até então permanecia apoiada a porta, segura seu queixo e faz com que ela o olhe em seus olhos dourados.

– Se continuar prendendo a respiração desse jeito vai acabar desmaiando bilauta.

Ela sorri, mas não consegue sustentar o olhar. Mais uma vez ele faz com que ela o encare.

– Por que não quer olhar pra mim?

– Não é isso, só estou nervosa.

Ele arqueia uma sobrancelha e dá um sorriso de lado.

– Não sabia que ficar perto de mim te deixava nervosa...

– Hoje particularmente deixa.

Ele deposita um beijo suave e demorado em seus lábios. Segura suas mãos e a leva até a cama, onde mais uma vez senta na beirada. Ela permanece em pé, porém agora entre as pernas dele e com as mãos em seus ombros. Kishan segura sua cintura e a trás para mais perto, fazendo com que ela sentasse em seu colo e assim ficassem frente a frente. Seus pés mal tocavam o chão.

Ela pareceu assustada com aquela aproximação, mas ao menos agora conseguia o encarar nos olhos.

Com o dedo indicador circundou — lhe o rosto e os lábios, onde se demorou mais que o normal.

– Você tem os lábios mais bonitos que já vi. Me dá vontade de te beijar e não parar nunca mais.

Ela sorri e segura à mão dele, beijando a palma em seguida.

– Você é mesmo um galanteador. Sabe como falar com as mulheres.

– Com as mulheres não digo, mas com a minha mulher sim.

Kelsey sorri e involuntariamente torna a abaixar a cabeça. Kishan lhe segura o queixo e faz com que ela o olhe.

– Só pra você saber... Não é a única aqui que está nervosa.

– Isso me tranquiliza um pouco. — diz com um sorriso.

Ele volta a beija-la com um pouco mais de intensidade do que das vezes anteriores. Kelsey se aproxima mais dele, circulando sua cintura com as pernas.

Suas mãos passeiam pelo pescoço e nuca de Kishan, seguindo cautelosamente por seus ombros largos chegando até a barra da camisa que ele vestia, onde ela para bruscamente, juntamente com o beijo. Kishan a olha sem entender.

– O que houve?

– Não sei. É como se eu não... Soubesse o que fazer agora. Quer dizer, eu sei o que tenho que fazer, mas não sei como fazer entende?!

Ele ri e segura seu rosto com ambas as mãos, dando um beijo em sua testa e em seguida em seus lábios.

– Faça como eu Kells. Deixe que os instintos guiem você.

– Ok, vou tentar.

Eles retomam o beijo de onde pararam e timidamente Kelsey coloca as mãos por dentro da camisa de Kishan, que involuntariamente age como se tivesse recebido um choque leve.

– Você está tão quente. — diz ela a uma distancia mínima dos lábios do rapaz.

– Você sabe como resolver isso não sabe? — responde com as pupilas dilatadas e os olhos brilhando de desejo.

Em um movimento rápido ela tira a camisa do jovem e a joga longe, fazendo Kishan sorrir.

– É você sabe!

– Você falou pra eu seguir meus instintos não foi? Foi o que fiz!

– Percebi. E adorei também.

Eles trocam sorrisos enquanto Kelsey acaricia o peito e abdome dele com as pontas dos dedos. Por alguns instantes ele se permite fechar os olhos e desfrutar daquela sensação.

– Isso é tão bom...

Algum tempo depois leva uma das mãos aos cabelos dela, colocando sua trança para frente, onde fica brincando com a ponta. Segura a fita cor de malva que a prendia com o polegar e o indicador.

– Posso?

Ela faz um gesto positivo e ele a puxa, soltando a trança. Ele leva a mão até a nuca da jovem, onde a trança se inicia e suavemente com o auxilio dos dedos desfaz a mesma. Fica por alguns minutos passando os dedos por entre os fios como se os estivesse penteando.

– Agora é minha vez de dizer. Isso é bom. Muito bom. — diz Kelsey com um sorriso e os olhos fechados.

Enquanto continua mexendo em seus cabelos, com a mão livre Kishan segue até a alça da camisola de Kelsey e suavemente começa a desliza-la pelo ombro da jovem. Quando a alça se encontra já caída sob seu braço, Kishan faz uma trilha de beijos que passam pelo ombro e colo, até chegar à outra alça onde repete o ritual.

Kishan segura o fino tecido na altura onde as alças jazem caídas e o puxa lentamente para cima, a fim de tira-lo. Instintivamente a jovem levanta os braços para ajuda-lo, mantendo os olhos fechados e prendendo a respiração mais uma vez.

Kishan joga a camisola em uma direção qualquer e começa a acariciar suavemente as partes expostas do corpo de Kelsey.

