Pieces of Her
27 Momentos em Família - Parte 1
Notas iniciais
11 de Outubro (Domingo)
A morena esticou as costas, sentindo uma dor aguda em uma das costelas, por Deus, estava toda dolorida e sabia que estar deitada há tanto tempo na lateral, com as costas curvadas, estava colaborando para aquilo. Precisava se virar, com urgência. Girou o corpo, virando-se ao contrário, sentindo algo sólido tocar seu corpo na mesma hora que percebia que o colchão não era tão macio quanto deveria ser, parecia estar deitada no chão. Agitou a cabeça, por Kami, onde estava deitada? Lembrava-se de deitar ao lado do loiro na noite anterior, fora o dar um abraço em consideração a toda história do término que ele lhe contara, mas será que não voltara para a cama?! Teriam eles dormidos juntos em todos os sentidos? Negou com a cabeça, certamente, ela se lembraria se algo tivesse acontecido, afinal esperava aquilo com tanto afinco que seria impossível esquecer se ele a tivesse possuído, mas já era um começo dividir a cama, não?! Sim, com certeza, era, por isso se permitiu sorrir, Naruto ficaria louco ao acordar e perceber que pegaram no sono juntos.
Arqueou o corpo para frente, esticando o máximo a coluna para tentar amenizar a dor que sentia, antes de colar o corpo um pouco mais ao do loiro, respirando fundo, sentia tanta falta de contato com um homem e desejava tanto o Uzumaki que sentir o corpo másculo por trás do seu, mesmo que adormecido, era um delírio. Se deixou acomodar no corpo dele e logo sorriu ainda mais ao senti-lo passar o braço em sua cintura, puxando-a para si, com toda certeza, Naruto estava em seu décimo quinto sono ou nunca faria aquilo.
Com base na dor que sentia deveria levantar agora e ir para a cama, se enrolar em muitos travesseiros, antes de voltar a dormir, mas por nada do mundo quebraria aquele contato, por isso, apenas fechou os olhos e suspirou sentindo a ereção matutina do loiro roçar na parte traseira de seu corpo. Por Deus, como ele estava excitado e como aquilo a excitava. Tudo bem, Hinata não era nenhuma idiota e sabia que todos os homens tinham certa reação pela manhã, mas não poderia não aproveitar, nem que fosse só um pouco.
Empinou a bunda, ainda de olhos fechados, para que pudesse fingir ainda estar perdida em sonhos caso o loiro acordasse, e mexeu os quadris de um lado para o outro sentindo a ereção quente e grandiosa esfregar-se em si, tornando-se ainda mais marcante, endurecendo conforme ela se mexia. Por Deus, como aquilo era bom, mesmo sendo um toque limitado, queria mais. Rebolou mais os quadris, apertando mais seu corpo contra o do loiro, mas parou chocada ao sentir o braço firme em sua cintura, apertando-a ainda mais no corpo masculino.
Naruto dormia tranquilamente, para ele estar deitado no chão não fazia muita diferença, já que quando criança tinha mania de, sempre que possível, acampar com os pais em cabanas falsas armadas na sala ou até mesmo aos pés de sua cama, mas sentiu seu corpo reagir, ao notar uma boa sensação em seus países baixos. Por Deus, como aquilo era agradável. Ele não sabia o que estava acontecendo, se tinha algo a ver com o sonho que deveria ter tido ou não, mas queria mais, por isso esticou os braços a procura de mais proximidade e intensidade com a sensação relaxante que aquilo lhe dava.
Ao tocar o corpo macio e obviamente feminino, sorriu, só poderia ser um sonho mesmo, um bom considerando o tempo que estava em falta com sua masculinidade, por isso, resolveu aproveitar, bom, se verdadeiramente não podia ter o que desejava em sonho ao menos não era errado, principalmente, se fosse Hinata, afinal desde o início de suas investidas para seduzi-lo, sentia uma enorme vontade da morena, como mulher. Apertou o corpo contra a mulher de sua imaginação e esfregou sua ereção em seu traseiro robusto, de baixo para cima, como faria se a estivesse possuindo de lado, naquele momento, coisa que estava prestes a fazer para satisfazer seus desejos mais sombrios até ouvir um gemido, tão próximo e real que o arrancou de seu sono, completamente, fazendo-o abrir os olhos confusos e surpresos.
— Hinata?! – soltou a cintura feminina, afastando-se o quanto podia de seu corpo. – O que está fazendo deitada comigo? – perguntou, surpreso.
Hinata fechou os olhos e respirou fundo para não bufar de raiva, por ele ter acordado, se o fizesse acabaria entregando o quanto aquela situação a estava agradando e, bom, o quanto estava consciente do que certamente aconteceria. Virou o rosto para o loiro, fingindo surpresa.
— Eu estava dormindo e acordei com você me agarrando! – disse, um tanto, raivosa com a expressão contraída, usando todo o dom de atriz que seu pai a dizia ter sempre que fazia birra. – O que acha que estava fazendo, Naruto?
Ele encarou a morena, que parecia irritada e com razão, desviando em seguida o olhar para sua visível ereção sentindo o rosto corar tamanha vergonha que sentia. Puxou o travesseiro sob sua cabeça e colocou em frente seus quadris, separando-o ainda mais do da morena e tentando esconder aquilo, mesmo que já soubesse que ela já tinha visto.
— Desculpe, eu não... – não o que?! Se dissesse que não queria fazer aquilo e muito mais com ela estaria mentindo, porque queria muito aquilo. Respirou fundo, fechando os olhos sem saber como se explicar.
