Pieces of Her
10 Gaara.
Notas iniciais
Quinta-feira (17 de Setembro)
Respirou fundo olhando para o ultimo currículo aberto em seu computador de trabalho, jurava que tentava ler as indicações, mas seus olhos perdiam-se nas horas, na lateral da tela. Hoje teria que ir com Hinata levar seus exames e esperava, de todo coração, que a medica conseguisse a convencer a parar com o que ela vinha fazendo, porque além de fazer mau ao bebê, estava se tornando insuportável dividir o lar com a morena.
Chegava disposto a esconder todas as garrafas de bebidas alcoólicas, que ele não entendia onde ela conseguia comprar já que era de menor, mas ela sempre aparecia com mais. Molhara ‘acidentalmente’ os cigarros, mas isso não a impediu, Sasuke o disse para cortar o dinheiro, mas então o que ela comeria? Na verdade, acreditava que ela não comia mais, afinal deixava somente o dinheiro exato para seu almoço e mesmo assim as bebidas sempre estavam lá, novas garrafas, lacradas, esperando para serem tomadas. Suspirou, sem falar do som alto toda a noite, acompanhando suas bebedeiras, que já fizera até o sindico reclamar em sua porta! Mau conseguia dormir, o cheiro do cigarro sempre passava por sua porta e o mantinha acordado preocupado com o filho que poderia nunca nascer por causa de uma mãe que não se importava.
Piscou os olhos, fortemente, tentava afastar as lagrimas, como podia uma mãe não se preocupar com o filho? Ele não conseguia entender. Passara duas semanas que ela o dissera aquilo com todas as palavras, mas ele ainda não podia entender! Tudo bem, não fora algo programado, mas Kami, era um bebê, uma vida! Um serzinho, parte dos dois, que crescia dentro dela e que ela devia querer proteger a todo custo. Respirou fundo, mas era ao contrario, por vezes achava até que ela queria matá-lo, afinal eram tantos cigarros, tanta bebida. E ele já tentara conversar com ela tantas vezes que já perdera a conta, mas sempre terminava do mesmo jeito. A morena gritava que a vida era sua, que faria o que quisesse e que já não morava mais com o pai para que alguém achasse que podia mandá-la. Já não sabia o que fazer, não era do tipo de pessoa que gostava de gritar com alguém, muito menos uma menina, que ao seu ver, estava assustada e sentindo-se sozinha, mas sentia que, pela primeira vez, na vida, estava perdendo o controle, não sabia como lidar com ela.
Apertou as mãos contra o rosto, de olhos fechados, tentava respirar fundo e se controlar, ela só estava confusa, mas se encontraria, tinha fé nisso! Respirou fundo e acertou uma tapa na própria testa. Foco! Era isso que ele precisava: Foco! Tinha que trabalhar agora, faltava pouco tempo para a edição mensal e, também, para expirar o prazo que tinha para contratar seu editor executivo. Ai Kami, respirou fundo! E olhou novamente para o computador ligado em sua frente, faltava pouco tempo para seu almoço e teria que ir buscar Hinata para a consulta que ela se negava a ir, não podia ter se deparado com alguém menos complicado do que Hinata? Sacudiu a cabeça! Foco, foco, foco! Voltou os olhos para o currículo, era o ultimo candidato do dia, mas não podia o chamar sem ler suas referências. Focou os olhos no currículo, iria conseguir, precisava contratar alguém hoje!
Leu cada palavra atentamente, sentindo seus olhos se arregalarem. Caramba! Aquele homem tinha tantas coisas em seu currículo que só podia imaginar um velho que, certamente, tinha mais capacidade que ele para ser editor-chefe. Kami! Como ele estava procurando emprego ainda? É, ele sequer precisava entrevistar para saber que era o braço direito que precisava, pelo menos, no trabalho ainda tinha sorte! Pegou o telefone, que dava para a mesa de Ino, precisava a pedir para chamá-lo.
Ino podia ouvir a respiração do loiro ao telefone, pelo fone que estava sempre eu seu ouvido, para quando Naruto precisasse dela, mas ele não falava nada, então continuou a digitar alguns documentos com que Sakura pedira ajuda. Já passava da hora da rosada achar uma assistente que ficasse mais de 2 semanas.
