Piratas do Ouro Português
14 Capiulo XIV
Notas iniciais
07 de janeiro de 1714, O Vila Haro corta os mares da manhã em sua viagem para Olinda onde Nenézio, amigo e antigo mestre de Alexandre Murilo e Delgado os aguarda para fazer Negócio.
Delgado e Murilo conversam na proa do Vila Haro.
Delgado Então Nenézio a aceitaste o acordo que Daniel mandou para ele?
Murilo: respondeu marcando de nos encontrar em Olinda para fazer os negócios, creio que aceitaras.
Alexandre Vira o timão para bombordo afim de evitar uma corveta da marinha portuguesa.
Murilo: depois de tomarmos o Duque Dourado ficamos famosos.
Delgado: ahhhh filhão estes tolos ainda pensam que o Alexandre morreu.
Murilo: mas o bicho não morre fácil né.
Delgado: estava pensando em ter meu próprio navio, uma corveta ou algo do tipo.
Murilo: pelo que sei o Duque de Dourado não tem capitão definido ainda.
Delgado: o Duque Dourado é muito grande e todos sabem que ele agora é pirata quero algo que possa ser usado para comércio, humm.
Nathalia sobe ao convés e vai até Murilo e Delgado.
Nathalia: Bom dia Delgado, Bom dia Murilo... o que aconteceu porque está assim chocho Delgado.
Delgado: estou pensando em ter meu próprio Navio.
Nathalia: Alexandre Sabe disso?
Delgado: Não ele não sabe.
Nathalia: se ele souber te coloca no...
Delgado não quero um navio tão grande assim.
Murilo: isso é fácil, se ele souber fará do próximo alvo teu.
Nathalia: acho que ele não fará isso.
Delgado: Oras porquê.
Nathalia: pense acabamos de pegar um galeão e tivemos muitas baixas na batalha, precisamos de mais marujos e mesmo se conseguirmos Cocamar não tem como abrigar muitas pessoas assim na pressa precisamos avisar Daniel para que ele faça um lugar para as pessoas novas morarem e mesmo que avisemos não podemos dizer quantas.
Murilo: que trabalho.
Delgado: e se ...
Carlos sobe ao convés e vai ao timão.
Carlos: ola Alexandre.
Alexandre: ola Carlos.
Carlos: quanto tempo falta para chegarmos?
Alexandre: hum acho que em umas horas chegaremos.
Carlos: já resolveu o problema do Daniel.
Alexandre: não, acho que se eu levar para Cocamar mais um navio ou pessoa Daniel me mata.
Carlos: também aquela ilha tem apenas meses de vida e agora se vê obrigada a concertar um Galeão, uma fragata e construir três escunas ao mesmo tempo.
Alexandre: Cocamar está extremamente sobrecarregada e ainda precisamos de muito mais recursos e pessoal e eu ainda não decidi quem mandará no Duque Dourado quando ele se recuperar.
Alexandre vira a boreste, Vila Haro passa bem ao lado de um brigue de comerciantes, em seguida Alexandre suspira e olha Carlos
Alexandre: olhe tenho alguns planos mais Daniel disse que primeiro precisamos construir casas para os próximos habitantes, Carlos me faça o favor de chamar João preciso pedir algo a ele.
Carlos: está bem, mas tu deves se decidir logo no que fazer, mas o Pretoriano não foi tão avariado podemos focar nele.
Alexandre: certo.
Carlos desce para baixo do convés.
Nathalia: olhem se olharmos por esse lado tenho certeza que logo tu também terás seu navio.
Delgado: vou falar com ele.
Delgado vai até o timão com Alexandre.
Delgado: Alexandre, tenho algo para falar com tu.
Alexandre: podes falar.
Delgado: quero uma um navio meu, uma fragata média ou pequena.
Alexandre encara delgado seriamente.
Alexandre: Dantas Assuma o timão continue subindo o rio, Delgado venha comigo.
Alexandre segue com Delgado para sua cabine no Vila Haro, quando entram Alexandre se senta em sua mesa e convida Delgado a se sentar na frente.
