Pink Forest

1 Just A Dream!


Notas iniciais
Oiiii Essa é a primeira historia que eu publico :3 Boa Leitura!

Eu estava correndo por uma floresta, ela era linda com a luz do sol entrando por onde era possível, estava brincando, correndo pelas folhas rosadas e úmidas que haviam caído das árvores, elas pareciam com uma ponte que me levaria para o reino das fadas, era o que eu queria acreditar, ainda mais, por estar seguindo a trilha que me levaria a maior árvore de todas, ela era enorme, verde e cheia de flores!! As flores eram rosas, mas não um simples rosa, era rosa Pink! A minha cor favorita no mundo!

Eu queria chegar logo lá, queria ver aquilo de perto e poder toca-la, mas estava tão longe, e eu cansava tão rápido, quase tão rápido quanto eu me distraia com os animais fofinhos e as flores bonitas que encontrava pelo caminho. Também queria que minha amiguinha estivesse comigo, eu gosto de brincar sozinha, mas quando tem alguém comigo é muito mais divertido!

Eu continuava correndo e brincando por ali quando escutei um barulho bom de se ouvir, minha irmã sempre me falou que eu tinha uma audição muito boa , nunca tinha intendido o porquê, mas neste momento percebi, que aquilo que escutava era o som da água batendo nas pedras de uma cachoeira um pouco distante de mim, fiquei impressionada de conseguir escutar isso, estava mesmo longe de onde estava, e a vontade de brincar com a água foi maior do que a de ver a árvore rosa.

Seguindo então este som, fui me afastando da trilha em que estava e ao fazer isso a floresta foi mudando mais e mais, até ficar bem assustadora, não sei se era por que tinha escurecido, o que eu achava pouco provável, ou porque eu estava chegando perto da casa da bruxa, nas histórias que eu escutava sempre que a floresta bonita começa a ficar assustadora ou era porque estava perto da casa da bruxa ou do covil do monstro, entre os dois, preferia que fosse a bruxa, ela dava menos medo!

A floresta estava silenciosa como se todos os animais que estavam ali tivessem fugido do monstro mal, o que me deixou com medo. Odiava o monstro! E as árvores que antes transpareciam luz e vida, trazendo felicidade a floresta inteira, agora estavam envoltas em uma neblina sombria e gelada, fazendo com que tudo ficasse ainda mais assustador. Fazendo com que eu me sentisse mais sozinha do que já estava, não achava que ali ainda era um lugar legal para brincar, estava com medo e queria ir para casa, queria que a Anna aparece e me tirasse dali. Eu estava preste a chorar, mas não queria parecer uma criança fraca que chora por qualquer coisa, Anna sempre elogiava meu sorriso, e falava que eu era uma menina crescida e que não devia chorar. Mesmo que nem ela, nem ninguém estivesse aqui para me ver chorando, queria confiar na Anna e não chorar agora.

Continuava andando, agora de volta por onde eu tinha vindo, tentando achar a trilha que me levaria de volta para casa. Parecia que estava andando por horas, e não chegava a lugar nenhum, estava cansada, com sono e com fome. Decidi que iria descansar um pouco embaixo da copa da árvore que tinha ali, depois tentaria achar o caminho para casa. Sentei, e fiquei até adormecer.

Acordei em um pulo com uma voz me chamando, ecoando dentro da minha cabeça e quando abri os olhos, a floresta estava ainda mais escura. A voz me chamou novamente em um sussurro quase inaudível, comecei a olhar em volta, atrás da pessoa que me chamava, sem encontrar nada. Comecei a andar em direção a trilha – ao menos achava que a trilha ficasse para aquele lado, o medo que antes sentia agora voltava mais forte. E enquanto eu andava, mais a voz ficava alta e insistente, se sobrepondo a qualquer pensamento que pudesse ter naquele momento.

‘Julia, eu só quero te ajudar’ — ela sussurrava como se fosse minha amiga querendo atenção – ‘Para onde você está indo? Não é para aí que você tem que ir. ’

Comecei a correr.

‘Julia. ’

A voz veio mais firme desta vez.

‘É perigoso ficar sozinha. ’

Aumentei a velocidade.

Acho que estou ficando louca. Porque estou escutando coisa dentro da minha cabeça? Não tem ninguém aqui, não deveria ficar com medo.

‘Está floresta é tão perigosa, se você soubesse todos os monstros que vivem aqui. ’

Comecei a chorar ‘desculpa Anna’.

‘Você não deveria recusar a minha ajuda. ’

“Me deixa em paz! ” Eu gritei, e assim que escutei uma risada áspera e sombria me arrependi. Acho que não deveria ter dado atenção a ela.

‘Julia’ — a voz foi ficando grossa.

‘PARE’ – Eu gritei, mesmo sabendo que isso só ia fazer as coisas piorar.

Continuei correndo.

‘PARE AGORA MESMO’ – Ficou ainda mais grossa.

Comecei a chorar ainda mais.

