Pieces of Her

2 Primeiro dia na cidade grande!


Notas iniciais
Olá :3 Tudo bem? Bom, espero que sim! Eu fui perceber agora que já passam das 6 e eu não dormi ainda! Comecei escrever o capitulo de Make you feel my love, pensei que não ia da tempo e resolvi postar um que já estava escrito dessa, mas quando fui ler, acabei de por reescrever e, sendo sincera, esse ficou melhor! Mas é isso! Eu já estou a tanto tempo acordada que chego estar enjoada! Boa Leitura a todos!

Segunda-Feira (27 de Julho)

Abriu os olhos e admirou o teto perfeitamente branco, sorrindo. Respirou fundo e inalou o novo cheiro, cheiro de cidade grande. Bem, eu sua cabeça parecia cheiro de cidade grande, porque, na verdade, sentia o nariz arder ao respirar fundo num cômodo que ficou com o ar condicionado ligado por tanto tempo, mesmo assim era bom, era diferente e, pela primeira vez, tinha ar condicionado em seu quarto. Corrigindo, tinha ar condicionado no apartamento inteiro.

Levantou esfregando os braços, quando a coberta deslizou pelo corpo agora suspenso, ele percebeu o quanto estava frio e pescando no criado-mudo o controle, desligou o ar, caminhando sorridente para o banheiro de seu quarto. Apoiou as mãos na pia e se olhou no espelho, assim como o resto da casa o espelho era grande e o fazia notar o quanto seu cabelo estava grande. Passou a mão entre os fios, os bagunçando, quando conhecesse alguém nessa cidade pediria o endereço de uma boa barbearia ou um salão de beleza, não sabia como chamavam ali.

Tirou a roupa largando-a sobre o chão mesmo e entrou no box, de vidro temperado, ligando a água gelada sobre seu corpo. Por que gelada? Não sabia ao certo, talvez por seu pai sempre dizer que não existia nada melhor para começar um dia puxado de trabalho com um banho de água bem gelada para despertar. Molhou o cabelo sem se preocupar em, realmente, lavar e ensaboou o corpo bronzeado com o sabonete que já estava ali quando chegou. Fechou os olhos e se deixou relaxar completamente, não sabia o que esperar do primeiro dia de serviço, mas estaria pronto, afinal fora isso que prometera a si mesmo: Estar preparado para o que quer que a cidade grande botasse em seu caminho.

Enrolado da cintura pra baixo na toalha saiu do banheiro e abriu o guarda-roupa, sorriu, por sorte conseguira guardar todas as roupas que trouxera no dia anterior e Ino, sua secretária, lhe entregou algumas adequadas para o trabalho. Com as pontas dos dedos tocou os tecidos pendurados nos cabides e puxou um blazer preto. Colocou a frente do corpo e puxou de volta a porta com o espelho, seu guarda roupa tinha uma boa quantidade de portas que corriam para abrir e as dos espelhos era juntamente a que estava aberta, olhou-se bem e sorriu, sentia um ar importante no blazer, por esse motivo iria usá-lo.

Abriu a gaveta e tirou uma das cuecas que sua mãe colocara na mala, desenrolou a toalha do corpo e a vestiu, seguida por uma calça jeans escura, uma camisa social azul marinho com o blazer preto e um sapato. Admirando-se no espelho bagunçou, novamente, os cabelos e sorriu, estava pronto para seu primeiro dia de trabalho. Passou a mão no balcão de mármore da cozinha pegando as chaves e saiu trancando a porta e entrando no elevador lotado, mesmo que ainda fosse bem cedo.

— Bom dia. – sussurrou para as pessoas carrancudas, era tão estranho. Em sua cidade todos se conheciam, todo mundo se falava e se você fizesse alguma besteira, antes do sol se por sua família saberia, mas aqui, não conhecia ninguém e ninguém parecia ligar pra ele também, pois apenas uma loira, com o cabelo estranhamente dividido em quatro, sorriu em resposta ao seu cumprimento. Abaixou a cabeça e segurou a alça da bolsa, tiracolo preta, fortemente, teria que se acostumar com a falta de hospitalidade das pessoas.

Saiu do elevador e caminhando rápido, para acompanhar os outros, foi direto para fora do prédio e sorriu ao ver a imensidão daquele lugar, se outrora achara o aeroporto grande estava enganado, isso era grande, não conseguia sequer imaginar o horizonte que seus olhos já não alcançavam. Tantos carros, tantas pessoas atravessando as ruas apressadas, o barulho de buzinas que mesmo distante tocava o ambiente, os arranhásseis, um mais alto que o outro, parecia até uma competição. Respirou fundo agora sentindo, verdadeiramente, o cheiro da cidade grande.