— Você não o que? – perguntou, pressionando-o, percebera o quanto aquilo tudo o deixou constrangido e queria que ele falasse o que quer que tivesse pensado, quem sabe ele percebesse que queria aquilo tanto quanto ela, afinal.
— Não sabia que estava dormindo aqui comigo. – confessou, nunca imaginou que aquela fosse a Hinata real. – Por que está deitada aqui? – perguntou, via a inocência na expressão da morena e até mesmo raiva pelo que se passara, mas não era possível que ela tivesse caído durante a noite em sua cama sem saber ou que ele acordasse.
— Deitei aqui com você ontem, lembra? – o loiro levou a mão a nuca, sentindo-se esclarecido. Sim, lembrava-se, com certeza, eles haviam pegado no sono juntos. – Eu nem lembrava mais que estava dormindo com você até você... bem, você sabe! – disse, deixando os olhos vagarem até a parte do corpo que ele escondia na almofada.
— Desculpa, Hinata! – não vinha nenhuma outra explicação em sua mente, só podia se desculpar. – Eu estava dormindo.
A morena controlou a risada ao vê-lo tão sem jeito, Naruto era ingênuo a ponto de não perceber que ela o estava tarando a dias e aquilo, no máximo, era a confirmação de que ele a queria como ela o queria e que, para ela, não seria nada demais, mas, bem, que ele se sentisse responsável, melhor do que ter que ouvir outra vez o discurso de que eles dois transarem não era algo bom, na verdade, poderia até se aproveitar disso.
— Tudo bem. – respondeu sincera, vendo-o sorrir, mordendo os lábios em seguida. – Mas eu vou cobrar por ter tirado essa casquinha de mim. – a voz maliciosa fez Naruto arregalar os olhos, principalmente ao perceber que os olhos perolados voltaram a admirar sua ereção agora escondida.
— Eu vou tomar um banho e ver se Okaa-san precisa de mim... – levantou-se rapidamente, queria fugir da morena, de preferência antes que ela fizesse algo que o deixasse completamente sem sanidade. – Já volto.
— Não vai me ajudar a levantar? – perguntou Hinata ao vê-lo abrir a porta do banheiro. Naruto a encarou, contrariado, temia que ela fosse fazer algo com ele. – Eu estou gravida Naruto e dormi no chão, minhas costas estão me matando! – era verdade, achava difícil que fosse conseguir levantar-se sozinha, mas queria mesmo era se aproveitar do loiro, nem que fosse só um pouquinho.
Ele assentiu, realmente, fazia sentido ajuda-la. Esticou a mão para a morena deitada no chão a sua frente e, sem dificuldades, a puxou colocando-a de pé, mas se arrependeu de tê-la ajudado no momento que a viu sorrir maliciosa e tocar puxar a almofada do meio de suas pernas, tocando seu membro sobre o pano fino da camisola que usara para dormir aquela noite.
— Hina... – iria pedi-la para parar, mas teve sua fala interrompida por um gemido que tomou sua garganta ao sentir a pequena e delicada mão apertá-lo com toda força que podia. Naruto conteve o impulso de segurar-se na parede enquanto sentia aquele prazer tomar conta de si. Mordeu os lábios impedindo o segundo gemido ao senti-la pressionando-o mais uma vez.
— Você me sentiu enquanto dormia, nada mais justo eu te sentir também, não acha?! – a voz da morena saíra mais sedutora impossível, não conseguia impedir, afinal sentia o membro que tanto queria e imaginava pulsar sob sua mão, louco por alivio. Naruto fechou os olhos e suspirou tentando controlar as reações de seu corpo ante a outro apertão dela, usando toda sua força de vontade para cobrir a mão feminina com a sua e afastá-la de seu corpo, ao invés de enfiá-la embaixo da camisola como realmente tinha vontade.
— Não faz isso. – pediu, ainda de olhos fechados, não queria ver os olhos perolados, pois saberia exatamente o que Hinata queria e tinha medo de querer tanto quanto ela.
— Você quer que eu faça isso e muito mais, não dá nem para negar! – disse maliciosa, forçando a mão a voltar para o corpo do loiro, mas ele a manteve afastada, segurando também seu outro pulso, impedindo que tomasse o mesmo caminho do primeiro. – Por Deus, Naruto, você está duro feito pedra!
— Peço desculpas pelo que fiz, Hinata, não deveria, mas é normal acordar assim. – disse, achando ser a melhor desculpa para o que fizera. – Coisas do corpo masculino, eu não posso impedir.
— Está dizendo que acorda assim todos os dias e que essa ereção não tem nada a ver comigo? – perguntou, notando aonde ele queria chegar.
— Exatamente isso. – confirmou. Era mentira, ele podia até amanhecer animado, mas não assim, nunca assim.
Hinata sacudiu a cabeça e bufou.
— Quer dizer que não sente tesão nenhum em mim? – perguntou o desafiando.
— Eu não sinto, Hinata, somos só amigos. – a morena revirou os olhos, quando o loiro tapado iria perceber que não precisava ser mais que amigos para sentir tesão por ela? Só precisava ser hetero, na verdade, coisa que ela tinha certeza que ele era.
