Notas iniciais
Olááá! Tudo bem com vocês? Espero que sim hehe Bom, agora meu mouse parou de funcionar e o botão esquerdo não funfa mais, ou seja, selecionar as coisas está uma merda, mas eu to aqui pra postar pra vocês nesse feriado hehe *_* Bom, tem muitas coisas nesse cap kkk está bem grande se comparado ao que eu costumo postar e espero que gostem muito muito, de coração! Bom capítulo!

— Espere, Hinata. — o Hyuuga mais velho se pronunciou ao vê-la sair. Queria falar com ela, conversar sobre como estava sua vida, perguntar onde ela vivia e se estava precisando de algo esperara toda a aula por isso. — Eu gostaria de falar com você. – a morena mordeu os lábios e apertou as unhas na palma de sua mão tentando controlar o nervosismo que quase tomou conta de si ao ouvir aquelas palavras. – Sente-se. – pediu Hiashi vendo a filha congelada no lugar onde estava a o encarar.

Hinata respirou fundo e pode sentir seus batimentos na garganta, por Kami, era como se a qualquer minuto seu coração fosse sair pela boca. Caminhou lentamente, de volta as carteiras da sala, apertando ainda mais as mãos a cada passo, e se sentou em frente ao pai.

— O q-que q-q-quer falar? – perguntou gaguejante. Hiashi sorriu ao vera filha gaguejar, na infância Hinata fora gaga e aquilo o deixava com uma enorme nostalgia.

— Quero saber sobre você. – disse simplesmente, encarando a menina. Seus olhos perolados há muito estavam completamente embaçados pelas lagrimas e, na verdade, sua maior vontade, era tomar a filha nos braços e pedir-lhe pelo amor de Deus para que deixasse aquela fase rebelde para trás e voltasse para casa. – Como está vivendo? Aonde? Com quem? – ele não conseguiu impedir as perguntas que o tomaram. Precisava saber de sua menina.

Hinata sorriu, seu pai não mudava esse jeito sempre tão preocupado pelo jeito. Ela esperava rancor, raiva, mas ao encarar os olhos do mais velho só viu saudade e preocupação. Bom, não podia negar que ele sempre se preocupara com ela, não importava o que ela aprontasse ou o quanto ela jogasse em sua cara que, por culpa dele, não tinha uma mãe.

— Bom... – ela pigarreou. – Estou vivendo bem, até. Na verdade, bastante bem. – respondeu, não tinha como negar que na casa do loiro tinha luxos que nunca tivera antes. Hiashi piscou os olhos, intrigado com a resposta da filha. – Eu estou morando num edifício residencial aqui no centro de Tókio.., — explicou Hinata. – Com o pai do bebê. — mordeu os lábios, ao tocar no assunto que fizera o pai expulsá-la.

— E como foi isso? – estaria sua filha agüentando humilhações do homem que a engravidara por ficar na casa dele?! Será que ele queria o filho? Tantas perguntas surgiam em sua mente.

— Eu o procurei quando descobri... – ela travou o maxilar para não acabar dizendo que fora procurar ajuda financeira para um aborto. – E ele cedeu seu apartamento para eu ficar e disse que bancaria todas as despesas medicas e o que mais eu precisasse. – Hiashi surpreendeu, sua filha descrevia um bom homem. – Ele é um bom homem. – ela confessou, adivinhando acidentalmente a linha de pensamentos do pai.

— É mesmo? – ela assentiu. – E como ele a trata? Como convivem? Se conheciam há muito tempo antes do bebê? – ela mordeu os lábios.

— N-Na verdade, nos co-conhecemos n-no dia que o b-b-bebê foi feito. – gaguejou, envergonhada por confessar ao seu pai que dormira com alguém que sequer conhecia. Hiashi sacudiu a cabeça em negação, aquele estilo de vida da filha o magoava profundamente. – Mas ele me trata muito bem. – trocou o assunto, aproveitando para responder a outra pergunta que lhe fora feita.

— E meu netinho, como está? – suspirou abobado, ao imaginar que logo seria avô.