Olhou no pulso, o relógio que seu pai lhe dera no aeroporto para que estivesse sempre na hora e constatou que se não se apressasse chegaria atrasado. Tentou parar alguém para perguntar como chegava ao prédio da revista Senju, mas ninguém parou, todos pareciam ter pressa e correr para seus destinos então abriu a bolsa e pegou o mapa que Ino lhe dera junto com as roupas, talvez ela soubesse que as pessoas não iriam dar informação, tentou achar seu prédio em algum lugar, mas não conseguia, olhou novamente no relógio e estava atrasado.

Viu um taxi passar buzinando pelos carros e mais alguns virem atrás, sutilmente, com medo de que a cidade grande fosse tão perigosa quanto todos falavam, enfiou a mão na lateral da bolsa e viu o dinheiro que tinha, bufou teria que ser o suficiente, ou não chegaria ao trabalho hoje. Assoviou aproximando-se da rua e um daqueles inúmeros taxis que passavam parou em sua frente, sorriu e abriu a porta para o banco de trás.

— Vai pra onde? – perguntou o taxista, ele reparou no cigarro que ele levava nos lábios e, por um momento, pensou em pedi-lo para apagar, odiava aquele cheiro, mas temeu uma resposta mal educada.

— Revista Senju. – informou, a voz contente demais, deixando o taxista confuso.

— Você é daqui menino? – perguntou Asuma, o taxista fumante, vendo o loiro negar. – Logo se vê. – comentou, a felicidade era demais para alguém daquela cidade agitada e infernal. Ligou o carro e seguiu pelos caminhos menos engarrafados que conhecia para a tal revista que ele conhecia só de vista. – De onde vem?

— De Konoha, conhece? – o loiro sorriu, tirando a loira do elevador era a única pessoa educada que conhecia, gostava de conversar. O motorista apenas negou e seguiu viagem, o loiro se surpreendia com a forma como ele dirigia, era rápido, e cortava caminho entre os outros carros. Tudo que faziam por li, parecia ser apressado. — Será que no sexo as pessoas dessa cidade também são rápidas. — pensava ele.

— Chegamos. – respondeu Asuma. Naruto colocou a cabeça para fora da janela e ficou boquiaberto com o tamanho do prédio. Piscou os olhos confusos e colocou parte do dinheiro que tinha no bolso na mão do desconhecido para pagar a corrida. – Se precisar, é só ligar! Trabalho a qualquer hora. – ele estendeu a mão e entre os dedos, como se fosse um cigarro, tinha um cartão, o seu cartão de contato. Naruto sorriu e o pegou antes de sair do carro.

Olhou novamente para o prédio e era lindo, admirou o local sem sequer tentar disfarçar, não estava acostumado a prédios desse tamanho.

— Está atrasado. – disse a loira conhecida que passava por ele segurando uma bandeja com apenas um corpo de café. Ele piscou voltando a realidade e a seguiu.

— Em qual andar trabalhamos? – perguntou ele entrando no elevador ao seu lado, dera uma sorte danada de encontrar sua secretária ali, senão, mesmo com a ajuda do taxi, estaria perdido.

— Nono. – respondeu. – Mas acima é onde ficam as salas dos diretos e executivos d empresa. – ela estendeu o café para ele, que pegou surpreso. Bebericou e fez cara feia, era café puro e o gosto amargo não agradava seu paladar. – Não gosta de café? – ela riu, vendo o negar. – Se aceita um conselho aprenda a gostar, porque vai precisar. – ele fechou a cara ao ouvir o conselho e corajoso levou o café de volta aos lábios, provando-o. A loira sorriu, seu novo chefe parecia uma boa pessoa e que, certamente, não passaria a mão nela como o anterior. A porta se abriu e ela o puxou para fora. – Vamos, eu vou te falar mais ou menos quem são as pessoas e te mostrar sua sala.

Naruto só a seguia e ouvia por alto o nome das pessoas. Ela apontava para as salas e cada uma parecia ter sua sessão, sabia que ele era o editor-chefe de tudo da revista que tivesse nesse andar e de resto descobria só na pratica. Olhava para as pessoas que ela apontava, sabia que tinha um Sasuke que era responsável por esportes, Obito que cuidava de economia, Sakura cuidava de moda, Anko de política e fora isso que ele conseguira entender antes de esbarrar contra alguém.

A trombada o fez arregalar os olhos e se assustar ao ver um grisalho cabeludo sorrindo malicioso, bom, pelo menos, era na direção de sua secretária e não na dele.

— Quem é esse Ino? – perguntou com a voz potente o grisalho fazendo-o recuar um pouco, reparou nos olhos da loira revirarem entediados antes da resposta.

