Pieces of Her
24 Primeira festa.
Notas iniciais
9 de Outubro (Sexta-feira)
Naruto saia do taxi, em frente ao seu trabalho, após deixar a morena na escola, ele vinha evitando falar com Hinata desde a conversa de ontem, pois sabia que agora as coisas iriam piorar para ele, já que ela não precisava mais disfarçar, nem inventar desculpas, mas não podia deixar de dar carona a ela de manhã, afinal matar aula não era uma opção para morena, não com o tanto que ela já tinha faltado. Pagou Asuma, despedindo-se e apertou as têmporas com o indicador e o polegar, massageando-as. Bom, ele parecia se preparar para a dor de cabeça que iria ter em casa, naquele mesmo dia pela manhã ela estava tomando café da manhã de shortinho e sutiã. Oh Kami, que sutiã lindo, por sinal, mas não se deixaria encantar por ela assim tão fácil.
Respirou fundo esquecendo o corpo maravilhoso que lhe atentava e ajeitou a alça da bolsa em seu ombro antes de entrar na empresa acenando para as meninas da recepção, com quem falava todo dia e apertou o botão do elevador, olhando em volta do saguão, pela primeira vez não via ninguém de seu setor na recepção da revista, o que era estranho levando em conta que chegara bem na hora.
Ino que pendurava as últimas bolas laranjas e pretas nos pequenos estandes que dividiam o espaço dos colunistas, as salas como as de Naruto e Gaara já estavam com a fachada perfeitamente decoradas, correu para sua mesa ao ouvir o telefone tocar, estava esperando o telefonema avisando que Naruto tinha chego e só poderia ser isso, afinal cancelara todos os compromissos daquela tarde, com o apoio dos chefes, ou melhor, do chefe, Jiraya, que estava esperando as bebidas que lhe fora prometida.
— Alô? – atendeu, ofegante, correra até a mesa, ainda faltava pendurar um cacho de bolas e a loira resolveu terminar antes de atender.
— Ele acabou de pegar o elevador. – avisou Moegi, a recepcionista recém chegada.
— Obrigada por avisar, quando der ai já pode subir pra comemorar com a gente. – se despediu da menina e desligou a linha. – TESTUDA! – gritou indo até Sakura, que a olhava feio terminando de ajeitar os docinhos na mesa do bolo. – Você acabou?
— Primeiro que testuda é a sua mãe, segundo que já está tudo perfeito. – disse convencida, o bolo escrito parabéns estava lindo e perfeitamente adornado por guloseimas, então com a ajuda dos homens levaram até próximo à entrada. – Deu tempo, viu?! – piscou para a amiga que estava uma pilha de nervos com essa surpresa, afinal o loiro era seu chefe direto e não deixar seu aniversário passar em branco era sua responsabilidade.
— Você está com o presente? – ela assentiu. — Gente, coloquem os chapeuzinhos que ele está subindo. – disse alto vendo todos assentirem e colocarem o chapéu que já estava separado nas mesas de cada um. Caminhou até a entrada do elevador, pegando o copo de café que comprara antes de chegar a revista, como todas as manhãs. Naruto notou que as portas abriam em seu andar e sorriu ao ver a loira que lhe esperava. – Bom dia. – esticou o café para ele, que pegou sorrindo.
— Bom dia, Ino. – respondeu dando os primeiros goles em seu café, caminhando para o escritório, notando pequenos pontos coloridos, mas quando se aproximou mais alguns passos e o ambiente foi tomado pelo som de ‘parabéns’, ele soube do que se tratava. Olhou para Ino, as sobrancelhas para baixo, o rosto retorcido de dúvida. -Você quem fez isso? – perguntou, vendo-a sorrir orgulhosa por ele não ter descoberto antes.
— Você merece, é um ótimo chefe. – sorriu, passando a bater o parabéns junto com o resto da equipe de trabalho de Naruto.
O loiro, nunca sabia o que fazer enquanto batiam parabéns para ele, então os acompanhou, batendo palmas e sorrindo ao ver o quão animados todos estavam com a comemoração de seu aniversário. Inclinou-se sobre o bolo, quando a música chegou ao fim, e assoprou suas velas.
— Obrigado, pessoal. – disse a todos, os olhando sorrir. – Vocês são incríveis, eu realmente não esperava essa surpresa. – estava emocionado, nunca imaginou que conseguiria um emprego tão bom e que faria uma amizade tão boa com seus companheiros de equipe, tudo bem, que ele nunca tivera dificuldades em fazer amigos, mas em sua cidade era tudo diferente, afinal conhecia todo mundo desde sempre.
