Pintando o sete...
2 Lagrimas e mais lagrimas...
Notas iniciais
– Diga adeus a sua vidinha, Sakura!- Um deles disse, e eu reconheci a voz era...
– S-Sasori! *cof* p-por favor, p-are!- Minha voz quase não saiu, eu estava completamente nocauteada!
– Hehe! Por que eu faria isso, eim?- Ele me disse enquanto me dava outro soco.
– Ta bom, Sasori, ela já apanhou demais! A gente não pode matar ela, se não, tamo ferrado!- Dessa vez, foi o outro que falou, logo vi que era Sasuke.
– Ok! Mas amanhã você vai apanhar mais, ouviu?- Sasori parou de me bater e saiu com Sasuke.
Eu não tinha idéia de como iria sair dali, estava totalmente nocauteada. Juntei as forças que eu ainda tinha e me levantei, fui pra casa me escorando pelas paredes das casas deixando em algumas um pouco de sangue, entrei em casa pelos fundos e subi para o meu quarto. Fui tomar um banho, que mais pareceu uma tortura, já que os ferimentos estavam abertos e sangrando. Quando terminei, fui passar remédio nos ferimentos, eles estavam realmente doendo, queria que meu pai voltasse logo dessa viagem idiota.
– Ai ai, papai! Quando o senhor volta?- Murmurei baixinho. Meu pai viajou por negócios da empresa.
Desci para o almoço, é uma pena que eu tenha que almoçar com minha mãe, ela apenas fica falando umas baboseiras que eu mesma não entendo, mas me assustei com o que ela disse.
– Sakura, o que são essas marcas roxas e arranhões?- Ela me perguntou.
– H-há, i-isso? Os meninos da escola me bateram!- Respondi.
– So isso? Por que eles não te matam logo? Afe!- Quando ela disse isso, parecia que eu tinha levado uma facada, por mais que eu não goste dela, ela ainda é minha mãe, mesmo que não pareça.
– M-mamãe, quando o papai vai votar?
– Amanhã!- Ela respondeu da maneira mais fria possível, meus pais brigaram antes de meu pai viajar. — Queria que ele nunca mais voltasse!
– MAMÃE! Não diga mais isso, só porque a senhora brigou com ele não quer dizer que...- Neste momento, recebi um tapa na boca.
– NÃO OUSE MAIS FALR NESSE TOM COMIGO! EU SOU SUA MÃE, OUVIU?
– E eu sou sua filha, mas não parece que a senhora é minha mãe... — Falei baixinho para mim mesma, mas ela escutou e me derrubou no chão. Eu gritei de tanta dor, os meninos já tinham acabado comigo, agora minha mãe inventa de me bater... Que vida eu tenho!
– NÃO PARECE NÃO, SAKURA? CALA LOGO A PORRA DESSA BOCA E VAI PRO TEU QUARTO ANTES QUE EU FAÇA UMA BESTEIRA!- Me levantei rápido e fui pro meu quarto, sinto pena do meu travesseiro, bato tanto no bichinho, coitado.
– Hehe, me jogaram um balde de tinta na escola, quase me mataram no caninho de casa, minha mãe me odeia... Belo aniversário esse meu!- Falei enquanto socava um travesseiro, sim, hoje ERA pra ser o meu aniversário de 10 anos. — O Sasuke-kun não gosta de mim, mas que droga de vida eu tenho! Bom, pense pelo lado bom, Sakura, meu pai vem amanhã e eu tenho certeza que ele se lembrou do meu aniversário!
Levantei e fui ate uma estante que tinha em meu quarto, peguei uma de minhas bonecas e fui brincar pra ver se esquecia dos meus problemas, por um momento funcionou, só que durou pouco, minha mãe me chamou.
– SAKURA, VENHA AQUI!!!- Desci sabendo que iria apanhar. — Na minha frente, garota!- Obedeci e aconteceu o que eu já sabia que iria acontecer, levei um soco na cara. — Feliz aniversario!
