Piloto Mecha: A Ascensão

1 Prólogo - capitulo 2(3.598 palavras)


Prólogo: Planeta Lixo-6
(PDV 3° pessoa)
Uns cento e cinquenta mil de anos após a primeira Colônia Espacial feita pelos humanos, a raça humana se espalhou pelo universo, populando planetas, criando estações do tamanho de planetas, etc.
Porém, a quantidade de lixo gerada por essa sociedade é extraordinária, e reciclar todo o lixo é cara demais, sendo mais barato jogá-lo em algum lugar.
Porém, deixar lixo flutuando no espaço é perigoso já que poderia atingir naves passando pela área. Portanto, eles tiveram a idéia dos “Planetas Lixo”. Planetas que não são capazes de sustentar vida humana, incapazes de passarem pelo processo de terraformagem(mudar o terreno e ambiente do planeta de forma artificial para sustentar vida, como estimular a criação de uma atmosfera, um oceano ou florestas no deserto) ou planetas que foram drenados completamente de completamente de qualquer material e agora são somente depósitos de lixo.
E é neste planeta, Lixo-6, um dos planetas habitáveis que foi completamente drenado de recursos úteis, agora lar das formas de vida mutadas que antes populavam o pacifico planeta, existe um único humano. Um jovem de agora quinze anos, luta para sobreviver.
Filho adotado de um homem que já morreu chamado Alabastro Core, o garoto cujo nome é Molten Core, vive no planeta, sonhando com espaço além das nuvens marrons, sem idéia do que o aguarda no futuro.
Capítulo 1: Molten Core, Lixo-6
(PDV 3° pessoa)
Dentro de uma base velha de mineração, um garoto olha para seu relógio, coberto da cabeça aos pés com roupas beges e marrons, com um par de óculos de esqui um pouco rachados pelo uso.
A cabeça enrolada em um tecido bege, uma mochila e um cajado de aço em suas mãos completam a figura um tanto magra.
O relógio de pulso resistente, com uma tela azul redonda e brilhante, mostra o horário atual. É um planeta grande, muito maior que a terra, com um dia de 64 horas com um dia escaldante de 32 horas e uma noite congelante de 32 horas.
Com as temperaturas variando durante o dia e noite, a temperatura durante o dia é de 135°C, o suficiente para matar em minutos.
Durante a noite, a temperatura é de congelantes -115°C, capaz de matar rapidamente. Somente durante o período de três horas ao amanhecer e três horas ao anoitecer é possível sair com segurança na temperatura de -2°C.
Por causa disso, o tempo que Molten pode revirar o lixo espacial é muito curto. Não que seja um problema para as formas de vida mutadas deste planeta.
Devido ao lixo, é fácil encontrar tocas de animais que podem resistir ao calor do dia e ao frio da noite, e alguns podem tranquilamente suportar as temperaturas extremas, como o Lagarto De Ferro, que vira um bloco de gelo durante a noite e vive tranquilamente durante o dia.
Hoje Molten precisa sair. De acordo com o padrão, hoje, ao amanhecer, uma nave irá despejar uma nova carga de lixo, e ele terá pouco tempo para revirar.
Depois de checar o relógio, ele foi para o hangar onde ele guarda os veículos que ele e seu pai fizeram vários veículos.
O mais importante deles é o Mecha(meca), Winnie. Mechas, robôs gigantes pilotáveis. Muito comuns na atual sociedade, acessíveis a militares e qualquer um com dinheiro para comprar um.
Winnie é a melhor peça criada pelo pai de Molten, assim como o próprio jovem. Um mecha de mais de cinquenta anos de idade, com peças trocadas inúmeras vezes. Mesmo velha, Winnie é confiável, e salvou a vida de Molten inúmeras vezes, como ajudou a caçar por comida sempre.
Ele olhou para Winnie. Corpo coberto de uma mistura de placas novas e enferrujadas, com algumas partes do interior expostas, e arame farpado enrolado nas partes mais sensíveis, evitando mordidas.
Não somente isso, arranhados e marcas de mordidas decoram o corpo grande de sete metros de altura. O peito é excecionalmente blindado e grande, onde a cabine do piloto fica.
O robô esta de pé no grande hangar da instalação, que é quase tão grande quanto uma cidade pequena, com a maioria de suas utilidades bloqueadas ou quebradas.