— Por que não corta o bolo antes de chorar? – Sasuke passou o braço sobre os ombros do loiro, um pouco mais alto que ele, e o puxou para um abraço lateral, sacudindo com a outra mão os cabelos loiros, fazendo todos caírem na gargalhada.
— Não estraga o discurso, Sasuke-kun.
— Ele tem razão. – disse Naruto, dando de ombros, depois de ser solto pelo amigo. Estava louco para comer o bolo, na verdade, babar de tão bonito que parecia estar, se fosse de chocolate então.
— Não tem não, você tem que abrir seu presente primeiro. – Ino pegou o envelope sob a mesa e estendeu ao loiro que abriu, deixando os olhos se arregalarem ao ver duas passagens para Konoha.
— Como vocês sabi....
— Sou sua secretária. – disse revirando os olhos como se aquilo fosse obvio, ele sorriu e avaliou as passagens, surpreendendo-se ainda mais com o horário.
— É muito cedo, não?! – não tinha planejado sair de casa de madrugada, muito menos pegar um voo antes de amanhecer, estava marcado para as 4h00m. – Eu ainda não arrumei minhas coisas, nem Hinata...
— Eu arrumei uma liberação mais cedo para você hoje, aí pode arrumar tudo. – disse sorrindo mas encucada ao ouvir o nome da menina, ela sabia que ela estava gravida do loiro e que eles tinham brigado por uns motivos que ela desconhecia, mas estava imensamente curiosa para saber detalhes daquela história. Viu o olhar surpreso e admirado do chefe e estalou os dedos ao lado do corpo. – Eu penso em tudo. – sorriu, fazendo a rosada revirar os olhos pela amiga convencida. – Agora som na caixa que temos uma festa pra curtir.
— Agora sim falou minha língua. – disse Kiba, deixando sua sala segurando algumas garrafas de bebida.
— Era isso que eu estava esperando. – levantou Jiraya ajudando o moreno com as bebidas, já abrindo uma das garrafas, enquanto a rosada ligava o som de sala, no máximo, fazendo a música animada tomar todo o escritório.
Naruto olhou para a bebida e respirou fundo, obviamente, não iria beber, mas já estava prevendo os amigos perdendo a linha. Sasuke viu a seriedade no rosto do loiro que o puxou novamente pelos ombros.
— Relaxa, irmão! Só se faz... – parou pensativo, olhando no rosto de Naruto. – Tá fazendo quantos anos mesmo? – perguntou, tomando um empurrão brincalhão do loiro que não acreditava que o amigo não sabia sua idade.
...
Hinata assistia a aula do pai e prestava atenção, gostava da aula de história, apesar de quase não aparecer nela antes, afinal sempre gostou também de inteirar a sexta ao final de semana. Ela sentia seu estômago roncar, mas não pediria para sair antes usando a gravidez como desculpa, sabia que já estava no fim do dia e que logo iria comer, de preferência ramen, graças a Kami, ela parara de enjoar com seu prato favorito, bom, por enquanto, algo a dizia que os enjoos ainda não haviam acabado.
Ouviu o sinal e sorriu, não estava errada em achar que logo acabaria a aula. Sabia, parece que seu corpo já estava totalmente acostumado com os horários da escola, de novo. Guardou o material com pressa, estava mesmo com fome, possivelmente nem esperaria chegar em casa, compraria algo pela rua mesmo.
Levantou da cadeira, colocando a mochila das costas, acertando as alças da maneira certa para não subir a saia, que ela já começava a encontrar dificuldades para fechar, teria que comprar um tamanho maior e com urgência. Revirou os olhos, droga de barriga!
Saiu da cadeira, caminhando em direção a porta da sala, parando apenas para acenar ao seu pai que fez um sinal para que ela parasse. Hinata assentiu e esperou próximo a saída para não atrapalhar a saída dos outros alunos que falavam com ela.
— Está com fome? – perguntou Hiashi, chegando a porta, vendo a filha o esperar. Ela só conseguiu olhar para o pai e sorrir, ele a conhecia tão bem. – Você estava olhando para o relógio o tempo todo, eu imaginei que fosse fome.
— Eu estou morrendo de fome, depois da gravidez eu como mais do que nunca. – comentou, fazendo o pai rir, sabia que a filha sempre teve um apetite feroz, apesar de constrangido, ainda estava desacostumado com a ideia de sua filha tão nova estar grávida, mas ainda assim sorriu, pelo menos, ela estava levando a sério a gravidez.
