Pieces of Her

5 Ligação.


Notas iniciais
Oláááá *_* Aqui estou eu, de novo. Gente, juro que quero parar de ter vontade de escrever só essa fic, mas eu não consigo! Ainda estou loucamente apaixonada pela história e quero saber mais e mais dela, ainda mais que está chegando na parte em que eu mais quero hehehe *_* Aproveitei que hoje tive médico e não fui a aula para escreveeeer (e pensar que na escola a prof ontem ficou reclamando com a turma falando que todos devemos escrever mais em casa, porra, se eu escrever mais fico sem dedos SHUAHS) E mais uma vez eu gostei desse capítulo! Acredito que ele tenha ficado diferente dos outros, pois é o primeiro que é mais focado na Hina ao invés de no Naru, mas, ainda assim, espero que gostem heeh *_* Kissus e Boa Leitura!

Sábado (29 de Agosto)

Esfregou os olhos e olhou furiosa para o celular que tocava ao seu lado. É sábado! Será que as pessoas não entendem que ela só quer dormir? Girou na cama, rapidamente, para pegar o celular, mas parou engolindo a seco a bile que veio em sua garganta. Como podia estar enjoada? Não tinha nada em seu estomago e, também, não poderia culpar a bebida já que há dias não saia para beber, seu pai se negava a lhe dar dinheiro. O que lhe parecia injusto, merecia dinheiro por ter ido quase três semanas inteiras a escola, não? Fechou os olhos, conseguindo ignorar completamente o som do celular, mas sentiu o enjôo voltar e mais uma vez a bile tomar sua garganta. Arregalou os olhos, levantando apressada. Precisava chegar rápido até o banheiro.

Abriu a porta e com pressa curvou os joelhos a frente do sanitário, levantando a tampa com urgência. Segurava o próprio cabelo para traz enquanto vomitava. Odiava aquela sensação, o gosto ruim que deixava em sua boca e o desconforto de estar passando mal. Mas por que passava mal? Acordara do mesmo jeito no dia anterior e sequer podia culpar a bebida ou os comprimidos que tomava, as vezes, nunca tinha estado tanto tempo em casa, pela falta de dinheiro. Ficar em casa a deixava doente, só pode. Não tinha outra explicação. Levantou-se e deu descarga abaixando a tampa do vaso. Apoiou as mãos na pia depois de ligar a torneira. Olhou o rosto no espelho e a expressão não era das melhores, o enjôo ainda não passara.

Encheu a mão com água e levou a boca, queria se livrar daquele gosto horrível. Uma, duas, três vezes antes de pegar a escova para escovar os dentes. Terminou a higiene bucal e para sua sorte o gosto de menta da pasta tomara o lugar do azedo anterior. Passou as mãos molhadas pelos cabelos prendendo-os em seguida com um rabo de cavalo e saiu do banheiro, sentindo mais uma vez o estomago embrulhar, que cheiro era aquele?

– Acordada antes das 14h, que surpresa! – disse Hiashi. A voz era irônica, mas ele realmente estava surpreso em ver a filha acordada tão cedo, sorriu. Bom que poderia ter sua companhia que há tempos não tinha, a não ser nas duas aulas de sua matéria que ela assistira nas semanas anteriores.

– Acordei cedo essa semana inteira para ir a escola, o que tem de mais em acordar tarde no sábado? – tudo bem que nunca assistia um dia de aula inteiro, mas ia. Hiashi fechou os olhos e se calou, a filha era sempre tão hostil consigo, que talvez fosse bom não ficar mesmo em sua companhia e só lembrar-se dos bons momentos que passaram juntos quando ela era mais nova e controlada. Hinata deixou a careta tomar seu rosto, aquele cheiro a estava deixando pior. – O que está cozinhando? – perguntou, já estava sentada a mesa, pretendia esperar o almoço, mas não conseguiria, aquele cheiro.

– Lamem de porco, seu preferido. – respondeu concentrando-se na comida. Já que ele não a estava dando dinheiro julgou que ela almoçaria em casa e resolveu agradá-la com o prato preferido. Ela arregalou os olhos, como seu prato favorito estava sendo capaz de fazer esse embrulho em seu estomago? – Está tudo bem? – quando olhou para a filha, viu seu rosto retorcer-se em caretas e sua pele ficar meio pálida. Com a mão sobre a boca, ela voltou a correr para o banheiro e repetir mais uma vez o processo de vomitar sem motivo e sem ter nada no estômago. Que nervoso!