— Está bem. – ela levou a mão ao ventre, sorrindo automaticamente. – Estou com três meses, logo vou estar com a barriga bem evidente. – ela sorria, enquanto escorregava a mão para a acentuação em seu ventre. Tinha algum tempo que ela não conseguia controlar essa ternura que tomava sua voz ao falar do bebê.
Hiashi sorriu.

— Filha... – disse arrancando-a de seus pensamentos com o pequeno filho que logo teria e ganhando a atenção de seu olhar. – Se você quiser, pode voltar pra casa. – disse, não queria ficar longe de sua menininha e por mais que ela tivesse dito que o tal homem a tratava bem não precisava ficar na casa dele. Ela tinha uma casa e um pai que morria de preocupação a cada segundo que sua filha estava longe de si.

Ela mordeu os lábios, pensando no que ele falara e, por um momento, pensou até que seria bom voltar para casa onde o pai não a privaria de sair, como antes, onde teria a vida que tinha novamente, mas por mais que isso lhe parecesse bom as palavras de Kushina ecoaram em sua mente. Pelos 9 meses da gravidez ela não podia ter a vida na qual estava acostumada e, por isso, pelo menos nesse tempo era melhor ficar no apartamento do loiro. No fundo, também, não achava justo afastar o loiro das coisas do filho ou da filha, afinal ele quem queria a criança.

— Eu estou bem, Otou-san. – respondeu. – Naruto é bem legal e não seria justo deixá-lo de fora agora das coisas do bebê. – Hiashi a encarou, por mais que a filha falasse bem, estava duvidoso, não conseguia acreditar que um homem que dormia com mulheres desconhecidas, provavelmente uma por noite pudesse ser tão bom quanto a menina descrevia, bom, era isso que ele pensava do loiro. – Por que não almoça com a gente lá?! Aí vai ver que ele é bem legal e como estou vivendo.

— Eu poderia? – ele sorriu ao convite da filha, ficaria muito mais tranquilo conhecendo o lugar e aquele tal Naruto.

— Claro, eu falo com o Naruto. – ela sorriu, ele não poderia reclamar já que a fizera conhecer seus pais também. – Que tal domingo?

— Eu adoraria, minha filha. – sorriu vendo a mais nova anotar num pequeno papel o endereço em que vivia agora e o entregar. – Vou estar lá 12h00m. – ela sorriu assentindo e sentiu os lábios do pai em sua testa, num beijo carinhoso de despedida antes de deixá-la ir para o almoço.

—--

Gaara recostou-se sobre a mesa de Ino, sabia que Naruto podia vê-los já que a mesa da loira era de frente a sua porta e que ele era deu chefe, mas sabia que não teria problema, estava tudo em ordem para a publicação da revista semanal e estavam próximo do horário de saída, também. Hoje não tinham mais trabalho.

— Vai fazer alguma coisa hoje? — sussurrou vendo o rosto em sua frente ruborizar pelo susto de ter uma voz masculina tão próxima a si. Sabia que ela não o tinha visto, ainda.

Ino apertou os olhos recuperando-se do susto que ele lhe dera e o encarou.

— Acho que não. — encarou o ruivo, seu sorriso mais sensual tomando sua face. — Por quê? Tem a intenção de me convidar para fazer algo? – perguntou, provocando-o, apesar que iria mesmo adorar se ele a convidasse.

— Talvez, quero te conhecer melhor loirinha. — Gaara não a escondia que tinha interesse por ela. Seu corpo era fantástico e, apesar de, achar que ela falava um pouco demais tinha uma graça em seu jeito de ser que o intrigava. E muito.

— Eu aceito um convite pra jantar. – respondeu, sorrindo. Sakura adoraria que ela saísse de casa, pelo que se lembrava o Uchiha iria jantar com a amiga hoje e ela estava mesmo precisando de planos para a noite.

— Indica algum lugar? – ele achara a idéia uma boa, mas não conhecia os bons lugares da região por ser recém chegado na cidade.

A loira mordeu os lábios distraída, pensava no que sentia vontade de comer aquela noite, e ele o encarou malicioso, por Deus, aquela simples mordida de lábios o acendera de uma forma. Talvez fosse mais interessante irem para outro lugar ao invés de jantar, controlou-se para não falar aquilo, temia afastá-la se soubesse tudo que sentia vontade de conhecer nela.

