Piltover A Cidade do Progresso
27 Eu sou o numero VI
Notas iniciais

Caitlyn beijou mais uma vez a barriga de sua amante,contornando com a língua cada linha daquela tatuagem. Sim ela amava aquelas tatuagens que davam um toque sensual ao corpo da outra,mas ela amava ainda mais a dona dela. Caitlyn foi até sua boca e deu lhe um ardente e sedento beijo, ela repousou a cabeça no busto de Vi escutando as batidas calmas e rítmicas de seu coração até adormecer.
O dia estava quente e um pouco abafado,a delinquente estava com um tope preto e um short curto cinza, ela desferia alguns golpes no saco de boxe, queria tenta aliviar um pouco aquela tensão.Um cheirinho maravilhoso a fez para o que estava fazendo e ir para o interior do apartamento direcionando se a cozinha. Ela foi até a xerife que estava de avental e luva para não se queimar enquanto tirava a lasanha do forno.
–Carne ou frango? -Vi chegou por trás dela e a abraçou, esfregando o cabelo suado em sua roupa.
–Aaaa para Vi, você esta suada demais já pro banho! — Caitlyn tentou sair do abraço mas era inútil.
–Nem pensar, só depois que eu abocanhar essa lasanha.
–Não, banho agora.
–Ta bom ta bom chata -A delinquente saiu resmungando.
Refrescada e cheirosa a delinquente detonou junto com Gnar a lasanha preparada pela xerife.Depois ela se jogou no sofá com seu leal escudeiro pré histórico e foi assistir televisão mas a combinação banho+sofá+almoço gostoso=soneca da tarde. Vi capotou a xerife foi até ela e deu lhe um beijo na testa, se afastou indo sentar na poltrona e começou a ler um livro. Já tinha anoitecido quando ela acordou, se espreguiçou lentamente e o yordle que brincava ao seu lado pulou sobre sua barriga. A delinquente levantou se e foi até Caitlyn que estava assistindo no quarto, ela se jogou na cama ao lado da xerife e os três ficaram ali conversando e assistindo pelo resto da noite.
Passava um filme de romance. Catilyn estava aconchegada nos braços de Vi enquanto Gnar dormia entre elas, a xerife estava quase dormindo quando se escutou um barulho da porta sendo arrombada.
–VI -Uma voz grave chamou. A delinquente sentiu um arrepio subir sua espinha e sua garganta secar.
–Caitlyn presta atenção agora, se esconde no guarda roupa e só saia quando amanhecer aja o que houver não faça barulho — Vi falava enquanto puxava Caitlyn que segurava Gnar.
–Não eu não posso -Caitlyn sussurrou para ela.
–Por favor, me obedeça só dessa vez tudo bem?Eu prometo que vou ficar bem, eles estão atrás de mim -Vi foi empurrando ela, enquanto escutava passos se aproximando- Eu te amo meu amor, eu ficarei bem prometo.
A delinquente abriu a porta do quarto e empurrando o homem saindo correndo em direção a porta de entrada que estava aberta indo para fora do apartamento, ele começou a persegui la. Vi sabia que não iria escapar mas sua prioridade agora era tirar Caitlyn e Gnar de perigo, ela conseguiu ganhar uma distancia do grande homem era bem mais rápida.A delinquente só foi perceber outra figura em sua frente tarde demais, ela só sentiu sua cabeça doer e suas pernas amolecerem depois tudo ficou escuro.
Acordara um pouco tonta ainda sentia uma dor leve na cabeça, ela levou a mão até a testa e sentiu que estava enfaixada.Levantou se sentando na cama e observando o quarto ao seu redor uma cama bem confortável, criado mudo ao lado e uma comoda.Um lugar bem simples, Vi observou as marcas de soco na parede conhecia bem aquele lugar. Estava em seu velho quarto, ela deitou se novamente não tinha razão para sair dali, por fim acabara que voltando pra sua antiga prisão. Uma senhora adentrou ao aposento sem cerimonia e colocou um roupa e um par de coturnos junto com uns braceletes sobre a cama de Vi.
–A madame mandou você vesti la, ela esta te aguardando para o jantar então aprese se -A velha empregada saiu.
Vi vestiu a roupa que a velha lhe dera um regata preta com uma calça meio solta também da mesma cor, ela calçou o coturno e colocou os braceletes.Saindo do quarto e seguindo pelos corredores da antiga mansão indo em direção a sala de jantar onde já se encontrava dez pessoas sentadas a mesa se servindo, dentre elas Jinx. A delinquente foi até o assento que estava vazio, pra sua infelicidade ele ficava ao lado de onde sua tutora estava.Ela sentou sem cerimonia, Vi notou que Jinx a observava.
–Atenção a todos -A tutora se levantou — Finalmente nossa família esta completa novamente um brinde ao retorno do numero VI -Todos brindaram, mas depois voltaram a se concentra em suas refeições pouco importava se ela estava ali ou não -Você deve ter se sentindo tão sozinha né?