A única razão que o impede de acessar completamente a base é por causa da segurança do sistema. Ele não entende nada de hacker, então ele não conseguirá usar a base completamente, somente o suficiente para sobreviver e viver confortavelmente.
Molten agachou e saltou, subindo o robô com uma agilidade quase inumana, quase como um primata, como se ele estivesse andando. Chegando rapidamente a escotilha logo em frente ao pescoço.
Prendendo o cajado ao lado da escotilha, já que ele não cabe na cabine, e entra, fechando a escotilha. Mesmo sendo de um modelo muito ultrapassado, ainda tem uma cabine muito boa.
O assento bem cuidado prende o piloto para resistir aos movimentos súbitos, os controles são botões em ambos os braços do assento, com vários botões no teto da cabine e um teclado a frente do piloto.
O teclado serve somente para mexer com o sistema do mecha e para interagir com a base, e os controles no teto não funcionam, não estão ligados a nada já que Winnie não tem nenhuma arma presa ao corpo que possa ser ativada.
Ligando Winnie, as varias telas dentro da cabine se acendem, mostrando o mundo pelos olhos de Winnie e algumas câmeras ocultas em outros locais do corpo.
Apertando os botões com destreza, ele fez o robô andar até a porta do hangar com movimentos praticamente humanos e suaves, normalmente impossíveis para este modelo sem o piloto ser habilidoso.
Molten, de acordo com seu pai, é um piloto excelente. E ele não disse isso por nada, Molten é capaz de pilotar como se a maquina fosse uma parte de seu próprio corpo.
Chegando a porta do hangar, ele aperta um botão no teclado a frente dele e o portão se abre. Saindo com g mecha e fechando o portão atrás dele, ele olha para o mondo a frente dele.
Não há chão visível, está tudo coberto de lixo, está escuro, começando a clarear, as estrelas perdendo o brilho enquanto o sol nasce, e as três luas em fases diferentes, uma vermelha, outra rosa e a ultima azul.
Sem perder tempo, Molten começou a correr, os pés do mecha esmagando o lixo a cada paço. Ele se move rapidamente, chegando ao local em trinta minutos, a tempo de ver a nave indo embora enquanto uma massiva quantidade de lixo cai.
Enquanto ele abre a escotilha do mecha, o novo carregamento de lixo atinge o chão, causado uma forte tremor e uma onda de vento, levantando a poeira.
Molten não perde tempo, pegando seu cajado e correndo na direção da nova montanha que se tornou parte da paisagem. Ele corre pelo terreno irregular com agilidade quase sobre-humana, acostumado com o terreno de seu planeta.
Ele não precisa se preocupar com predadores, o som e o tremor causado pelo carregamento é o suficiente para assustar qualquer animal. Porem isso não impede que Molten fique atento, com os ouvidos aguçados escutando atentamente e os olhos escaneando os arredores constantemente.
Os anos de sobrevivência o ensinaram a nunca baixar a guarda. Ele rapidamente começa a revirar o lixo atrás de coisas úteis.
Escalando a pilha com destreza, ele checa cada coisa em sua frente. Colocando algumas peças de máquina uteis e alguns pedaços de circuito velhos na mochila, ele continua procurando por alguns minutos.
Porém. Ao usar o cajado que é somente vinte centímetros mais alto que ele, que tem 1,80 para mover um pedaço grande de metal, ele vê algo que o deixa chocado. Uma mão negra gigantesca feita de metal.
(Molten): “Um braço de mecha!”
Ele exclama para si mesmo. Isso seria uma boa adição para Winnie. Um braço novo em folha. Descendo até o braço, que está perto do topo da montanha de lixo, ele verifica as condições do braço.
Logo, Molten franze o cenho. Este braço é muito mais avançado que Winnie, e está em perfeitas condições, quase como se tivesse sido descartado logo após sair da fábrica. Porém, o que mais incomodou Molten é que o braço está ligado a alguma coisa enterrada abaixo do lixo.
Ele não perde tempo, na esperança de conseguir um mecha novo, ou pelo menos partes novas, já que deve ter pouca coisa sobrando se o mecha está aqui no planeta Lixo-6.
Rapidamente, ele começa a retirar o lixo e desenterrar o mecha... e perde o fôlego ao ver o que está por baixo do lixo.
Um mecha inteiro, dando falta apenas de um braço. O design também é incrível, feito completamente de metal negro com dois olhos, diferente do único olho no centro da cabeça que Winnie possui.