— Bom... – disse pensativa. – Gosta de massa? – ele assentiu e ela sorriu. Conhecia um ótimo restaurante italiano e era pra lá que iriam. – Então vamos? – levantou puxando sua bolsa que estava sob a mesa e lhe sorriu.

Gaara apenas endireitou o corpo e esperou a loira passar em sua frente, caminhando para fora da Senju ao seu encalço.

Naruto olhava os dois por trás do vidro de sua porta sabia que o que eles conversavam nada tinha a ver com trabalho e não se importava, o dia já chegara ao fim e ele mesmo não sabia o que esperava para ir para casa, bom, na verdade, esperou até que os amigos saíssem juntos, como acontecera agora, para não atrapalhar os planos que faziam. Sabia que algo acontecia entre os dois e dava apoio, era bom ter alguém para amar, ele mesmo sentia falta disso. Suspirou. Não gostava de confessar, mas sentia falta de Shion.

Levantou de sua confortável cadeira e puxou seu blazer, ajeitando-o ao seu corpo antes de pegar a bolsa, normalmente Sasuke aparecia ali o chamaria para ir para algum lugar, como em todas as outras sextas, mas sabia que hoje isso não aconteceria. O moreno recebeu um convite de ‘sua rosada’ como ele dissera no almoço para jantar em sua casa e a essa hora já devia estar em casa arrumando-se para agradá-la, revirou os olhos, apesar de Sasuke não querer assumir com todas as palavras Naruto sabia que ele estava perdidamente apaixonado por Sakura.

Saiu de sua sala, fechando com cuidado a porta, para que não fizesse barulho. Tudo bem, que ninguém se importaria se fizesse, o andar estava completamente vazio. O que será que estaria fazendo se ainda estivesse em Konoha ao lado de Shion numa sexta a noite?! Provavelmente estariam vendo um filme, os pés da loira sobre seu colo enquanto ele a beijava lenta e apaixonadamente, suspirou, sentia um tanto de inveja dos amigos por terem alguém. Talvez Sasuke tivesse razão e já passara da hora dele esquecer a primeira e ex-namorada. Entrou no elevador já vazio e torcendo secretamente para que Hinata tivesse feito o jantar.

—--

Hinata terminava o jantar e agora repousava na cozinha com a mão sobre a barriga desnuda pelo top que usava, já era evidente para ela a diferença em seu corpo e temia que as pessoas já pudessem reparar também. Encarou a barriga e respirou fundo, será que já estava gorda? Encheu-se de ar, forçando a barriga para frente e tentou-se imaginar quando estaria daquele jeito sem precisar do ar. Droga! Ficaria uma bola.

Ouviu o barulho da porta e a encarou tirando a mão da barriga com rapidez, não queria ser vista alisando-a. Viu Naruto atravessar o apartamento sorrindo ao sentir o cheiro da comida, aquele loiro era um esfomeado.

— Boa noite. – o cumprimentou e ele sorriu, olhando para a morena, deixando os olhos se abrirem ao notar a ondulação em seu ventre. Nunca vira a morena com algo que mostrasse a barriga e por Deus sua barriga já crescia e ele nem sabia. Hinata olhou para ele furiosa, sabia que aquele olhar era por causa da barriga. Idiota! – Não precisa me olhar assim só porque estou gorda. – o repreendeu raivosa, o fazendo rir.

— Você está linda! – confessou, sentindo o rosto esquentar por elogiá-la daquela forma. – É que não tinha reparado que já tinha começado a crescer. – disse feliz, isso era sinal de que seu filho crescia.

Ela revirou os olhos, não acreditando nas palavras dele, sabia que estava horrível e só iria piorar. Virou-se para o fogão desligando o ultimo fogo ainda acesso.

— Vai jantar? – perguntou, trocando o assunto. Já se estressara bastante por hoje com aquela pequena barriga infernal.

Ele assentiu, largando a bolsa sobre o sofá e caminhando em sua direção para ajudar-lhe com a mesa. Como virara rotina fazer todas as noites.