Escovou os dentes mais uma vez e foi para o quarto, deitou-se e virou para a janela. O que estaria acontecendo? Mesmo passar tanto tempo em casa não a faria vomitar com seu prato favorito, respirou fundo e ouviu o celular voltar a tocar, jogou o braço para traz, tateando com a mão o criado-mudo, até conseguir pegá-lo. Era Konan.

– Hina! – disse empolgada, estava completamente bêbada e queria que a amiga também ficasse. – Karin está aqui, Shino está aqui, Yahiko, Hidan, eles trouxeram bebidas e um cigarro muito legal e colorido, cai pra cá. – por um momento, sua vontade era jogar o celular na parede. Que ódio! Estava sóbria há séculos, em sua percepção, e justo no dia que acorda doente tem uma coisa dessas?

– Se foder vocês! – foi sua resposta, deixando a amiga assustada.

– Por que essa hostilidade? – ela ria, mas verdadeiramente não entendia, fizera um convite irrecusável.

– Eu estou louca pra beber, fumar... – não tinha dinheiro para comprar cigarros então nessas semanas só fumara quando conseguira roubar de Yahiko entre as aulas. – E hoje, que estou passando mal, me convidam pra isso? Jura? – ahh, agora estava explicado a hostilidade, responderia do mesmo jeito.

– Mas o que você tem? – se não fosse algo tão ruim podia ir assim mesmo, depois de bêbado se esquece qualquer doença.

– To enjoada desde que acordei! – respondeu. – Até o cheiro de comida me fez vomitar. – os olhos alaranjados da azulada se arregalaram. Não podia ser o que estava pensando, a amiga sempre fui cuidadosa com isso, mesmo sem tomar remédio, já que o pai não sabia de sua vida sexual ativa, ela sempre se certificava de usar proteção e carregava consigo, mas será?

– Pode estar grávida, Hina? – falou receosa e mordeu os lábios, em seguida, Hinata poderia ficar chateada por ela ter sugerido isso, mas não se passava mais nada em sua cabeça.

– Impossível, estou há um bom tempo sem tran... – deixou a frase morrer e sua mente foi bombardeada pela imagem do, sexy e louco, loiro. Oh Kami! Fazia quanto tempo que tinham estado juntos? – Preciso desligar! – Konan assentiu, esquecendo-se que a morena não poderia ver e desligou. É, pelo jeito, não era impossível. Fechou os olhos e respirou fundo, que fosse só uma virose ou a amiga estava perdida. Hinata apertou as mãos no rosto, o tapando, precisava pensar. Quando estivera com o loiro? Três ou quatro semanas, talvez mais. Não tinha certeza e nem poderia, estava tão bêbada aquela noite que sequer viu se usaram proteção, não se lembrava de em nenhum momento tocar numa camisinha. Puta merda! Levantou da cama apressada e abriu a porta do meio de seu guarda-roupa para ver o calendário de menstruação.

Bem, quando ficara mocinha seu pai levou-a numa medica e então esta a aconselhou a ter um calendário para marcar os dias de seu ciclo, só assim saberia ao certo se este era desregulado ou não e, também, evitar uma possível hemorragia, quando, no inicio, sua menstruação cismava em vir duas vezes por mês. Olhou bem as datas marcadas em vermelho e sentiu os olhos se arregalarem, passara tanto tempo assim bêbada que não percebeu que sua menstruação não descera esse mês? Piscou os olhos e olhou para o teto, tentando afastar as lagrimas. Que grande merda ela havia feito!

...

Se espreguiçou, esticando todo o corpo ao sair do avião. Cacetada! Como voar era cansativo, bocejou. Mas valia, totalmente, a pena, afinal não via seus, amados, pais há um mês e só ganhava folga um sábado por mês também, era a única chance que tinha de ir vê-los. Girou a cabeça e depois a dobrou, primeiro para a esquerda e depois para a direita, estalando-a, tirando a tensão por sentar todo torto as quase 4 horas de viagem. Esperava que seu pai já tivesse ali, o esperando. Ajeitou a pequena bolsa, bege, que levara de roupas, para que não machucasse seu ombro e com mais um bocejo deixou o aeroporto, sorriu ao avistar os cabelos vermelhos, tão característicos, de sua Okaa-san. Como sentia falta dos pais.

Kushina andava de um lado para o outro, pois já se cansara de dar voltas no carro, onde estava seu bebê? Por que demorava tanto?

– Já não era pra ele ter chego, Minato-kun? – perguntou, a voz só não era mais melosa pelo excesso de nervosismo. O loiro riu, sua mulher era a mesma desde que se casaram, fofa, preocupada e estressada, as vezes. Selou os lábios em sua testa e afagou os cabelos, vermelhos, acalmando-a. – Por que tanta demora? – resmungou, queria ver seu filho, abraçá-lo e apertar suas bochechas antes de estapeá-lo por não retornar todas as suas ligações.

