Piltover A Cidade do Progresso
29 Volte logo para mim

A ambulância seguia em alta velocidade cortando entre os carros, o barulho da sirene ecoava pelas ruas. Na parte traseira os paramédicos faziam o que podiam para amenizar a situação da garota, eles chegaram ao hospital ela foi transportada rapidamente na maca. Caitlyn a seguia o tempo todo segurando sua mão, eles foram até uma área restrita to hospital a UTI.
–Desculpe você só pode vir até aqui -Uma das enfermeiras avisou a Caitlyn, que parou enquanto observava sua parceira sendo levada.
Dentro da sala os médicos começaram agir.
–Conecte ela no monitoramento cardíaco — Ordenou o Cirurgião chefe.
–Nossa o que sera que aconteceu, essas feridas estão muitos infeccionadas -Falou o segundo cirurgião.
–Dr os batimentos da paciente estão muito irregulares -A primeira enfermeira que checava seus batimentos falou — A pulsação esta muito fraca.
Beep....beep....beep....beep....beep....beep....beep....beep....beep ....beep....
–Ela perdeu muito sangue e parece que a infecção se generalizou — O segundo cirurgião falava enquanto aplicava algumas injeções.
–Droga o paciente esta com hemorragia, ela não pode perde mais sangue! Rápido pegue uma bolsa de sangue agora temos que fazer uma transfusão urgente -Falou o cirurgião chefe.
–Dr os batimentos estão caindo! -A primeira enfermeira avisou.
–Rápido pegue a injeção de adrenalina — Cirurgião chefe ordenou a segunda enfermeira. Ela trouxe a injeção pra ele, que logo foi aplicando nas veias pálidas de Vi.
Beep ..... beep ...... beep .......... beep .......... beep .......... beep ....
–Não esta surtindo efeito, os batimentos ainda estão caindo — A primeira enfermeira falou novamente.
Beep ................... .. beep................ beep ....................................................
–O coração parou! — A segunda enfermeira avisou.
–Rápido traga o desfibrilador — A enfermeira trouxe o aparelho e o entregou ao cirurgião chefe, o mesmo pegou o aparelho e encostou no peito de Vi dando uma descarga elétrica que fez seu copro se contrair involuntariamente — 1 2 3 — Ele encostou novamente — 1 2 3 — Mais uma tentativa.
Beep....beep....beep....beep....beep....beep....beep....beep....beep....beep
–Os batimentos voltaram a se normalizar -A primeira enfermeira falou.
–Vamos prosseguir então — O segundo cirurgião falou.
Era altas horas da noite, Caitlyn estava sentada de cabeça baixa. Um tempo depois o restante do grupo tinha chegada, com exceção de Jinx que ficara na mansão. Gnar dormia em seu colo, quando Ezreal se aproximou.
–Caitlyn é melhor ir pra casa, você não tem dormido bem nos últimos dias eu fico aqui- O explorador falou para a xerife.
–Não Ez eu não posso abandona la agora -Caitlyn negou.
–Você não esta a abandonando.
–Vocês já fizeram muito por nós, vão pra casa descansar.
–Com licença xerife -O cirurgião chefe a chamou -Poderia falar com a senhorita?
–Claro -Caitlyn entregou Gnar adormecido a Ezreal e seguiu o médico.
–Nós conseguimos normalizar um pouco seu estado.
–Ainda bem — A xerife suspirou um pouco mais aliviada.
–Mas seu estado ainda é grave.
–Como assim?
–Os ferimentos foram muitos profundos atingiram algumas veias e pelo fato de não terem sido tratados e estarem em contato com metal, causou uma infecção generalizada e hemorragia causando uma terrível anemia. Assim deixando seu sistema imunológico muito debilitado.
–Ela vai ficar bem? -Caitlyn sentiu um nó na garganta ao ouvir aquilo.
–Eu não sei dizer, ela foi diagnosticada com pneumonia avançada. Nós fizemos uma transfusão de sangue e conseguimos conter a hemorragia, mas sendo bem sincero com a senhorita a chance dela sobreviver é de 15%. Infelizmente no momento o paciente esta em coma.