Sentaram-se juntos e se serviram, Naruto estava com bastante fome, afinal Sasuke o arrastara para aquela lanchonete horrível que ele tanto odiava. Olhou para a morena, ela comia em silencio, e por agradeceu por ela estar ali, já sentia uma grande inveja dos amigos por terem planos e alguém se ainda tivesse que passar todo o resto da noite completamente sozinho seria horrível, mas pelo menos teria a companhia da menina que passara a considerar uma boa amiga.

— Naruto? – ela chamou, fazendo-o piscar os olhos e sorrir amarelo por a estar encarando.

— O que foi? – perguntou sem graça.

— Meu pai vem almoçar aqui no domingo. – ele sorriu, então ela tinha falado com o pai e pelo jeito tudo correra bem, assentiu. Adoraria conhecer o pai da morena. – Por você tudo bem? — perguntou, confirmando, vendo-o assentir novamente. Droga! Esperava que ele reclamasse e então o jogaria na cara que ela fora obrigada a conhecer seus pais. Bufou.

— Algo errado? – ele reparou nas expressões da morena e ela negou com a cabeça, dizer o que pensava seria estranho.

—--

Sasuke chegou ao apartamento da rosada, levando um buque nas mãos tremulas, só passara em sua casa no dia que a chamou para boate e mesmo assim não chegara a entrar. E, mano, ela mesma o convidara dessa vez, sentia que a noite reservava algo importante e por isso não conseguia controlar o nervosismo que o tomava.

Tocou o interfone e respirou fundo quando o portão destravou dando-o acesso ao prédio. Empurrou com cuidado o portão, trancando-o novamente. Respirou fundo mais uma vez antes de entrar no elevador e apertar o botão equivalente do quarto andar.

Ele já tivera milhares de encontros, foram tantos desde sua adolescência que já perdera as contas, mas nunca, em toda sua vida sentiu-se tão nervoso. As palavras do irmão ecoavam em sua mente, bom, quando Itachi se apaixonou por Shizuka, em meio de uma implicância de Sasuke com esse fato ele lhe como era a sensação, em suas palavras: “como era sentir aquele frio na barriga e a sensação de que você poderia dar sua vida para proteger aquela pessoa que você faria de tudo para estar sempre ao seu lado”.

E, para o moreno, saber que estava sentindo exatamente as mesmas coisas em relação a rosada o deixava ainda mais desesperado. Era a primeira vez que estava apaixonado. Mordeu os lábios ao perceber que já não escondia mais aquilo, estava apaixonado pela rosada e sabia agora que não tinha como e nem porque esconder. Caminhou até a porta de número 402 e tocou a campainha individual esperando-a para recebê-lo.

Sakura, que estava no quarto, correu para a porta ao ouvir a campainha, sabia que era ele, e por Deus, ainda nem fizera o penteado que queria no cabelo. Que se danasse o cabelo, ajeitou os fios rosas soltos com os dedos, arrumando-os como podia e bateu o vestido tirando qualquer marca do tecido grosso antes de abrir a porta, sorrindo para o moreno.

— São pra você. – Sasuke estendeu as rosas vermelhas, como Ino dissera ser a preferência dela, fazendo-a sorrir.

Pegou o buquê de suas mãos e os levou até o rosto inalando o maravilhoso cheiro das flores.

— Obrigada! – disse educada, enquanto abria mais a porta o dando passagem para seu apartamento. – Sente-se, vou botá-las na água. – ele assentiu e caminhou até a mesa perfeitamente preparada para o jantar dos dois, sentando-se em uma das cadeiras.

Sakura arrumou um jarro de cristal no armário enchendo-o com água antes de colocar as flores nele e arrumá-lo perfeitamente sobre o balcão da cozinha. Olhava para o moreno sentado em sua mesa e não conseguia deixar de sorrir. A parte de enganá-lo e fingir que não estavam juntos havia passado, queria estar sempre junto dele e já era hora dele saber disso.

