Pinel
1 Creonte e Antígona
Notas iniciais
Boa leitura!
Passava eu pela praça Tico-Tico
Enquanto à rumo pelos fundos do Pinel,Em casa alheia lá em casa eu me sentiaSe alma alguma feito ser normal me via!Guiado fui por uma casa um tanto insanaCuja as paredes derramaram poesiaDe sábios e embriaguados versos sóbriosQue de tão bons pra mim sentido algum faziam;Então a tola e hesitante fera minhaQue a muitos egos e vontades dormia,Libertou-se e fez de mim quem eu era...Nada que fui ou que sou,Coisa talvez que eu seria.......................................................................................Então chegado nos detritos bem havia,Provavelmente outra sombria dimenssãoJá fora aquela dos mortais em que vivia,Vivendo a morte enquanto bomba o coração;Por muito ousado e desleixado quanto a vida,Perante o jogo dei a minha em outras mãos!Tal descobri que mal algum de mim queriaSe não guiar-me e decantar a minha visão;Enquanto impróprio fosse ver, olhei pra dentro,E fez-me alento um cintilar na escuridão:Eram estilhaços derrramados de um espelhoQue quando inteiro, refletia meu brasão;Tal destruído e esparramado em fragmentos,(Bebeu-me o senso, o sangue, até o erro)... Assim fez ela, que eu amava e disse "Não!"Quanto ao meu corpo, que com o tempo nem sentiaDeixei ao toque de uma guia carinhosa,Enquanto o espelho a sua forma revolviaPra devolver-me a sanidade tão faltosa;Mas quando a tive, vi que falta nem fazia,E vi também, que o mundo a minha voltaEra mais um grande espelho bem boladoRefletindo o meu reflexo espelhado............................................................................................... Fui Creonte, e aos meus braços veio AntígonaCuja morte, relutante a celebrar;Bem recordo, que suas mãos estavam frias,E um poema estava triste ela a cantar:"Este reino não é meu E nem nunca será... Este reino não é meu E nem nunca será..."Curioso, lembro, que em tal celebraçãoIncomum fogueira ardia Em louvor a São João!E guiei, ao fogo, Antígona,Pra aquecer seu coraçãoQue amedrontado batiaEm esquiva situação;Fosse por mais, morrer com vidaEra o terror insuperável!Morrer sem dor, com paz se diga,Mas era o Hades inevitável!Voltando a cova, já definidaNovamente veio a cantar;"Hora de dizer adeus, É hora de partir... A Lua está aqui, Quer se despedir de mim..."E enquanto esperava as correntesRastejantes e repelentes, da morte,Diz-me ela, que descobriuO segredo da máquina do mundo!Mentira! Eu disse;"Você é igual a mim", ela sussurrou;Mentira! Me recusei a aceitar;E hoje, seu corpo jazCom o maldito segredoDa Máquina...E, por fim, vesti-me o homem "Alienista"E o louco vi, ser eu, ninguem, e você!
Notas finais
Obrigado pela leitura!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!
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