–Esta tão linda quanto da ultima vez que a vi criança -Uma velha muito idosa se aproximou da mesa de jantar.Todos se levantaram e curvaram se em sinal de respeito, menos a delinquente que sentia um profundo ódio ardendo dentro de si -O que você tem de beleza te falta em educação.
–Ainda esta viva múmia? -Vi sorriu provocando a.
–Olha como você fala -Ela batera no rosto da delinquente com um chicote que carregava consigo tirando um filete de sangue -Você deveria se sentir privilegiada numero seis por considerarmos tanto você.
–Pega esse seu privilegio e enfia no rabo -Ela levou outra chicotada no rosto,a velha se aproximou e a puxou pela blusa fazendo a ficar de joelhos.
–Mas o que é isso? -Ela segurava firmemente no maxilar de Vi enquanto observava seus olhos -Tem algo de diferente neles, me diga VI o que você esconde atrás desse olhar?Não pode ser o que estou pensando.
–O que foi Vovó? -A tutora perguntou curiosa.
–Eu não te criei pra sentir esse tipo de coisa VI, esqueça esse tipo de sentimento criança você não foi criada pra ter o privilegio de sentir isso -Vovó aliviou a pressão no maxilar mas não o soltou -Me diga VI quem é essa pessoa que ocupa seu coração?
–Esse poço de brutalidade esta amando alguma coisa?Só pode ser brincadeira — II um garotão do tipo esnobe começou a rir sem parar.
–Quieto, não interessa quem seja VI apenas fique ciente que você não vai mais fugir -Vovó finalizou saindo do grande salão.
–Ei senhor coelhinho o que é amor? -I uma garotinha do estilo gótica começou a falar com seu coelho de pelúcia.
–Não complique mais VI, apenas aceite — VII um mulher alta e esbelta falou enquanto tomava chá.
–Você deveria esta feliz por ser a queridinha da Vovó -VIII uma das gêmeas falou.
–É se não fosse por isso certamente já estaria morta -IX a outra gêmea completou.
–Vocês não sabem o que é viver — Vi falou pra eles muito seria.
–Somos uma família só somos capazes de viver por estarmos juntos — V um homem alto e extremamente forte falou.
–Apenas aceite a segurança da mansão VI, o mundo la fora é muito traiçoeiro -III levantou se ele era um cara magro com estatura mediana.
–O mundo la fora é perigoso VI? -IV um garoto que estava entrando na adolescência perguntou a Vi.
–A unica coisa perigosa esta dentro dessa mansão -Vi terminou de falar e se retirou.
Ela foi para o seu quarto,sentia uma dor sufocante no peito.Queria chorar imaginar que tudo aquilo tinha sido um pesadelo e que ela nunca voltara pra esse lugar infernal.Vi deseja estar agora nos braços seguro da sua Cupcake. A dias ela não saia do quarto e não se alimentava não tinha motivação pra isso, Jinx entrou no quarto com uma bandeja de comida ela colocou ao lado do criado mudo e sentou se na beira da cama.
–Morrer de fome não vai ajudar em nada -Ela falou pra delinquente.
–Ela te bateu? -Vi observava o corpo da outra cheio de curativos.
–Nada mais justo, afinal eu falhei na missão -Jinx sorriu pra ela enquanto esticava os braços marcado. Sempre fora assim, quando falhavam em alguma coisa eram torturados como castigo e mesmo se obtivessem sucesso também eram torturados, Vovó dizia que assim eles ficavam mais forte.
–Entendi.
–C também não saiu impune dessa.
–A como eu queria ver aquela puta apanhando tenho certeza que ela devia ter gostado -Vi deu seu sorriso irônico.
–Sim, mano você tinha que ver a cara dela pode ter certeza que ela quer te matar -Jinx riu ao pensar naquilo. No fundo ela estava feliz e Vi sabia o porque, ela ficava muito bonita quando ria naturalmente assim.
–Sabe que não vou ficar aqui né.
–Se pretende fugir esqueça a velhota triplicou a guarda do lugar. Ela não vai deixar mais seu bichinho favorito fugir.
–Você esteve fora desse lugar quando esteve atrás de mim Jinx, sabe como é o mundo la fora tudo que nos foi ensinado esta errado.
–Esqueça isso VI não tem como sair desse lugar.
–Não me chame assim eu não sou um numero, meu nome é Vi. Não somos objetos de coleção Jinx essa foi uma das razões por eu ter dado esse nome a você.
–Isso não importa mais esqueça tudo que você conheceu la fora principalmente aquela xerife.
–Eles sabem dela?
–Eu mantive a chapeleira em oculto mas não sei se C contou alguma coisa -Jinx se levantou e dirigiu se em direção a porta.