Caminhou para a mesa, com o pirex, anteriormente no forno, em mãos e o acomodou na mesa, antes de se sentar, o cheiro do frango assado tomava conta de toda a casa, mas eles não pareciam se importar com a comida, apenas se encaravam, sorriam e torciam para que o outro pudesse ser o que seus olhos tinham a dizer. Que se amavam.

— Sakura... – Sasuke começou a dizer, mas sentiu os dedos finos e femininos sobre seus lábios.

— Não fala nada. – pediu, não queria estragar aquele momento, só queria que ele a amasse da mais forte que pudesse.

— Mas eu preciso dizer que...

— Shiiu. – ela o interrompeu, puxando para longe da cadeira, arrastando-o pela blusa para seu quarto. Ele sorriu, aquela rosada, sempre apressada. Deixou-se ser puxado e quando a porta do quarto foi fechada ela voltou a atenção para seus olhos, deitando-o sobre sua cama. – Eu também amo você Sasuke. – os olhos ônix se arregalaram, então ela sabia perfeitamente o que ele tinha a dizer. Ela sorriu deitando o corpo sobre o dele e tomando seus lábios num beijo tomado de amor.

—--

Deixou o moreno dormindo sobre sua cama e com uma camisola que achara em seu banheiro foi arrumar a mesa e guardar a comida sequer tocada que estava sobre ela. Chegou a sala ao mesmo tempo que a porta da sala se abria, estreitou os olhos, confusa, seria Ino? Jurava que a amiga dormiria na rua hoje, até porque já era bem tarde.

Ino entrou no apartamento e fechou a porta encostando-se na mesma, deixando-se suspirar enquanto sorria. A noite fora incrível, Gaara era um homem incrível e aquele beijo que ele lhe dera no carro antes de deixá-la em casa, por Kami, suas pernas ainda estavam moles.

— Boa noite. – a loira deu um pequeno pulo, levando a mão ao coração, assustada. Sakura sorriu.

— Quase me mata. – reclamou, caminhando para a sala, deixando para trás os efeitos daquele jantar sobre si.

— Ninguém mandou ficar ai toda distraída. – caçoou, vendo a amiga a sua frente corar, envergonhada. – Aonde foi?

— Fui jantar com Gaara. – respondeu, vendo o rosto da rosada sugestivo.

— Esse jantar terminou tarde, hein?! – sua risada foi impedida quando uma das almofadas do sofá acertou seu rosto. – Porca! – xingou a amiga com o apelido antigo, não conseguindo esquivar das outras almofadas que lhe acertavam.

— Isso é por pensar besteira! – fingiu ultraje, como se fosse alguma puritana. – Nós só jantamos e dançamos um pouco, nada demais. – explicou. – Mas ele é muito sexy, gostoso, perfeito. – abanou o próprio corpo com as mãos, como se aquilo fosse capaz de refrescá-la.

— Vamos sair de novo? – perguntou apesar de saber a resposta e viu a amiga assentir.

— Por que estamos falando tão baixo? – notou que a amiga falava baixo e por costume ela a acompanhava assim. Sakura mordeu os lábios e Ino arqueou as sobrancelhas. – Sasuke está ai, não está?

— Dormindo. – respondeu, as bochechas vermelhas. Ino sorriu.

— Depois eu que não presto! Depois eu que não presto! – repetiu sorrindo enquanto caminhava para seu quarto.

— Calada! – falou ao o suficiente para que a amiga ouvisse, mas não tanto para não acordar o Uchiha, só queria que ele acordasse com ela em seu lado para amaram-se outra vez.

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Domingo (4 de Outubro)

Naruto não trabalhou no sábado e aproveitou para fazer umas compras para o apartamento, mas no geral o sábado passou bem rápido e já era domingo. Ele estava nervoso, apesar de, ainda ser pela manhã a Hyuuga já estava na cozinha para preparar o almoço para seu pai e ele temia o que aquele homem pensaria dele. Afinal, engravidara sua filha adolescente, no mínimo, aos olhos do Senhor Hyuuga, ele era um tarado. Respirou fundo e caminhou até a cozinha indo de encontro a morena.

Ela estava distraída, cortava a carne de porco em cubos e prepararia um ensopado para comer com ela. Estava com vontade de comer e sabia que o pai gostava, também.

