Pieces of Her

28 Momentos em Família - Parte 2


Notas iniciais
Olá :3 Bom, vamos lá, mais uma vez eu vou começar as notas dizendo que eu sei que eu demorei e muito por sinal, mas as coisas estão ficando cada vez mais complicadas e corridas e, bom, eu to tentando e fazendo o meu melhor para não abandonar vocês e nem as fics, então o jeito, infelizmente, é demorar! Eu não sei se ainda tem alguém ai, mas espero que tenha, porque eu juro que se eu pudesse passaria todos os dias escrevendo, eu amo fazer isso, de verdade! Eu lembro que eu disse que nesse capítulo tinham as minhas partes favoritas, que são os momentos do Itachi e do Sasuke que particularmente eu gosto muito! E, bom, foram inspiradas do episodio que mostrou a infancia do Sasuke e da Sakura após o final da guerra! Espero que vocês tenham visto, porque certamente vão entender! Eu particularmente gostei desse cap, mas acredito que eu também esteja bem enferrujada após tanto tempo sem escrever nada... Espero de verdade que vocês gostem, portanto, desejo um bom capítulo e uma boa leitura a todos que ainda estiverem por ai!

— Vem. – disse a loira, pegando a garrafa das mãos masculinas. – Pode entrar. — abriu um pouco mais a porta, dando passagem ao ruivo para que pudesse realmente entrar. Olhou para o interior do apartamento enquanto ele atravessava o batente e sorriu, tinha feito um bom trabalho em relação a bagunça, nada estava muito arrumado, obviamente, mas também não estava uma completa bagunça. — Bem-vindo a um universo completamente feminino. — a voz era brincalhona ao fechar a porta atrás do ruivo que ainda não dissera nada.

O comentário de Ino o arrastou de volta a realidade, encontrava-se completamente distraído checando se a loira estava realmente sozinha, afinal isso era importante para algumas coisas que poderia acontecer naquele almoço. Olhou para a loira, encostada a porta e percebeu que ela esperava uma resposta sua, então sorriu.

—Eu estou acostumado a universos femininos... — deu de ombros e explicou ao ver a expressão confusa de sua acompanhante. — Morei com minha irmã um tempo depois que voltei ao país.

—Que bom. — disse Ino, caminhando lentamente em frente ao loiro para a cozinha, esperava que ele a seguisse. — Assim nada do que possa ver aqui hoje irá te assustar. — ele sorriu, por alguma razão pensara inúmeras obscenidades com aquele comentário. A loira colocou o sakê sobre a mesa e pegou dois copos ajeitando-os ao lado dos pratos na mesa que arrumara. — Está com fome? — perguntou voltando-se ao ruivo que tinha os olhos vidrados em todos os seus movimentos.

—Hai. — respondeu. — Muita, na verdade. — ele não havia tomado café da manhã ao acordar e esperava o telefonem de sua mãe avisando que eles já poderiam ir a sua casa quando foi surpreendido pela mensagem dela, então encontrava-se com muita fome, não que achasse que poderia comer naquele momento, por alguma razão estava ligeiramente envergonhado na presença da loira.

—Espero que você goste de macarrão. — confessou Ino, sentindo suas bochechas esquentarem levemente, o chamara porque queria saber mais dele, conhecer sua história e porque queria sua companhia, fosse qualquer o jeito que aquele encontro acabaria, mas reconhecia que tinha feito algo bem simples e, bom, ainda não sabia dizer se o ruivo era alguém simples. Sai teria odiado um programa como aquele, por exemplo.

—Eu gosto. — falou simplesmente, podia notar o nervosismo dela e de certa forma isso até o ajudava em sua vergonha, era um sinal que de aquilo era tão novo para ela quanto era para ele.

Ino sorriu, ele parecia sincero apesar de nervoso, então colocou a panela à mesa junto ao pequeno pote de queijo ralado, queijo de verdade e não aqueles industrializados que ela detestava, para servir de acompanhamento. Olhou para mesa e deixou o sorriso crescer, havia feito um bom trabalho e olha que por ali era raro servirem a mesa, normalmente ela e sua parceira de quarto sequer comiam nos mesmos horários.

—Então vamos comer. — puxou a cadeira para o ruivo antes de sentar-se do outro lado da mesa. Gaara sorriu e sentou-se, acomodando a cadeira o mais próximo da mesa possível. Ele esperou ela se servir primeiro e sorriu ao sentir o cheiro da comida que ela havia preparado, bom, ela parecia ter talento na cozinha!

A loira esperou o ruivo se servir e então abriu o sakê que ele trouxera, normalmente não gostava de beber enquanto comia, mas abriria aquela exceção. Começou a comer o macarrão lentamente, observando as reações do homem a sua frente, queria saber se ele iria gostar e sorriu ao ver os olhos verdes se abrirem espantados.

—Está uma delícia. — disse, sincero. Bom, a cara estava ótima e o cheiro também, mas o sabor realmente o surpreendeu, estava incrivelmente bom, principalmente para uma comida que não era tão comum no Japão.

