Pink Madness

3 Capítulo 3 - Frybo fries


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"French Frybo's"

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Pov.’ Narrador

Na (atualmente) monótona Beach city, gaivotas voavam pelo céu azul límpido, enquanto ondas salgadas se chocavam contra grandes pedras, não muito longe dali, naquele cenário calmo e tranquilo, mora um garoto, não tão tranquilo assim.

Peedee Fryman, um garoto agora de 16 anos, mora com seu pai, Sr.Fryman, na lanchonete da praia, aonde também trabalham, local a qual após muitos anos de serviço, agora esta a beira da falência. Nessa situação ultrajante, cabe a Peedee arrumar uma forma de resolver as coisas...

Agora fiquem com o capitulo

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Pov.’ Peedee

13 de agosto de 2022

O despertador toca;

Uma dor insuportável percorre minha cabeça, como algum tipo de ressaca (mesmo que eu não beba), pisco varias vezes para me adaptar a luz ofuscante proveniente da janela, o dia esta bonito, mas isso não me tira o sentimento de angustia preso em meu peito.

Há cerca de um ano, após um infeliz “acidente”, que levou a morte de Nanefua, a presidente, a cidade ficou em um clima tenso, desde então as ruas ficaram em boa parte desertas, ainda existem moradores por aqui, mas aparentemente, após perceber o perigo em que estão, acabam por se reservar um pouco mais do que antes, os verões agora tem poucos turistas, os negócios do calçadão acabaram por abaixar bastante nos últimos tempos, talvez não tanto para o“ pizza peixe cozido”, que além de fazer entregas, para outras cidades, tem muitos clientes, quem não come pizza, não é mesmo? Mas infelizmente, para a lanchonete da praia, as coisas não são tão boas assim, mesmo antes do “incidente” com a presidente, os negócios já não iam tão bem, em parte pela baixa de funcionários, já que meu irmão, Ronaldo, começou uma viagem pelos estados unidos (não que ele fizesse muita coisa para ajudar antes disso), em parte que hoje em dia tudo é resolvido por base em tecnologia, então quem precisa caminhar para comprar algo?

Uma voz vinda da porta cortou-me de meus devaneios.

— Peedee! Acorde, já esta tarde, venha almoçar.

— estou indo pai!

Olho para o despertador ao meu lado, que agora marcavam “13h30min”, vou diretamente para o banheiro.

Ao chegar lá, após fazer minhas higienes matinais, olho para o espelho, noites em claro, estão estampadas em meu rosto, em forma de olheiras grotescas de tão grandes, não dormi muitos nos últimos dias, talvez semanas, em busca de uma forma de salvar a loja, ou até um novo emprego. Depois de ficar minutos me encarando, volto ao quarto pegando a primeira roupa que vejo pela frente, a qual acaba sendo um suéter roxo feito à mão, que ganhei em algum natal nos últimos anos, e uma calça moletom velha, que provavelmente veio do meu irmão, após isso vou para a cozinha, em busca do almoço.

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— Vou dar um volta por ai pai, já volto.

—Vai ir visitar aquela menina não vai?

—e-eh c-claro que não! Só vou dar uma volta, sério! – digo provavelmente tão vermelho quanto um tomate. Depois de parar de rir ele continua a falar

— ok, acredito em você, mas tome cuidado de qualquer jeito.

Antes mesmo de chegar à porta, ela é aberta. Preciso focar bastante a vista, para identificar quem esta atrás dela, por causa do sol forte que a atravessa. E para minha surpresa, é Connie, uma garota, a qual virou minha amiga no passar dos anos, minha melhor amiga nos últimos meses, e um grande apoio nos ultimas semanas.

—Connie! Estávamos falando de você agora mesmo, o Peedee ia...

—DAR UMA VOLTA! ...Isso dar uma volta... Uma volta... – digo nervoso, podendo sentir os olhos dos dois me encarando, sentimento a qual some, após uma sonora gargalhada de Connie, seguida de uma de meu pai, e logo uma minha.

—bem, Sr. Fryman posso pegar seu filho “emprestado” por um tempo, prometo que o devolvo antes da meia noite.

—Claro pode, só não o faça perder um sapato. – e assim, os dois riram, me deixando cada vez mais, confuso do que já estava desde o inicio.

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Depois daquela cena ridícula, partimos para o calçadão, em um mutuo silencio, que logo é cortado por ela.

— Seu pai é uma figura. — Diz ela em meio a pequenas gargalhadas

— Só se for para você, não é você que estava sendo ridicularizada ali.