– Calma, hime. – disse paciente. – Logo ele está aqui. – ele a abraçou, que suspirou frustrada cedendo ao abraço. Nunca, sequer uma vez, ficara tão longe do filho tanto tempo, era doloroso para uma mãe.

– Precisamos de outro bebê. – Minato arregalou os olhos. – Só assim teremos em quem despejar nossa atenção enquanto Naruto está longe. – Ele riu e voltou a afagar seus cabelos.

– Acho que a saudades está te deixando louca. – sorriu, eles já estavam na idade para serem avós e não terem outro filho. Alargou o sorriso ao reconhecer o filho, aproximando-se deles. – Ele chegou!

– CADÊ? – a ruiva virou-se rapidamente e sorriu, sentindo lagrimas nos cantos de seus olhos, quando viu o filho que vinha de braços abertos em sua direção. – Naruto-kun. –abraçou-o feliz e respirou fundo, aliviada. Uma mãe só está completa e relaxada quando está junto ao seu filho, senão é sempre um alerta, sempre imaginando que agora ruim pode acontecer. – Que saudades de você, meu filho! – ele sorriu, sentia falta de todo aquele carinho de sua mãe, 24h por dia.

– Também estava, Okaa-san. – soltou o abraço de sua mãe e abraçou o pai sorridente. Kushina olhava para o filho enquanto ele entrava no carro, ela o encarava com os olhos sorridentes, parecia tão mais adulto e responsável. O que morar sozinho não faz, não é? – O que tem de comida em casa? – perguntou, sentia falta de comida caseira.

– Seu prato favorito. – a mãe respondeu, feliz. Claro que faria seu prato favorito, lamem de porco, para agradá-lo. Um mês sem ver o próprio filho faria de tudo para deixá-lo feliz. Naruto sorriu, sabia bem o que era e agradecia mentalmente por isso, nem mesmo o lamem do Ichiraku – restaurante que conhecera em Tokio- chegava aos pés do de sua mãe. – E seus amigos estão te esperando lá em casa. – sorriu, sentia saudade de seus amigos.

A conversa continuou, Naruto respondia aos pais contando-os sobre como era a vida na cidade grande, mas seus olhos perdiam-se nas janelas, as arvores, as pequenas ruas, poucos carros e somente pessoas conhecidas andavam para suas casas. Kami, nunca imaginara que diria isso, mas sentia falta de sua cidade pequena, as coisas eram tão mais simples do que em Tokio, onde até hoje, mesmo depois de um mês, só conseguira o mesmo retorno ao seu bom dia, a loira que sorria e só, enquanto os outros vizinhos o ignoravam pro completo. Sentiu o carro parar e abriu a porta sorrindo, via todos seus amigos no portão e estava feliz, Lee, Chouji, Idate, seu padrinho, Kakashi, bom, até Shion estava ali, respirou fundo, ele não queria que ela estivesse, ainda sentia algo pela loira que o deixara, mas sabia que acabaria por encontrar em Tokio alguém que o faria esquecê-la.

– Entrem todos que o almoço vai ser servido. – chamou Kushina, sendo ignorada por todos que abraçam o loiro, um a um, de maneira saudosa.

...

Segunda-feira (31 de agosto)

Chegava em casa segurando a caixinha pequena, do teste de gravidez, nas mãos. Ela estava enrolada no saco e não tinha o risco de seu Otou-san descobrir que fora aquilo que ela comprara com o dinheiro que pediu para o remédio de enjôo. Entrou em seu quarto e abriu o teste, lendo a bula, para aprender como usava. Tá, largou a caixa sobre a cama e pegou o pequeno palito indo ao banheiro, entendera o que tinha que fazer e, assim como Konan a aconselhara, faria agora pela manhã ainda de jejum, de acordo com a amiga, a chance de falso positivo era menor.

Tirou a roupa e sentou-se ao vaso, segurando o palito entre suas pernas. Podia sentir suas mãos tremerem, nunca ficara tão nervosa. Não se preocupava com a reação do pai e nem nada, mas como ela cuidaria de uma criança se sequer sabia cuidar de si mesma? Ouviu o pequeno toque que o aparelho produzia e o estendeu, de olhos fechados, com medo de ver o resultado. Por Kami, que seja negativo! Por Kami! Implorava em sua mente, mas quando os olhos perolados se abriram depararam com o sinal positivo, em vermelho. Respirou fundo e mais uma vez olhou para cima tentando impedir que as lagrimas caíssem.