—Obrigada! — voltou a atenção ao seu prato, agora que tinha certeza que ele havia gostado. Bem, ela ficara completamente feliz com o elogio, só costumava cozinhar para Sakura e a amiga era uma ingrata na hora de elogiar seus dotes. Eles comiam em silêncio e ela ora ou outra encarava o ruivo que também a olhava. Já haviam jantado juntos, era verdade, mas normalmente iam em restaurantes com dança e música o que tornava o ambiente agradável a ponto de não precisarem sustentar uma conversa, ali o silencio estava quase que constrangedor, até porque ela queria conhecer o ruivo, saber mais da vida dele. Abriu o sakê enchendo seu copo mais uma vez ao notar que já o esvaziara. — E então, qual sua história? — perguntou, disposta a puxar um assunto.

—Como assim? — perguntou, sorrindo receptivo para que ela explicasse a perguntar, com certeza, gostaria de responder.

—Sei que morou fora do país, mas não sei porque e nem porque voltou e, bom, eu gostaria de saber... — mordeu os lábios interrompendo-se. Uma vez ele a chamara de fofoqueira e, bom, aquela pergunta a fazia parecer exatamente isso mesmo.

—Bom... — Gaara respirou fundo e sorriu para a loira em seguida, ele não queria que ela achasse que ele se incomodou com a pergunta ou que não queria responder, apesar de ser um assunto delicado, queria saber da vida dela também, então seria uma boa oportunidade. — Eu me mudei para cuidar do meu irmão mais velho, ele estava doente e não podia ficar sozinho. — explicou, afastando o prato de si ao acabar de comer e pegando o copo com sakê para bebericar, enquanto via a surpresa atravessar a expressão da loira.

—O que ele tinha? — perguntou sem conseguir se conter, deveria desculpar-se por tocar nesse assunto, mas ficara ainda mais curiosa.

—Hepatite B. — disse parando para tomar mais um gole de seu sakê. — Ela se tornou crônica e lutei junto com ele por 3 anos no tratamento, mas então ele faleceu...

—Meus pêsames. — ela o interrompeu, agora sentia-se realmente mal por tocar naquele assunto, não fazia ideia que o motivo era aquele.

—Obrigado! — respondeu, sorrindo minimamente e tomou mais um gole de sakê, escondendo a tristeza que lhe trazia falar sobre aquilo. — Depois disso eu voltei para casa, pro Japão, pra ficar próximo de minha irmã e minha mãe e recomeçar também. — concluiu após se recuperar, sorrindo para a loira. — E você, Ino? Qual é a sua história?

Ino fechou os olhos e tomou uma boa golada de sakê ao sentir o arrepio na espinha que sentiu ao tê-lo falando seu nome daquele jeito profundo, com aquela voz rouca e sexy que lhe fazia ter fantasias proibidas para menores de 18. Respirou fundo e se concentrou na pergunta, bom, por um lado era fácil, sua vida era bem simples.

—Hmmm.. — fingiu pensar enquanto bebericava sua bebida. — Eu cresci numa cidade vizinha a Tókio, com meus pais, que ainda moram lá. Nunca tive irmãos, apesar de pedir muito por isso numa época da minha vida... — sorriu, sem graça. — E me mudei pra cá com 18 anos, quando sai da casa dos meus pais pra fazer faculdade.

—E ir morar sozinha tão cedo não te assustou? — perguntou o ruivo, antes de mudar-se para fora ele conhecera algumas garotas cuja a vontade era morar com os pais até o casamento, pois não se sentiam prontas para morarem sozinhas.

—Eu, na verdade, me mudei pro dormitório da faculdade, não tinha visto apartamento e nem teria como pagar um sozinha, mas na primeira semana de aula eu conheci a testuda, então depois do primeiro ano decidimos dividir um apartamento e aqui estamos nós até hoje. — explicou sorrindo por ser lembrar que inicialmente achava que seria uma loucura morarem juntas, mas, contra todas as expectativas, deu certo.

—Então se conheceram na faculdade e foi coincidência trabalharem no mesmo lugar? — perguntou realmente curioso.

—Sim, início da faculdade era fazia administração, mudou depois do primeiro semestre pra moda, mas aí já éramos amigas e mantivemos assim! — respondeu. — E sobre o trabalho, eu entrei na empresa como recepcionista e consegui um estágio para ela na época, então quando me formei fui a secretária executiva e ela conseguiu se efetivar como colunista de moda.

—Entendi e, pelo visto, deu certo a parceria de vocês. — Ino assentiu.

—Só foi difícil convencer nossos pais que iriamos dividir apartamento com alguém que conhecíamos a menos de um ano. — contou rindo, lembrando-se da reação de ambas as famílias. — Tivemos que marcar um jantar com todos juntos, trazê-los aqui na casa pra ver, aparecia até que íamos nos casar. — o ruivo sorriu e encarou a loira, não conseguia desviar os olhos de sua boca enquanto ela falava, estava louco para beijá-la. Ino percebeu para onde Gaara olhava e sentiu seu rosto enrubescer, pigarreou, tendo sua atenção antes que o silêncio a deixasse com ainda mais vergonha. — Gostaria de ver algo na TV? — perguntou, vendo-o assentir. — Bom, eu só vou botar a louça da pia... — esticou a mão para pegar o prato do ruivo, mas se surpreendeu ao sentir a mão masculina pressionando a sua.