Caitlyn colocou a mão na boca e desabou a chorar. O médico teve que segura la pra não cair, Ezreal apareceu depois e ficou sabendo da situação. Ele tirou a xerife dali.
–Cait agora vai pra casa, você não pode ficar aqui nessas condições -Ez falava segurando o rosto de sua amiga que soluçava muito.
–Leve ela pra casa Ezreal, Caitlyn não esta em condições de dirigir, eu ficarei aqui — O yordle amarelo falou.
Ezreal foi para seu carro levando a xerife e Gnar que tinha despertado. Eles chegaram ao apartamento de Caitlyn. Ela se sentou no sofá e o yordle ficou no chão a observando enquanto Ezreal fora até a cozinha prepara um chá. Ele retornou um tempo depois com uma xícara que entregou a Caitlyn.
–Vai ajudar a acalma la um pouco é de camomila -Ez tentou da um sorriso.
–Como eu posso me acalmar sabendo que ela esta daquele jeito — Caitlyn falou observando seu reflexo no liquido que tinha na xícara.
–Eu sei que é uma situação ruim, mas tente descansa só por hoje tudo bem?Lembre se que Vi é durona demais pra se deixar vencer assim.
–Tem razão uma vez ela me disse que no seu vocabulário não existia a palavra "derrota" — Caitlyn deu um breve sorriso ao lembrar daquilo.
–Então se ela disse eu acredito, agora descanse.Lembre se que você ainda é a xerife da cidade e que muitas pessoas precisam de você, e esse pequenino também- Ezreal apontou para o pequeno yordle que os observava atentamente.
–Realmente tinha esquecido disso.
–Eu estou indo então já que a senhorita já esta na segurança do lar -Ezreal sorriu mais uma vez antes de sair. Caitlyn sabia que ele tinha razão, dormi seria a melhor coisa a se fazer agora apesar de ser algo difícil a se fazer naquele momento.
Já tinha se passado mais de uma semana naquela situação. Caitlyn não podia ver Vi porque seu sistema imunológico estava muito fraco, então ela tinha ficado numa sala especial da UTI. Os médicos falaram que ela tinha tidos varias paradas respiratórios e se recobra se a consciência certamente não seria mais uma pessoa normal, já que levara muitas pancadas na cabeça .Caitlyn não se importava se ela irai voltar normal ou não, apenas queria que sua punk acorda se e desse aquele sorriso maroto pra ela. Que fala se todos aqueles palavrões, comesse uma quantidade absurda de comida, que soca se aquele saco de boxe, ou se joga se no sofá pra assistir televisão e resmunga se na hora de ir tomar banho. Caitlyn queria sua amada de volta.
–Senhorita Caitlyn — O médico se aproximou dela.
–Sim? -Ela levanto se.
–Devo lhe informa que o estado da sua colega só piorou, levando em conta a situação eu acredito que ela só tenha alguns dias de vida — O médico falou sem graça, o ruim daquela carreira era dar aquele tipo de noticia.
–Como assim? Ela sobreviveu por três dias ferida dentro de uma dama de ferro e você me diz que ela não ira sobreviver? — Caitlyn indignou se.
–Eu sei que é difícil, mas justamente por ela ter ficado tanto tempo sem socorro talvez a situação fosse outra. A pneumonia piorou muito e a infecção também não esta ajudando mesmo nós fazendo tantas transfusões seu corpo não esta conseguindo produzir glóbulos vermelhos o suficiente, eu sinto muito.
–Posso vê la ?
–Infelizmente não, com licença -O médico retirou se.
Caitlyn não poderia aceitar aquilo, Vi não podia abandona la. A xerife tinha que fazer alguma coisa, ela voltou pra casa e entrou em contato com Ionia. Caitlyn sabia quem poderia ajudar.
–Não acredito que isso aconteceu — Soraka falou do outro lado da linha.
–Imagina eu, você não te ideia de como meu coração esta apertado. Estou desesperada -Caitlyn tinha explicado a situação a outra.
–Não acredite em tudo que esses médicos dizem, Vi é um pessoa muito forte olha eu posso te ajudar. Irei mandar uma porção e um tipo de pomada especial isso com toda certeza ira cura la, eu irei orar para as estrelas para que elas fortaleçam ainda mais sua namorada.
