Pig Nemo
1 Parte I
Aquele pequeno pig da índia estava prestes a cair da rocha para a água, mas não sabia que o chão terminava ali e que podia se afogar, no exato momento em que se chocou a água, que esta refletia a beleza da Lua que esta se encontrava tão cheia e em tons avermelhados como ninguém nunca a vira.Sua mente já apagada, o corpo descia lentamente até as profundezas do imenso mar até chocar-se com um coral, mas especificamente na anêmona onde morava um lindo e grande peixe-palhaço, e este assustou-se ao perceber tal agitação. Fora nadando até o pig adormecido, com a nadadeira tocou-lhe o corpo, nada, não havia se queimado mas também não respirava, procurou em meio ao coral uma alga grande e resistente, voltou até o pequeno corpo e o envolveu na água, com a boca pegou a ponta da planta marinha e então nadou até a superfície.Mas quando a criatura marinha pensou estar chegando a superfície fora pego de surpresa por uma corrente de ar que jamais existiu ali, foram levados por tal com velocidade sem igual até o seu fim que era num lago dentro de uma caverna, o topo havia uma abertura por onde refletia toda a Lua avermelhada, ali embaixo dágua permaneceram inertes até o peixe recobrar a consciência, estranhou o lugar, fato, viu o pequeno animal felpudo ainda envolto pela alga marinha, nadou até ele e o levou a superfície e quando ambos respiraram o ar noturno foram envoltos de uma luz que os fez flutuar e se transformarem, pela luz brilhante a sua volta foram deitados em terra ao lado do lago, estavam adormecidos.Passou-se horas até que os primeiros raios de luz do Sol atravessassem a abertura da caverna e esquentasse os novos corpos transformados, o primeiro a despertar foi o ex-peixe-palhaço, pois agora ele se transformara em um humano junto ao outro pequeno ser terrestre. Primeiramente estranhou tudo, se lembrou vagamente do que acontecera, sua memória agora turva, a cabeça girando, ergueu o tronco e mecanicamente virou a cabeça para o lado, um jovem de pele clara, cabelos ruivos, lábios finos mas carnudos, uma espécie estranha ao seu ver, resolveu olhar para si próprio e um Ah gritou assustado acordando o outro, foi para a água que esta refletiu sua imagem, tocou com cautela seu rosto e percebeu que era semelhante ao menor que despertava aos poucos tossindo água.O menor, por sua vez estranhou aonde estava, sua garganta coçava por conta da água salgada que engolira, percebeu que já era dia, olhou o ser perto do lago que era estranho para si, foi coçar os olhos e então notou que suas patinhas haviam se tornado mãos, arregalou os olhos, correu para a água tomando cuidado para não cair nesta novamente, observou que estava diferente, não sabia o por que, como, onde e nem quando aquilo ocorrera, apenas deduziu que fora a noite, olhou para o corpo maior que agora tentava ficar de pé, mas caía a cada tentativa, o menor riu, pois já estava acostumado a ficar em duas patas, agora dois pés, mesmo antes sendo quadrúpede. Ajudou o maior a se levantar e demonstrou como usar as novas pernas, não sabiam falar em outra língua a não ser a própria deles. Olharam ao redor em busca de uma saída daquela caverna, um buraco na parede rochosa demonstrava luz, parte submerso, parte corria ar, o maior meio atordoado ao lembrar da turbulência não viu outra alternativa de saída a não ser aquela, escalar estava fora de cogitação, as paredes cavernosas eram lisas e escorregadias, fez sinal com a mão pedindo para o menor esperar ali, este apenas assentiu. Deu um mergulho no lago sumindo então, minutos depois aparecera com uma estranha expressão na face, um sorriso, esticou a mão para o corpo menor, ente sentiu medo, não queria se afogar de novo e muito menos queria ficar preso ali, decidiu se arriscar e confiar no outro, pegou em sua mão e foi puxado para a água, desesperado por não saber nadar agarrou o corpo do maior, e este ajeitou o outro o abraçando com um braço, o menor prendeu o ar e então mergulharam, foi rápido, questão de segundos e já estavam voltando a superfície fora da caverna, o menor de olhos fechados só se soltou do maior ao sentir que estavam em terra firme. O maior o carregou nos braços para a praia deserta que havia ali, mesmo fora da água o pequeno corpo era leve, percebeu que este estava faminto pois a barriga do menor roncara.Se entreolharam e olharam ao redor, o menor agora em pé, ainda ajudava o maior que aprendia aos poucos a usar as pernas, o pequeno usou o olfato e começou a andar mais rápido com o maior indo para floresta adentro, só parou ao ver frutas maduras caídas no chão, sentou em meio a terra misturada a folhas secas, pegou uma maçã e a mordeu comprovando que a mesma estava docinha, estendeu uma ao maior que estranhou o tal alimento, pegou a fruta avermelhada e repetiu o que o menor fazia, sentou ao seu lado e mordeu a maçã, mastigou um pedaço sentindo novas sensações jamais provadas antes.
Notas finais
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