– Respire Kells... — diz sorrindo.

Devagar a jovem começa a soltar sua respiração novamente. Kishan leva uma das mãos até sua nuca e a traz para um beijo que é retribuído no mesmo momento. Kishan se afasta um pouco, uma distancia suficiente para poder olhar para ela.

– Abra os olhos bilauta.

– Não sei se consigo.

Ele encosta sua testa a dela.

– Por favor, abra os olhos. Preciso que olhe pra mim.

Ainda um pouco relutante ela faz o que ele pede e assim se depara com duas íris douradas a olhando profundamente.

Kishan se afasta e segura às mãos dela sobre seu peito.

– Sei que perguntei isso por incontáveis vezes, da mesma forma que você me respondeu incontáveis vezes também... Mas eu preciso perguntar mais uma vez Kelsey. Prometo que essa será a última.

Kishan leva uma das mãos ao rosto dela enquanto com a outra continua segurando suas mãos.

– Tem certeza que fez a escolha certa?

Com a mão livre, Kelsey segura à mão que estava pousada em seu rosto.

– Não teria chego até aqui se ainda tivesse alguma dúvida quanto a isso. Foi com você que me casei. É com você que quero construir uma família, ter filhos. É com você que quero viver até o último dia da minha vida. Minha escolha foi você Sohan Kishan Rajaram. Eu escolhi ser sua. Sua e de mais ninguém.

Essas palavras agiram sobre ele como um raio, algo que fez com que ele libertasse de dentro de si tudo o que havia aprisionado durante todo o tempo em que se deu conta estar apaixonado por ela.

Kishan a beijou com muito mais intensidade, fazendo o possível para que Kelsey percebesse e sentisse o quanto a amava.

– Dou minha palavra que por todos os dias das nossas vidas farei com que sua escolha tenha valido a pena bilauta.

Dito isso ele lhe dá um beijo na testa.

– Eu te amo Kelsey.

– Também amo você Kishan.

Ele entrelaça os dedos nos cabelos dela e inicia um beijo profundo e demorado. Movimenta sua língua juntamente com a da jovem, que sente como se pequenas correntes elétricas atravessassem por todo seu corpo. Kelsey se sente tomada por uma onda de calor tão forte que já não sabe mais como fazer para se controlar.

Kishan continua o beijo e ela segue com as mãos até o botão e zíper da calça que ele vestia. Apesar das mãos tremulas e certa dificuldade ela consegue abrir a ambos.

Em um movimento único Kishan se vira, fazendo com que Kelsey ficasse deitada com as costas na cama e ele com o corpo sobre ela.

– Você é tão linda Kells... Tão linda... — dizia enquanto beijava seu pescoço. — E agora é minha. Minha bilauta pra sempre.

Kishan volta a beija-la, interrompendo o beijo apenas para terminar de tirar as calças que ainda vestia. Kelsey o olha e nada diz, na tentativa frustrada de esconder seu nervosismo e ansiedade para o que estava prestes a acontecer. Mesmo Kishan ainda estando com a boxer, Kelsey não teve como não notar o que a esperava.

Ele volta a deitar sobre ela, que lhe dá um rápido beijo nos lábios.

– Acho que você é muito pra mim.

– Em que sentido você diz?

– Todos na verdade — diz ficando corada.

Ela sorri e Kishan a acompanha, sabendo o que estava por trás daquela brincadeira. Kelsey sempre brincava quando estava nervosa. Ele sabia que naquele momento não era diferente, até porque ele mesmo estava bastante tenso.

Mas diferente dela, optou por não falar. Preferiu agir.

Beijou seus lábios suavemente, descendo por toda a extensão do pequeno corpo. Podia sentir os tremores vindos dele. Ao chegar à barriga se demorou um pouco mais, dando leves mordidas que faziam Kelsey rir e arquear-se sutilmente. Foi em um desses momentos que se livrou do pequeno pedaço de tecido feito de renda localizado logo abaixo. O caminho de beijos continuou seguindo passando por suas coxas, pernas e pés. Ao chegar nesse último ponto, Kishan se afastou um pouco e livrou-se da boxer, ficando despido como ela.

Com suavidade refez a trilha de beijos literalmente dos pés a cabeça de Kelsey. Com cuidado deitou sobre ela, apoiando-se em um dos braços para não colocar todo seu peso sobre seu corpo. Kelsey sente um tremor ao sentir cada parte dele agora muito mais próximo a ela.

– Sua pele está tão quente como na vez em que você se disfarçou de rainha rakshasa.

– Mas garanto que não estava com tanto medo naquela ocasião como estou agora...

– Não quero que tenha medo de mim Kells. Alguma vez já lhe dei motivos pra isso?