–Obrigada -A delinquente falou antes que ela pudesse sair, Vi ainda pode ver um pequeno sorriso no rosto da outra ela realmente ficava mais bonita assim. A punk comeu o que Jinx havia lhe trazido depois saiu do quarto.
Ela caminhava pela mansão tentando encontrar alguma brecha, mas a velha realmente se precavi o dessa vez o lugar estava cheio de câmeras e seguranças por todos os lados, ela não desistiria facilmente. Foi caminhando até o salão onde o grupo costumava ficar quando não tinham nenhum trabalho, a delinquente sentou se afundando numa confortável poltrona.
–Tentando a fuga VI? — V falou olhando pra ela.
–Tão previsível -III sorriu enquanto tomava chá.
–VI conte nos como é la fora -IV e I se aproximaram dela os dois sempre foram muito apegados a ela .Vi lembrou que eram poucas as ocasiões que eles saiam da mansão, quando iam era só pra cumprir alguma missão depois voltavam nunca realmente tiveram a oportunidade de conhecer o mundo além daqueles muros.
–O senhor coelhinho quer ouvir uma história — A lolita gótica falou com seu coelho de pelúcia.
–Então vocês querem saber o que eu fiz? — Vi sorriu pra eles -Bom por onde eu começo...sabe eu tenho um yordle que é tão fofo e sapeca quanto o senhor coelhinho, ele ainda é uma criança mas é o meu xodó.Em Piltover eu fiz muitos amigos como um grande robô amarelo e um yordle cabeçudo da mesma cor que também é muito inteligente, os dois sempre ficavam comigo na oficina. Eu adorava a presença deles o tempo voava em nossas conversas, também conheço um explorador que viajou por muitos lugares em Valoran ele é meio afeminado e sofre com seu duplo amor, mas é um amigo pra todos os momentos.Esses tempos eu estava em Ionia e conheci um macaco ai...
–Você foi pra Ionia?E conheceu um macaco?- Os olhos de IV brilhavam. Agora que Vi parou de falar notou que todos prestavam atenção nela.
–Não era um simples macaco, era o Macaco Rei aluno de um grande mestre samurai nas artes wu ju e um dos melhores campões da Liga.
–Você conheceu um campeão? -IV a interrompeu novamente.
–Todos os que mencionei até agora são campeões da Liga, por exemplo em Ionia tinha um campeã azul muito engraçada chamada Soraka, ela tinha um chifre no meio da testa e um cetro que parecia uma banana, eu falei isso pra ela mas a Cupcake me bateu na cabeça repreendendo -Todos acabaram rindo baixinho imaginando a cena, aquilo certamente era uma coisa que só a Vi faria.
–Quem é Cupcake? -I perguntou curiosa.
–É só a melhor policial de toda Valoran ela tem a mira perfeita e é um Ad Carry mais popular da Liga, os invocadores adoram escolher ela eu mesmo me tornei um campeão.
–Serio VI?É uma pena que não vá mais lutar nos campos da justiça não é -Vovó entrou no salão.
–Seu castelo vai cair logo logo velhota -Vi sorriu confiante.
–É esse seu jeito rebelde que cativa tanto as mulheres sabia VI -A tutora se aproximou dela.
–Eu te eduquei tanto VI, como pode ter se tornado um ser tão arrogante assim para de contar lorotas isso é feio -Vovó se lamentava.
–Aprendi com você múmia, vamos ver se são lorotas — A velha foi até ela e bateu mais uma vez com o chicote nela. Vi não gostou nada daquilo e se aproximou da cadeira de rodas e sussurrou no ouvido da idosa.
–Faz isso mais uma vez e eu vou te arrasta pro inferno -Ela se afastou da senhora.
–Acho que o tempo que você ficou na rua não te fez bem, esta bom de ter aulas de bons modos novamente -A velha falou.
–É mesmo?Olha minha cara de quem se importa -Vi riu dela ,por hora ia deixar as coisas acontecer mas quando tivesse a oportunidade jurava pra si mesma que iria esmagar aquele demônio.
Jinx apenas observava a cena do alto da escada, sentia seu coração apertado por muitas vezes viu aquilo acontecer. Ela sabia que Vi voltou mais rebelde do que antes e que por causa daquilo com certeza seria punida bastante. Jinx se lembrou de como passara seu tempo naquele quarto tratando das feridas que geralmente ficava em carne viva da delinquente, ela se sentia feliz por Vi ter voltado a ficar ao seu lado, mas sentia medo do que iria voltar a acontecer. A delinquente não iria se importa o quanto fosse torturada ela sabia que ao fim de cada sessão Vi iria sorrir e provavelmente provocaria ainda mais ainda a Vovó. E as duas ficariam naquele dilema de "eu estou te educando" e "eu não vou te obedecer". Jinx não sabia se iria suporta aquilo novamente.
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