—Que tal deixar a louça e a TV para depois? — perguntou, apertando mais a mão feminina entre a sua, não queria ir rápido demais e tampouco queria afastá-la, mas fora até ali por ela e, por Deus, eles estavam sozinhos, não poderia impedir de querer o que seu corpo já vinha implorando.

—O que tem em mente? — perguntou, mordendo os lábios, podia ver o desejo em seus olhos e em sua expressão e, bom, ela tinha exatamente as mesmas intenções.

—Quero conhecer você completamente, loirinha. — disse sincero, deixando seu desejo evidente tomar conta de sua voz. — E gostaria muito de começar pelo seu corpo, poder ver e tocar cada parte dele, descobrir onde é sensível, onde tem cocegas, onde te tocar fará com que você gema o meu nome... — deixou a voz morrer e observou atentamente as reações da mulher em sua frente, que fechara os olhos certamente imaginando aquilo que ele descrevia.

Ino se levantou da cadeira, sem soltar a mão que ele segurava e acariciava o puxando, lentamente até seu quarto. Naquele momento ela não pensou nas roupas sobre a mesinha de cabeceira ou nas espalhadas pelo banheiro do quarto, queria que o ruivo conhecesse seu corpo da mesma forma que gostaria de conhecer o dele, tinha aquela vontade desde que o viu na empresa pela primeira vez. Abriu a porta e soltou sua mão, deixando que ele entrasse primeiro.

Gaara olhou para ela e sorriu antes de adentrar o quarto, vendo a cama de casal, que ele sabia que não ficaria arrumada por muito tempo agora. Voltou o olhar para a porta ao ouví-la sendo fechada e tomou a cintura feminina em seus braços a puxando para si. Eles já haviam se beijado, dançado e, portanto, aquela não era a primeira em que ele a segurava assim, mas com certeza fora a primeira vez que uma corrente elétrica tomou o corpo de ambos os preparando para o que viria a seguir.

Gaara colocou sua mão dentro do moletom de Ino, ele precisava de mais contato com a pele dela, a pele feminina estava quente e era absurdamente macia coisa que o convidava a querer cada vez mais. Livrando-se do moletom, deixando-o jogado em algum lugar do quarto ele afastou-se levemente para olhar o corpo seminu.

Ele já pudera sentir que, graças a Kami, ela não usava sutiã e os seios fartos eram convidativos a sua boca. Inclinou-se sobre ela e lambeu ambos os mamilos com a lingua melada, deixando-os duros, queria ver o desejo dela por ele, queria fazê-la implorar para que fosse possuída e iria.

Ino agarrou os cabelos vermelhos puxando-o contra si, sua boca úmida e gelada era convidativa aos seus seios e ela queria sentir mais, queria todo prazer que ele poderia lhe dar. O prendeu em seu corpo, sem soltar seus cabelos e ele sugou seu seio esquerdo, ouvindo um longo gemido escapar de seus lábios, ponto para ele, acabara de descobrir uma parte sensível da loira. Abocanhou o outro seio lhe dando o mesmo tratamento, se deliciando e excitando-se cada vez mais com os gemidos que ela lhe dava.

Levantou-a em seu colo e a colocou na cama, sem soltar os deliciosos seios, se inicialmente ela o queria ali, agora era ele quem não queria sair, a pele era macia e os mamilos, cada vez mais duros, pareciam gritar por atenção. Deitando-se sobre ela juntou ambos os seios com as mãos e sugou os dois bicos de uma vez só.

—Deus... — Ino arqueou o corpo, sentindo prazer. Nunca fora estimulada com a boca nos dois seios ao mesmo tempo e era incrível.

—Você gosta? — perguntou o ruivo, liberando os seios de sua boca, mas não de sua mão que ainda os mantinha juntos para ora ou outra passar a língua entre eles, babando-os enquanto esperava a resposta.

—H-Hai. — a voz de Ino falhou, ela podia sentir sua intimidade se contraindo desejando ser preenchida, mas não ousaria apressar aquele momento. Ela queria tudo.

Gaarra sorriu e com uma última lambidela em seus seios, desceu os beijos por seu corpo parando na altura do umbigo, roçando os dedos no pequeno short que ela usava, ele sabia bem onde queria chegar.

...

Sasuke olhava para Sakura sentada ao seu lado no carro e sorria, ela estava linda como em todas as vezes em que ele a via e, bom, sentia orgulho por ter aquela mulher junto a si. Sabia que seu irmão e sua cunhada também a achariam linda e a adorariam, era impossivel não gostar de Sakura após alguns momentos junto com ela.

Era engraçado, pois ele nunca pensou que se sentiria assim como ninguém, sempre se achou superior a esse tipo de sentimento que em sua mente era até um tanto quanto infantil, afinal só mesmo sendo muito criança para acreditar que alguém o completaria e seria a opção certa para dividir uma vida ao seu lado. Ele acreditava que pessoas não haviam sido feitas para ficarem juntos muito tempo e nem para dividir algo, seus pais eram um bom exemplo disso, afinal. Mas agora tudo parecia diferente, ele estava disposto a passar a vida com a rosada e sentia que se o fizesse seria feliz como não poderia ser sozinho.