— Eu estou indo almoçar com seu primo, Neji, você quer ir comigo? – perguntou, vendo a morena o olhar insegura, ela não falava com o primo desde aquela confusão toda e temia o que ele poderia falar. – Ele disse que está com saudades de você. – disse Hiashi ao perceber a reação da filha.
Hinata respirou fundo, mas assentiu, não poderia fugir do primo para sempre, afinal ele era um da pouca família que tinha e seria ótimo para retornar contato com Tenten também, sentia falta da amiga.
— Eu só tenho que ligar pro Naruto pra avisar... – disse, fazendo o pai arquear as sobrancelhas, nem quando morava com ele Hinata dizia o que ia fazer. – Vamos ir para a casa da família dele, tipo, amanhã ele faz aniversário, aí tenho que saber que horas ele vai chegar para arrumar tudo.
— Entendi. – ele sorria, tudo bem, a filha tinha dado um motivo, mas ele podia perceber, no fundo, que ela também não queria que o loiro ficasse preocupado se chegasse em casa e ela não estivesse. – Ligue então, eu te espero.
A morena girou a mochila, tirando de um dos ombros, e pegou seu celular caçando o número do loiro na agenda, vendo também algumas mensagens não lidas que depois responderia. Discou para o celular de Naruto, levando o aparelho ao ouvido enquanto chamava, mas foi em vão, ninguém atendeu, coisa que fez a morena estranhar, nunca no trabalho ele não estava com o celular, exceto nas reuniões que ele falava, mas sabia que não iria ter.
Tentou mais uma vez, discando para o celular novamente, mas mais uma vez o loiro não atendeu e por um momento ela pensou em ir com o pai de uma vez e que se danasse a viagem dele amanhã, mas fazia parte da surpresa de Kushina e não podia não aparecer assim, do nada. Respirou fundo e caçou o número de sua secretária, no escritório.
— Revista Senju, escritório Uzumaki Naruto, quem fala? – atendeu Ino, da forma padrão da empresa, apesar de ao fundo se ouvir música e falação animada, na linha o profissionalismo não podia faltar.
— Poderia falar com Naruto, por favor?! – pediu ao telefone com educação.
— Quem deseja? – não era comum alguma garota ligar atrás do Uzumaki, bom, exceto aquela... Hum, seria ela?! Precisava arrumar logo um jeito de saber como aquela história seguia, mas Sasuke já não contava mais nada sobre isso a Sakura. Bufou!
— Hyuuga Hinata. – respondeu. – Eu estou com um pouco de pressa, então se puder pedir para ele não demorar, eu agradeço. – apesar de estar com a voz calma, ela estava com uma pitada de raiva, pelo loiro não ter lhe atendido e por poder ouvir aquela música no escritório.
— Ok. – Ino deixou a linha fora do gancho e foi até o chefe dançava ora ou outra com uma das funcionárias e fugia das tentativas de Sasuke de fazê-lo beber para se soltar. – Naruto, telefone. – disse aproximando-se do loiro que arqueou as sobrancelhas. – É Hyuuga Hinata.
Sasuke olhou para o loiro que arqueou as sobrancelhas mais uma vez, ele não entendia porque a morena tinha ligado, mas deveria ser algo importante para ela ligar para seu escritório. Olhou para o amigo com quem falava antes de se afastar e o moreno fez um gesto, perguntando o que houve, mas ele apenas deu de ombros, afinal não sabia. Caminhou até o telefone e o atendeu.
— Hinata? – perguntou ao atender, queria saber se ela ainda estava na linha.
— Oi. – respondeu seca, ele havia demorado, como se já não bastasse não atender o celular. – Por que não atendeu o celular? – o loiro sentiu o rosto enrubescer, a bolsa estava no chão ao lado da mesa que outrora estava o bolo e sequer pensou em pensar o celular de lá.
— Desculpe, ele estava longe, mas me diga aconteceu algo? – perguntou, estava preocupado, afinal a morena estava gravida e podia ter acontecido algo, mesmo que sua voz não indicasse nenhuma emergência.
— Eu vou sair com meu pai e com meu primo, para almoçar, tudo bem? – perguntou instintivamente, vendo depois o quanto aquilo parecera ridículo, ela não devia satisfações ao loiro, mas então por que queria dar?! Sacudiu a cabeça, afastando aqueles pensamentos, ela só estava ligando pela viagem.
— Vai demorar muito? O pessoal aqui do trabalho nos deu a passagem de presente, mas vamos sair 4h da manhã, então temos que deixar tudo pronto.
— Que horas você vai chegar? – perguntou ante a explicação dele, assim poderia voltar no mesmo horário que ele.
