Pietro E O Pingente Das Trevas
20 Capítulo 20: Perdemos um amigo
A imagem que vimos a nossa frente, foi bem assustadora. Estavamos em uma sala, do tamanho de um auditório, no seu centro, existia um circulo desenhado no chão, mas aquele desenho não estava completo pelo que vimos. Em um canto da sala, existiam algumas estacas e amarrados a estas estacas estavam Sete pessoas e uma delas era Victor.
Camilla foi a primeira que tentou correr, mas logo a seguramos, não deixando ela seguir até o irmão, que parecia desmaiado. O que seria ruim, se fosse verdade, porém ele estava acordado, e estava bastante fraco, como os outros que eram quatro garotas e três garotos.
– Bem vindo Pietro e vocês também crianças – Uma voz falou atrás da gente, fazendo-nos virar e ver uma garota.
A garota até que era bela, de pele morena, cabelos negros e lisos até o ombro, com um sorriso brilhante, olhos castanhos e um corpo "escultural" e aparentava ter Dezenove anos.
– Gisele... – Sussurrou Kalil, quase ao meu lado, o que me fez olhar em seu pescoço e ver alguns colares, um reconheci sendo do Victor e o outro sendo um colar negro, o colar das trevas.
– Ora, ora, ora. Não é que você sobreviveu – Disse a garota como se cuspisse as palavras em direção do garoto.
Então aquela era a tal Gisele em carne e osso. A garota tão temida por todos, que sequestrara nosso amigo e que parecia nem ligar conosco ali.
– Bem crianças... Fiquem ai se quiserem e veja o showzinho que destruirá metade do nosso querido Estados Unidos – A garota falou com calma, passando por nós, indo em direção a todos e movendo as mãos, como se desenhasse no ar e terminasse a pintura ao chão.
– Pare Gisele! – Exclamou Kalil, tomando a dianteira – Você não é assim... Você está sendo controlada, não vê que tudo isso não vale? Veja quem são seus amigos, vamos voltar pro colégio e esquecer tudo o que aconteceu...
O que veio a seguir pegou todos de surpresa, pois de uma hora para a outra, Kalil estava jogado do outro lado da sala, reclamando da dor do impacto contra a parede.
– Kalil... – Laís já estava praticamente ao seu lado, quando foi jogada contra a parede, desmaiando por alguns segundos.
– Fiquem alerta... Algo me diz que não vamos sair com a paz deste lugar... – Mal terminei de falar e também estava no chão, preso por alguma força invisível, que não me deixava levantar, e foi ai que vi um por um cair no chão.
– Garotos... Acham que são fortes? Não, ninguém é mais forte do que eu... Mas vou me divertir um pouco, antes de matar todos, então venham e me mostrem tudo o que vocês tem – Quando Gisele terminou de falar, todos estavam soltos, de pé, com suas novas armas em mãos, esperando alguém avançar primeiro.
E Camilla foi a primeira, com uma espada de pura terra em mãos, que se transformava em uma lança, ela correu contra Gisele, que nada fez, apenas ficou parada enquanto a lança ia em direção de seu peito, mas que foi desviada por uma força negra. O Segundo foi Luk, com seu arco e suas flechas feitas de Ar. Depois Louise com seu machado de fogo, seguida de Isa com seu mangual de guerra feito do mais puro bronze, depois Laís com sua clava de puras ondas sonoras, seguidas por mim com meu chicote de energia e depois por Kalil, com sua marreta também de fogo. Mas todos os golpes foram desviados por um escudo de pura energia negra.
– Entenderam agora porque ninguém é mais forte do que eu? – Ao falar Gisele riu, bastante alto até, o que nos deixou ouvir uma outra gargalhada, mais forte, mais grossa, uma gargalhada de homem, vindo dela também.
– Não Gisele... Você apenas acha que é forte, mas quando você perdeu os seus amigos deixou de ser forte. Você nunca conseguiu vencer algo sem a nossa ajuda. – Kalil provocou, distraindo ela um pouco.
– Calado! – Falou a garota dando um passo a frente, encarando o Kalil, sem perceber que eu e meus amigos, libertavamos, os que estavam presos.
– Não Gisele, não me calarei, não enquanto eu viver. Você não é nada sem a ajuda de alguma coisa, sem estes pingentes em seu pescoço, você perde para qualquer um – O garoto falou enquanto avançava na direção dela e pulava em seu pescoço, conseguindo arrancar os colares que não eram dela e jogando para a gente.
No segundo depois, todos que estavam presos, estavam agora com seus colares, com suas forças de volta e prontos para lutarem e todos se prepararam para isso, porém não avançamos graças a imagem que vimos.
Kalil estava com Gisele, jogados ao chão, ele por cima da garota, segurando em seu pescoço, e ela com cara de dor. Porém algo estava bem diferente na situação. Pois a marreta de Kalil, estava em forma de espada, cravada no estomago de Gisele, que cuspia sangue, mas tinha também um tridente transpassava o corpo do garoto, que sangrava pela boca e largava o pescoço de Gisele, segurando na base do tridente, que estava em seu corpo, tombando ao lado da garota, tossindo uma ultima vez e então fechando seus olhos.
– Kalil... Não! – Exclamaram os que eram amigos do garoto, que até então estavam quietos.
– Ele... Ele... Morreu? – Me perguntou Laís, enquanto me via me aproximar do garoto, já sem vida no chão.
– Infelizmente... Mas ela ainda está viva e bastante fraca – Quando falei aquilo, vi que uma garota que estava bastante emocionada com a morte do garoto, tentou avançar, mas os outros a seguraram.
– Não Juub's... Ela ainda é nossa amiga, e mesmo que o Kalil fosse teu irmão, ela não merece sofrer... Não mais... Pois ela acabou de matar o próprio namorado – Ok aquilo foi mais um golpe para a gente, mas nada falamos, apenas observamos a reação de todos.
[...]
Agora já estavamos mais calmos, eu já sabia o nome de cada um ali e seus elementos: Juub's-Fogo; Helen-Água; Lucia-Terra; Duda-Ar; Nico-Ar; Lucca-Água e Ariel-Terra. Alias, Juub's se chama na verdade de Julianna. Cuidamos também de Gisele e seu ferimento, tratamos de tirar o pingente das trevas de seu pescoço e o guardamos em uma caixa que encontramos ali. Envolvemos o corpo de Kalil, em alguns panos e já nos preparavamos para sair dali, só não sabiamos como.
– E agora? Comos vamos sair daqui? E levaremos o Kalil? – Perguntou Juub's tentando não chorar.
– Não sei, Juli... – Pelo jeito eu era o único que chamaria ela daquele jeito e que ela nem se importava – Mas vamos sair daqui de um jeito ou de outro.
Enquanto eu falava, passos ecoavam na sala, vindo de onde seria a porta e que só tinha o desenho da mesma.
– Acho que será de outro jeito Pietro... – Aquela voz, aquilo não foi bom, não mesmo.
Agora Augusti, aparecia novamente, com um sorriso no rosto, mas era um sorriso de que ia matar todos ali e em sua mão tinham duas espadas, duas espadas bem afiadas.
– Então... Quem vai ser o primeiro a morrer? – Ele falou, enquanto caminhava em nossa direção, pronto para nos matar.
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