Quando o sinal fechou apertou a mão delicada com as unhas vermelhas que repousavam sobre sua perna enquanto ele dirigia e olhou para a namorada sorrindo amorosamente, por algum motivo, dizer que a amava não era o bastante para ele garantir que ela soubesse de seus sentimentos, que ela entendesse que virou de cabeça para baixo tudo aquilo que ele acreditava, mas que ele estava feliz por isso.

Sakura sorriu de volta ao moreno, estava feliz, nervosa, mas feliz. Havia se esquecido como era a sensação de conhecer a família do namorado, até porque fazia muito tempo que não tinha um namorado que se tornara importante o bastante para isso. Suspirou sentindo aquele frio na barriga de novo e colocou a outra mão sobre a do moreno que cobria a sua, apertando-a. Sasuke notou o quanto a mão de sua rosada estava gelada e sorriu a tranquilizando antes de acionar o portão automático da garagem do irmão com o controle remoto que tinha em seu carro.

—Chegamos! — disse, vendo Sakura fechar os olhos nervosa e apertar ainda mais sua mão. — Fique calma, eu te juro que meu irmão não morde! — brincou, recebendo um olhar severo em troca. — Desculpe, eu sei que eles vão amar você, porque eu amo você, ok? — disse olhando fixamente para os olhos verdes que por um momento pareceram brilhar repletos de água. Sakura respirou fundo e olhou para cima, controlando as lagrimas que queriam transbordar de seus olhos e aquilo nada tinha a ver com a visita a família do Uchiha, mas porque a forma como ele dissera com tanta certeza que a amava, fizera com quem seu coração ficasse totalmente balançado.

—Eu também te amo. — respondeu ao conseguir controlar todos os sentimentos que a tomava naquele momento e sorriu ao sentir os lábios do moreno em sua testa em um beijo reconfortante, ele estava dando a ela a confiança necessária para sair do carro e entrar naquela casa totalmente nova para ela.

—Podemos ir? — perguntou calmamente, ele nunca tinha passado por uma situação com aquela, bom, por enquanto, pois tinha certeza que se sentiria exatamente igual ao conhecer os pais de sua rosada, então não iria apressá-la. Mas Sakura assentiu sorrindo, não poderia adiar aquilo, até porque acima de todo nervosismo queria conhecer a família do Uchiha e rever Itachi agora como parte oficial da família. Ele destravou o carro e saiu junto a rosada dando a volta rapidamente para pegar sua mão antes de caminhar para a entrada da casa. — Bom, pelos carros aqui, tenho certeza que minha mãe não chegou ainda. — disse e Sakura respirou aliviada, teria um pouco mais de tempo então até aquele encontro.

O moreno abriu a porta da frente e sorriu ao cheiro maravilhoso que o tomou, sabia que provavelmente o irmão capricharia ainda mais hoje no almoço do que normalmente já caprichava.

—Vocês chegaram! — Sasuke sorriu ao ver a cunhada vir andando até eles com a mão na imensa barriga de sete meses. Sakura olhou para a jovem mulher grávida e sorriu era impossivel não sorrir ante ao sorriso receptivo em seu rosto. — Você deve ser a famosa Sakura, estou certa? — perguntou, aproximando-se da rosada que assentiu. — Sou Shizuka, esposa de Itachi, e ambos já me falaram muito sobre você. — como de costume para a amigável Shizuka ela estendeu os braços e abraçou o corpo magro da rosada, que a abraçou de volta tendo cuidado para não apertar sua barriga.

—É um prazer conhecê-la! — disse Saky sentindo toda o nervosismo inicial deixar seu corpo, bom, se a mãe de Sasuke fosse minimamente como aquela mulher ela se sentiria mesmo da família.

—O prazer é meu, querida, finalmente não vou ser mais a única mulher nos almoços de domingo! — disse realmente feliz, sabia que a menina era uma excelente pessoa e uma mulher maravilhosa, perdera as contas de quantas vezes Itachi tentou convencer Sasuke a assumir a rosada de uma vez ou acabaria por perdê-la. — Venha conhecer a casa! — puxou a mais nova pela mão, levando-a pelo corredor que dava a copa, a sala de jantar e a cozinha.

Sasuke as acompanhou, mas ele se deteram na cozinha, antes de visitar o resto da casa, pois lá estava Itachi usando um avental preto e mexendo numa panela que aquecia sobre o fogão. Sakura olhou confusa a cena, bom, conhecia Itachi da boate e nunca esperou vê-lo de avental cozinhando para a família.

—Vocês chegaram! — disse o Uchiha mais velho ao notar as pessoas na cozinha. — Mamãe disse que deve chegar lá pelas 13h e meu pai está fora do país, disse que quando voltar ele marca em um restaurante para conhecer sua namorada. — Sasuke assentiu, não fazia muita questão de apresentar Sakura a Fugaku, afinal eles nunca se deram lá muito bem. — É muito bom ver que você finalmente entrou pra família, Sakura, eu torcia por vocês! — a rosada assentiu, mas o choque de vê-lo ali, cozinhando, ainda não havia passado.

—Você está bem, amor? — perguntou Sasuke, não era comum ver sua rosada tão calada.

—Só estou surpresa... — disse baixinho, envergonhada pelo que falaria. — Eu nunca imaginei o Itachi cozinhando. — confessou, levando todos as gargalhadas.