–Não é bem assim — Caitlyn corou pela forma que Soraka falou.
–Ela é sua amante não é? -Soraka sentou o constrangimento da sua amiga e riu.
–Sim...- Caitlyn sussurrou. Não que ela se envergonha se por ter um mulher como sua parceira, mas era meio embaraçoso falar sobre aquilo com Soraka.
Alguns dias depois os remédios que Soraka enviou finalmente chegaram. A xerife foi imediatamente para o hospital, ela pediu para os médicos usarem os remédios enviados pela curandeira mas eles recusavam.
–Desculpa senhorita Caitlyn mas eu não posso usar algo desconhecido em um paciente em estado critico como é o caso da senhorita Vi — O médico negou mais uma vez o pedido.
–Não é algo desconhecio que eu comprei em uma casa de produtos naturais. Isso veio direto de Ionia eles foram preparadas pela maior curandeira que existe nessa Valoran.
–Tudo bem então, mas não iremos nos responsabilizar por nada — O médico disse entre suspiro.
–Obrigada -Caitlyn sorriu para ele.
Os médicos começaram o tratamento com aquele remédio dado pela xerife ficaram meio desconfiados no iniciou, mas depois surpreenderam se quando começaram a ver a melhora da delinquente. Seu sistema imunológico começou a produzir anti corpos que combateram a a pneumonia e a anemia também , a delinquente finalmente pode sair da UTI e sua amada depois de tanto tempo pode a vê la.
Caitlyn entrou no quarto ansiosa , ela engoliu um seco quando viu seu amor naquela condições nunca espera ver Vi naquela situação. Tinha diversos aparelhos ligados a ela, a xerife observou um tubo que estava preso em um tipo de mascara transparente , ela se sentia feliz por mais que a delinquente estivesse naquela situação ela já tinha saído da zona de perigo. Um tempo depois ela já tinha se curado totalmente, as porções que Soraka enviava pra ela eram tão poderosas que não deixaram nem cicatrizes. O único problema é que a delinquente não acordou.
Já tinha se passado sete meses naquela rotina. Caitlyn voltava do trabalho e ia pro hospital com Gnar, ela queria aproveitar ao máximo as poucas horas que tinha pra ficar com ela. E em todos os dias que aparecera ali ela conversava com sua amada, como se ela estivesse escutando e fosse responder. Nos fins de semana ela dormia no hospital, Ezreal se ofereceu pra cuidar de Gnar quando estivesse la. Mais um fim de semana chegou ela deixou o yordle com o explorador e foi ao hospital, aquilo infelizmente acabou que virando um habito. Era de madrugada a xerife não conseguia dormir.
–Me diz Vi, quando é que você vai sorrir pra mim novamente? Eu estou esperando você acorda pra prepara aquela lasanha de frango que é o seu sabor favorito não é mesmo? Quase esqueci de te falar, acredita que o Gnar aprendeu algumas palavras eu estava pensando em mandar ele pra pré escola seria bom para ele se desenvolver melhor, mas certamente iria causa muitos problemas para a professora e certamente seriamos chamadas direto pela escola por causa das travessuras dele — Caitlyn riu pensando naquilo — Mas você precisa acorda, eu quero fazer isso junto com você.
A xerife não teve respostas, tudo estava quieto somente o barulho da maquina de controle cardíaco e a pesada respiração de Vi cortavam aquele silencio.
–Por favor Vi volta pra mim — Caitlyn fez um apelo, ela segurava a mão da delinquente o tempo inteiro quando sentira o dedo dela mexer. Imediatamente ela olhou para o rosto da rosada mas seus olhos continuavam fechados.
No domingo ela recebera uma ligação de seu pai pedindo para que fosse visita lo, por mais que reluta se ela foi.
–É tão bom ver você depois de tanto tempo minha filha — Alexandra a abraçou.
–Você continua tão linda quanto da ultima vez que a vi — John a cumprimentou logo em seguida -Por favor sente se vamos tomar um pouco de chá.
–Sobre o que gostariam de falar comigo — Caitlyn levou a xícara até os lábios.