‘VOCÊ NÃO PODE FUGIR DE MIM JULIA. ’ – A voz já estava num tom completamente estranho: grossa, rouca e quase incompreensível.

‘Fique quieta. Pare de gritar. Vá embora’ – Gritei desesperada.

Tudo ficou quieto, o ar que antes estava denso, foi ficando mais leve, tornando-se fácil de respirar. Não estava mais tão escuro e o calor me envolveu. Parei de correr e olhei em volta, a procura de algo diferente ou assustador, quando não vi nada, respirei aliviada, ouvindo novamente o barulho da água batendo nas pedras, andando um pouco encontrei uma trilha.

Segui-a por alguns minutos na esperança de voltar para casa e acabar com aquele pesadelo em que estava, acabei encontrando a cachoeira que antes procurava, me agachei para lavar o rosto e beber um pouco d’água. Um tempo depois, voltei a caminhar o mais rápido que conseguia. Um pouco a frente, consegui ver uma luz brilhando forte, comecei a correr e correr, com esperança de que fosse a saída. Quando passei por aquela luz dei de cara com uma grande clareira, onde o canto dos pássaros ecoava alto.

Caminhei um tanto quanto hesitante, olhando para os lados, atenta a qualquer movimento entre as árvores, não queria sair dali, não queria voltar as árvores que me rodeavam, pois quanto mais chegava no centro da clareira mais elas ficavam escuras.

Quando cheguei ao centro, consegui ver um movimento nas árvores à minha frente, parei, com medo, observando. Era uma pessoa que estava ali, estava escuro demais, não conseguia identificar quem era, mas pude perceber que caminhava na minha direção. Um pouco depois percebi que era uma mulher, vestida num moletom grande e preto com capuz, um short curto também preto, sapatilhas e tinha o cabelo solto, rodeando seu rosto, deixando-o um pouco escuro demais para que conseguisse vê-la.

— Julia – Ela disse com uma voz firme, porém calma. E no mesmo instante reconheci como a voz de Anna. Fiquei aliviada por encontrar minha irmã e no mesmo instante corri até ela.

Quando cheguei à sua frente ela me puxou para um abraço. Me senti estranha. aquele abraço não parecia com os da Anna, que eram quente e confortável, um ótimo lugar para se estar, este era frio e desconfortável, mesmo que me parece um tanto familiar. Tentei me soltar, mas quanto mais eu me debatia, mais ela me apertava.

— Eu te avisei – a voz que escutei antes, agora vinha dela, da pessoa que parecia ser minha irmã.

Neste momento, ela começou a mudar, como se tivesse se transformando em outra pessoa. Tentei me afastar, mas ao dar um passo para trás, pisei em falso e cai. Me levantei e olhei em volta, não estava mais na floresta, estava em um lugar que parecia com a sala de alguma casa abandonada, olhei para baixo e vi que havia pisado em um buraco que ali continha. Ao olhar novamente para a pessoa que antes era minha irmã, levei um susto, deixando um grito escapar ao ver que agora o que tinha ali era um homem alto, forte, carrancudo e cheio de cicatrizes na cara. Tentei parecer a mais corajosa possível, mas tudo que consegui fazer foi ouvir uma risada estridente vindo dele.

— Quem é você e o que quer comigo? – Perguntei ainda seria, tentando falar o mais firme possível, mas não deu certo já que ouvi minha voz saindo hesitante e baixa.

Ele sorriu, e por um momento ele não parecia tão aterrorizante, aquele sorriso parecia um tanto... familiar?

— Você não precisa se preocupar com isso princesa. – Ele tirou algo de dentro da camisa, se aproximando de mim, e logo percebi que era uma faca, vendo ele abrir um sorriso como se quisesse me acalmar, o que me deixou ainda mais assustada.

Com medo, comecei a correr, escorregando por debaixo das pernas dele e indo em direção a uma porta que dava para algo semelhante a uma cozinha enquanto escutava ele xingar. Como se lembrasse do que aconteceu no bosque, escutei a maldita voz de novo , um pouco alterada.

‘Já disse que você não pode fugir de mim Julia’ e no mesmo instante o Homem apareceu na minha frente. Comecei a recuar o mais rápido que pude ainda de costa e me desesperei quando senti uma parede atrás de mim.

— Já terminou de explorar a casa, minha princesa? – Ele perguntou com um sorriso um tanto sutil, pegando a faca novamente – Quero que você fique quietinha, Ok?

Acenei com a cabeça, deixando as lagrimas caírem pelo meu rosto, enquanto e escorregava pela parede até ir de encontro com o chão. Ele veio se aproximando cada vez mais de mim, até que a faca ficasse perto do meu pescoço.

Eu acordei.

Notas finais
Tentei escrever pela visão de uma criança de 11 anos, saiu isso, mas okay ashusauh Comente o que acharam! Se tiver algum erro ou alguma sugestão pode falar comigo ^^ Também publicado no Spirit... Beijos da panda s2
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!