—Querida, nessa casa só quem vem para cozinha é ele. — disse Shizuka ao conter o riso. — Eu não sei nem cozinhar o arroz no ponto certo.

—Você tem outras qualidades que eu amo. — disse Itachi, beijando a testa da esposa que tentara aprender por anos a cozinhar pelo menos as coisas mais simples para ele, mesmo que ele insistisse que não precisava, gostava de cozinhar lembrava os bons momentos da adolescência em que passara só com o irmão.

—Itachi cozinha pra mim desde que eu era criança. — contou Sasuke, sorrindo, fazendo-a o encarar ainda mais surpresa. — Sempre que nossos pais viajavam, ele fazia um banquete para eu não ficar triste. — sorriu, lembrando-se.

—Sasuke era uma criança muito sensível. — disse Itachi, vendo o irmão bufar, irritado, odiava quando falava dele assim.

—E eu só venho almoçar aqui aos domingos pra matar a saudade da comida dele mesmo, porque é só o que presta. — disse provocativo vendo o irmão o acertar com a colher que tinha na mão.

—Irmãozinho tolo, você sabe que me ama e não vive sem mim. — disse Itachi, rindo e caminhando até a geladeira tirando o peixe inteiro que comprara para hoje. — E vem logo me ajudar, porque ainda tem que temperar e assar o peixe...

—Outra tradição, eu sempre o ajudo! — o moreno contou a rosada que estava surpresa com todas as novidades que descobrira sobre seu Uchiha.

—E você vem comigo ver o resto da casa. — Shizuka pegou a rosada pela mão, levando para os outros cômodos da casa, queria que ela se sentisse em casa ali também.

...

Os dois loiros acabavam de arrumar a mesa do almoço enquanto as duas mulheres finalizam o almoço que, surpreendentemente, dera completamente certo. De acordo com Kushina até as guiozas doces saíram perfeitamente boas.

Quando estava tudo perfeitamente no lugar, Naruto e Minato sentaram-se no sofá, ligando a TV para ver a programação que passava todos os domingos antes do almoço, nenhum dos dois ousaria entrar na cozinha agora e atrapalhar as duas mulheres que pareciam trabalhar juntas desde sempre. O trabalho delas no fogão, na pia, no que quer que fosse pareciam sincronizados.

—Elas se deram bem. — disse Naruto. Bom, ele já sabia que a morena não tinha nada contra a mãe dele, mas vê-las lá dava um ar tão familiar, era como se eles fossem uma grande família, como se tudo se encaixasse.

—Hinata é parte da família. — respondeu Minato, simplesmente. Ele sabia que por hora o filho poderia até não querer nada com a menina, mas tinha a impressão de que muita coisa ainda aconteceria entre eles, sentia que aquela menina era especial na vida do filho, assim como Kushina era na dele, só eles dois não tinham percebido aquilo ainda. — E vai ser ainda mais depois que os gêmeos nascerem.

—Eu não consigo parar de pensar neles. — confessou Naruto, toda vez que fechava os olhos, que relaxava ou simplesmente não estava fazendo nada ele pensava nos gêmeos. Graças ao desenho da Hyuuga ele podia imaginar perfeitamente como seria os filhos, apesar de tudo ser uma grande incógnita, as vezes ele imaginava dois meninos, as vezes duas meninas e as vezes um de cada, assim como ela havia desenhado, por Deus. — É normal, pai? Amar alguém que nem nunca viu?

—Eu amei você desde que sua mãe chegou em casa com aquele exame. — explicou Minato. — Acho que isso é ser pai e aproveite enquanto eles foram bebês porque o tempo passa muito rápido e logo você descobre que vai ser avô... — Naruto sorriu, sabia que o pai o estava perturbando com isso, eles eram novos para serem avôs, afinal, sua mãe adorava repetir isso.

—Quem aí está com fome? — perguntou Kushina chegando a sala seguida da Hyuuga. Cada uma levava consigo um tabuleiro, a ruiva o das guiozas salgadas e Hinata o das guiozas doces, que seriam a sobremesa. Naruto e seu pai se levantaram do sofá indo para seus lugares à mesa enquanto elas ajeitavam os tabuleiros sobre os apoiadores de madeira que eles já haviam posicionado perfeitamente. — Eu espero que estejam tão gostosas quanto estão bonitas. — comentou a ruiva, sentando-se em seu lado ao lado do marido.

—Eu tenho certeza que estão. — Minato sorriu para a esposa, confiante, nunca tinha visto aquela mulher fazer nada ruim na cozinha.

—O cheiro está ótimo, também. — disse Hinata, ela estava com tanto desejo daquilo que o cheiro a deixava completamente esfomeada ao invés de enjoada como qualquer comida fazia nos últimos tempos.

Caminhou para o outro lado da mesa, sentando-se ao lado de Naruto, sabia que a família dele esperava que ela se sentasse ali, e, bom, estando junto aos seus pais na mesa não se sentiria confortável em nenhum outro lugar exceto ao lado do loiro.

—Prove primeiro, Hinata, você que sabe como é o gosto das de verdade. — disse Kushina, sorrindo, ela conhecia o prato, mas sequer se lembrava a última vez que comera, então caberia a Hyuuga avaliar o trabalho que haviam feito.