– Ino? – finalmente ele falara algo, continuava lendo as informações que tinha do candidato e esquecera completamente do que falaria com a loira ao telefone. Ela arqueou as sobrancelhas e esperou que ele falasse, sabia que ela estava na linha, ela estava sempre. – Pode chamar o ultimo candidato para mim, por favor? – ela sorriu, mesmo sendo seu chefe sempre lhe falava algo como se ela estivesse por lhe fazer um favor. Naruto era mesmo um fofo e por isso tinha certeza que seria um ótimo pai. Ai, não via a hora dele dividir aquilo com o pessoal para poder comentar e dar ursos de pelúcia, adorava comprar coisas para crianças. Estava animada! E já fazia duas semanas que estava fingindo que não sabia de nada, teve que se controlar muito, principalmente, quando fora marcar outra consulta para a Hinata. – Senhor Sabaku no Gaara? – chamou, levantando-se para que sua voz pudesse ser ouvida melhor, mas sentiu o queixo cair ao seu deparar com o homem que seguia em sua direção. Aquele ruivo era, estupidamente, lindo ou será que sua queda por ruivos finalmente a deixara cega? Não! Definitivamente aquele ruivo era lindo!
– Sou eu. – Gaara respondeu a linda mulher que chamara por seu nome. Observou contente enquanto ela se levantava, observando suas curvas, era mesmo uma linda mulher, não que ele tivesse interesse, apenas falava a verdade. Já Ino, sentira o corpo tremer ante aquela voz completamente sexy e rouca. Kami, será que ele iria conseguir o emprego? Seria como trabalhar com a tentação em pessoa!
– Naruto-san o receberá agora! – sorriu sem graça, afastando os pensamentos de como seria o corpo, extremamente, branco sem as roupas sociais que o revestia. Esticou o braço e indicou a sala do Uzumaki, tomada por outro arrepio quando ele lhe sorriu. Uau, que sorriso! Piscou os olhos e sentou-se respirando fundo quando este seguiu caminho até Naruto, ele só podia ser novo ali, ou nunca tinha ido a nenhuma boate e/ou festa daquela cidade senão ela saberia. E nunca, na vida, tinha visto alguém tão sexy.
Deixou o sorriso largo tomar conta da face quando o ruivo atravessou sua sala, devia ser ele, afinal quem mais entraria sua sala? Olhou para o relógio, temia perder a hora, mas ficou satisfeito ao ver que ainda tinha 40 minutos até sair e se os reprovados não ficaram nem 20 minutos em sua presença, não deveria demorar mais que isso!
– Sente-se, por favor. – indicou educado apertando-o a mão. Gaara sorriu educado, sentando-se. – Você tem muitas referencias até mesmo internacionais, como ficou sabendo dessa vaga e veio parar aqui? – coçou a cabeça. Tudo bem! Aquilo não era parte da entrevista, era só a curiosidade do loiro falando mais alto. Gaara riu, Naruto era bem direto, o que era uma excelente qualidade em um chefe.
– Meu cunhado! – respondeu, enquanto o loiro o observava atentamente, esperando por mais. – Meu cunhado, Shikamaru, trabalha aqui e minha irmã acabou por me falar dessa vaga. – Naruto sorriu, então ele era cunhado de Shikamaru! Que legal! Ele era uma boa pessoa e trabalhava bem, só, talvez, dormisse demais. – E sobre as referências internacionais, bom, eu morava em outro país com meu irmão mais velho, mas como ele faleceu, achei que fosse hora de voltar para casa. – respirou fundo e tentou sorrir, mesmo com o ar tristonho, falar do irmão ainda lhe era difícil. Seu irmão era um grande amigo, além de irmão, e passou os últimos 3 anos acompanhando seu tratamento contra a hepatite B crônica, por isso vivia e morava nos Estados Unidos, mas quando a doença o venceu, não tinha mais o que fazer lá, então depois de seu funeral voltou ao Japão junto com Temari e recomeçaria sua vida ali, era difícil. Perdera seu conselheiro, a pessoa que foi, praticamente, seu pai, mas tinha que seguir em frente! Era isso que Kankuro iria querer.