–Em relação a sua, como posso dizer amiga -John voltou a falar.
–Eu sinto muito pelo que aconteceu com ela — Sua mãe se lamentou.
–Ela já se recuperou o pior já passou mãe — A xerife sorriu pra ela.
–Passou mas eu soube que a meses ela continua em coma, Caitlyn você realmente quer passar o resto da sua vida com alguém que você não sabe se vai acorda ou não? Pense bem filha, se ela volta quem garante que vai ser uma pessoa normal? — John mal terminou de falar. Caitlyn já se levantou indignada com o que acabara de ouvir, jamais esperou que seu pai falasse algo do tipo.
–Esta sugerindo que eu abandone no momento que ela mais precisa de mim?Poupe me pai se ela vai acorda ou não eu continuarei ao seu lado, independente das dificuldades eu a amo e ela me ama isso já é o suficiente — Ela deu as costas e saiu de sua antiga casa em passos largos, sentia se mais uma vez decepcionada pela atitude de seu pai.
Ela voltou para o hospital, queria estar ao lado de Vi onde era realmente confortável. Não importava como ela volta se do coma ela continuaria ao seu lado. Caitlyn chegou ao quarto onde a delinquente estava internada e sentou se na cadeira ao lado da cama. A xerife observou sua amada que continuava dormindo.
–Independente do que vai acontecer com a gente, eu nunca irei te abandonar -Ela fechou os olhos enquanto dizia aquilo, quando voltou a abri los um tempo depois se deparou com um par de joias azuis a fitando de canto. Ela piscou varias vezes pra ter certeza que aquilo era real, não sabia como reagir. A outra continuou olhando depois voltou a fechar os olhos.
–Vi! -Caitlyn praticamente gritou e quase subiu em cima dela.
–Como você é barulhenta Cupcake — Vi falou num sussurro rouco.
–Por favor que isso não seja um sonho -Caitlyn desejava do fundo do seu coração que aquilo fosse real. E realmente era, as lagrimas que escorriam dos seus olhos caim sobre o rosto da outra a delinquente a fitou novamente.
A enfermeira entrou no quarto para ver o que estava acontecendo, acabou se surpreendendo com o que viu. Os médicos fizeram um avaliação em Vi e constaram que ela estava muito bem, mas não tinha se recuperado totalmente.
–É senhorita Vi , como você é forte e que amigos que tem. Por enquanto a senhorita continuara no hospital até recuperar seus movimentos e é provável que tenha que fazer fisioterapia por um tempo, mas agora vai ter que descansar bastante — O médico falava bem humorado. Ele saiu.
Caitlyn apenas observava em silencio a punk, que permanecia olhando fixamente pra ela. Sua felicidade era tão grande que não tinha como descrever.
–Caitlyn -Vi chamou em um sussurro fraco.
–Oi — A xerife respondeu gentilmente.
–Tire a minha mascara.
–Nem pensar o médico me mataria se visse isso.
–Por favor.
–Ta bom — Caitlyn foi até seu rosto e retirou a mascara.
–Me beije agora, eu quero ter certeza que acordei realmente — Vi sussurrou aquelas palavras com dificuldade.
–Certo — Caitlyn foi até seus lábios e deu um beijo sedento na sua amante, a meses desejava poder fazer aquilo.
Os dias decorrentes Vi esta se recuperando muito bem e já respirava sem os aparelhos. Caitlyn tinha levado Gnar para vê la, quando o yordle viu sua mama pulou imediatamente encima dela e começou a choramingar. Ela começou a fisioterapia, a delinquente estava superando de forma fantástica cada obstaculo. Os médicos estavam pasmo por ela esta se recuperando sem ter tido uma única lesão.
–Hoje é o grande dia senhorita Vi, finalmente vai receber alta. Mas lembre se nada de esforço físico entendeu? E é pra senhorita continuar com a fisioterapia — O médico sorriu pra ela.
Ela saiu do hospital de cadeira de rodas, Vi podia andar mas como o médico disse nada de esforço físico.Por enquanto ela teria que usar muletas, mas não se importava com aquilo. A delinquente estava feliz demais em poder volta para casa.
Fale com o autor