—Hai. — respondeu separando os hashis para pegar a primeira guioza de porco do tabuleiro. Estava com tanta vontade e o cheiro estava tão apetitoso que Hinata levou o pequeno bolinho direto a boca, mordendo-o na metade. — Deus... — sussurrou, comendo a outra metade, era exatamente aquele sabor que ela se lembrava e queria. — Está perfeita! — garantiu.

Naruto olhou para a morena sorridente, ela parecia feliz e extremamente satisfeita ao pegar a segunda guioza para comer. Ela nunca falara para ele sobre nenhum desejo que tivesse e agora faria questão de perguntar, gostaria de satisfazer cada um deles para por aquele sorriso naquele rosto angelical.

...

—Vocês demoraram muito para abrir para mim. — reclamou a senhora morena que esperava do outro lado da porta de Itachi, assim que ela foi aberta.

Sakura imaginava que aquela seria a mãe de Sasuke, afinal, até porque era quem faltava chegar para aquele almoço, e sua reclamação deixara a rosada extremamente nervosa, pois percebia que ela não se agradava fácil. Shizuka percebeu o nervosismo de Sakura crescendo a medida que ela abria a porta então apertou a mão da rosada e sorriu para ela.

—Bem-vinda Mikoto! — disse Shizuka, tirando a mão que estava sobre a barriga para estender para a sogra que a cumprimentou sorrindo rapidamente, para depois colocar a mão sobre sua barriga também.

—Como está meu netinho, hein? — acariciou toda a extensão da barriga da nora, esperando algum movimento, adorava sentir seu neto se mexer, ainda lembrava-se de como era aquela sensação.

—Hoje está muito agitado, acho que ele será um futuro jogador de futebol. — respondeu tranquilamente sentindo um novo chute do filho em resposta. A Uchiha mais velha sorriu, sentindo o chute do neto, acho que ele concordava com a observação da mãe. — Essa é Sakura, namorada do Sasuke. — disse Shizuka incluindo até então calada rosada na conversa.

Sakura respirou fundo antes de esticar a mão para cumprimentar a mulher de presença imponente a sua frente. Mikoto sorriu ao cumprimentá-la.

—É um prazer conhecê-la, Sakura! — disse sincera, podia notar pelas roupas e o cabelo rosado que era seria a alegria e diversão que faltava em seu filho sério demais desde muito jovem.

—O prazer é meu! — sorriu, deixando o nervosismo se dissipar, aquela mulher certamente não era assustadora como ela esperava.

—Você é a primeira namorada que Sasuke nos apresenta, acredite estou mais feliz do que você com isso. — disse sincera, rindo do rubor que tomou o rosto da menina. — E o almoço, já está pronto? Estou morta de fome!

—Os meninos estão preparando. — disse Shizuka.

—Podemos ir lá dar uma olhada? — perguntou Sakura. — Eu estou cheia de fome também. — sorriu inocente, mas estava doida para voltar a cozinha, por tudo que era mais sagrado precisava ver se Sasuke também estava usando um avental, porque se estivesse teria que usar um para ela depois.

—Vamos sim, querida! — Mikoto pegou a mão das duas noras, apoiando uma em cada braço e caminhando pela casa em direção a cozinha, estava com fome na mesma proporção que queria ver os filhos. — MENINOS, CHEGUEI! — anunciou enquanto atravessava a casa.

...

Ino sentia os olhos abrindo devagar, lembrava-se perfeitamente do porquê pegara no sono, Gaara acabou com todas as suas energias e, por Deus, fora o melhor sexo de toda sua vida, ele realmente sabia o que estava fazendo e conseguira descobrir todos os pontos sensíveis de seu corpo, como dissera que queria, a fizera gemer o seu nome inúmeras vezes e como ela gostaria de repetir, para agora fazer com que ele gritasse o seu.

Girou na cama, sentindo o vazio ao seu lado, será que ele teria ido embora? Mordeu os lábios, bom, já conhecera alguns caras fujões ao longo da vida, mas o ruivo não aparecia ter o perfil desses fujões, principalmente, porque eles se veriam todos os dias no trabalho. Bom, teria que ver com os próprios olhos se ele tinha feito aquilo.

Enrolou-se no edredom de sua cama, para não sentir o frio que estava fazendo aquele dia e saiu do quarto, sorrindo ao ouvir barulho vindo da cozinha. Sabia que ele não era dos fujões, gostava de alguma coisa nele, sentia que tinha algo especial. Caminhou para a cozinha, nas pontas dos pés para não chamar atenção.

Sorriu ao ver aquele homem incrivelmente sexy só de calça lavando a louça anteriormente deixada na mesa. Encostou-se na parede, enrolando-se um pouco mais no edredom, estava frio e ela realmente não conseguia entender como ele aguentava estar sem camisa e ainda mexendo na água gelada, mas agradecia por isso, pois admirar a cena daquele corpo branco perfeitamente malhado agitando-se quase num rebolado para pegar os pratos e os esfregar, não tinha preço.

—Assim eu me apaixono! — disse fazendo Gaara derrubar a última colher suja que estava em sua mão.

Virou-se para trás, olhando para a loira que estava linda descabelada daquele jeito enrolada na coberta na qual eles tinham acabado de fazer amor em cima. Sorriu, ela conseguia estar ainda mais linda assim do que quando estava arrumada para recebê-lo, até porque agora ele podia imaginar cada uma daquelas curvas maravilhosas que ela possuía.

