Notas iniciais
Sakura: Oi gente! A Lala-chan me pediu pra falar com vocês porque ela ficou com medo de vocês matarem ela. Bem, ela me mandou ler uma carta. "Queridos leitores, Peço que não me matem quando eu estiver lá em baixo. Sim, eu sei muito bem que demorei séculos para postar, e agradeceria se ainda tiver alguém lendo isso agora. A culpa não é minha! É da minha imaginação! Só consegui fazer esse capítulo porque estava deprimida, então passei um pouco dessa minha emoção pro capítulo... E acho que ficou bom. Então é só... Beijos da Lala-chan!" Sakura: Bem gente, é só. Agora, se me dão licença, eu vou matar a autora porque meu salário ta atrasado também. Beijos e boa leitura!

– Sim, eu sei. E considere-se a pessoa mais importante do mundo, porque eu larguei meu sundae pra te dar um abraço, baka!

– Nooossa, sou a pessoa mais importante do mundo só porque você deixou de comer um sundae que EU comprei!- Menma disse dando ênfase no “eu”.

– Sim, você é!

Depois disso, Menma foi comigo pra casa – já que moramos na mesma rua. Duas semanas. É esse o tempo da minha liberdade, bem que um raio podia cair em cima de mim agora, né?!

Entrei em casa normalmente e fui para o meu quarto. Entrei e me joguei na cama, tenho que por minha mente em ordem. Eu posso realmente dizer que a minha vida esta de cabeça para baixo, imagine você esta vivendo um dia normal, em sua vida normal e, de repente, saber que você vai voltar para a sua antiga escola, a escola em que você sempre foi maltratada?! Você pode ate não entender nada agora, mas se estivesse no meu lugar, tenho certeza que você estaria arrancando os cabelos — só não faço isso porque eles são raros demais pra se desperdiçar.

– Espera, ainda tem uma solução!- De repente, uma idéia brilhante veio na minha mente.

Desci a escada feita uma doida e fui para a sala a procura de minha mãe, mas ela não estava lá. Corri para a cozinha, mas tudo que vi foi um bilhete em cima da mesa.

“Sakura, eu sei que é um pouco cedo para isso, mas eu fui marcar nossas passagens e depois vou passar em umas lojas para comprar algumas roupas.

De sua mãe,

Mebuki”

Perfeito, só me faltava essa. Eu e minha mãe vivemos da herança MILIONARIA que meu pai deixou, mas ela nunca deixou de fazer suas “preciosas” compras. Ela só não comprou uma mansão aqui porque eu não deixei.

Agora só me resta pedir a Kami que ela me matricule na KHS no turno da tarde!

Mas, enquanto isso não acontece não custa nada jogar um pouquinho de vídeo game né? Vou chamar a pedra que entrou no meu sapato pra jogar comigo.

Caminhei em direção ao telefone da sala, estou com preguiça de subir as espadas para pegar meu celular, e liguei para o Menma.

LIGAÇÃO ON

– Alo?

– Menma? É tu criatura?

– Sakura? A que me deve a honra de receber uma ligação de vossa excelência às cinco horas da tarde?

– Bem, eu to num tédio mortal aqui em casa... Vamos jogar vídeo game?- Perguntei com uma voz infantil.

– Mas...

– Por favor!- Continuei com a voz de criancinha.

– Mas... Ta bom, já to indo!

– EBA! Vou chamar a Mira. E vem logo!

LIGAÇÃO OFF

Liguei pra Mira e logo os dois chegaram. E assim se passou minha tarde e boa parte da minha noite, jogando com os dois retardados mais bakas de todo mundo! Realmente, não sei nem como foi que eu me meti no meio desses dois.

Minha mãe chegou as 19:54 com uma penca de sacolas. Não que eu já não esperasse isso... Mas cara, e muita sacola! Ficamos jogando ate as 00:30 e depois fomos conversar sobre qualquer besteira. Só nos demos conta que era tarde quando Menma olhou, sem querer querendo, o relógio da parede. Três horas da matina. P.U.T.A.Q.U.E.P.A.R.I.U.