Mas então ele estava dizendo que ela estava uma baranga e, por isso, não tinha como sentir tesão nela, só podia ser isso e só podia ser culpa da gravidez e daquela maldita barriga que espetava em seu corpo, antes dela nenhum homem jamais dissera não ter tesão por si. Encarou o loiro, os olhos fulminantes, poderia mata-lo por dizer aquilo, afinal se agora ela estava feia era culpa dele mesmo por tê-la engravidado. Idiota! Sacudiu a cabeça, raivosa e puxou as mãos, as afastando das do loiro.
— Vou ver se o café da manhã já está pronto! – disse entre os dentes, virando as costas ao loiro estupido, preferia não pensar que ele a tinha acabado de rejeitar e ainda esfregar em sua cara que ela estava feia ou, por tudo que era mais sagrado em sua vida, o mataria. Bateu a porta, como gostaria de bater na cabeça de Naruto, com toda sua força deixando o quarto.
Naruto olhava para direção que a morena tomara sem entender nada, não fazia a menor ideia do porquê de ela ficar tão irritada, mas nunca entendia Hinata mesmo e achava que nunca fosse entender, não completamente, então deu de ombros e caminhou ao banheiro, precisava de um banho, com urgência.
A morena respirou fundo antes de deixar o corredor, poderia afundar o crânio de Naruto, naquele instante, com suas próprias mãos, mas os pais dele não precisavam saber disso, portanto, retomou uma postura amena antes de caminhar para a sala, onde sabia que o casal mais velho estaria se já estivessem acordados.
— Bom dia, Hinata. – disse Kushina, sabia que alguém estava a caminho quando ouviu a porta do quarto bater e, bom, por conhecer o temperamento de seu filho sabia que só podia ser Hinata, afinal nunca vira o filho acordar estressado a ponto de bater nenhuma porta. – Está tudo bem? — perguntou, desviando os olhos do pedaço de bolo que colocara sobre seu prato, olhando para a morena que sorriu e assentiu em resposta.
— Já passou da parte dos enjoos matinais, né?! – perguntou Minato, que estava sentado ao lado da esposa na mesa, cortando um pedaço de bolo para si. Hinata assentiu, graças a Deus, os enjoos se tornavam cada dia mais amenos e quase nunca eram pela manhã agora, na verdade, a noite sentia seu estomago um tanto vulnerável a enjoos, mas só se tratando de ramen. – Quer bolo? – Hinata sorriu, confirmando, vendo-o separar o pedaço num prato disponível e colocar em frente a um dos lugares da mesa, o de lado oposto ao de Kushina.
— Obrigada. – disse se sentando para comer. Se tinha algo que a gravidez fazia era lhe deixar com muito tesão e muita fome e, bom, já que não podia acabar com o primeiro sozinha, ficava feliz em comer.
Naruto deixou a agua gelada molhar todo seu corpo, estava completamente acesso e apesar da sensibilidade que a agua gelada trazia não seria o suficiente para resolver seu problema. Fechou os olhos e levou a mão até sua ereção, tocando-a de baixo para cima, se permitindo urrar. Ele odiava ter que recorrer aquilo, sentir seus dedos pressionarem o membro rijo não era a mesma coisa que sentir a mão macia de Hinata, mesmo sobre o pano, com ela era muito melhor.
Apertou mais a mão, sem interromper o movimento de vai e vem permitindo sua mente ser invadida com imagens da morena, que o estava tirando do sério. Por tudo que era mais sagrado ele precisava voltar a ter uma vida amorosa, conhecer e se relacionar com outras mulheres, só assim poderia se livrar da tentação constante que era ter Hinata tão perto. Gemeu mais alto ao lembrar-se de como fora ter as mãos naqueles quadris largos da menina e pressionar o pênis sobre seu traseiro, por Deus, se até com as roupas aquilo era uma delícia, imaginava sem. Respirou fundo e apoiou a mão livre na parede do boxer sentindo o gozo escorrer sobre seus dedos.
Respirou fundo e abriu um pouco mais o chuveiro, deixando a agua molhar todo seu corpo recém relaxado. Lembrava-se bem da decisão que tomara na noite anterior, começaria a ver outras pessoas, se daria uma chance de amar novamente, afinal Shion tinha seguido em frente. Isso seria bom não só para seu coração, como também seu corpo e sua autoestima, ele odiava ter que se aliviar daquela forma.
Fechou o chuveiro, enrolando-se na toalha antes de sair do banho, fora tão rápido para o banheiro que esquecera-se completamente de separar alguma roupa para colocar. Com medo de que a morena estivesse de volta ao quarto, que dividiriam enquanto estivessem ali, vestiu seu pijama, após se secar, e deixou o banheiro, separando de sua mochila uma calça confortável, já que não tinha a intenção de sair antes da hora de ter que ir ao aeroporto, e uma blusa preta de manga curta, o tempo parecia estar bom aquela manhã.
Deixou o quarto e caminhou rapidamente para a mesa de jantar, sabia que aquela hora seus pais já deveriam estar tomando o café da manhã. Sorriu, ao ver que estava certo, comendo todos juntos o bolo de chocolate que sua mãe fizera.
— Bom dia. – cumprimentou os pais, que sorriam ao vê-lo e sentou no lugar vazio ao lado de Hinata. – Caprichou no café, Okaa-san. – disse, fazendo a mãe sorrir e dar de ombros.
Kushina gostava de cozinhar, principalmente, para outras pessoas e como agora só fazia comida para o marido e para si mesma aproveitava quando recebia visitas para caprichar, principalmente, para o filho que sempre apreciou tanto suas refeições.