—você que é cabeça dura e não entende a graça, simples. — diz ela, em um tom serio.

—Bem, quem sou eu para discutir, eu não quero deslocar meu braço de novo.

—ei! Aquilo foi um acidente, eu já te disse... — diz ela, visivelmente tensa, tensão que foi cortada, após a mesma começar a rir, fazendo que eu involuntariamente faça o mesmo.

—bem voltando ao assunto, porque você foi lá em casa, para começo de conversa?

—Queria conversar com você antes de sair em missão de novo. — diz ela.

— De novo? Vocês sempre estão em missão, porque se desgastar tanto assim? Quando isso vai acabar? Não me diga que... Não me diga que é por causa dele!? Essa historia de novo? – digo irritado.

—Sim, ele! Vou continuar a fazer o que estou fazendo, ate que ele volte, ele vai voltar... Eu sei que vai...

—E se não voltar? Olha, eu te ajudei quando ele foi embora, te ajudei quando “aquilo” aconteceu, até ajudei a acalmar a população depois do ocorrido com a presidente, mas parece que você não quer ser ajudada , pois quanto mais eu te faço tentar esquecer ele, mais parece que você quer lembrar, eu realmente não entendo! – digo mais irritado ainda.

— VOCÊ ACHA QUE EU NÃO SEI?! – gritou ela, aparentemente brava, mas seu tom de voz mostrava uma profunda tristeza, seu semblante era furioso, me fazendo sentir mal, partir que percebi, que lagrimas desciam de seu rosto, como pequenas e finas cachoeiras. – você não acha que eu não penso nisso todo dia? Eu já estou mal, não preciso de você me dizendo o quanto a única que me mantem distraída dos meus problemas, é inútil!

—Desculpe... E-eu...eu.eu...

—Não precisa falar mais nada, simplesmente me deixe em paz. –disse ela, antes de bater o pé, e sair andando, e me deixando ali, parado, paralisado, pelo eu acabará de provocar.

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15 de agosto de 2022

Sento em um banco de bar, olhando para o teto;

Lembranças me afogam em minhas próprias magoas...

Julho de 2018

Era uma tarde relativamente quente de verão, uma época, a meu ver, perfeita, onde não tinha tantas preocupações, minha vida era tão mais simples, mais fácil...mais... Feliz...

Estava a descascar batatas, quando um vislumbre de algo vermelho atravessando o céu, passou por meus olhos. Sendo a pessoa curiosa que sempre fui, parei com que estava fazendo imediatamente, indo correndo para o calçadão para ver o que estava acontecendo, aquele vislumbre vermelho, logo virou um ponto, que virou uma mancha, que virou algo no formato de um ovo, que por fim se tornou uma nave, chegando a mais alta velocidade, colidindo-se a toda a força contra a praia, mesmo com as grandes chances de me ferrar, me aproximei da nave encalhada na areia, poeira tampava a visão, dificultando a vista, quando a “neblina” se dissipou, de dentro da nave saíram quatro figuras, que após algum tempo, consegui identificar como as Crystal gems, e um por fim um pouco mais abalada, uma garota, que logo percebi ser Connie, seus rostos não pareciam nada felizes, mas não pareciam estar daquela forma pela queda da nave, e sim por outra coisa, uma coisa a qual só fui compreender algumas semanas depois...”

—ei peedee, pare com essa cara feia esta assustando os clientes.

Olho para a origem daquela voz, Habib ,o dono do “beach Pub” um bar que abriu a alguns anos,a qual eu trabalho como barmen nas segundas, quartas e sextas.

— Desculpe habib ,estava pensando em algumas coisas..

—não se precupe,só não faça isso perto dos clientes..- disse habib com um sorriso branco – ei o que é aquilo? – diz ele apontando para a janela.

Como um horrível déjà vu através da janela, um rastro rosa cortava o seu escuro da noite, como um cometa, sai correndo pela porta, sendo seguido por varias outras pessoas da pessoa, o rastro foi ficando cada vez maior, já estando mais grosso que um troco de arvore ,a cada vez que se aproximava mais, coisas estranhas começavam a acontecer, pisca-alertas começaram a ativar sozinhos, alarmes começaram a tocar, as lâmpadas dos postes,começaram a estourar,e por fim um apagão na cidade. Quando a nave estava perto o suficiente,já maior que uma casa ou ate um pequeno prédio,Um flash iluminou a escura noite.

A ultima coisa que me lembro é de uma explosão.....

E dai tudo ficou escuro