—Por quê? — perguntou, com as sobrancelhas erguidas.

—Um homem assim todo másculo lavando a louça é perfeição demais pra mim! — respondeu sorrindo, fazendo-o revirar os olhos. — Que tal terminar com a louça depois e agora voltar para cama?

Gaara voltou o corpo para a pia, passando a agua na última colher que estava ali, a mesma que ele deixara cair e colocou sobre o escorredor antes de pegar o pano de prato, livrando as mãos dos resíduos de agua gelada.

—Eu já acabei com a louça e adoraria voltar para cama com você agora! — largou o pano na mesa e esticou a mão para a loira que a pegou imediatamente se surpreendendo com um pequeno grito ao senti-lo tirá-la do chão e levá-la até o quarto em seus braços, enquanto tomava sua boca possessivamente.

Por Deus, Ino sempre fora do tipo dominante, gostava de ficar por cima, de dizer como queria e fazer o homem implorar para tê-la, mas algo naquele ruivo a deixava completamente rendida, era um domínio assustador e ao mesmo tempo incrível, que ela queria ter mais. Sentiu o corpo repousar sobre a cama e o corpo masculino sobre o seu, levou as mãos já trêmulas para o botão do jeans dele, abrindo-o rapidamente.

Gaara sorriu com a pressa da loira, era a prova de que ela queria tanto quanto ele, que tinha tanta necessidade quanto ele de possuir seu corpo mais uma vez e, por isso, se surpreendeu ao senti-la empurrando-o contra o colchão, invertendo as posições. Olhou para Ino curioso enquanto sentia os beijos femininos descerem pelo seu corpo até a barra da calça que ainda usava.

Ao sentir a calça ser puxada para baixo ele suspendeu o corpo para ajudá-la a tirar com maior facilidade, esperando o que viria a seguir ao notar como ela aproximara o rosto de excitação. Fechou os olhos verdes ao sentir a língua molhada circular seu pênis e urrou por antecipação do prazer que aquilo lhe daria.

Ino sorriu maliciosa encarando o rosto prazeroso de seu parceiro antes de circulá-lo com a boca até o limite de seu corpo, quando o rosto bateu contra a pele de sua barriga, vendo-o estremecer e encará-la surpreso. Bom, agora ele aprenderia que não era só ele que tinha truques na cama.

...

Sakura beijou o moreno que tanto amava ao se despedir dele no carro, era diferente estar com ele durante todo o dia e não estarem pelo menos 50% do tempo transando. Sorriu, bom, ele até que a convidara para dormir em sua casa, mas não teria roupa para o trabalho de manhã, então ficaria para um outro dia.

Atravessou o portão de seu prédio e acenou para o namorado que só deu partida após vê-la entrar, se antes tivesse alguma dúvida que amava aquele homem agora não tinha mais, ver seu lado família, cozinheiro e carinhoso com a mãe a deixara literalmente com os quatro pneus arriados por ele. Só esperava que quando fosse a hora de apresentá-lo a seus pais ele fosse tão bem recepcionado quanto ela fora pela família Uchiha. Entrou no elevador, ainda sem conseguir tirar o sorriso do rosto, na verdade, achava que nunca mais deixaria de sorrir, não enquanto estivesse com Sasuke, por Deus.

Caminhou lentamente pelo corredor de seu apartamento e abriu a porta cuidadosamente, era tarde e não sabia se Ino já estava dormindo ou não, se estivesse não correria o risco de acordar a amiga, mas ao entrar surpreendeu-se ao ver a loira apenas enrolada em um edredom, aquele que ela saiba que era usado para forrar a cama em frente a geladeira tomando um gole de agua diretamente da garrafa.

—Ino? — chamou, ganhando a atenção da loira, que segurou o edredom com mais força em volta do corpo. — O que aconteceu aqui hoje? — a loira sorriu e lentamente colocou a garrafa de volta na geladeira, fechando-a. Sakura esperava uma resposta, tinha que saber o que acontecera em detalhes, pois apesar de imaginar muito bem queria poder zoar a loira da mesma forma que ela fizera consigo uns dias antes quando Sasuke dormiu ali, mas Ino protelava para dar a resposta, notara que o chuveiro acabara de ser fechado e logo o ruivo aparecia, então a rosada teria sua resposta. — Vamos, me diga!

—Gaara. — disse simplesmente, dando de ombros, mas sorriu ao ver o ruivo aparecer em sua direção. — Já vai? — perguntou.

—Sim. — caminhou até a loira, beijando seus lábios ternamente, antes mesmo de notar a presença da rosada. — Nos vemos amanhã. — beijou seus lábios mais uma vez. — Boa noite, Sakura.

—Boa noite pra você também, Gaara. — disse enquanto o ruivo caminhava para a saída do apartamento. Sakura encarava a amiga com as sobrancelhas arqueadas até ouvir bater a porta, que nesse momento ela até agradecera ser, barulhenta do apartamento. — Me conte tudo, agora mesmo, mocinha! — Ino sorriu, bem, o que ela podia dizer além de que teve um dia perfeito?!

...

