Pictures of Us

28 What Color is It? || Felicity


Notas iniciais
Olá, pessoas! Pra começar, desculpa a demora! Como 2021 já está tratando vocês? Espero que bem. Espero que gostem do capítulo. Muito obrigada a todos que continuam lendo, comentando, indicando para os amigos. Vocês são demais! Boa leitura!! Bjs*

― E promete que vai se comportar, e não fazer a mamãe vomitar, e não chutar até estar perto da titia de novo, tá bom?!

― Caitlin, rápido com isso, vou me atrasar pra consulta. ― Já faziam quase dez minutos que minha amiga falava com minha barriga.

― Dá licença, não estou falando com você, Lissy, é com meu afilhado ou afilhada. ― Bufei, cruzando os braços. ― A titia promete que vai estar presente na próxima consulta, não deixe sua mãe te chatear demais. E se ela chatear, chuta as costelas dela.

― Sério, amiga, tenho hora marcada e Oliver já está me esperando lá embaixo, ele mandou mensagem! ― Mostrei o celular que tinha em mãos para fortalecer meu argumento, trocando o peso da perna.

― Tá bom! ― reclamou, e voltou a ficar em pé. ― É hoje que vocês vão saber o sexo?

― Tomara, nos últimos ultrassons o médico disse que não conseguiu ver com precisão, temos um bebê tímido. ― Dei dois tapinhas fracos na minha barriga, que já estava enorme. Cada dia que eu acordava, ela parecia ter crescido alguns centímetros e estar mais pesada. Mas eu estava amando cada segundo disso. ― Já estamos atrasados, sabe? Estou com quase seis meses e ainda não fiz nem metade do enxoval.

― No momento que ficar sabendo me avisa, pelo amor de Deus. Vou até tomar um remedinho pra controlar a ansiedade até lá.

― A fila da ansiedade é atrás de mim. ― Indiquei minhas costas com o polegar. ― Tchau.

Me despedi e tive que me apressar e logo estava entrando no banco carona do meu marido.

― Algum problema? Você demorou a descer, já estava ficando preocupado. ― Deixou o celular de lado e colocou o cinto de segurança, e eu fiz o mesmo.

― Só Caitlin e suas intermináveis conversas com nosso bebê.

― Saquei. ― Assentiu, dando partida no carro. ― Tommy fica me mandando ir ao médico toda hora. Diz que não posso morrer e deixar o bebê com ele, que sua função é ser apenas o tio legal para o resto da vida.

― Aliás, podemos passar na oncologia e ver sua mãe depois da consulta, que tal? ― sugeri. ― Ela tem sido tão legal sobre a gravidez, me recomendou o único remédio que fez diminuir os enjoos. Minha mãe disse que não sentia nada, mas claro que seu filho ou filha ia puxar pra você nessa, peixinho.

― Tento ser marcante desde que era um feto, sabe? ― Sorriu. ― E, amor, muito obrigada por ser tão legal com ela. Eu e minha mãe temos estado tão bem ultimamente, mais do que nunca estivemos, acho que agora meio que entendo como é querer cuidar e proteger tanto alguém. Não que eu queira usar os meios dela algum dia, mas…

― Ela é sua mãe, Oliver. E eu sinto muito que foi preciso algo ruim para aproximá-los, mas vamos sair todos mais fortes dessa, você vai ver. ― Fiz carinho em seu braço.

― Obrigado. ― Pegou minha mão e beijou o dorso.

― Agora acelera, ou vamos nos atrasar.

― Tommy instalou um alerta no meu carro pra saber quando eu excedo o limite de velocidade. Você não vai querer ele te ligando.

― Parece que escolhemos os padrinhos bem, afinal.

― Depende de quem vê, babe.

~

― Pés inchados? ― Doutor Wells perguntou alternando o olhar de mim para o computador.

― Sim, é um saco ― resmunguei. ― Pelo menos os enjoos diminuíram bastante. Ah, e eu passei a ter uns desejos estranhos, tipo sanduíche de pasta de amendoim com presunto cru e doce de leite. É meio nojento.

― Você não sabe como é difícil achar doce de leite às quatro da manhã, doutor. ― Oliver falou achando graça e o olhei em reprimenda. ― E eu já disse pra ela dar uma folga aos saltos tão altos, mas Felicity não me escuta.

― Faz parte do meu uniforme de trabalho assim como o distintivo faz parte do seu, amor ― me defendi, e o médico continuou a sorrir, como se fizéssemos parte do seu show de humor preferido. ― Mas eu prometo diminuir.

― Ótimo. Sua pressão está boa, seu aumento de peso e da medida de fundo do útero também. Vamos para a sala de exames?

Fiquei em pé e bati palminhas animadas. Era meu momento preferido do mês inteiro quando eu conseguia ouvir o coração do meu bebê e vê-lo, nem que fosse através da imagem embaçada da tela do ultrassom.