– Meus pêsames. – a voz soara sem graça, realmente, ele não esperava por isso. Ele perdera o irmão, Naruto sequer tinha irmão, mas podia imaginar que aquilo fosse destruidor. Gaara o agradeceu com um balançar da cabeça e então começaram a falar de negócios. Naruto precisava de alguém que compreendesse suas idéias e ajudasse a colocar em praticas no novo modelo editorial da revista. E, pela primeira vez, em 1 semana de entrevistas encontrara alguém que o entendia. – Você entende? Eu acho que poderiam aumentar o nosso publico alvo, quase o dobro. – Gaara assentiu.
– Sem dúvidas, é interessante, sabe?! – Naruto queria que a revista parasse apenas de atingir mulheres e que não falasse sobre moda e essas coisas, pretendia aumentar as fronteiras, por que precisava ter duas revistas separadas? Uma com esportes, e outra sobre o dia-a-dia? Por que não tudo em um só lugar? Uma revista para as famílias, para homens, mulheres e até mesmo crianças. – Ver tudo em um lugar só! Mas, também, é complicado! Se por um momento perdermos o foco as vendas caíram drasticamente. – Naruto assentiu, sorrindo, mas deixou seus olhos deslizarem sobre o relógio, Kami, empolgara-se tanto falando de suas idéias que não notara que estava em cima da hora. Puxou a bolsa, que repousava sobre seus pés e levantou-se apressado, ainda tinha que ligar para Asuma. – Aonde vai? – Gaara curvou as sobrancelhas confuso, não entendia, a entrevista parecia estar indo bem e então Naruto correra para fora da sala, como assim? Isso era uma dispensa?
– Desculpe. – parou na porta, virando-se, esquecera de falar com o ruivo. – Converse com Ino sobre sua admissão, ok? – O Sabaku arregalou os olhos antes de sorrir, deixando cair a ficha de que ele havia sido contratado. – Mas eu preciso mesmo ir agora! – o loiro saiu com tão pressa que sequer viu o outro assentindo, o desculpando. Por que o loiro não poderia sair? Para fazer o que quer que fosse! Ele não tinha muito a ver com a aquilo, só sentia-se extasiado e contente por ter conseguido o trabalho! Era tecnicamente próximo ao apartamento que alugara, o salário era bom. É, algumas semanas e já estava conseguindo se estabilizar em seu país de origem. O que era bom! Afinal, assim não ficaria sozinho tinha a irmã que sentira muita falta nos anos que ficou fora e assim não sentiria tanta saudade do irmão que os deixara.
Naruto corria para o elevador, a porta estava aberta e as pessoas começavam o encher para descerem ao seu horário de almoço, bom, não podia deixar que partisse sem ele, demoraria até que subisse, de novo, e não tinha esse tempo! Apertou mais o passo e segurou com a mão esquerda a porta que ameaçava se fechar, entrando. Na mão direita o celular, ligava para o único taxista que conhecia, e confiava, daquela cidade, que já estava esperando eu chamado. Respirou fundo, esperava mesmo que Hinata o tivesse esperando arrumada e que só estivesse brincando quando disse que ele a encontraria dormindo ou nem a encontraria em casa. Coçou a nuca, ela agia como uma criança, não fazia nada o dia todo, mas não queria ir a medica, simplesmente, porque não queria aquele dia e tinha que ser um dia que ela quisesse. Fechou os olhos sacudindo os cabelos loiros em sinal de irritação, brigaria com ela se não tivesse arrumada. Bom, não brigar de brigar, mas de falar para se arrumar com rapidez, pois iriam.
Correu para a saída quando as portas se abriram, achava que só a médica podia o ajudar mudando a cabeça da garota sobre o cigarro e a bebida, não agüentava mais falar sobre isso com ela, mas nada mudara, até a mostrara uma matéria sobre a má formação gerada pelo cigarro, mas ela não deu bola, como fazia com tudo que ele falava. Acenou a Asuma abrindo a porta de trás, por estar mais perto de seu corpo, se sentando.