Alexandre: Delgado te ajudarei mais antes preciso de sua ajuda preciso que escreva um contrato para todos os marujos de Cocamar, para livrar Cocamar de ter de construir casas para marujos que mesmo quando estivermos em Cocamar eles Dormirão nos navios, e que terão um extra por noites passadas em Cocamar.
Delgado: mas por isso agora.
Alexandre: Cocamar estas em uma situação insustentável ou constrói navio pequenos para pegar os recursos que faltam e não se pode saquear o mar facilmente como moveis e velas, ou consertamos os nossos navios de combate o Pretoriano e o Duque Dourado ou construímos mais casas para as pessoas que iremos salvar.
Delgado: para a primeira a resposta é fácil apenas precisamos roubar esses navios, para as casas se retirar a dos marujos que não tem família, ou que a família não mora aqui.
Alexandre: diminuíra em dezenas além disso estou procurar uma ilha nova pois logo não caberá tudo em Cocamar.
Delgado: existem tantas ilhas aqui neste mar que se pegássemos uma não notariam se pegássemos dez já seria tarde demais para nos parar.
Alexandre: Exato por enquanto estamos nos escondendo logo eles se esconderão de nos.
Delgado: sim, agora vou te ajudar, mas quero um...
Alexandre: escute tem uma fragata média totalmente equipada que faz as defesas de Salvador mas ela se afasta muito antes de voltar na patrulha e pode ser atacada e sem que as defesas da cidade a proteja , estou de olho nela para junto de Kalien e Pretoriano formarem a primeira esquadra de navios pesados e você pode ser o capitão tudo bem.
Delgado: não é o que eu queria, mas é o que eu mereço.
Alexandre: tu és tonto queria um navio de comércio e vais ganhar uma navio de combate, mas temos que ter cuidado ele é bem equipada com canhões e está abarrotado com um batalhão do Exército para protege-lo mais duzentos.
Nathalia entra na cabine.
Nathalia: estamos nos aproximando de Olinda.
Alexandre: se preparem Dantas ficará no Vila haro, chamem todos temos muito o que fazer.
Olinda era uma cidade grande, más não tão grande como Salvador, era mercante e a maioria das terras em volta eram fazendas, era uma das poucas cidades que se encontravam especiarias e itens vindos da metrópole.
Nathalia reuniu todos João, Carlos, Delgado, Pedro, Tainá, Naomi e Murilo para ir ao encontro com Nenézio.
Murilo: bom vamos logo Nenézio está à espera.
Delgado: ele disse que nos esperaria no mercado.
Carlos: e como reconhece-lo?
Alexandre: pelo poderoso bigode haha, será de longe o maior que você verá.
Tainá: então está bem.
O grupo caminha até o mercado, logo se deparam com um senhor na esquina, alto com uma enorme faixa preta embaixo das narinas e cabelo preto penteado para trás, olhos castanhos, ele veio caminhando na direção do grupo.
Alexandre: Murilo parece que o bigode dele foi mesmo raspado esse deve ser o que cresceu recentemente.
Nenézio se aproxima do grupo com um sorriso no rosto e de braços abertos para recebe-los.
Nenézio: bom dia, é muito ...é um prazer encontrar com vocês e ver que estão bem de saúde e DE PÉ.
Ao pronunciar DE PÉ foi como se a terra tremesse os próprio bigodes de Nenézio ficaram em pé todas as pessoas no mercado que estavam sentadas se levantaram.
Alexandre: sim Nenézio é muito bom vê-lo bem vamos a sua fazenda para tratar do assunto.
Nenézio: infelizmente não será possível ir a minha fazenda por enquanto, mas podemos ir a um escritório que eu possuo alguns quarteirões daqui.
Nathalia: vamos, mas seu Nenézio no que veio trabalhando nos últimos tempos.
Nenézio guia o grupo a seu escritório que era uma pequena construção branca de dois andares com janelas azuis e bem cuidada
Nenézio: eu venho buscando desenvolver as sequencias de plantação de cana de açúcar, mas a cana não é mais tão bem vinda e agora apenas os maiores donos de plantações conseguem se manter e eu como outros estamos buscando outra solução, por exemplo mui amigo Rodolfo foi a São João Del Rei iniciar a plantação de café.