— Esse é Uzumaki Naruto, novo editor-chefe. – respondeu e o loiro sorriu acompanhando e estendeu a mão para o mais velho.

— Prazer Senhor...

— Jiraya. – ele completou apertando a mão do rapaz. – Você está ocupando meu velho cargo, então cuide bem dele e se precisar de alguma ajuda é só me procurar. – ele piscou para o loiro e seguiu seu caminho para o elevador.

— Ele era mesmo o editor-chefe? – perguntou, vendo a loira assentiu.

— Agora é um dos diretores da revista. – explicou. – Tirando pela perversão ele é uma boa pessoa. – Naruto ouviu apenas metade do que ela dizia, olhava para seu novo ambiente de trabalho, a correria, os telefones, com certeza, demoraria para se acostumar.

Chegaram em sua sala, a ultima do ambiente e, também, a maior e Ino abriu a porta para ele. Entrou receoso, largou a bolsa sobre a mesa de madeira maciça e foi para a janela admirando a bela vista, que o nono andar, proporcionava lá debaixo.

— Obrigado! – agradeceu a secretária que saiu da sala e ele se sentou. Hoje o dia deveria ser parado, afinal era o primeiro, mas quando olhou para sua mesa viu que todo o trabalho já estava ali. Eram pastas e mais pastas, cada uma tinha uma cor e uma sigla na frente referente a capa setor que era de sua responsabilidade. Abriu uma das pastas e tinham fotos, outra tinha textos, sabia o que tinha que fazer, era formado para isso afinal, mas, verdadeiramente, não sabia por onde começar.

Sentada em sua mesa, bem na frente da sala do Uzumaki, Ino ria analisando suas reações e sabia que o dia seria puxado e que talvez ele não contasse com isso. Levantou e se encaminhou a sala.

— Precisa de alguma coisa? – perguntou solidaria.

— Acho que outro café seria bom. – confessou vendo-a rir, mas, fazer o que, ela tinha razão cafeína, muita cafeína era o que precisaria para terminar tudo aquilo.

...

— Hinata! – ele batia na porta impaciente, já era a terceira vez que chamava a filha que com êxito o ignorava. – Hinata! Vamos acorde!

Abriu um dos olhos, as batidas de seu pai na porta a estavam incomodando e sabia que ele só iria embora quando falava e comprovasse que ela estava acordada. Enrolou-se no lençol, por estar só de calcinha, e caminhou, ou melhor, arrastou-se até a porta abrindo uma brecha dela.

— Oi. – sussurrou para o pai.

Ele a fitou decepcionado, ela mal conseguia abrir os olhos, estava com olheiras indicando que passara mais uma noite inteira na rua e a roupa que podia ver no chão do quarto mostrava que sequer tomara banho ao chegar.

— Não vai a escola hoje? – ele perguntou.

— Estou de férias. – ela disse voltando para dentro do quarto deixando a porta aberta e voltou a se jogar na cama.

— Elas acabaram hoje, Hinata. – ele bufou.

— Como pode ter certeza? – a voz saia abafada pela boca está parcialmente tampada pelo travesseiro.

— Eu sou seu professor. – esclareceu um fato que ela parecia estar esquecendo. – E você está com notas horríveis para ficar faltando.

— Então por que não pede pra minha mãe vir brigar comigo por isso? – olhou para o pai, o sorriso debochado e o olhar maldoso. O mais velho recuou ao assunto, pegou o vestido jogado no chão largando-o sobre a penteadeira.

— Tudo bem. – disse, respirando fundo, frustrado. – Pelo menos tome um banho e coma alguma coisa. – fechou a porta do quarto e saiu de casa, trancando a porta.

Podia parecer mole com ela, mas já estava tão exausto de discutir com a filha e, também, decepcionado. Ela não era assim e ele sempre deu o seu melhor para que tivesse uma boa criação e infância, mas desde que as 12 anos entrara na puberdade, começou a rebeldia e as perguntas esfregadas em sua cara sobre o que ele poderia ter feito de tão medonho pra sua mãe nunca mais voltar para vê-la e as afirmações de que ele era o culpado pela mãe tê-los abandonado. Ele sentia um nó na garganta e não se sentia bem para debater o assunto, mal sabia ela que ele era quem mais gostaria que sua infância tivesse sido normal e que se mãe nunca tivesse partido.

Entrou no carro indo para o colégio onde sua filha estudava e, também, onde conhecera há anos antes sua mãe, para trabalhar. Dar aula, sem duvidas, era algo que o distraia e o deixava feliz. Hinata apenas se revirou na cama fechando os olhos e relaxando o corpo, voltou a dormir.

...

Se espreguiçou esticando os braços e estalando o pescoço tenso e dolorido pela posição ruim em que estava.