– Não, mas... Desculpe-me Kishan, não sei por que estou falando essas coisas.

– Você está nervosa Kells, mas eu também estou, acredite. Você também sabe que nunca estive assim com alguém antes. — diz um tanto constrangido. — Passamos por tantas coisas pra chegar até aqui Kelsey, até esse momento... Quero que seja especial.

– Eu também quero muito isso, mas e se eu fizer alguma coisa errada? E se você acabar... Se decepcionando comigo?

Usando apenas dois dedos, Kishan segura o queixo de Kelsey e a olha sério. Fica por incontáveis segundos assim até que quebra o silencio.

– Isso. Nunca. Vai. Acontecer.

Dizendo isso ele a beija. Começa devagar, buscando deixar Kelsey relaxada e a vontade com ele.

– Não tem o porquê ter medo de mim Kells. Eu te amo.

Aos poucos vai soltando o peso do corpo sobre ela que respira com dificuldade.

– Calma bilauta, respire. — Então sussurrando diz — Deixa os instintos guiarem você.

Posiciona-se melhor sobre ela, entrelaçando os dedos de uma das mãos com a dela enquanto pousa a outra no alto de sua cabeça. Kelsey leva a mão livre até as costas dele onde acaba pressionando um pouco com as unhas.

Ele a olha como que esperando por seu consentimento. Após um suspiro profundo ela faz um sinal quase imperceptível com a cabeça.

Kishan se iniciou devagar, com toda a atenção voltada pra ela. À medida que avançava cautelosamente, podia sentir as unhas de Kelsey se cravando em sua pele e ela apertar fortemente a mão que estava entrelaçada a sua. Prende a respiração e avança mais um pouco, ficando totalmente imóvel ao perceber que já se encontrava inteiramente dentro dela.

Kelsey que tinha os olhos fechados até então os abre devagar, também afrouxando um pouco a pressão exercida por suas unhas nas costas dele. Depara-se com ele a olhando, estático, com uma expressão indecifrável.

– Se continuar prendendo a respiração desse jeito vai acabar desmaiando Kishan.

Sorrindo ele pergunta:

– Você está bem?

– Acho que sim.

– Está doendo muito? Estou te machucando Kells?

– Está doendo um pouco sim, mas sobrevivi a dores muito piores — diz forçando um sorriso. — Pode... Continuar.

– Tem certeza?

– Tenho, mas... Vai com calma...

Kishan a beija demoradamente nos lábios.

– Toda a calma do mundo é pouca perto da que vou ter.

Kishan retoma o beijo e juntamente com ele dá inicio a uma série de movimentos ritmados, porém lentos, cuidadosos. Em alguns momentos parava e encarava Kelsey, que nada dizia, apenas o beijava ou fazia sinais positivos com a cabeça, o encorajando a prosseguir.

Após algum tempo Kishan percebe que quando ele parava os movimentos Kelsey impulsionava o corpo a seu encontro, como se estivesse pedindo por mais.

– Kishan... ?

Ele a olha prontamente.

– Não sinto mais dor então... Se quiser ir um pouco mais rápido... Seguir seus instintos sabe?!

Ele sorri e ataca os lábios dela com voracidade, ao mesmo tempo em que aumenta a intensidade e velocidade dos movimentos. Agora não demora muito até chegarem ao apogeu do prazer juntos. Ofegantes, com sorrisos bobos nos lábios, mas sem dizer uma única palavra. Kishan traz Kelsey pra junto de si, a abraçando junto ao peito, onde juntos acabam caindo no sono.

O dia já estava amanhecendo quando Kelsey abre os olhos ainda sonolentos. Continua deitada com a cabeça no peito de Kishan que ainda dorme pesadamente. Estava com as pernas dobradas formando um número quatro. Tinha um dos braços na cintura de Kelsey, a abraçando, enquanto o outro se encontrava atrás da cabeça. Um lençol vinho sobre a cintura dele e os quadris dela é a única coisa que cobre a nudez de ambos.

Acaba por rir sozinha com as lembranças da noite anterior e se aninha mais junto a Kishan, que aperta mais o braço ao redor dela.

Kelsey sabia que nunca se esqueceria de Ren e pra sempre ele teria um lugar especial e só dele em seu coração, porém agora mais do que nunca tinha certeza que havia feito à escolha certa. Em um mundo de pedras ela tinha um travesseiro macio e aconchegante.

MESES DEPOIS

Não aguentava mais andar em círculos. Ouvir os gritos de Kelsey estava o enlouquecendo. A sensação de impotência por não poder fazer nada naquela situação o estava consumindo. Estava prestes a fazer um buraco no chão quando ouviu um choro, o que o fez parar abruptamente. Após um tempo Nilima surgiu na sala com um sorriso sereno e feliz nos lábios.

