Pietro E O Pingente Das Trevas
23 Capítulo 23: Enfim férias!
Finalmente se passaram cinco meses depois que chegamos novamente a escola, tudo ocorreu bem nesse meio tempo. Diretor Martin me acalmou e aos meus amigos, falando que não corriamos perigo e que nenhum bruxo iria morrer como Augusti tinha dito, pois o pingente estava guardado a sete chaves e que poderíamos seguir nossos estudos em paz.
Sinceramente, nesses cinco meses, todos foram tratados como heróis e nos unimos mais e mais. Onde nunca mais andamos desgrudados, onde iamos todos iam, quando ficávamos de castigo, todos ficavam e isso até que tinha graça. Porém ficamos também um pouco mais mesquinhos e tudo que é bom dura pouco. E meu namoro com a Isa ia perdendo a cor a cada dia, até que terminamos, por sorte continuamos amigos.
Bem agora faltavam poucas horas para nossas férias se iniciarem, todos liberados das aulas para arrumarem as coisas para irem para casa, e cada um com sua mala no pátio do colégio, todos conversando entre si, até que me veio algo na cabeça.
– Gente... Esqueci que tenho que falar com o Senhor Martin antes de ir, tenho que ir agora na sala dele, depois a gente se encontra aqui novamente – Quando falei, sai em disparada pelas escadas, indo em direção do andar destinado aos funcionários da escola.
Eu andava pelo longo corredor, que estava pouco iluminado até, pois não tinha quase ninguém ali, apenas alguns professores atrasados, mas não importava.
– Senhor Martin? – Falei enquanto batia na porta da sala e entrava no local. Infelizmente estava vázio e isso me frustou um pouco – Mas não custa nada deixar um bilhete. – Falei no mesmo tom enquanto adentrava no local.
Quando entrei na sala, percebi que estava um pouco diferente, com alguns móveis novos e uma estátua no canto da sala, que parecia me seguir com os olhos. Mas eu logo fui até a mesa do diretor, pegando um papel e uma caneta, escrevendo o que eu queria falar com o diretor.
– Ei garoto – Uma voz mais grossa chamou minha atenção, porém não vi quem era, pois não tinha ninguém ali.
– Ér... Quem me chamou? – Perguntei um pouco confuso, olhando por toda a sala.
– Eu te chamo, seu lerdo... – Agora sim percebi que era a estátua quem falava comigo, esse tempo todo e eu ainda não tinha acostumado com aquilo – Você é o Pietro que resgatou o pingente e a Gisele né?
– Ér... Sim... Porque? E quem é você? – Perguntei com a minha cara de "wft" esperando pela a resposta.
– A desculpe, sou Rulian, prazer em te conhecer – A estátua fez uma cara de como se estivesse estendendo a mão, o problema é que ela não tinha, mas para ser educado eu fingi apertar a mão dele – Mas então... Tenho um recado para você, ou melhor uma pequena "profecia"
Ta aquilo ficava cada vez mais estranha, e eu não estava gostando, como sempre né.
– Então fale logo Rulian, não me deixe curioso – Falei fazendo uma careta, esperando a estátua continuar.
– Ok ok apressadinho, ai vai a "profecia" – A estátua fez um som de está limpando a garganta – Aquela que pela viagem a frente levará. A vida mudará para dois, quando todos julgarão. Seguir sem os que ajudam mas ele, pelo caminho virá. E a procura do objeto vão, para ter a salvação – As palavras da estátua me acertavam de um jeito diferente.
– Ér... Ok... Acho... – Falei meio sem jeito, pois não tinha como responder algo daquilo – Acho que já vou...
Eu já estava saindo da sala, mas a estátua mandou eu esperar, pois ainda tem mais.
– Calma, só quero te dar um aviso. Assim que você chegar lá em baixo, e bater o olho em seus amigos, você reconhecerá sua irmã e para ela te reconhecer, apenas repita as palavras: Para todo o sempre será. Agora pode ir.
Nem esperei mais nada, logo sair da sala ainda achando que aquela estátua era maluca ou algo do tipo, mas nem me liguei para isso e continuei seguindo meu caminho em direção ao pátio. Mas assim que cheguei no mesmo e passei o olho em meus amigos a reconheci de primeira, só estranhei como não tinha visto isso antes. Logo fiz o que a estátua mandou e me aproximei dela.
– Para todo o sempre será... – Sussurrei no ouvido dela e assim que ela me olhou, pareceu me reconhecer – Acho que sou seu irmão... Laís.
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