— Quer ajuda? – ela fechou os olhos e controlou a respiração quando a voz do loiro soou. Virou o rosto lentamente e viu o sorriso gentil no rosto masculino, ela não o tinha ouvido se aproximar. Ela negou com a cabeça. Iria brigar por ele não ter dado sinal que estava ali, mas seu sorriso a desmotivou. – O que vai preparar? – perguntou.

— Carne de Porco. – ela respondeu, vendo-o sorrir ainda mais. Adorava porco. – O arroz já ta pronto e quanto fizer a carne vou fazer um ensopado de legumes, fica pronto bem rápido.

— E não está cedo ainda, Hina? – perguntou, sentando-se no balcão. Ela jogou a carne cortada na panela e se virou para ele, as sobrancelhas arqueadas em duvida. – Sabe, pro almoço estar pronto?

— Naruto, são 11h36m. – ele assentiu, mas estava cedo, eles normalmente almoçavam bem mais tarde. – Meu pai disse que vai chegar 12h00m. – os olhos azuis se arregalaram, então ele já deveria estar chegando. – Não vai tirar o pijama? – ela sorria com a expressão assustada em seu rosto.

Ele assentiu. Embolou-se ao descer do banco, prendendo o pé, mas conseguiu sair da cozinha, correndo para o quarto. Tomaria um banho rápido e colocaria uma roupa aceitável para receber o Hyuuga, queria causar uma boa imagem, até porque ele já devia ter uma imagem ruim sobre si.

Hinata sorriu, Naruto era fofo, as vezes parecia uma criança atrapalhada, mas num corpo adulto muito, muito sexy. Por Deus, só de pensar em seu corpo já encontrava-se excitada. Sacudiu a cabeça, afastando os pensamentos eróticos que lhe tomavam agora com mais freqüência que o normal e voltou sua atenção para a comida.

Naruto saiu do banho, caçando uma bermuda para vestir e a combinou com uma camisa pólo, passou os dedos entre os cabelos que já estavam tão grandes quanto os de seu pai e respirou fundo antes de sair do quarto. Sabia que tinha feito mau ao engravidar a morena, mas torcia para que o pai dela pudesse ver o quanto ele tentava se redimir e cuidava de sua saúde e da do bebê.

Chegou a cozinha e pode sentir o cheiro da carne tomar o ar, sentiu o estomago roncar, talvez devesse ter tomado café da manhã.

— Olha o fogo pra mim? – pediu Hinata, queria tomar um banho para receber o pai. Ele mordeu os lábios, tenebroso, podia acabar estragando algo. Ela sentiu os pelos se arrepiarem ao ver aqueles lábios carnudos e de aparência macia esmagados entre seus dentes, por Kami, precisava aprender controlar seus hormônios.

— Eu não sei cozinh...

— É só esperar mais 5 minutos e desligar o fogo, não precisa nem abrir a panela, só não perde o tempo. – ele assentiu e ela caminhou para o quarto precisava de um banho para tirar as gotas de suor que escorriam por seu corpo e para apagar aquele fogo que Naruto a estava causando.

Ele sentou-se no balcão, olhando para o relógio da cozinha fixamente para não perder os 5 minutos que a morena falara, mas a campainha tocou chamando sua atenção. Suou frio e mordeu os lábios, Hinata já não podia ter acabado de se banhar, mas podia ouvir o chuveiro ligado. Droga! Levantou-se lentamente, caminhando até a porta.

Tocou a maçaneta com ambas as mãos e hesitou. A campainha fora aperta mais uma vez e com um suspiro Naruto abriu a porta, vendo um homem de longos cabelos castanhos o encarando.

— Senhor Hyuuga? – perguntou, educadamente, vendo o homem assentir. Exceto pelos olhos ele não parecia com Hinata, talvez ela parecesse a mãe. Estendeu a mão para o homem a sua frente que devolveu o cumprimento. – Entre. – abriu toda a porta para o mais velho sentir-se a vontade e correu para o fogão, apagando o fogo, já deveria ter até passado 5 minutos. – Hinata está em seu quarto, logo vem recebê-lo. – disse sem jeito, não sabia o que falar com aquele homem, mas sentia uma enorme vontade de pedi-lo desculpas. – Sou Naruto. – se apresentou e o homem sorriu deixando-o ainda mais nervoso.