Naruto olhava para o rosto adormecido da morena sobre seu peito, eles já estavam no taxi de Asuma a caminho de casa, saíram da casa de seus pais logo após ao almoço, e ele fazia de tudo para não a acordar antes de chegarem, afinal ela havia passado a noite no chão e ainda fora acordada abruptamente por ele de manhã, certamente não havia dormido bem e precisava descansar, por ela e pelos bebês.

—Chegamos! — disse Asuma, ele notou que o loiro estava distraído, bem, ele parecia perdido na beleza da jovem em sua companhia, então resolveu avisar.

—Obrigado Asuma. — agradeceu Naruto, pegando na frente de sua mochila o dinheiro para pagá-lo antes de pensar numa forma de sair com a morena sem ter que acordá-la, mas o movimento de seu braço a acordou quase que instantaneamente. — Não queria te acordar. — sussurrou para a morena que abria os olhos, preguiçosamente.

—Já chegamos? — perguntou, esfregando os olhos. Ela só conseguia se lembrar de entrar no avião.

O loiro assentiu e entregou o dinheiro ao taxista que já era praticamente seu amigo, antes de abrir a porta.

—Vamos? — perguntou a Hinata falando cuidadosamente baixo.

A morena apenas assentiu, e puxou a mochila que estava perto de seus pés para sair do carro, apesar da mente ainda dispersa ele queria sair do carro logo, deitar em sua cama e dormir como se não houvesse amanhã, sentia-se exausta e saber que teria que acordar cedo na manhã seguinte, para a aula, deixava-a ainda mais cansada.

Naruto saiu do carro e abriu o portão para os dois, dando-a passagem para que entrasse primeiro, fechando o portão logo depois de passar, a essa hora, como era de se esperar, o porteiro já não estava mais por ali.

Caminharam lentamente e chegaram a porta do apartamento juntos que o loiro abriu rapidamente, estava tão ou até mais cansado que a morena, afinal não conseguira dormir durante a viagem. Largou a bolsa sobre o sofá e caminhou até a cozinha para pegar uma água, o tempo frio era seco na cidade.

—Pode pegar um copo para mim também? — perguntou Hinata, a voz ainda rouca pelo sono recente.

Ele assentiu, enchendo um copo e colocando-o sobre o balcão da cozinha para que a morena que se aproximava pudesse pegar. Ela pegou o copo, bebendo todo de uma vez.

—Quer mais? — ele perguntou, vendo-a assentir. Preencheu o copo com água novamente, encarando-a enquanto bebia. — Hinata, você tem muitos desejos? — perguntou, sentia-se estranhamente mal por nunca tê-la ouvido pedir nada que estivesse com desejo.

—Acho que sim, por quê? — não sabia se estava com muito sono ou aquela pergunta dele realmente não fazia sentido nenhum.

—Sempre que tiver com desejo de algo pode me pedir, sim?! — esclareceu. — Além dos camarões e da guioza nunca a vi pedir nada e se não estiver falando, mesmo tendo vontade quero que saiba que pode pedir que eu vou sempre providenciar pra você!

—O que eu mais desejo, Naruto, eu já te pedi. — seus olhos eram expressivos e encaravam os azuis do loiro, sem pudor algum, deixando bem claro o que ela mais desejava.

—Tudo menos isso! — disse envergonhado para o caminho que a mente dela vagou.

—É o que eu mais quero, é o que mais desejo, de verdade, sinto meu corpo inteiro pegar fogo o tempo todo! — ela não cortara o contato visual, esperava que ele visse o quanto o desejava, o quanto precisava daquilo porque sinceramente ela já não sabia até quando podia suportar. — Então se quer satisfazer minhas vontades, já sabe o que fazer. — largou o copo sobre o balcão novamente e lhe deu as costas, caminhando para seu quarto, iria dormir antes que seu desejo a fizesse passar mais uma noite em claro.

Naruto respirou fundo, engolindo a seco, por Kami, ela parecia o querer tanto que ele não aguentaria negar por muito tempo o quanto também queria, tinha mesmo que pôr em prática o que havia decidido em Konoha, a partir de amanhã começaria a querer conhecer outras mulheres, sair com elas, quem sabe se apaixonar e fazer sexo novamente, nem que para isso tivesse que aceitar a ajuda de seu cupido pessoal: Sasuke.

Continua...

Notas finais
E então? O que acharam? Mereço coments? Espero que sim, porque como eu sempre digo são eles que me motivam a sempre voltar a atualizar para vocês! Bom, nesse capítulo teve uma introdução a Hentai e o objetivo seria ter mesmo o hentai, mas por não estar muito inspirada eu preferi não colocar, ok?! Mas terão outros momentos GaaIno no decorrer da fic, prometo! Esse capítulo foi a segunda parte dos momentos em família, mostrando um pouco os outros casais e personagens! Espero de verdade que vocês tenham gostado! Eu, particularmente, gostei, mas sou suspeita para falar kk Também peço que me perdoem por qualquer erro, pois o capitulo não foi revisado! Então, isso é tudo! Por enquanto! Eu não vou prometer não demorar, mas prometo que volto assim que puder, então não desistam de mim, viu?! Até o proximo! Kissus :3 P.S: Não deixem de curtir a pagina "Fanfics Krols" no facebook.