— Eu estava me perguntando o que vocês gostariam de comer no almoço de hoje... – não tinha conseguido decidir, poderia fazer ramen, afinal seu filho amava, mas já tinha feito para a festa do dia anterior.
— Ramen. – disse o loiro, sem pensar duas vezes, levando seus pais ao riso, ele era incrivelmente previsível quando o assunto era comida.
— Mas já tivemos ramen ontem, Naruto. – disse a ruiva, vendo o filho dar de ombros.
— Eu nunca canso de ramen. – disse, sendo sincero.
— Mas e você, Hinata, gostaria de alguma coisa em especial? – perguntou, olhando para a morena que mordia os lábios. Bom, normalmente, não discordaria do loiro, mas estava com desejo de algo que seu pai sempre fazia em casa e ela não sabia fazer.
— Bom, eu estou morrendo de vontade de Guioza! – confessou, fazendo Kushina sorrir. – Meu pai sempre fazia em casa, mas desde que moro com Naruto, eu não comi.
— Eu sei fazer e, particularmente, ficam uma delícia. – disse sorrindo, fazendo a morena sorrir também. Realmente adoraria comer aqueles bolinhos recheados. – Podiamos fazer vários sabores e todo mundo pode ajudar nos recheios. – ela gostava de fazer as coisas em família e imaginar todos ajudando na cozinha era genial.
— Eu acho que prefiro ajudar com a louça e com a mesa, que tal? – sugeriu Minato, olhando para a esposa e que assentiu, compreensiva. Cozinhar não era uma das habilidades de seu amado marido.
— Eu acho mais saudável que o Naruto também fique longe da cozinha. – confessou a morena, notando o rosto do loiro enrubescer.
— Por quê? – perguntou Kushina, tudo bem que ela nunca pedira para o filho cozinhar, gostava tanto de fazê-lo que não tinha necessidade que ele o fizesse.
— Ele conseguiu queimar o frango por fora e deixa-lo completamente cru por dentro. – contou, fazendo a ruiva sorrir.
— Eu nunca tinha feito frango antes. – resmungou o loiro, abaixando a cabeça com um bico nos lábios.
— Acho que puxou os meus dotes culinários, filho. – disse Minato, sorrindo.
— E você sabe cozinhar, Hinata? – perguntou Kushina, após gargalhar do filho que tinha uma expressão desolada no rosto, após assentir em confirmação ao seu pai.
— Um pouco, bom, eu nunca fiz guioza, mas acho que posso ajudar sim. – sorriu para a ruiva, que assentiu.
— Acho que todos podemos tentar fazer, mas primeiro que tal fazermos uma lista dos sabores que queremos e mandar esses dois ao mercado? – perguntou, vendo a morena sorrir, enquanto ela se levantava para pegar um pequeno bloco de anotações. – Vamos lá, vamos fazer quais recheios? – perguntou, vendo toda a família sorrir, sabia que com certeza sairiam mil e um sabores bem loucos nesse almoço.
Hinata sorriu vendo o loiro, que parecia uma criança feliz dizendo os sabores mais loucos do mundo para preencher a guioza, se sentia bem com aquela família, eles eram felizes e espontâneos e, por Deus, esquecera quando foi a ultima vez que teve isso em casa, mas na verdade nunca teve, sua mãe nunca estivera presente como Kushina estava. Respirou fundo, mas sorriu deixando de lado suas frustrações, afinal aquele era um momento bom.
Passados alguns minutos, finalmente, tinham uma lista dos sabores que fariam entre eles estavam os tradicionais de carne de porco e de legumes, mas também contava com sabores como de salmão, camarão e até de chocolate, Naruto queria experimentar uma versão doce e, bom, poderia ser bom, afinal.
Com a lista em mãos Naruto saiu com Minato, seu pai, para o mercado, eles foram caminhando porque tudo em Konoha era próxima, afinal, não tinha necessidade de andar pela cidade de carro. A lista de compras estava no bolso de trás da calça que colocara depois do banho.
— Percebi que sua relação com Hinata está bem melhor. – disse o mais velho, puxando assunto com o filho, gostaria de saber em que pé ele estava com a morena e como estava com a notícia dos gêmeos, também, até porque não era algo comum.
— Sim. – respondeu sincero. – Agora nos conhecemos melhor e somos até amigos... Hinata é um tanto problemática, mas é uma ótima menina.
— Da para perceber que é mesmo. – disse Minato, olhando o filho que sorria. – Você gosta dela?
— Gosto sim, Otou-san, Hinata é uma boa amiga! – confessou, sorrindo.
— Eu não estou perguntando como amiga, meu filho. – esclareceu o loiro mais velho.
— Eu acho que ficamos melhor como amigos, sabe, e se nos envolvermos e acabar mal? Sabe, eu achei que fosse ficar com Shion a vida toda e acabou, só que agora se acabar pode acabar afetando nossos filhos e nos fazer ter uma relação distante... – parou, percebendo que estava se explicando para o pai e parecia estar tentando se convencer também.
— Mas e se vocês não terminarem? – perguntou Minato. – Com ela pode não ser como com Shion, pode dar certo e vocês passarem a vida toda juntos, pensa em como isso seria incrível pros bebês! – Naruto sorriu, confessava que era fofo imaginar algo desse tipo, afinal sempre sonhou em ter filhos e constituir uma família, tendo todos ao seu lado, unidos, como a relação que tinha com seus pais.