— Vou ser liberado daqui a pouco... – na verdade, ele já havia sido liberado, mas curtia um pouco mais de sua festa surpresa com os amigos, então não sairia agora. Inclinou o rosto, abaixando-se o bastante para enxergar o horário no computador de sua secretária, eram 14h46m. – Devo chegar lá pelas 16h00m no apartamento para arrumar tudo e descansar um pouco. Acha que consegue chegar esse horário? – perguntou, se o loiro tinha uma característica muito marcante era sua pontualidade, mesmo que não fosse sempre possível ele sempre se esforçava para fazer tudo na hora, principalmente, em casos como uma viagem que se perdesse a hora perdia a viagem e, normalmente, o dinheiro.
— Sim, eu volto nesse horário, pode deixar. – disse, ouvindo a gritaria por trás da chamada, podia notar alguém dizendo o nome do loiro e, por isso, não deteve sua curiosidade. – Por que está tanto barulho aí?
— O pessoal fez uma festinha surpresa para mim, aí estamos comemorando... – respondeu levando a mão a nuca, coçando-a como sempre fazia quando estava envergonhado, gostaria de ter dito a chance de chamar a morena para comemorar com ele, afinal agora era uma parte importante da vida dele, mas não teve como fora uma surpresa.
— Ah sim, tudo bem, nos vemos em casa. – ouviu o loiro assentir e reprimindo o reflexo de mandar beijos desligou o telefone, olhando para seu pai que lhe encarava sorrindo.
— Então, vamos? – Hiashi entendera pelo que pôde ouvir pela conversa da filha que ela iria com ele, mas não podia deixar de notar que ela parecia enciumada o que o fazia pensar que talvez ela gostasse do loiro, que parecia ser um ótimo rapaz, então ficava feliz por isso. A morena só assentiu, não queria falar, ainda sentia-se estranhamente irritada por ele não ter lhe atendido por estar em uma festa. – Tem que voltar que horas? – perguntou caminhando ao lado da filha para fora do campus do colégio.
— Lá pelas 16h. – respondeu simplesmente, engolindo a bile que o ciúme deixara em sua garganta, sim, não podia negar, o que sentia agora era ciúmes, apesar de não ter nenhum motivo para isso, ela não tinha nada com o loiro, nem sentia nada por ele, não é?! Sacudiu a cabeça. Não, ela definitivamente não sentia nada.
— Eu te levo. – ela assentiu sorrindo ao pai, rumando o pequeno restaurante próximo a escola onde, de acordo com seu pai, Neji os estava esperando.
...
— Loirinha? – Ino virou-se em direção a voz rouca e máscula que lhe chamava, sentindo um tremor tomar sua espinha. Sabia quem era e queria falar com ele, até porque eles não haviam se falado desde o dia no elevador. – Está livre agora? – sorriu e assentiu, passara os últimos dias organizando as coisas para a festa de Naruto, até mesmo agora durante a festa, enquanto as pessoas se divertiam ela se ocupava em servir o bolo, os doces e afins. – Finalmente. – ela revirou os olhos.
— Por quê? – perguntou encarando-o. – O que quer fazer para que eu precisasse estar livre?
— Bom... – ele sorriu malicioso, puxando-a pela cintura, junto de seu corpo, olhando para o escritório, certificando-se de quem ninguém naquela sala prestasse atenção neles. – Eu gostaria de leva-la para conhecer minha sala, acredito que você nunca esteve lá.
Ino sorriu, sentindo as bochechas queimarem, deixando seu rosto vermelho, não de vergonha, ela estava longe de ser uma pessoa envergonhada, mas sim pelo calor que tomou seu corpo ao imaginar o que ele queria em sua sala, trancada. Por Deus, desde o dia que jantaram juntos que ela ansiava ver aquele corpo másculo nu e estar ao seu deleite.
— Realmente... – se colocou nas pontas dos pés, alcançando a orelha do mais alto, mordendo-a devagar, sentindo o corpo masculino arrepiar-se e juntá-la ainda mais ao seu corpo. – Seria um prazer conhecer sua sala. – sussurrou no ouvido de Gaara que mordeu os lábios detendo um urro de prazer, por Deus, desde que se mudara para os Estados Unidos para cuidar de seu falecido irmão mais velho ele esquecera completamente de sua vida pessoal, há anos não se interessava e nem se relacionava com nenhuma mulher, sua vida ficara voltada apenas para Kankuro. Bom, quando voltou a cidade ele esperava continuar, seguir em frente, mas nunca imaginou que alguém faria explodir em seu corpo todo aquele desejo reprimido, pelos anos que passou cuidando do irmão, como aquela mulher fizera.