– Se atrasou. – comentou o motorista, ele perdera duas corridas esperando a ligação do loiro, mas, também, não podia reclamar, fazia tantas corridas com ele e sempre ganhava gorjeta, não podia pedir por melhores e fieis passageiros, ainda mais se fossem como o loiro: Felizes e faladeiros. Tudo bem, que na ultima semana ele não estava com a melhor expressão, mas sempre era educado da forma que podia. O mais velho se perguntava o que estaria o afetando negativamente assim? O gostaria de aconselhar, que as vezes extravasar era bom, sabe, uns gritos, umas verdades, pois notava que Naruto era do tipo que sempre era muito bonzinho com todos. O que em sua terra significava que as pessoas se aproveitavam dele.
– Desculpe, Asuma-san. – respondeu, controlava a respiração como podia. Deveria voltar a caminhar. Em sua cidade caminhava todos os dias pela manhã com seu Otou-san, mas aqui andava de taxi para todo lado e passava o dia sentado na mesa de seu escritório, aquela simples corridinha na saída do elevador já fora o suficiente para deixá-lo cansado. O mais velho sacudiu a cabeça, sorrindo, deixando claro que não se importava com o atraso e logo parou em frente ao prédio do loiro, que só soube que havia chego quando o movimento parou. Não entendia o porquê, mas aquela cidade tinha mais neblina que Konoha, tudo bem que estavam no outono, mas era muita, tanto que não conseguia enxergar muito bem as coisas do lado de fora da janela. – Me espere aqui! – abriu a porta, batendo-a, ao sair do carro e caminhou até o elevador. Tinha uma duvida, será que também era lotado nas tardes de quinta? Nunca o pegara esse horário, especificamente, só aos domingos, os poucos em que jantara com Sasuke, mas aos domingos o elevador estava sempre vazio, independente do horário. Apertou o botão e esperou a porta se abrir, estava curioso, mordeu os lábios esperando. Apostava que seria cheio, tinham tantas pessoas no prédio, mas quando o elevador parou-se e as portas se abriram, suspirou frustrado, pois perdera para si mesmo. Estava vazio! Tudo bem, pelo menos, não se sentiria como todas as manhãs, estranho por estar em um lugar cheio onde as pessoas, simplesmente, ignoravam sua presença. Sem pressa, apertou o número de seu andar, 11°, e sentiu a mesma sensação de sempre ao começar a subir. Não sabia dizer se gostava ou não da sensação, mas, no mínimo, já estava acostumado.
Sorriu ao ver o numero 11 no pequeno visor em vermelho, era tão rápido. Esperou as portas se abrirem e saiu, mas automaticamente franziu as sobrancelhas e arregalou os olhos, que música alta era aquela que tomava o corredor? Era ensurdecedor, de tão alto. Oh Kami, que não fosse em seu apartamento! Segurou com força a alça preta de sua bolsa tira colo, como sempre quando estava nervoso e/ou preocupado, e caminhou receoso para a última porta do corredor, notando que a cada passo o som aumentava. Droga! Era ali mesmo! Em sua casa! O que Hinata estava fazendo? Só podia ela estar louca.
...
Acordara tarde aquele dia, pela primeira vez em muito tempo, sem nenhum tipo de enjôo e precisava comemorar aquilo. É! Sem duvidas, precisava comemorar e sabia muito bem como. Sorriu maliciosa e se virou na cama pegando o celular que repousava em seu lado. Acendeu o visor e discou o número da amiga, começaria por Konan, para que ela avisasse Yahiko.
– Hina? – atendeu surpresa, não contava com uma ligação da amiga tão cedo, muito menos em seu horário de trabalho.
– Que tal uma festinha agora? – disse, tinha bebida ali e o que não tinha, como seus cigarros que Naruto, numa tentativa frustrada de fazê-la parar, molhara totalmente. – Só precisam trazer as coisas pra animar.
– Hinata, eu estou trabalhando! – respirou fundo, acreditava mesmo que as pessoas se esqueciam que ela trabalhava, afinal, uma festa no inicio da tarde de uma quinta-feira? Só podia ser coisa de adolescente.
– Você já cansou de inventar desculpas para sair, por favor, vai. – insistiu. – Vocês vão ver o apartamento enorme que eu estou ficando e podem trazer quem quiser, tem bebida e um som irado! – Konan sorriu, não tinha como resistir, nem pela festa, já que ia mais pela insistência do namorado, mas porque estava morta de curiosidade para saber como e onde era a casa que a Hyuuga estava.