Ela saiu logo após dizer isso, fiquei boquiaberta, ela sabia que era meu aniversário, me deu um soco e desejou um “feliz aniversário”? Mas que porra de mãe é essa? E sei La se isso pode ser chamado de “mãe”. Subi pro meu quarto e voltei a fazer o que eu estava fazendo, brincando. Fiquei brincando de boneca ate dar umas 11:00 horas, e fui dormir feliz e triste, feliz por saber que meu pai voltaria amanhã, sou muito apegada a ele, e triste por ninguém se lembrar do meu aniversário. Dormi pensando nisso.
...
– TRRRRRRRRRRIIIIIIIIM!!!!- O despertador tocava, o bichinho chato viu?! Afe!
Levantei, fiz minha higiene básica e desci com bastante cuidado pra não acordar minha mãe. Tomei meu café e fui pra escola, só que dessa vez por outro caminho, vai que o Sasori e o Sasuke tão lá de novo? Argh, dói saber que a pessoa que você gosta te bateu! Cheguei na escola mas dessa vês fui direto pra sala, o outro caminho demorava mais, por isso nunca venho por lá.
– Com licença, professor, posso entrar?- Perguntei ao professor.
– Claro Sakura!- Ele respondeu.
Entrei e sentei-me no meu lugar, ele começou a explicar uns negócios sobre a teoria evolucionista e criacionista e passou um dever. Fiz rápido, tinha que botar meu plano em ação, antes de dormir eu fiz um plano pra sair mais cedo da escola, eu vou falar pro professor que não estou me sentindo bem, e como eles puxam meu saco vão me liberar rapidinho. Ok, chega de BlaBlaBla, ao plano.
– Professor, eu não estou me sentindo muito bem, posso falar com a diretora Tsunade?- Perguntei ao professor.
– Claro, meu anjinho!- Ele me respondeu, era aula de artes com o professor Asuma. — Mas o que você esta sentindo?
– Dor de cabeça!- Disse a primeira coisa que me veio à cabeça. — Muita dor de cabeça!
– Ok, leve logo sua mochila!- Não disse? Eles são meus puxa-saco.
Não disse mais nada, simplesmente arrumei minha mochila e fui pra sala da tia Tsunade, a Tsunade é a diretora do colégio.
– Titia Tsunade?- Bati na porta e ouvi um “entre”- É que eu não estou me sentindo muito bem, queria saber se a senhora podia me liberar, posso?
– Claro que sim, mas se não se sentir bem amanhã, não venha, ok?- Afirmei com a cabeça e disse um “obrigado”, logo após, sai e fui pra casa.
Fui tranqüila pra casa, pelo mesmo caminho já que Sasori e Sasuke ainda não tinham saído. Vocês devem estar se perguntando o porquê eu fiz isso, NE? Simples, meu pai vai chegar AGORA! Abri a porta de casa e fui logo pro quarto do papai, com a esperança dele estar lá, mas não estava. Rodei a casa toda procurando ele mas não achei, então tomei coragem e fui perguntar pra mamãe onde ele estava, mas também não a encontrei, eu estava sozinha em casa. Resolvi ir para o meu quarto esperar qualquer um deles voltar, em especial o meu pai, mas ninguém veio. Quando deu 12:30 um carro parou no portão de casa, era a minha mãe, desci as escadas correndo para ver meu pai, mas tudo que eu encontrei foi minha mãe chorando no sofá.
– Sakura, vem aqui!- Ela disse e eu obedeci. Me assustei quando ela me abraçou, mas eu retribui.- Sakura, seu pai morreu!
Aquilo foi o fim, meu pequeno coração despedaçado se partiu em um milhão de pedaços. Eu queria morrer, não suportaria aquela dor, a única pessoa que me amava MORREU? Meu pai MORREU? Por que minha vida é assim? Não da, não vou agüentar viver sem meu pai, meu refugio.
– EU QUERO MORRER!!- Foi tudo que eu consegui dizer antes de subir para o meu quarto e chorar, chorar e chorar.
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