A puxou pela cintura, apertando-a ainda mais, podendo sentir todas as curvas de seu maravilhoso corpo, urrando ao imaginá-la nua, portanto não mais se detendo abriu a porta da sala, atrás de si, e empurrou a loira para dentro, fechando a porta no trinco antes após entrar.
— O que achou? – perguntou, vendo-a girar o rosto pela sala, olhando atentamente cada detalhe. Bom, apesar de, não estar se importando realmente para a sala ela era detalhista, portanto, queria saber como era o ambiente do ruivo e até quem sabe por ali descobrir coisas que ele gostava.
— Sua sala é linda. – caminhou em direção a ele segurando a gravata azul marinho, que ela particularmente achara de excelente bom gosto, puxando-a para fora do paletó, levantando a mão o bastante para afrouxar o nó. – Mas não tanto quanto você. – ele sorriu e retirou a gravata, deixando-a livre para o que desejava, que era abrir os botões de sua camisa social, estava louca para ver aquele peitoral que parecia ser tão másculo.
Os dedos eram ágeis, mas ela escolhera abrir cada um dos botões lentamente, um por um, olhando nos olhos verdes do ruivo, que mordia os lábios impaciente para que ela terminasse logo com aquilo, Ino sorriu conseguia ver a pressa em seus olhos e sabia que provavelmente ele estava certo em ter pressa, afinal o lugar onde estavam exigia aquilo, mas há tempos que não se relacionava dessa forma com ninguém além de Sai e, bom, o moreno não chegava aos pés do parceiro que tinha agora e, por isso, queria ver cada detalhe de seu corpo, aproveitar bem. Chegou nos botões na altura do umbigo, eles estavam quase acabando, mas viu Gaara revirar os olhos e colocar as mãos sobre as suas, abrindo os 4 botões que faltava na velocidade que ele gostaria que ela o fizesse.
— Você foi muito devagar. – disse, fazendo-a rir.
— Eu não tenho pressa! – comentou, afastando sua camisa e passando as mãos pelo peitoral tão másculo e definido quanto ela imaginou que fosse.
— Normalmente eu também não... – interrompeu-se respirando fundo ao sentir as unhas pontiagudas da loira em seu tórax. – Mas você me enlouqueceu, só pode. – completou, fazendo-a sorrir convencida, isso era algo que ela gostava de ouvir, ainda mais que não usara metade de seus poderes de sedução com ele, afinal normalmente só se viam em âmbito de trabalho e ela era profissional.
Afundou o máximo possível no corpo de seu companheiro e desceu as mãos até a barriga trincada, vendo-o revirar os olhos e segurá-la pela cintura, juntando-a em seu corpo, de modo que já não podia mover as mãos, tomando seus lábios em um beijo feroz.
Ino entregava-se ao beijo, explorando cada mínimo detalhe da boca masculina já conhecida por ela, e ele lhe mostrava todo seu desejo, ora circulando as línguas, ora sugando a feminina, deixando-a em êxtase.
Gaara a levantou pela cintura, fazendo-a prender suas maravilhosas coxas em torno de seu corpo, subindo consideravelmente a saída social que usava, apertou um pouco mais os corpos, tornando possível que ela sentisse todo o desejo que tinha de toma-la, que era evidente em sua excitação, caminhando como ela até sua mesa. Com sua mão livre afastou levemente os objetos da ponta e a sentou ali, aproveitando para tomar seu pescoço alvo com beijos e caricias mais ousadas. A loira apertou as pernas em volta dele, trazendo-o mais para si e enfiando as mãos sob sua blusa arranhava suas costas inclinando o pescoço lhe dando toda liberdade que ele precisava para explorar sua pele.
Sentia que ele alcançara o zíper de sua blusa e que logo estaria nua para seu deleite e, por isso, levou as mãos ao seu cinto, abrindo-o rapidamente junto com o botão e zíper de sua calça, já que ele parecia ter pressa em tê-la nua, ela o acompanharia. Viu a ponta da boxer preta e, sentindo os lábios de Gaara sugarem a pele de seu pescoço, sorriu maliciosa, sabia bem o que queria fazer. Puxou a barra de sua boxer e lentamente colocou a mão, levando-a a seu membro excitado, apertando-o com cuidado, para não machucá-lo. O ruivo soltou sua pele e urrou, afastando-se para olhá-la, não esperava que ela fosse fazer aquilo, mas a loira sorriu para ele e apertou seu membro mais uma vez, vendo sua expressão ser tomada de prazer, ele queria mais daquilo e ela também, por isso, retirou sua mão e o empurrou pelo peito, afastando-o da mesa e inclinou escorrendo da mesa para o chão de joelhos.