– Tudo bem! – respondeu vencida. – Vou avisar o pessoal. – Hinata sorria, sabia que ela acabaria por não resistir. Desligou o telefone depois de fazê-la anotar o endereço e pulou da cama, abrindo a gaveta que tinha de roupas, procurando algo para vestir. Puxou os dois shorts que tinha ali, a calça jeans, que nem passou em sua cabeça vestir, e deu de ombros, qual era o problema de ficar de pijama? Ela não iria sair mesmo! Até já avisara ao loiro que não iria a consulta nenhuma, não estava afim de medico hoje, queria se divertir.
Prendeu os cabelos cumpridos e no banheiro tomou um banho relaxante enquanto escovava os dentes, colocando a mesma roupa que dormia, antes de sair do quarto com as 3 garrafas de bebida que escondera no guarda-roupa vazio para que o loiro não jogasse fora. Caminhou, sem pressa, e largou as bebidas sobre o balcão de mármore da cozinha. Aquilo seria o suficiente para começar, tinha certeza que alguém levaria mais alguma coisa. Não precisavam de muito para a festa ser boa, só de uma novidade deYahiko, sorriu.
Na sala, inclinou-se para ligar o radio potente que ligado ao seu celular tinha a trilha sonora perfeita, procurou entre as muitas que tinha uma que julgasse boa e quando, finalmente, um sorriso satisfeito lhe tomou os lábios a companhia tocou, já tinha avisado na portaria que os deixasse subir. Ligou a música e se levantou para abrir a porta, sorrindo ao ver Chouji, Karin, Hidan, Yahiko e Konan, cada um com uma bebida e pelo volume no bolso do ruivo, sabia que ele tinha cigarro.
– Que lugar enorme! – disse Karin, ela entrara primeiro, e largou sua bebida junto as outras enquanto tocava cada superfície que passava por si. Nunca vira um apartamento tão grande, talvez uma casa, mas apartamento, nunca!
– Caralho! – Yahiko nunca imaginou que a morena tivesse tão bem. – Isso aqui é o aço! – riu entrando na casa, sua risada era voada, distraída e sua mente voava. Sorriu, por que não deixar os amigos do mesmo jeito que ele? – E ai quem quer cigarro? – Hinata se alegrou, sabia que ele iria levar, tinha certeza que ele teria e precisava, dois dias sem cigarro e era como uma eternidade. Levantou a mão, sinalizando que ela queria, mas olhou confusa quando viu o que ele colocara em sua mão, era cumprido e um pouco mais fino que o cigarro, amassado que parecia ter sido enrolado a mão, olhou para o colega, sugestiva, aquilo não era cigarro! – É um baseado, você vai gostar. – deu de ombros, sim, pelo menos, gostara a única vez que experimentou e sabia que agora não seria diferente. Levou-o até a boca e deixou que o homem o acendesse tragando com vontade a droga que a deixaria alta.
Yahiko sorriu satisfeito quando cada um já estava com o seu e ele acendia para si o terceiro do dia, depois daquilo bebida parecia até fraca, não que isso significasse que não fosse beber. Deixou a namorada servir as bebidas enquanto caçava o controle do rádio. O aumentou enquanto a nuvem de fumaça tomava o apartamento, sorriu, aquilo sim era uma festa boa!
...
Levou a maçaneta, girando-a a porta, com surpresa, notando que a porta estava destrancada, puxou-a num solavanco e retorceu o nariz. Que cheiro era aquele? Não era cigarro e não sabia dizer o que era, teria a morena feito de seu apartamento um zoológico? Era o que parecia! Entrou e alcançou sobre a pequena mesa de centro marrom o controle do relógio desligando o som e podia ouvir risadas e reclamações desconexas, concentrando-se pode notar que vinham da varanda que tinha ao lado da mesa de jantar, mas não era só uma voz. Quem estava ali?
– Eu vou lá ver porque parou. – disse a morena, largou a beirada da varanda, enxergava embaçado e sua mente estava completamente vazia, bem menos do que há um tempo atrás, mas ainda dava para pensar que estava voando ao pular da alta varanda. – Naruto? – semicerrou os olhos, o que ele estava fazendo ali?
Continua...
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