— Prefiro não arriscar! – sacudiu a cabeça, afastando os pensamentos. Ele sabia que seria capaz de se envolver com a morena se quisesse, ela era incrível, mas preferia sequer pensar nisso.
Minato sorriu, sabia que algo ia sair disso e esperava realmente que tudo terminasse bem, porque com certeza aquela morena tinha conseguido um lugar no coração de seu filho, um lugar especial, por mais que ele não quisesse assumir. Abriu a porta do mercado, deixando seu filho entrar na frente, ele teria que guia-lo nas coisas que teriam que comprar, duvidava que Naruto lembrasse onde ficasse cada coisa, depois de tanto tempo longe da cidade.
— Vamos pegar uma coisa de cada vez...
— Eu vou lá trás pegar as coisas doces. – interrompeu Naruto.
Sem ouvir o que seu pai tinha a dizer, ele avançou rapidamente para o fundo do mercado, pois sabia que os chocolates ficavam ali, bom, costumavam ficar pelo menos. Minato riu, sabia que o filho andaria até lá a toa, e caminhou sem pressa para onde sabia que encontraria algumas coisas da lista.
O loiro olhou para a última prateleira do mercado e curvou as sobrancelhas, onde estavam os chocolates?! Que droga! Olhou para o caminho de onde veio e não viu mais seu pai então resolveu caminhar pelo mercado, afim de encontrar alguma coisa conhecida, parecia que tinham virado o mercadinho da cidade do avesso. Droga, iria ter que procurar seu pai em todas as fileiras.
Entrava na segunda fileira quando viu os chocolates, ali costumava ficar a manteiga e os iogurtes, realmente, mudaram tudo. De qualquer forma pegaria o chocolate antes de ir ao encontro do pai, pegou algumas barras na mão, com certeza, nessa altura seu pai já deveria ter pego uma cestinha para botar as compras.
Olhou para os dois lados do corredor, procurando por outros tipos de chocolate, mas interrompeu seu pensamento ao se ver alguém entrando no corredor também, sorriu.
— Oi, Naomi-sensei. – disse cumprimentando-a, que sorriu simpática.
— Naruto, eu achei que já teria ido embora, não pude ir na sua festa de aniversário ontem. – comentou, se desculpando. O loiro assentiu, bem que sentira falta e de sua família na festa que seus pais prepararam. – Hanabi está passando meio mal aí ficamos em casa com ela, hoje vim comprar uns doces para ver se ela se anima para comer ao menos a sobremesa. – Naruto sorriu, se ele podia servir de exemplo toda criança, mesmo doente, aceitava doce. – Parabéns, viu, estamos muito felizes na cidade com seu sucesso.
— Obrigada, Naomi-sensei. – abraçou a ex-professora que retribuiu o abraço. Sorriu, sempre se deu bem com Naomi, assim como com todos os seus professores. Afastou-se dela contente e a viu acenar ao deixar o corredor de doces, mas ao reparar no cabelo curto preto azulado sentiu ao familiar, era a primeira vez que via cabelos exatamente da cor dos de Hinata, tinha certeza que se fossem compridos seriam idênticos ao da Hyuuga. Que estranho! Foi para o corredor seguinte, em busca do pai, para recolher o resto das compras, tinham que voltar logo ou a massa já estaria pronta quando chegassem. – Otou-san! – chamou, vendo o mais velho virar-se.
— Ficou perdido? – perguntou ao loiro, que coçou a nuca envergonhado. – Eu tentei avisar que as coisas tinham mudado de lugar!
Naruto deu de ombros, não tinha problema, o que importava era que tinha conseguido pegar os chocolates. Levantou as mãos cheias das embalagens de chocolate e sorriu.
— Já podemos ir? – perguntou animado, era bom estar em casa, estar com seus pais, sua família e, por alguma motivo, gostava do fato de estar compartilhando aquilo com a morena que seria mãe de seus filhos. Minato assentiu.
—--
— Sasuke vai vir hoje? – perguntou Ino, ao ver a amiga correr de um lado a outro do apartamento, obviamente ela estava nervosa e só ficava assim quando tinha algo a ver com o moreno ou com alguma história de sua irmã mais nova e seus namorados, mas como não tinha a visto falar com a mãe ao telefone hoje, era Sasuke. Tinha certeza.
— Ele deve passar por aqui. – confessou, deixando o corpo cair sobre a poltrona vermelha de sua sala. Estava cansada de andar da cozinha para o quarto e do quarto para a cozinha, novamente, sem deixar de passar pelo banheiro e pela sala, sem sequer se lembrar do que procurava. Ino encarou a amiga com as sobrancelhas erguidas, queria saber como assim ele passaria ali e porque a rosada estaria tão nervosa só com aquela possibilidade. Sakura olhou para o teto prendendo os olhos na pequena luminária da sala e respirou fundo. – Sasuke disse que vamos almoçar com a família dele hoje.
Uma expressão esclarecida tomou o rosto da loira, agora sim estava explicado e, bom, ela conseguia compreender. Namorar já era uma coisa difícil, sabe, achar alguém que te aceite e ame como você é, mas tudo se torna mais complicado quando você tem essa pessoa e precisa fazer com que as pessoas mais importantes da vida dele gostem de você também, isso acaba sendo essencial para a relação dar certo.
— Que tal respirar fundo, tomar uma agua e ir tomar um banho enquanto eu separo uma roupa bem bonita para você? – disse sorrindo e se levantando do sofá, deixando o controle sobre a mesa, depois de desligar a TV. – Vai logo, já pro banho. – esticou a mão para a rosada, que a segurou instantaneamente, pegando o impulso que precisava para levantar.