— O que vai fazer? – Gaara perguntou ao sentir suas mãos voltando a barra de sua calça.
— Jura que não sabe? – replicou debochada, o sorriso malicioso em momento alguém abandonava seus lábios.
— Quero ouvir você dizer o que vai fazer. – respondeu provocante. Sim, ele sabia o que ela tinha em mente, mas queria que ela dissesse que queria lhe chupar.
Ino sorriu, homens e seus egos enormes, ele queria que ela confessava que queria coloca-lo na boca, mas se Gaara achava que ela era do tipo que na cama faria tudo que ele quisesse, estava enganado. Sorriu maliciosa e olhando em seus olhos enquanto descia sua calça juntamente com a boxer, respondeu:
— Vou te levar ao céu. – o ruivo sorriu e iria retrucar, mas perdeu a linha de seus pensamentos quando a língua delicada e molhada tocou a ponta de seu membro fazendo movimentos circulares. Ele urrou, agarrando os cabelos loiros automaticamente, querendo sentir mais daquela sensação, que há tempos não tinha.
Ino percebeu o quanto ele gostara daquele toque leve, então intensificou a caricia, levando sua mão ao membro apertando-o pela base enquanto a língua deslizava pela glande, deixando-a ainda mais melada. Quando percebeu o aperto mais firme em seu cabelo e que o ruivo fazia força para empurrá-la mais de encontro a si, abriu a boca, deixando-o guia-la até ele, engolindo toda sua excitação de uma vez só, com certeza, o deixando surpreso.
Gaara era bem dotado, portanto, nunca vira nenhuma mulher o engolir por inteiro como a loira fizera naquele momento e isso o levou a êxtase, como aquela sensação era incrível. Ino percebeu o tremor que tomou seu corpo e faria aquilo aumentar, como dissera, o levaria ao céu. Tirou todo o membro da boca e voltou a toma-lo completamente, sugando, como outrora ele fizera com a pele de seu pescoço, voltando a ponta de seu membro onde brincava com a língua antes de engolir novamente, começando a criar um ritmo de vai e vem. O ruivo apertava uma de suas mãos nos cabelos loiros, puxando-os, ora de encontro a si, ora tentando afastá-la de si, pois da forma que fazia ele atingiria o ápice rapidamente, e a outra na mesa, apertando-a para deter a vontade que tinha de gemer alto com o que lhe era feito.
— Por Deus... – sussurrou, fazendo-a encarando com seu membro na boca e os olhos queimando de desejo.
Ante aquela visão ele sentiu seu corpo tremer e ela soube que ele chegaria ao ápice logo, então aumentou a velocidade de suas chupadas, tirando de sua boca e voltando a engoli-lo de forma mais rápida, fazendo-o revirar os olhos e urrar, prestes a gozar, mas uma batida na porta a vez parar, ambos com a respiração forte encararam a porta, por Deus, quem poderia ser?!
— Porca! – disse Sakura, ela sabia que a amiga estava ali e o sumiço dos dois começava a gerar cochichos entre os colegas de trabalho, por isso, discretamente deixou a festa para convidá-los a se despedir do aniversariante. – Naruto está indo embora, venha se despedir dele. – Ino entendeu aquilo, sabia que a amiga queria evitar comentários sobre ela e o ruivo e que certamente não teria contado a ninguém que eles estavam ali, suspirou levantando-se vendo Gaara o olhar frustrado.
— Estou indo. – respondeu para a amiga, que se afastou da porta antes que sua presença ali atraísse atenção para a sala do ruivo.
— Jura que ela veio nos chamar para nos despedimos de Naruto? – perguntou um tanto quanto raivoso, há tempos não tinha aquele tipo de contato e nunca ninguém fizera um oral como a loira fazia.
— Não. – Ino sorriu, ele não conhecia Sakura, era compreensível que não entedesse. – Ela veio nos avisar que estão notando nossa falta e que logo alguém não só começaria fazer piadinhas como viria nos procurar pra ter o que falar. – explicou fechando a blusa marfim, ajeitando-a perfeitamente dentro de sua saia social preta. Gaara a olhava esclarecido e surpreso, só com aquela frase da pessoa que ele sabia ser a rosada, pela voz, ela soubera de tudo aquilo. – Somos melhores amigas, seria estranho se eu não soubesse o que ela fez, até porque já fiz muitas vezes o mesmo por ela. – esticou o cabelos, puxando-o para trás e voltando a prendê-los no rabo de cavalo alto. Gaara assentiu, começando também a ajeitar a própria roupa. – Eu vou sair primeiro, depois você vai... – ele assentiu, mas vendo-a levar a mão a maçaneta para deixar sua sala, a segurou pelo braço, trazendo seu olhar para si.