Molten analisou melhor o mecha. O provável motivo do defeito deste mecha é o gigantesco corte No abdômen. Já que o peito normalmente é a cabine, o motor do mecha fica logo abaixo, na barriga.
Porém, este mecha tem uma blindagem extremamente grossa, mas mesmo assim o quer que tenha cortado o mecha cortou fundo o suficiente para pegar de leve no motor e causar mal funcionamento.
Não somente isso, as marcas na blindagem que foi um objeto afiado e muito quente, já que as bordas do ferimento estão um pouco derretidas. Ao analisar o braço, ele viu que ele foi arrancado com força bruta ao invés de cortado.
(Molten): “Parece que você encontrou um inimigo difícil, amigão.”
Ele falou, acariciando o metal negro que ele não conseguiu discernir.
Ele olhou novamente para o ferimento.
(Molten): “Nossa, você é bem mais avançado que Winnie... espero conseguir te consertar.”
Ele falou, como se o robô pudesse ouvir. Agora falta somente uma hora para o sol nascer completamente, e Molten já pode sentir a temperatura aumentar aos poucos. O frio começou a ser substituído pelo calor.
Mexendo no entulho abaixo do mecha, ele o fez deslizar pelo lixo até cair perto de Winnie. Descendo agilmente, ele pega um dos cabos de aço que ele carrega preso em Winnie. Os cabos aguentam varias toneladas, e arrastar o mecha não será problema.
Com apenas quarenta minutos faltando, ele carrega o mecha preto de volta para a base. Ele mão chega a tempo, já que o mecha é mais pesado do que parece.
Capitulo 2: O Mecha Negro
(PDV 3° pessoa)
Depois de chegar na base, ele arrasta o mecha para a oficina, onde ele o coloca em uma base de mecha, composta por uma plataforma no nível do chão e dois pilares em ambos os lados que seguram o mecha em pé.
Molten olha com orgulho para o mecha, o coração cheio de felicidade. Os mecha claramente é feito para combate, com um sistema de movimento resistente e rápido, feito de músculos de fibra artificial e uma armadura cobrindo os músculos.
Isso não seria um problema para Molten, mesmo sem músculos de mecha na base, ele pode colocar um braço hidráulico com facilidade.
O maior problema será o ferimento na barriga do mecha. Os músculos artificiais não movimentam o corpo inteiro, somente os braços e pernas, e servem mais para dar suporte aos pistões principais.
Por causa disso, o torso se move com outro sistema que na está danificado, o problema serão os circuitos e fios que foram destruídos. Religar todos tomará muito tempo. Para isso, Molten precisará da planta do mecha, detalhando seu sistema.
Ele para o peito do mecha de doze metros de altura, muito maior que Winnie. Ele sacudiu a cabeça, Maia creditando que tinha pensado em colocar o braço enorme em um robô muito menor.
(Molten): “Mesmo que o motor esteja danificado, se o núcleo de energia estiver funcional e o sistema intacto é o sistema operacional eu vou poder ter uma melhor idéia de com o consertar esse cara. Eu até talvez consiga baixar a planta dele.” Ele falou para si mesmo. “Então o primeiro passo será chegar à cabine!”
Sem a ajuda de nenhuma escada, ele sobe agilmente o robô. Em menos de um minuto, ele chega a escotilha na frente do pescoço.
(Molten): “Essa não é uma escotilha padrão! Ela desliza para frente para permitir a entrada do piloto!”
Ele fala animado. Retirando os óculos é o tecido em volta da cabeça, ele revela seu rosto. Pele pálida e saudável, com olhos verdes claros e quase brilhantes, com um rosto bem masculino e bonito. Cabelos pretos um pouco arrepiados crescem até entre seus ombros.
Colocando o tecido e os óculos dentro da mochila, ele examina melhor a escotilha.
(Molten): “Nenhuma trava externa visível... então ele deve ser aberto por algum tipo de controle. Porém, ele com certeza deve ter uma trava de emergência. É o melhor lugar para uma... deve ser o pescoço.”
Ele conclui. Porem antes de começar a procurar, ele desce do robô.
(Molten): “Eu vou precisar das minhas ferramentas e luvas. Parece que vai levar mais tempo do que eu imaginava. Bem, melhor do que estragar essa peça rara!”