Levantou e estendeu o jeans, não sabia o que pensar, o que falar, muito menos o que fazer. Olhou para os dois lados da casa antes de sair do banheiro e as luzes apagadas a tranqüilizava, seu pai ainda estava dormindo. Caminhou até o quarto, sentindo as mãos tremerem ainda mais. O que faria agora? Respirou fundo e abriu a porta, deixando os olhos se arregalarem ao notar o pai segurando nas mãos a caixa do teste de gravidez.

– O que significa isso? – perguntou Hiashi, a voz baixa e, pela primeira vez, seria com a filha.

– O q-q-que está f-f-azendo no meu quarto? – ela estava surpresa e assustada. O que seu pai estava fazendo ali? E com aquilo na mão? Não era para ele saber disso!

– Eu acordei e vim ver se você estava bem. – ele falou, não a olhava, apenas permanecia a encarar a caixa em suas mãos. – Foi esse o remédio que você falou que ia comprar? – o desgosto e a decepção, estavam presentes em seus olhos tão perolados quanto os dela quando, finalmente, se virou. Ela assentiu. – Por quê? Não me diga que... – ele deixou a frase morrer. Hinata não sabia o que falar e nem como encarar o pai. Nunca, por mais que ela já tivesse aprontado ele a olhara desse jeito, tão... Decepcionado. Engoliu a seco e estendeu o palito em sua mão para ele, fechando os olhos para a reação que sabia que viria a seguir. – Você ta grávida?! EU NÃO POSSO ACREDITAR NISSO! – ele respirou, tentava se acalmar, mas sentia uma dor no coração. – Eu nunca pensei que você fosse chegar tão longe!

– Otou-san, eu nunca quis envolver uma criança nisso! — falou, a voz baixa quase inaudível.

– Mas envolveu! – Hiashi sabia o que falaria a seguir e seu coração se partia com aquilo, sentia lagrimas em seu rosto e uma tristeza que não sabia explicar, mas já não podia mais agüentar. – Vá embora! – a mais nova piscou confusa. – Vai embora daqui, hoje! Se quer continuar se destruindo e viver como uma vadia, eu não consigo mais assistir. Não agüento mais! — com o queixo caído ela olhava o pai falar, ele nunca esboçava nenhuma reação as suas rebeldias ou atitudes e agora a estava mandando embora?

– Otou-san...

– Eu não posso mais agüentar e ver você se matando aos poucos e agora, também, matando essa criança junto! – ele falou, chorava sem parar, sentia como se arrancasse seu coração com a própria mão, mas já não achava que podia fazer sua filha voltar aos trilhos e se fosse para continuar no caminho, sem volta, que ela estava, que fosse bem longe. – Acha que eu não sei do cigarro? Das drogas? – ela não tinha o que responder, não abaixaria a cabeça para ele. Ele expulsara sua mãe e estava fazendo o mesmo com ela, iria embora, sem olhar pra trás então e ele que morresse velho e sozinho. – Esteja fora antes de eu voltar do trabalho. — a porta bateu atrás de si e ela respirou fundo. Sempre quisera independência, não é? Agora a teria e nunca teria que dar satisfação ao seu pai! Isso era bom, mas o bebê, essa parte não era boa. Olhou para o exame positivo mais uma vez e suas mãos voltaram a tremer.

Cada pensamento forte e idéia de que ter independência seria bom, não passava de uma tentativa falha de convencimento, no fundo, Hinata sabia que estava perdida. Mas não assumiria isso, nunca. Era orgulhosa demais para tal coisa, para ela, estava tudo bem, só precisava descobrir o que fazer com aquela criança, não podia ter um filho.

Pra onde iria? O que faria? O primo? Não, provavelmente ele reagiria como seu pai. Konan? Sim, iria para casa dela e então veria o que fazer. Puxou uma mochila no armário e colocou algumas roupas dentro, coçou a cabeça, nervosa, precisava de um cigarro, só assim se sentiria melhor. Abriu a gaveta do criado-mudo a procura de um e encontrou o cartão que o loiro lhe entregara. Kami, será que falava com ele? Ele era tão culpado nisso quanto ela, não é? Estavam no mesmo barco e ele teria que ajudá-la.

Respirou fundo, sem dúvidas, o ligaria, ele teria que ajudá-la, ela sabia muito bem o que queria fazer a respeito da criança e ele teria que ajudá-la.

...

Apenas dois dias comendo o lamen de sua mãe o fizera perceber que o do Ichiraku não era tão bom quanto ele imaginava, mas em compensação a lanchonete onde Sasuke o levara, sacudiu a cabeça, afastando a memória daquela coisa horrível, que sequer lembrava o nome, que comeu junto ao moreno lá. Sasuke tinha uns gostos estranhos, estranhos demais para o loiro, mas era uma excelente companhia.