— Obrigada, Ino-porca. – disse sorrindo, fazendo a amiga bufar.
— Me chame assim de novo e vou te fazer ir tão malvestida que vão achar que você foi pedir esmolas. – disse alto para que Sakura, que já estava a caminho do banheiro, pudesse ouvir. A rosada riu, sabia que a amiga não faria isso não importasse quantas vezes a chamasse pelo apelido bobo.
Ino caminhou para o quarto da rosada abrindo a porta do guarda-roupa, sabia os gostos da amiga, afinal não era de ontem que elas se conheciam e moravam juntas. Pegou uma calça jeans clara, apesar de ser um almoço de domingo, onde normalmente as famílias se encontraram informalmente, o clima estava nublado e frio, então nada cairia melhor que uma calça, principalmente combinada com aquelas botas coturno bege que a Haruno tinha comprado há umas duas semanas.
Separou sobre a cama e abriu o outro lado do armário onde sabia que encontraria as blusas e os acessórios da menina. Mordeu os lábios, pensando na melhor possibilidade, bom, um casaco não poderia faltar, mas sabia qual queria e não encontraria ali, pois era seu e não da rosada. Bufou, Sakura a ficaria devendo uma, afinal era tão boa amiga que ainda lhe emprestaria uma roupa e, particularmente, uma peça que amava. Seu cardigan alongado azul marinho, tão azul que poderia facilmente ser confundido com preto. Pegaria por último, afinal era burrice ir ao seu quarto e voltar ali. Tocou os cabides da amiga, sentindo as texturas dos tecidos, decidiu por uma leve camiseta de musseline amarelo, bom, caso o tempo melhorasse era poderia tirar o casaco e continuar linda e, por fim, a nova Louis Vuitton marrom com bege que ainda disputava com Sakura para saber de quem era.
Os acessórios deixaria para ela mesma escolher, mas mesmo que não usasse nada já estaria devidamente arrumada. Fechou o armário e caminhou ao seu quarto, bom, tinha que pegar o cardigan e seu celular, tivera uma ideia ao saber que a amiga sairia e acreditava que dava tempo de marcar, já que ainda estava cedo. Achou o smartphone largado sobre a cama e acionou o whatsapp, que parara de responder na noite anterior, as vezes queria descanso e para ter isso ao máximo, tinha que largar a internet um pouco. Procurou nas conversas recentes a foto do ruivo bonitão com quem conversava bastante nos últimos dias.
“Sabe o jantar? Então, esquece! Vem almoçar comigo no meu apê hoje, acabo de descobri que vou estar sozinha”
Enfiou o celular no bolso, assim que viu que a mensagem tinha sido enviada, puxou o casaco que estava pendurado na cadeira de sua escrivaninha e voltou ao quarto da amiga, que já saíra do banho.
— Gostou da roupa? – perguntou ao ver a Haruno tocar a blusa que estava esticando sobre sua cama. Sakura olhou para a amiga, o rosto convencido para dizer que faltava o abrigo, que era muito importante num dia gelado como aquele, mas antes que pudesse foi interrompida pela loira: — O casaco está aqui, sim?! Eu fui lá no meu quarto buscar. – esclareceu, fazendo a amiga sorrir.
— Amei a roupa, mas agora sai que eu quero me vestir. – apontou com o queixo para a porta, fechando-a logo depois da amiga sair. — Agora é só se transformar na Sakura de todos os dias, que todos adoram. – disse se olhando no espelho, deixando o sorriso morrer ante a visão do seu cabelo, por Deus, estava uma verdadeira maçaroca.
Sacudiu os fios rosas com a toalha, quem sabe fosse a hora de repensar essa cor, pois já começavam a desgastar seus cabelos. Respirou fundo, negando com a cabeça, procuraria algum tipo de hidratação profunda e reconstrutora, mas não deixaria sua cor para trás, demorara muito tempo para atingir o tom certo de rosa. Separou o secador do armário, precisaria dele, e vestiu a roupa que a amiga havia separado para ela, incluindo seus anéis e um cordão cumprido de pedra da lua, pelo qual estava completamente apaixonada.
Quando finalmente estava toda pronta e só faltava seu cabelo notou a vibração do seu celular sobre a madeira de sua mesinha de cabeceira. Respirou fundo, sabia que era Sasuke e que possível estava atrasada. Atendeu.
— Minha rosada já está pronta? – perguntou ao perceber que já tinham atendido. Sakura riu, o moreno andava um bobo nos últimos dias.
— Quase, já chegou? – não podia impedir de sorrir, gostava quando ele dizia ‘minha’ antes de qualquer que fosse o adjetivo que usaria para defini-la, fazia tudo parecer mais real, como se ambos pertencessem um ao outro.
— Estou te esperando no portão. – disse.
— Me dá 15 minutos que eu desço. – mandou um estalinho para ele pela chamada, antes de desligar, sabia que ele iria esperar, a parte complicada seria cuidar de seu cabelo em tão pouco tempo.
Ino olhou para o apartamento e viu que estava completamente bagunçado, mas não iria arrumar tudo, bom, poderia até dar uma ajeitadinha, mas se o ruivo queria se envolver com ela iria ter que se acostumar com isso. Sorriu, o que faria pro almoço?! Bom, lembrava-se vagamente de ter frango na geladeira e macarrão no armário, mordeu os lábios, um macarrão primavera cairia bem, só esperava que o ruivo também gostasse.