– AHHHHHHHHHH! Eu vou morrer! Tchau meninas!- Menma saiu de casa feito um retardado, o que ele já é. Mas isso não é segredo pra ninguém.

– Bem, posso dormir aqui Saky?- Mira perguntou sem nem mesmo tirar os olhos da revista de fofocas da semana. Posso dizer que ela e minha mãe se dão SUPER bem.

– Claro. O sofá é todo seu!- Mira me olhou com uma aura assassina. – T-to só brincando, Mira-chan! Vamos pro meu quarto, vem!

Nós duas subimos as escadas e fomos direto para o meu quarto. Mira nem disse nada ao entrar no mesmo, apenas se jogou na cama e apagou ali mesmo. Revirei os olhos, essa menina realmente não tem jeito...

– Bem, o sofá me espera.

Fechei a porta e fui ate a sala, me deitei no sofá e dormi.

Ou pelo menos tentei.

O sono não vinha. Me virei para um lado, para o outro, me deitei no chão... Fiquei em todas as posições que achei confortável, mas nada!

Aí você se pergunta: Mas não é porque você está dormindo no sofá?

E eu respondo: Toda santa vez que a Mira vem aqui em casa pra dormir eu fico no sofá, então ate já me acostumei.

Olhei para o relógio: Já passou das quatro oras da manhã.

– Ah! Quer saber? Desisto!- Murmurei para mim mesma e me levantei.

Rumei em direção ao meu quarto e peguei uma roupa qualquer. Sim, eu vou sair às quatro horas da manhã. Peguei uma roupa qualquer e me vesti, logo depois desci, peguei meu inseparável skate e saí de casa. Me arrependi amargamente por não ter pego um casaco, moletom, jaqueta ou algo assim. Serio, acho que vou virar uma pedra de gelo aqui!

Comecei a andar calmamente pelas ruas, não pretendia usar o meu skate agora. Eu gostava daquela sensação. O vento batendo na cara, cabelos voando pela brisa, andar calmamente sem precisar me preocupar com nada... Fazia realmente muito tempo desde que me senti assim, livre.

Esses últimos meses foram agitados. Depois do que aconteceu em Konoha, nunca mais senti vontade de ir para lá novamente. Basicamente eu comecei a odiar aquela cidade, mas eu tenho que admitir... Eu sinto falta de lá. Sinto falta da calma de lá.

Konoha é uma pequena cidade de Tókio, então, pelo fato de ser pequena, sempre foi muito calma.

É claro que ela tem bastantes lojas, escolas e essas coisas, mas continua sendo calma. Eu me sentia livre lá, apesar de tudo. Mas depois da morte de meu pai... Meu mundo escureceu. Não tinha mais olhos para nada, aquilo realmente foi meu fim. Por mais que eu não quisesse admitir, uma parte de mim ficou naquela cidade.

Suspirei pesadamente. Ate hoje eu não me recuperei da morte de meu pai. Por mais que eu tentasse botar na minha cabeça que esqueci ele, no fundo eu sei que apenas finjo isso. Eu não o esqueci.

De repente me lembrei de todos os momentos bons e ruins que passamos juntos. Quando completei meu aniversario de cinco anos, quando aprendi andar de bicicleta sozinha, quando ele me levou para uma viagem para a Disney, o dia em que eu quebrei meu braço e ele comprou um ursinho pra mim... De tudo. Agora me lembrei de outra coisa também: O nome do ursinho era Shin-Shin. Senti uma lagrima descendo. Depois outra. E mai outra. Quando me dei conta, já estava soluçando.

– Papai... Por que o senhor me deixou?

Notas finais
Bem... Gostaram? Como eu disse na "Carta" lá em cima, minha criatividade esteve em falta para fazer essa Fanfic, então acabei demorando um pouco, mas agora eu garanto: Estou com varias idéias para essa Fic! Sim, eu também sei que o capítulo ta meio triste... Mas, como em também pedi para a Sakura ler lá em cima, eu estava meio deprimida, então acabou ficando um pouco triste. Ah! Vocês viram que eu mudei a sinopse? Ficou boa? É que a outro estava, em minha opinião, um lixo. Bem gente, acho que é só. Mais uma vez: Perdoem-me pelo atraso! Beijos da Lala-chan!