Sorriu ao amigo, ouvindo-o falar dos planos que tinha com Sakura, hoje a convidaria a um restaurante e torcia para que ela aceitasse. Naruto já desistira de entender que tipo de relacionamento aqueles dois tinham. Ora os via agarrados, aos beijos, dentro do banheiro do nono andar, ora a via dar foras no moreno e não querer nem mesmo olhar em seu rosto, bom, em sua cidade, e nas palavras de sua vizinha fofoqueira, isso era falta de vergonha na cara, ele ri. Concordaria com ela, pela primeira vez.

– Percebeu o sorriso de Ayame hoje quando ela te serviu? – perguntou Sasuke, do jeito que o loiro era lerdinho duvidava muito que ele tivesse notado algo, mas há um tempo já percebera que ela parecia estar interessada no loiro. Naruto o olhou confuso, não sabia do que ele falava. – Eu acho que ela quer sair com você! – foi claro, revirando os olhos, bem que dizem mesmo que loiros são burros, bem, Naruto não era burro, mas compensava em lerdeza. O loiro negou com a cabeça.

– Ela só é gentil. – respondeu, vendo o Uchiha revirar os olhos, o moreno não discutiria ele tinha certeza que Ayame estava afim do loiro e sentia que logo ele veria que o outro estava certo. Ela seria uma boa distração pro loiro esquecer a namorada que o chutara na sua antiga cidade, que outrora ele contara. – Bom trabalho! – disse sorridente ao Uchiha que ficava no quinto andar e deixou o elevador subir ao nono. Pela primeira vez desde que assumira o cargo o dia estava tranqüilo. Não precisara encher-se de café para trabalhar e isso era muito bom, mesmo depois de um mês, ainda odiava o gosto do café que o Ino o trazia todas as manhãs. Espreguiçou o corpo, esticando as costas e saiu do elevador.

Naruto acenava gentilmente para todos, que agora ele já sabia o nome e quando passou pelo corredor que levava a sua sala, parou, vendo-o Ino chamar seu nome. Inclinou-se para o lado, olhando-a, com as sobrancelhas erguidas, o que ela queria?

– Recebeu uma ligação enquanto estava almoçando. – a loira falava confusa, percebera que não era uma ligação de trabalho, mas não sabia, também ao que se referia, já que a menina do outro lado da linha pouco se explicou. Naruto franziu as sobrancelhas, agora confuso, teria alguma coisa acontecido a seus pais? Só eles ligariam em seu horário de trabalho, e se fosse muito urgente. – Era... Bem... Eu anotei o nome. – Ino procurava entre suas anotações o nome de quem ligara, sabia que não se lembraria sem anotar. – Aqui está. – pegou o pequeno papel rosa, de aviso, que estava colado na ponta da mesa. – Hinata. Foi quem ligou. – disse sorrindo. – Falou que vai retornar mais tarde, posso transferir?

– S-sim. – respondeu e entrou em sua sala, coçando a nuca. Hinata. Lembrava-se bem quem era Hinata, mas se ela não ligara sequer para avisar que chegou bem em casa aquela manhã por que o ligaria agora? Respirou fundo e tocou a testa, em sinal de nervosismo, o que será que acontecera? Ouviu o telefone tocar arrancando-o de seus pensamentos e pulou em sua cadeira para atender. – Alô? – perguntou imediatamente. Não sabia o que era, mas imaginava que fosse sério.

– Uzumaki Naruto? – a morena perguntou do outro lado da linha. Demorara o dia todo para criar coragem para ligar e só ligara mesmo, porque não viu outra saída, só ele podia ajudar com esse enorme problema que arrumara, para que depois ela pudesse voltar para sua vida.

– Hai. – respondeu, era ela mesmo, ela bom com vozes e fisionomias, reconhecera imediatamente a voz.

– Preciso te encontrar! – ela falou apressada. – É importante!

– Só falar quando... – respondeu engolindo a seco, sabia que seria importante e sabia que o lema: "O que acontece na boate, fica na boate". Era fácil demais. Tão fácil, que não poderia ser verdade. Oh Kami, que não fosse nada grave!

Continua...

Notas finais
E ai? O que acharam? Mereço coments? Espero que sim, né! E não me matem pelo Naru ainda guardar sentimentos pela VACASHION, é porque nessa fic era é ex namorada dele e foi o primeiro amor e tudo mais! MAAAAAAAAS isso será superado com sucesso HAHAHAHA Por enquanto é isso! Até o proximo! E Kissus! Conto com o comentário de vcs hein >