Descendo, ele para em seu quarto(que é o quartel de habitantes modificado para acomodar Molten), ele troca de roupa, colocando algo mais leve e pegando um monte de ferramentas variadas.
Chegando ao mecha novamente, ele prende a grande caixa de ferramentas as costas, vestido com botas pesadas de tecido grosso revestindo o couro, um par de calças de tecido grosso bege e uma camisa sem mangas preta.
Desta vez ele demora um pouco para escalar, cerca de quarenta segundos. O motivo de sua habilidade em escalar e correr é devido a suas condições de vida difíceis. O peso da caixa de ferramentas não o atrapalha tanto quanto o de uma mochila cheia de coisas resgatadas do lixo.
Ele coloca a caixa perto do pescoço, ao lado da escotilha. Tem bastante espaço na parte superior do peito do mecha. Ele abre a caixa preta e alta reforçada com metal e de dentro retira um par de luvas finas que cobrem até o meio do antebraço.
As luvas são feitas de material fino e borrachudo, que fica bem justo nas mãos. Mesmo que não pareça, as luvas são feitas de material ultra-isolante, podendo salvar aquele que as usam de choques poderosos. Elas também protegem contra cortes e são fortes o suficiente para parar uma bala do nosso tempo.
Mesmo que pareça algo extremamente caro, é um equipamento padrão par muitos trabalhadores, e existem vários pares dentro desta estação de mineração abandonada.
Ele também pega uma lanterna que pode ser presa a orelha para poder iluminar o local que o usuário esta olhando. Acendendo a lanterna, ele começa a procurar entre o pescoço e a armadura, atrás da escotilha.
(Molten): “Uau, esse cara é muito bem feito... o sistema interno é bem resistente, e pode aguentar uma reentrada na atmosfera fácil! Não só isso, o isolamento térmico impede que ele congele! Esse mecha devia ser usado frequentemente no espaço!”
Molten continuou a olhar o interior do mecha, completamente animado, até achar a alavanca de emergência para abrir a escotilha.
(Molten): “Com o esperado, ela é bem escondida e de difícil acesso... quem quer que tenha feito você com certeza tomou bastante cuidado...”
Puxando com força, ele ativou a escotilha, que abriu com um som metálico leve. Porém, o falta de um certo som preocupou Molten.
(Molten): “Se o mecha é adaptado para ser pilotado no espaço, a cabine deveria ser hermética e pressurizada. A falta do som do ar pressurizado escapando pode indicar um comprometimento na cabine ou dano no sistema de ar. Eu não sei qual vai ser pior de concertar...”
Ele falou para si mesmo, um habito que ele desenvolveu pelo longo tempo que ele passou sozinho desde a morte de seu pai.
Com destreza, ele escorrega para dentro da cabine, a lanterna o ajudando a enxergar no escuro. A primeira coisa que ele vê é o assento preto. Com cuidado, ele se senta na poltrona vazia.
(Molten): “Eu esperava encontrar o piloto aqui...”
(PDV Molten)
Eu olhei para o assento. O revestimento de tecido preto é bem macio, meus pés estão suspensos, já que estou pendurado pelos braços.
Vejamos... Parece que os controles são parecidos com o de Winnie... os controles de movimento estão em ambos os braços do assento e um teclado bem maior do que o de Winnie.
Porém, não tem tantas telas quanto Winnie... será que ele tem menos câmeras? Me sentando no assento, eu noto um capacete no chão entre minhas pernas.
Preto e vermelho, com o visor sendo uma abertura horizontal fina com vidro preto. Olhando dentro, ele é acolchoado e parece que possui alguns aparatos. Devia fazer parte da armadura do dono anterior.
(Molten): “Bem, mais um para a coleção.”
Colocando o capacete de novo no chão, eu me ajoelho no assento, olhando para trás do mesmo. Hum... tem bastante espaço, pelo menos uns três metros quadrados... deve servir para bagagem ou passageiros.
Me sentando novamente, eu olho para cima, e vejo vários botões e interruptores pata ativar qualquer coisa extra que possa ser colocada ou funções secundárias.
Eu checo o chão ao lado da poltronas. De cada lado, na diagonal para baixo e para dentro, tem dois soquetes para células de energia. Três estão vazios, e somente uma está no soquete. Eu olho em volta novamente, procurando por mais coisas, até que eu percebo um buraco do tamanho de um punho.