— Quando podemos nos ver? Sabe, ter um momento só nosso, de novo. – perguntou, fazendo-a sorrir e depositar um selinho sobre seus lábios.
— Você sabe onde eu moro, então por que não passa lá para me buscar pra fazermos algo no sábado?! – sugeriu vendo-o sorrir e assentir. – Eu espero que planeje algo bem legal pra nós dois fazermos. – piscou para ele, deixando a sala, voltando rapidamente junto ao grupo de amigos que parabenizavam Naruto pela última vez.
...
Hinata chegava ao restaurante acompanhada do pai, sentia um leve frio na barriga que ela já não sabia dizer se era de fome ou por ver o primo pela primeira vez depois de toda confusão em que se metera com a gravidez, mas tinha quase certeza que ver o primo que causava isso. Olhou para o pai, esperando que ele fosse até o lugar combinado com Neji, mas o vi acenar e seguindo a direção que ele olhava pode ver que o moreno já os esperava. Respirou fundo e caminhou para a mesa de número 9, seguida pelo pai.
Hiashi notava o nervosismo da filha, sabia pelas conversas que tinha com o sobrinho que Hinata não entrara em contato com ele desde a gravidez e nem havia contato a ele sobre o assunto, que ficou tão chocado quanto o tio quando soube, sabia que ela temia que o primo a repreendesse ou se mostrasse irritado com ela.
A morena puxou uma das cadeiras para se sentar e o pai sentou ao seu lado, ele lhe olhava sorrindo, tentando tranquiliza-la, mas ela perdia-se nas expressões do primo, que variavam enquanto ele pensava no que falar.
Neji tinha a morena como sua irmã mais nova, então quando ela começou a se rebelar contra o tio, tentou de todo modo fazê-la perceber que aquilo não a levaria a lugar nenhum, pelo contrário, ela acabaria acabando com a própria vida e, bom, quando o tio o contou sobre a gravidez da menina para ele fora a prova de que ele tinha razão em achar que ela acabaria com a própria vida, Hinata sequer sabia cuidar de si mesmo, muito menos cuidar de uma criança, e que ela não havia escutado nada do que ele tinha lhe dito, por isso, estava particularmente decepcionado.
— Já está de quantos meses? — perguntou com a voz seria
Hinata respirou fundo, via a decepção nos olhos do primo e isso a incomodava como há muito não fazia.
— Acabo de completar 3 meses. – respondeu.
— E está se cuidando? Indo ao médico? Tudo certinho? – mesmo decepcionado, Hinata era importante para ele e queria saber que estava tudo bem com a morena, que não corria nenhum risco, até porque pelo que sabia alguns gravidez podiam ser bem perigosas.
Hinata, que até então olhava para as próprias mãos, encarou o primo, como assim?! Ele mostrava-se preocupado com ela, assim como seu pai, quando se reencontraram. Sorriu, mesmo tendo agido como uma louca, sua família se preocupava consigo e isso lhe causava uma boa sensação.
— Estou sim. – respondeu. – Naruto sempre marca as consultas certinho e não me deixa esquecer de ir.
— Naruto? – perguntou Neji, o tia não falara nada sobre um tal de Naruto, olhou para o rosto do mais velho, que tomava o chá que o sobrinho já havia pedido para eles antes mesmo de chegarem.
— É o pai. – respondeu, sorrindo envergonhada.
— Então vocês estão juntos?
— Bom, moramos juntos, mas não temos nada se é o que quer saber. – respondeu, pegando o cardápio agora aliviada por perceber que seu primo não a acusaria pelo que fizera.
— Ele é um bom rapaz. – comentou Hiashi, vendo a confusão no rosto de seu sobrinho. – Trabalhador, honesto e trata Hinata muito bem. – sorriu, lembrando-se do almoço que fizera com eles ele podia apostar que o sentimento que vira hoje na filha ao telefoná-lo era reciproco.
— É um careta também. – disse de cara feia, por tudo que era proibida pelo loiro, mas principalmente por lhe negar sexo. Olhou para os familiares que a encaravam confusos, mas ela deu de ombros, melhor deixar aquele assunto para lá, afinal não era só porque seu pai agora sabia que sua vida sexual era ativa que precisava saber que ela era uma tarada. – Ele é legal! – disse simplesmente. — Podemos pedir?