– Nasceu Kishan. Seu filho nasceu.

Com um sorriso bobo ele fez uma pergunta com tom de afirmação.

– É um menino não é?!

– É sim, um menino lindo e forte, assim como você. Como sabia? — pergunta Nilima surpresa.

Ele apenas sorri, lhe dando um beijo no rosto.

– Posso vê-los agora?

– Claro que sim. A Senhora Kelsey pediu pra chama-lo.

Kishan segue pelo corredor até chegar ao quarto. Bate na porta a abrindo em seguida, colocando apenas a cabeça para dentro.

– Posso entrar?

– Claro. Venha até aqui.

Kelsey parecia cansada, mas mesmo assim tinha um lindo sorriso no rosto. Seus cabelos estavam molhados e alguns fios soltos grudados em sua testa. Em seu colo um pequeno embrulho.

Kishan se aproximou silenciosamente e lhe deu um beijo na testa, sentando ao lado dela.

– Posso segurar?

Com cuidado Kelsey colocou o bebê em seus braços. Kishan olhava para o garotinho com orgulho e admiração.

– Ele é tão pequeno, tão frágil.

– Frágil pode até ser, mas depois de ficar quase três horas em trabalho de parto, posso garantir que pequeno ele não é, não mesmo!

Kishan sorriu, sendo seguido por Kelsey, que apoiou o queixo no ombro do esposo enquanto também admirava o filho.

– Anik — disseram ao mesmo tempo.

– Sr Kadam ficaria orgulhoso não é? — pergunta Kelsey com lágrimas nos olhos.

– Não apenas ficaria como está Kells. Tenho certeza que onde quer que Kadam esteja ele está tão feliz e orgulhoso quanto nós.

Com a conversa de ambos o bebê se mexeu.

– Enfim ele está acordando. Não o vi acordado ainda.

– Não? — pergunta Kishan confuso.

– Não. Assim que ele nasceu meio que desmaiei, porque estava muito fraca. Quando acordei Nilima já tinha dado banho e trocado ele, que está dormindo desde então.

Anik se espreguiça e enfim abre os olhos.

– São... Dourados. — diz Kelsey surpresa, porém com um sorriso.

– Sim, exatamente como o sonho que tive no Bosque dos Sonhos. — diz com um sorriso, mas o semblante sério.

– O que você disse? Exatamente como no sonho que você teve?

Kishan faz um aceno positivo com a cabeça.

– Eu até sabia que ele se chamaria Anik. Não se lembra Kells?

– Lembro claro... Mas me lembro também que perguntei pra você qual a cor dos olhos do bebê e você disse que ele estava dormindo, por isso não conseguiu ver se eram dourados ou azuis.

Sem olhar para ela Kishan prossegue com a conversa.

– Desde o inicio eu sabia que os olhos dele seriam dourados como os meus e acredite, queria muito ter te contado isso assim que acordei no Bosque, mas não podia.

– Como não podia Kishan? Por que não podia?

Ele sorri para o bebê que estava agarrado ao seu dedo, em seguida encara Kelsey.

– Você estava dividida. Seu coração estava confuso, seus sentimentos por Dhiren e por mim estavam torturando você Kelsey. Se eu falasse a cor dos olhos de Anik naquele instante você teria ficado ainda mais confusa. Além do mais eu fiquei com medo de contar.

– Medo? Por quê?

– De você me escolher por dedução, ou melhor, de me escolher por obrigação.

Kelsey ficou calada. Kishan tinha razão. Era muito provável que naquela época sabendo de todos os detalhes do sonho de Kishan ela tivesse escolhido o tigre negro sem medir qualquer consequência futura, o que provavelmente poderia sim ter influenciado de formas negativas no futuro de todos.

– Isso muda alguma coisa Kells? Muda algo entre nós?

Ela passa o polegar pela bochecha rosada de Anik que sorri.

– Muda. Muda muita coisa Kishan.

– O que? – pergunta decepcionado enquanto acaricia a mão do filho.

Ela volta a apoiar o queixo no ombro do esposo e lhe dá um beijo nos lábios.

– Se não bastasse um, agora tenho dois pares de olhos de pirata para olhar e me apaixonar cada vez mais por todos os dias da minha vida.

Sorrindo e olhando para o filho em seus braços Kishan se vira para olhar os olhos de Kelsey.

– Mais do que em qualquer momento da minha vida posso dizer que sou um homem completo, algo que jamais seria sem você Kells. Te amo bilauta.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Por favor, não sejam leitores fantasma. Um review faz toda a diferença na vida de um autor. Beijos e obrigada por terem lido =)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!