Murilo: Nenézio, nosso acordo deixará todos ricos e poderá abrir sua academia tão sonhada
Nenézio: seria bom para todos também espero logo ter lucro para construir uma pequena academia aqui, como disse Murilo.
No escritório de Nenézio enquanto o grupo espera do lado de fora Alexandre, Delgado e Murilo fazem sua proposta para Nenézio.
Alexandre: Nenézio digamos que temos um grande Fundo...
Nenézio: sei que são piratas meus caros mais até agora não se escutam perversidades de vocês apenas que enfrentam a marinha e libertam escravos.
Alexandre: ... temos como comprar, mas a ilha que temos base é pequena demais para manter nossa frota escondida por muito mais tempo.
Nenézio: sabia que seria essa sua proposta, veja aqui entre esta vila e esta cidade existe uma área extensa onde poderia fundar uma cidade, no caso.
Alexandre: Nenézio tu ajudas demais, mais veja lhe darei uma fortuna singela para construir uma fazenda, Alexandre explica a ideia de uma plantação de macieiras e um vinhedo e uma destilaria em Cocamar, assim teríamos uma plantação e uma cidade porto segura além de Cocamar.
Nenézio: teu plano es interessante e bem possível, sim es possível, veja a construção da fazenda, a compra da terra e outras coisas ficariam em torno de 4000 contos de reis , e se tu trouxesse essas pessoas que não podem ficar em Cocamar para cá para trabalharem na fazenda ou procurar alguma posição na cidade seria bem-vindo.
Murilo: também seria adequando construir uma fábrica de itens para os nossos barcos.
Nenézio: meu caro Murilo, já tenho em mente o seguinte, o plano de uma serraria, que forneceria madeira, uma forja grande, que forneceria a munição e as peças de metal, e uma teclearia que daria velas e uma fábrica de cordas, os itens básicos, esses serão os primeiros objetivos da vila partir daí os moradores irão construir o que precisarem por exemplo alfaiatarias , marceneiros e carpinteiros.
Alexandre: muito bem planejado nada menos de Nenézio, e a fazenda?
Nenézio: bem ainda não temos o tamanho, mas pretendo usar o seguinte, trinta porcento será para cevada, vinte e cinco para uvas e quinze para maçãs e trinta para plantio dos moradores.
Alexandre: parece justo será assim, Nenézio traremos o investimento e tu irá tentar comprar a maior quantidade possível dessas terras, enquanto reunimos a fortuna para a construção da vila e da fazenda.
Nenézio: está certo, escutem no início será necessário um grande esforço de seus navios para levar ajuda na construção pois construir essa vila e fazenda desses portes ambiciosos será difícil.
Alexandre: não te preocupes não será tão difícil assim, até mais nenézio cuide de sua parte que cuidaremos da nossa desde já temos muito o que fazer, mandaremos uma fragata trazer o tesouro para comprar a terra se o dono não quiser vender me avise que farei uma visita.
Nenézio: duvido se entregar o ouro que prometeu essas terras já são nossas.
o grupo retorna ao Vila Haro, que volta a Cocamar.
Alexandre, Delgado e Murilo se reúnem na cabine do capitão do ainda em reparos Pretoriano.
Murilo: e agora 4000 contos de Reis isso é muito ouro não temos essa fortuna imensa temos apenas 200 contos de reis a isso já és muito.
Delgado: Alexandre foste muito ambicioso não temos como bancar essa alçada, raspamos todo o cofre de Coca mar para mandar os 200 contos de reis iniciais para Nenézio.
Alexandre: os dois são muito lentos, temos muito ouro, os navios mercantes em especiarias, e foi descoberto ouro recentemente vários navios estão levando para Lisboa na Europa vamos atrás do Ouro português e encheremos nossos bolsos e pagaremos a construção da vila Hortência e a fazenda.
Murilo: vamos tomar pela força...
Delgado: pelo nosso próprio bem!
Alexandre: vivas, agora vamos para taberna quero encher a cara.
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