Hiashi conseguia ver o nervosismo de Naruto e talvez sua filha tivesse razão em dizer que ele era um bom homem. Bom, pelo menos parecia. Olhou para o lado ao ouvir passos e viu a filha se aproximar deles sorrindo.

— Bom dia, Otou-san. – disse, simpática. – Vejo que já conheceu o Naruto, Naruto esse é meu pai Hiashi Hyuuga. – os apresentou. Naruto acenou como uma criança que não sabe o que fazer, fazendo-a sorrir antes de caminhar para a cozinha para servir o almoço.

— Quer ajuda para por a mesa? – perguntou Naruto e ela concordou, vendo correr até os armários, tirando a lousa recém comprada justamente para aquele almoço, colocando-a sobre a mesa.

Hiashi caminhou para a mesa quando estava tudo no lugar e observava a relação dos dois, o loiro parecia respeitar sua filha e tinha a sensação de que não era só porque ele estava ali. Sentou-se a mesa e logo viu a filha sentar ao seu lado e Naruto do outro lado da mesa, de frente pra eles.

Comiam em silêncio, Naruto não sabia o que falar sentia o rosto quente pela vergonha de estar na frente do pai da menina a quem ele fizera tão mau e Hinata apenas olhava para o pai as vezes, notando que ele reparava em tudo, como sempre observador.

— O que você faz da vida, Naruto? – perguntou Hiashi, quando eles terminaram o almoço e Hinata disse que ia buscar a sobremesa.

— Sou Editor-chefe da revista Senju, o senhor conhece? – Hiashi assentiu, conhecia a revista e também gostava muito da mesma, matérias políticas sempre foram seu forte.

— E tem quantos anos? – surpreendeu-se, pois Naruto parecia ser bem jovem para exercer um cargo tão importante.

— 25. – disse constrangido, por ser muito mais velho que a morena.

— 25 anos e editor chefe de uma revista grande. – disse maravilhado. – Parabéns, deve ter se esforçado muito.

— Obrigado! – respondeu envergonhado, vendo a morena aproximar-se da mesa com o pote de sorvete que ele comprara no dia anterior. – O senhor é professor, não é? – Hiashi assentiu.

— Há 20 anos. – comentou, contente, orgulhava-se muito de ser um professor. – Você é daqui de Tókio mesmo?

— Não. – fora Hinata quem respondeu. – Ele vem de um fim de mundo chamado Konoha.

— Konoha é um lugar bem agradável. – disse Hiashi, adorava o clima ameno que tinha a cidade.

— O senhor conhece Konoha? – perguntou Naruto, surpreso, ninguém que conhecera até agora já tinha ouvido falar de sua cidade natal.

— Sim, viajei pra lá há muitos anos atrás. – respondeu.

— Eu não sabia, Otou-san. – comentou a Hyuuga.

— Foi antes de você nascer, meu bem. – Hinata não sabia mais sua mãe também viera de Konoha e num passado muito distante ele fora até lá conhecer as pessoas que, na época, eram seus sogros. Ela deu de ombros, não devia ser importante já que ele nunca citara aquele lugar. Hiashi suspirou só o nome daquela cidade o trazia lembranças que o davam vontade de chorar.

— Sinto saudades de Konoha, aqui as coisas são muito agitadas. – Hiashi sorriu concordando.

—--

O dia passou tranquilo, conversaram sobre diversos assuntos e temas, Hiashi percebera que a filha realmente estava em boas mãos Naruto era um bom menino e antes de sair o fizera prometer que cuidaria muito bem de Hinata enquanto ela estivesse em sua casa. Ficaria mais relaxado agora, sabendo que a filha estava bem e sempre poderia voltar aquela casa para visitá-los de acordo com as palavras de Naruto.

— Seu pai é bem legal. – disse Naruto, enquanto juntava a louça para lavá-la.

— É sim. – ela respondeu simplesmente o entregando os últimos pratos. – Sempre brigamos muito, mas ele sempre foi bem legal.