— Ficou bonitona. — interrompeu seus pensamentos quando ouviu a porta do quarto bater e olhou para a amiga que saia de lá toda produzida.
— Obrigada, porca. – disse sincera, ajeitando a bolsa sobre os ombros. – Vai ficar sozinha hoje?! – perguntou, era domingo e normalmente elas saiam ou faziam algo juntas em casa, agora que estava namorando sentia-se mal por deixa-la sozinha, por mais que ela não parecesse se importar.
— Estou esperando uma resposta do Gaara. – confessou.
— Será que isso vai dar em relacionamento sério? – perguntou caçoando da amiga, desde que estavam juntas ali na cidade a loira não namorava ninguém sério, apesar de sempre conhecer muitos caras.
A loira deu de ombros, não gostava de delimitar as coisas com seria ou não, o que tivesse que acontecer entre ela e o ruivo aconteceria, fosse bom ou ruim, fosse sério ou não, ela estava sempre apertava as possibilidades que a vida lhe oferecesse.
— Vai logo que o Sasuke deve estar te esperando! — a rosada sorriu e assentiu, odiava o fato de nunca ter a chance de caçoar da amiga quando se tratava de relacionamentos, Ino era uma das mulheres mais equilibradas quando se tratava de relações emocionais, bom exemplo era o fato de continuar sendo amiga de Sai, como se nada tivesse acontecido entre eles. – Até mais, porca! – disse abrindo a porta e jogando a chave na bolsa.
— Bom almoço, testuta! – retrucou, sentindo o celular vibrar em seu bolso.
Pegou o aparelho, sem pensar duas vezes e abriu as mensagens, ainda tinha muitas do dia anterior e não leria agora, então foi direto a do ruivo, que confirmava o almoço. Sorriu, gostava do fato dele ir ali, por dois motivos: não gostava de ficar sozinha e algo a dizia que ela ainda poderia gostar muito, muito mesmo da companhia dele.
“Estou te esperando”
Encaminhou a mensagem e se levantou, esticando o tapete da sala e tirando as almofadas do chão, voltando a coloca-las sobre o sofá, seu lugar de origem, antes de caminhar para a cozinha. A louça da janta ainda estava na pia e, por sorte, eram somente dois pratos e uns talheres, lavou tudo rapidamente e colocou a agua para ferver, assim logo o macarrão ficaria pronto rápido, quando deixasse o banho.
Tirou o frango da geladeira, que já tinha deixado para descongelar e foi para o banheiro de seu quarto, que estava uma zona de roupa. Se perguntava se deveria esconder tudo dentro do guarda-roupa, como fazia nas poucas vezes que os pais cismavam em aparecer ou deixava tudo como estava até ter paciência para dobrar tudo, como deveria. Bom, Gaara iria ao seu quarto? Se perguntou. Podia pensar em mil e uma coisas para eles fazerem juntos no apartamento, sozinhos e alguns envolviam a cama, mas nada que não pudesse ser feito no sofá também.
Abriu sua gaveta tirando o shortinho preto de pano que usava para ficar em casa e um moletom adidas cinza com as mangas floridas, ficaria confortável. Torcia para que Gaara não aparecesse de terno e todo produzido, achava que tinha ficado claro que era algo só para eles dois, algo simples. Fechou a porta do quarto e olhou para a cozinha, por cima do pequeno muro de mármore que a dividia, vendo como ia com a agua e, bem, podia ferver mais. Realmente dava tempo de jogar uma agua no corpo.
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— Acha que as guiozas doces vão dar certo? – perguntou Hinata para a mais velha, que sorria separando os ingredientes da massa, que Kushina colocava na vasilha onde preparariam.
— Eu, realmente, não sei, mas vale a pena tentar, não é?! – a morena sorriu, gostava do espirito daquela mulher, era tão cheia de vida e animada.
— Sim, mas vai realmente deixar os dois fazerem também? Eles podem desandar tudo. – a morena não sabia se o Uzumaki mais velho era tão ruim na cozinha quanto o mais novo, mas se fosse era melhor deixá-los longe do que quer que se fosse preparar.
— Vamos dar uma chance para eles, apesar de eu saber que é provável que as que ele façam não dê certo. – piscou um olho para a morena, com camaradagem. – Sabe, Hina, depois de uns anos junto com a mesma pessoa, principalmente, num casamento a gente tenta fazer tudo juntos para manter a proximidade um com o outro, entende?!
— Como assim? – perguntou, não entendia porque daquela frase e nem onde aquilo se aplicava em fazer guiozas.
— Você e meu filho estão começando um relacionamento agora e pode ser bem difícil, sempre é, ainda mais quando já começa com o acréscimo eminente de dois bebês, então se você achar algo que goste de fazer deixe que meu filho faça com você, mesmo que ele não saiba e faça com ele aquilo que o agrada também, é uma forma de continuarem conectados. – explicou, sorrindo, lembrava-se do início de seu casamento. Era tão diferente estar com alguém que antes não via todos os dias e de todos os hobbies que tiveram, desde de colecionar selos a montar aeroplanos, bom, no fim também cozinhavam juntos, mesmo que até hoje quase 30 anos depois o loiro ainda fosse péssimo naquilo. – Principalmente se a principal ligação entre vocês for o sexo, porque com a chegada desses bebês vai ser impossível por alguns meses qualquer atividade que não envolvam crianças também.