— Droga! – reclamou quando olhou no relógio de seu criado-mudo, por isso sentia seu estomago roncar, já passavam das 17h, estava com fome, com muita fome. Levantou da cama em um pulo e desfilou até a cozinha mesmo que só de calcinha. Abriu a geladeira, com o rosto curioso, seu pai deveria ter feito algo para a noite anterior e estaria ali. Puxou uma panela e a abriu. – Frango! – disse contente colocando um pedaço com um pouco de arroz em um prato para colocar no microondas.

Sentou na mesa da cozinha e acendeu um cigarro enquanto esperava a comida, olhou para o mesmo entre seus dedos antes de tragar, pensar que há algumas semanas não sabia o quanto aquilo poderia ser bom e, até mesmo, entorpecente. Mas aquele namorado de Konan, Yahiko, a ensinara muito bem a tragar, tanto que em poucas idas até a boca o cigarro chegou ao fim e o microondas apitou indicando a comida pronta.

Abriu a porta e exalou com felicidade o cheiro de comida caseira, aqueles sanduíches que comia entre uma balada e outra não tinham gosto de nada. Comeu com gosto e calma, até que ouviu o celular tocar. Bufou.

Levantou relutante da mesa, sua comida ainda estava na metade, e caminhou até o quarto pegando o celular jogado no chão, olhou a tela e, para sua sorte, não era o pai, mas sim a amiga com quem desejava mesmo falar. Atendeu.

— Fala Karin.

— Cai aqui em casa e traz roupa pra noite, Konan conseguiu entradas grátis pra uma boate.

— E nós vamos entrar? – perguntou, nessas boates só deixam entrar com o documento e sabia que nenhuma delas tinha idade o suficiente para isso.

— Ela conhece o porteiro, ele diz que nos coloca pra dentro. – sorriu.

— Estou indo. – desligou o telefone com um sorriso malicioso nos lábios, se fosse a boate que estava imaginando era louca para conhecer.

...

Olhou pela janela da sala e já era noite, o relógio de seu pulso e do computador coincidiam e mostravam que estava na hora de ir para casa. Abriu a gaveta da mesa e guardou as poucas, se consideradas com todas que tinham quando ele chegou, pastas que ainda estavam em sua mesa sem solução.

Puxou a bolsa e bocejou estava cansado, desejava sua cama e era isso que faria agora, iria para casa descansar, amanhã o dia seria tão puxado quanto o de hoje, senão ainda pior. Saiu da sala e viu um grupo de pessoas, os que ainda não tinham ido embora, conversando, sua secretária e Sasuke que fora até sua sala conversar um pouco durante a tarde estavam entre eles, mas só percebeu quando chamaram por seu nome.

— Você é novo na cidade, não é? – perguntou uma mulher de cabelos róseos, lembrava de ido ter falado seu nome, mas agora não lembrava qual era. Ele assentiu. – Conhece alguém ou alguma coisa? – negou, não sabia nem como chegar em casa sem um taxi. – Quer conhecer? – ele mordeu os lábios, pensativo.

— Seria bom. – sussurrou.

— Nós achamos que você vai ser um bom chefe. – disse Ino. – E sabemos que não tem amigos por aqui então queríamos te levar para comemorar sua promoção.

— E ai? Topa? – quem perguntou foi Sasuke, o moreno realmente gostara da conversa e sentia que seria agradável trabalhar com ele, então por que não propor uma amizade? Ainda mais que seu irmão era dono de uma das melhores boates da redondezas, era uma boa oportunidade para comemorar e quem sabe conseguir finalmente que Sakura terminasse a noite em sua cama, já que há tempos saiam, mas ela nunca lhe dera condição pra isso.

O loiro pensou bem, estava cansado, mesmo, mas olhou para o rosto do que seriam seus colegas de trabalho por muito tempo e, realmente, era a oportunidade perfeita para começarem uma amizade. Assentiu.

— Então vamos embora. – outro homem, que ele não conhecia, se pronunciou. – Sou Kiba, eu falo de bichos domésticos e eu que vou te dar uma carona hoje. Apertou a mão do moreno e o seguiu para o elevador.

Temia as coisas que encontraria nessa ‘comemoração’, se já não gostava das baladas de sua cidade por achar cheias, sufocantes e com um som extremamente alto e irritante, imaginava que não iria gostar das da cidade grande e que deveria ser mais cheias. Respirou fundo, mas em nome da amizade que poderia nascer entre aquele grupo de colegas de trabalho daria uma chance, só esperava não se arrepender depois.

Continua...

Notas finais
E então? Gostaram? Não? Seja o que for deixem nos comentários as opinioes, sim? Por enquanto é isso! E até o proximo! Boa noite pra vcs, porque agora eu vou dormir!