— Por que brigavam? – conhecia a Hyuuga bem o bastante para saber que provavelmente ela dava muitos motivos para as brigas. Ela permaneceu em silencio, não se sentia a vontade para falar sobre aquilo. – Vamos, me conte, sabe que somos amigos.

— Bom, eu nunca conheci minha mãe. – respondeu, vendo o loiro piscar os olhos surpreso. – E eu sempre perguntei dela pro meu pai e ele nunca respondeu, sempre esquivou sabe, não sei nada sobre ela.

— E brigavam por isso? – ela deu de ombros.

— Quando eu, cresci eu percebi que ele não falava porque ela tinha ido embora por culpa dele, por algo que ele fez a ela, por isso ele nunca quis me contar nada e eu sempre arrumei brigas por causa disso. – ela explicou. – Por alguma merda que ele fez no passado eu não sei quem é minha mãe.

Naruto respirou fundo, absorvendo todas aquelas palavras e permaneceu em silencio até terminar de lavar a louça e arrumar toda a cozinha.

Hinata estava no sofá, notara que o loiro não falara mais nada do assunto e até agradecia por isso, não gostava de falar naquilo, sequer gostava de lembrar. Ligou a TV, procurando algo para ver olhando para o lado ao notar as almofadas afundarem com o peso de outra pessoa.

— Posso assistir com você? – perguntou o loiro, vendo-a assentir, enquanto ainda trocava os canais, procurando uma boa programação para assistir. Ele pensava nas palavras da morena e tentava achar em si coragem para falar alguma coisa. Pigarreou chamando a atenção da menina ao seu lado, que agora o encarava. – Eu não acho que esteja certa! – Hinata arqueou as sobrancelhas. – Sabe, não acho que seu pai tenha feito algo para sua mãe ir embora, talvez tenha outro motivo e ele só não fale, porque o magoe lembrar. – ela negou com a cabeça, não concordava com ele qualquer outro motivo ela deveria saber. – Você quer conhecê-la?

— Sempre quis. – respondeu.

— Vou ajudá-la a conhecer sua mãe. – ele disse confiante, levando a mão para a nuca, coçando-a. – Ainda não sei como, mas vou. – Hinata sorriu duvidando, nem ela nunca achara sua mãe duvidava que ele fosse capaz. – Está duvidando de mim? – ela assentiu, fazendo-o a encarar ultrajado. – Vou te fazer se arrepender por ter duvidado. – ela o encarou confusa, mas logo sentiu os dedos longos do loiros na lateral de sua barriga fazendo-a sentir cócegas.

— Para, Naruto, eu sinto cócegas. – sorria involuntariamente, tentando afastar o corpo de suas mãos. – Para!

— Nunca! – ele respondeu, prendendo-a no sofá com o próprio corpo sem parar as cócegas. – Isso é pra nunca mais duvidar de mim!

Ela o empurrava sem parar de rir, já sentia um pouco de falta de ar e a situação estava tão descontraída que Naruto não conseguia não sorrir junto a ela, mas já reparava o rosto vermelho e a respiração forte entre as risadas. Parou com a brincadeira, começando a se afastar da menina, mas Hinata respirou fundo e o encarou, segurando pela gola da camisa.

O loiro a encarou surpreso, ela o segurava não o deixando se afastar e ele não entendia o porquê. Hinata não queria que ele se afastasse, seu corpo estava tão próximo que podia sentir o calor que emanava dele e aquela boca, que boca, estava tão perto.

Desde antes do almoço, quando ele mordera aqueles lábios carnudos ela os queria e por que não aproveitar a oportunidade? Apertou as mãos mais forte em sua camisa e o puxou para si, roubando os lábios masculinos em um beijo desejoso.

Continua...

Notas finais
E então? O que acharam? Mereço coments? Espero muito que sim! Porque os comentários me fazem querer continuar o mais rapido possivel! >< Bom, espero mesmo que tenham gostado e espero poder ler as opinioes de vocês! Aviso, não se empolguem com esse beijo kk Não ainda kkk Por enquanto é isso! Até o proximo pessoal! Kissus