Hiashi levantou a mão chamando o garçom que anotou o pedido dos três antes de deixar a mesa, Hinata queria ramen, sentia desejo por aquilo, Neji iria lhe acompanhar, afinal, apesar de não ser viciado como a prima, gostava do prato, e Hiashi pedira gyudon. Os dois homens conversavam, colocando o papo em dia, mas a morena não tirava os olhos do relógio, afinal não podia se atrasar para a viagem com Naruto, ainda tinha que aprontar as malas e lembrar-se de levar o exame que Kushina pedira.
— O que houve, Hina? – perguntou Neji, notando o olhar pesado da mais nova para o relógio, como se tivesse prestes a perder um compromisso importante. – Vai sair?
— Eu vou viajar. – disse, deixando-o surpreso.
— O aniversário de Naruto, não é?! – perguntou Hiashi, a filha o explicara rapidamente sobre isso, mas não entendera bem, porque precisavam viajar para comemorar o aniversário dele. – E onde vai ser a festa?
— Em Konoha. – respondeu, fazendo o pai arregalar os olhos e pegar seu chá, dando um bom gole, então sua filha iria para a cidade de sua mãe? Para onde provavelmente ela tinha voltado após a separação dolorosa de ambos, claro que ele não tinha certeza de nada, Naomi o cortara completamente de sua vida, não dizendo ao menos para onde ia, mas ele imaginava que ela havia voltado para próximo de seus pais.
— Por que vão para tão longe? – perguntou Neji, a reação de Hiashi tinha passado despercebido aos outros dois Hyuugas.
— Os pais dele moram lá e como se espera ele quer passar o aniversário com a família. – respondeu.
— E por que ele vai te levar? – bom, se ela não tinha nenhuma relação amorosa com o tal Naruto, ele estranhava ele leva-la junto para seu aniversário com os pais.
— Acho que ele não iria querer me deixar sozinha no apartamento dele. – disse pensativa, achava seriamente que o loiro tivesse medo de uma recaída da parte dela.
— Você podia ficar lá em casa o tempo que ele está viajando, sabe que as portas estão abertas para você. – disse Hiashi. Sim, as portas de sua casa estavam abertas para a filha, já que ele mesmo já a havia convidado para voltar a morar com ele, mas particularmente nessa situação o convite tinha outros propósitos, sabia que Konoha era uma cidade minúscula onde todos se conheciam e se ficasse indo para lá com Naruto poderia encontrar-se com sua mãe e, bom, as duas eram tão parecidas que seria impossível não saber de sua ligação. Ele não queria esconder a mãe da menina, mas temia que Naomi a rejeitasse mais uma vez e que Hinata não suportasse aquela rejeição, apesar de se demonstrar rebelde sua filha era uma menina ainda e era frágil.
— Eu realmente tenho que ir agora. – disse. – Tipo, a mãe da Naruto vai fazer uma surpresa para ele e eu meio que estou envolvida. – sorriu, lembrando-se que seu pai ainda não sabia da novidade sobre sua gravidez.
— Como assim? – perguntou Neji, sentia-se curioso sobre aquilo, afinal não conseguia compreender ainda qual era a real relação da prima com o pai de seu filho.
— Bom, vamos usar a festa para contar que vamos ter gêmeos. – disse sentindo as bochechas quentes ao notar os olhos arregalados e os queixos caídos dos dois.
— Você vai ter gêmeos? – perguntou Hiashi, aquela noticia até o fizera esquecer suas preocupações sobre Konoha, seria avô de duas crianças ao mesmo tempo.
— Sim. – respondeu, vendo os olhos do pai brilharem, um brilho incomum, parecia que ele ia chorar. – Descobri faz pouco tempo. – viu a felicidade no rosto dos dois e ficou feliz, esperava uma reação semelhante do loiro, afinal aquilo seria revelado a ele na frente de um monte de gente. Viu o garçom se aproximar com os pedidos e sorriu, estava morrendo de fome. Pegou seu prato de ramen e preparou-se para comer.
— E você já sabe os sexos? – perguntou Neji, recuperando-se da surpresa. A morena negou com a cabeça e revirou os olhos, eles a encheriam de perguntas agora e não teria pra onde fugir, pegou um pouco de seu ramen provando, mas quando levantou a cabeça viu que os Hyuugas nem haviam se movidos, eles esperavam detalhes daquela novidade.
Hinata sorriu, nunca imaginou que seu pai e seu primo fossem curiosos.
— Vamos, perguntem, o que mais querem saber?! – Hiashi sorriu animado, afinal ele queria saber tudo.
Continua...
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