Hinata respirou fundo. Se Kushina soubesse que a última coisa que tinha na sua relação com Naruto era sexo ficaria surpresa, mas para isso ela teria que explicar toda a relação deles então era melhor deixar aquele assunto para lá, até porque era valido, tinha mesmo que conviver com o loiro por muito tempo ainda, antes do nascimento dos filhos.
— Trouxe chocolate ao leite, chocolate branco, chocolate branco com cookie e chocolate meio amargo, acho que dá pra testar muitos sabores! – disse Naruto abrindo a porta da sala e gritando para que a mãe ouvisse na cozinha.
— Não grita, Naruto! – respondeu gritando para o filho, misturando a ultima parte dos ingredientes na vasilha, entregando para a Hyuuga mexer, como haviam combinado.
— Você também gritou. – ele se defendeu chegando na cozinha e largando as bolsas que carregava na mesa.
— Eu posso. – respondeu dando de ombros para o filho. – Vai cortar esses chocolates em cubos... – virou para a morena estendendo a mão. – Me dá esses potinhos que estão no escorredor, por favor? – Hinata apontou para onde ela falava e a ruiva confirmou, assentindo. Pegou as vasilhas e entregou ao filho. – Vá cortar esses chocolates, em quadradinhos e não misture os sabores.
— Hai. – esticou o corpo, puxando a vaca que estava em cima da pia e foi para a sala picar o chocolate, bom, ao menos nisso ele não iria poder errar.
Naruto parecia empolgado por estar ajudando e isso incentivou a morena, Kushina parecia ter razão, na verdade, até hoje de tudo que conversara com aquela mulher ela nunca parecia estar errada.
— Tem alguma coisa para eu fazer também?! – perguntou Minato, chegando a cozinha com a bolsa do mercado em mãos. – Eu trouxe o porco. – sorriu.
— Faça como Naruto, meu bem, corte a carne para que possamos temperá-la e preparar as salgadas. – o loiro assentiu e Hinata voltou a preparar a massa. Parecia que iriam passar um dia bem tranquilo e juntos, em família.
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O macarrão primavera estava pronto e só faltava o queijo ralado para estar perfeito aos seus olhos, mas deixaria para colocar direto no prato, vai que o ruivo não gostasse não é mesmo?! Tapou a panela e ligou a TV, olhando no guia de canais todos os filmes que começariam e estreariam naquele domingo, mas não achou nada útil, bom, pelo menos tinha alguns dvds, ele podia escolher.
Sentou na poltrona, deixando o celular sobre a coxa, assim saberia se ele vibrasse ou desse algum sinal de que seu acompanhante tinha chego. Rodou os canais mais uma vez, parando no canal sobre documentário medico, nunca tivera interesse em medicina ou em algo parecido, mas esses documentários de médicos na emergência com acidentes e muito sangue sempre lhe atraíram.
Recostou o rosto em uma das almofadas, derrubando a outra no chão. Revirou os olhos, era assim que o chão acabava coberto de almofadas, deveria arranjar um gato, ele quem iria gostar de ter pontos macios por todo o chão. Começava a acreditar que o ruivo estivesse se esquecido de vir, ou que tinha confundindo almoço com jantar, porque até agora não dera sinal de vida e, pegou o celular desbloqueando a tela para ver a hora, já passavam das 12h, estava com fome.
“Se você não chegar em 5 minutos juro que vou comer sozinha. Sabe, eu não sei você, mas eu almoço cedo todo dia e já estou morrendo de fome.”
Fora totalmente sincera na mensagem e poderia optar por sequer avisar, mas como ela quem havia chamado achava justo, pelo menos assim ele saberia que se demorasse podia correr o risco de não ter comida para ele. Sentiu o celular vibrar e sorriu, mesmo que fosse para falar que não iria conseguir ir, ele tinha respondido rápido.
“Fica calma, esfomeada, eu estou no seu portão”
Se levantou e caminhou até a cozinha, separando a panela do almoço, pratos e talheres que eles precisariam, colocando-os a mesa. Era o tempo certinho até ele subir, assim saberia se ele estava mentindo, como aquelas pessoas que dizem que já saíram de casa quando na verdade ainda estão enroladas na toalha. Mas pelo visto não, afinal assim que deixou os copos sobre a mesa a campainha tocou, fazendo-a sorrir.
Gaara segurava uma garrafa de Saquê em frente a porta da loira, fora difícil convencer sua irmã a falar com a mãe que não iria na casa dela aquele domingo, bom, depois que voltara dos Estados Unidos sempre passava aquele dia com a família, mas teria outros domingos para ir até a casa dos pais, já com Ino não saberia se teria outra chance, até porque ainda não sabia onde o relacionamento deles ia levar.
Imaginou que fosse ficar apenas os dois, por isso, se vestiu de forma bem casual com a primeira calça jeans que achara, uma preta, e uma camisa de manga cumprida cinza clara, esperava que ela não tivesse feito nada muito elaborado para eles, senão se sentiria totalmente deslocado.
Sorriu ao ver a loirinha abrir a porta com um moletom adidas e os cabelos soltos, como ele nunca tinha visto antes. Seus cabelos eram ainda maiores do que ele imaginava, como ele gostava. Ela estava linda e o ar casual e intimo que exalava o fez sorrir, afinal esperava se tornar mesmo bem intimo dela.
— Vem. – disse a loira, pegando a garrafa das mãos masculinas. – Pode entrar.
Continua...
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