(PDV 3° pessoa)
Molten se aproximou do buraco que ele não havia notado antes.
(Molten): “Com certeza foi um tiro de arma laser... as bordas estão um pouco derretidas, e o disparo conseguiu passar pela parte mais fina da blindagem... esse buraco deve sair no lado esquerdo do corpo, perto da junta do braço.”
Ele da seu diagnóstico, tocando o buraco na blindagem.
(Molten): “Que seja, depois eu Me preocupo com isso. O que importa agora é conseguir ligar este cara.”
Ele fala, se sentando novamente na poltrona. Agarrando a alça da célula de energia, ele a gira para destravá-la e a puxa. A célula tem vinte centímetros de diâmetro com um metro de comprimento. Nela, há uma telinha indicando a energia. Molten soltou um grunhido ao ver a célula descarregada.
(Molten): “Para um mecha tão avançado usar celular se mais de cinquenta anos atrás... acho que isso faz parte de como você veio parar aqui.”
Ele fala, saindo do mecha com a célula de energia. A célula velha pode ser facilmente substituída por quatro das muitas melhores que ele tem aqui. É energia também não é um problema. Os painéis solares avançados No teto coletam muita energia durante o dia, podendo manter toda a base mineira indefinidamente.
Ele jogou fora a célula velha, indo diretamente para o depósito. O concerto do meca com certeza vai levar um tempo, e ele vai precisar de um computador e cabos de energia para carregar o mecha.
As células de energia devem ser só auxiliares, e poder cortar o suprimento de energia do mecha é essencial para concertar sem causar problemas.
Voltando com um carrinho cheio de equipamento e vários metros de cabo, ele começa a montar uma pequena estação de controle. Conectando um cabo a energia da estação, ele leva o cabo para dentro da cabine e encaixa no soquete da célula de energia.
Ainda com as luvas e a lanterna presa a orelha, ele dá uma olhada mais detalhada nos controles.
(Molten): “Ok, eu conheço essas letras... beleza, esta dentro dos idiomas que eu conheço! Ainda bem que eu aprendi a maioria dos idiomas originais da terra, e uns três idiomas alienígenas.”
Ele falou para si mesmo. Mesmo que os humanos tenham explorado a maioria da via láctea e expandido para a galáxia de Andrômeda, ele somente encontraram quatro raças alienígenas, uma da qual as outras se uniram para derrotar em guerra, causando a extinção de tal raça.
Bem, este assunto é para depois. Molten apertou um botão no teclado a sua frente. Depois de um som de energia correndo, as teclas e botões dentro da cabine, assim como a tela, acendem em uma luz azul leve.
Ele então lê o que está na terra.
(Molten): “Energia baixa... como esperado. Vejamos se eu consigo ver um relatório de dano... mesmo com o sistema operacional em modo de economia de energia eu devo conseguir um relatório.”
Ele fala sozinho, digitando comandos no teclado sem nem mesmo tirar os olhos da tela. Ele rapidamente consegue o relatório de dano.
(Molten): “Vejamos... danos no casco, problemas com a fiação, falta do braço esquerdo, dano no gerador de fótons, fiação, etc... uau, os danos são bem sérios! Vejamos... eu preciso das plantas... será que ele tem as plantas salvas na memória?”
Ele se perguntou, vasculhando os arquivos que ele pode acessar no modo de economia de energia. Porém...
(Molten): “Acesso bloqueado...”
Ele falou. Sim, todos os arquivos salvos, mesmo em emergência, só são permitidos ao piloto do mecha. Suspirando pesadamente, Molten se revista no assento, se espreguiçando.
(Molten): “Como será que eu me registro como pilo-ai!”
Ele foi interrompido ao repousar seus bravos nos braços do assento. A dor em seu braço direito o faz puxar os braços de volta, imediatamente olhando para a parte de dentro de seu braço, onde um pequeno furo verte pouco sangue.
Molten olha para o braço direito da poltrona, do qual uma pequena agulha sai, suja com o sangue dele. A agulha se retrai enquanto ele olha, e o sistema fala em uma voz masculina macia e mecânica.
(Sistema): “Nova amostra de DNA adquirida. Devido a falta de um piloto a fonte da amostra será determinada como novo piloto. Por favor, vestir o capacete para concluir o registro.”
(Molten): “......Bem, isso facilita as coisas...”

(Capacete dentro do mecha)

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.