― Vamos lá, papais. ― O médico ocupou seu lugar em uma banqueta perto da tela, e Oliver do outro lado da maca, segurando minha mão e se inclinando em direção à imagem que se formava. ― Olhem para isso, cinco dedinhos em cada mão e em cada pé.

― Ele está chupando o dedinho? ― Me ergui um pouco, encantada com a novidade. ― Olha, peixinho, temos o bebê mais fofo do mundo!

― Claro que é, ele não é o bebê mais fofo do mundo, doutor?! ― Ele sorriu levemente, mas não nos deu resposta. Nem me importo, eu achava e Oliver também, estava bom para nós. ― A gente pode ter essa foto?

― Claro, entrego para vocês no final.

Nos minutos seguintes ele observou cada detalhe, fazendo as medidas de comprimento e peso, nos tranquilizando sobre como tudo estava bem e normal.

― Já conseguimos ver o sexo, vocês vão querer saber?

― Não.

― Sim ― respondemos ao mesmo tempo, e eu olhei surpresa para a negativa de Oliver. Nunca conversamos sobre isso, achei que era uma opinião comum. ― Como assim não quer saber?

― Não faz diferença, babe, saber do sexo biológico da criança não vai fazer com que a gente ame ela mais ou menos.

― É, mas preciso preparar o enxoval, o quarto, a decoração do chá de bebê.

― Cores neutras estão aí pra isso. O bom e velho branco, ou amarelo, sei lá.

― E minha ansiedade? Oliver!

― Desculpa, amor, mas eu não quero saber. Pensa como vai ser emocionante quando descobrirmos juntos no dia do nascimento. Por favor… ― Segurou minhas mãos quase implorando.

― Tá bom! ― Me rendi, mas com um plano B em mente, e recebi um selinho seu. ― Não vamos querer saber ainda.

― Tudo bem então. ― Limpei a barriga do gel e desci da maca com ajuda de Oliver. ― Estão liberados por hoje ― se despediu entregando a foto do ultrassom que pedimos.

O plano era conseguir algum momento a sós com médico, mas Oliver não desgrudou mais um segundo de mim no hospital até irmos embora.

Mais tarde tentei ligar para o consultório, mas o doutor Wells já havia ido embora, então aceitei a sugestão dada pela assistente dele, de passar meu endereço para que eles mandassem em alguns dias uma caixa surpresa com a cor que representaria a revelação do sexo do nosso bebê.

Oliver nem ligava para a correspondência, assim eu conseguiria saber e acalmar meu coraçãozinho ansioso de mãe de primeira viagem. Eu me sentia culpada por fazer isso, tinha que admitir, mas guardaria segredo de todo mundo até o nascimento. Seria surpresa para ele, no fim das contas.

~

― Oi, amor. Chegou alguma encomenda pra mim? ― Deixei um beijo no rosto de Oliver ao chegar em casa e encontrá-lo na sala, cercado de papéis.

― Não, nada ― negou, colocando as apostilas de lado. ― Ei, vem aqui, estava com saudades. ― Sentei em seu colo, e nos beijamos longamente. ― Tem comida pronta na cozinha.

― Quer ajuda pra estudar?

― Por favor. A prova pra sargento finalmente já é na semana que vem, o capitão até me liberou mais cedo para revisar os assuntos.

― Depois do jantar volto para estudar com você, agora estou morrendo de fome. ― Lhe dei um selinho e desci de seu colo, subindo as escadas para tomar meu banho.

Eu estava apreensiva e ansiosa para saber o sexo do meu bebê, e ainda com o fator de ter que tomar cuidado para que Oliver não pegasse a encomenda e descobrisse por acidente o que ele não queria saber.

Estudamos até bem tarde, era tão bom vê-lo motivado e empolgado a fazer aquela prova, e era bom revisar sobre artigos de lei e outros pontos em comum em nossas profissões. Meu marido era tão inteligente e capaz, bem mais do que se dava crédito e só me dava orgulho. Na manhã seguinte saímos cedo para o trabalho, eu tinha uma reunião com cliente e Oliver tinha testemunho bem cedo.

― Peixinho, estou correndo entre uma reunião e outra, você tem dois segundos ― atendi equilibrando o celular entre o ombro e ouvido.

Você comeu alguma coisa entre essas dezenas de reuniões, babe? Eu vou ligar pra Caitlin! ― ameaçou.

― Tá falando com a pessoa que não consegue parar de mastigar, querido, acho que já comi todo o estoque de amendoins da cidade. Era só isso?

Não. É pra avisar que contratei uma pessoa para limpar a casa hoje, caso chegue antes de mim e encontre as coisas diferentes.

― Você fez o quê? ― parei de caminhar, quase gritando. ― Oliver, espero que esteja brincando, ninguém mexe nas nossas coisas, deixa que eu limpo tudo.

Felicity, você está grávida, trabalhando muito e cansada, não é justo que ainda precise se preocupar com isso. Eu limparia, mas você melhor do que ninguém sabe que sou péssimo nisso, então se acalma, okay?

― Tá, tá bom. Não vamos discutir isso agora.

Ah, mais uma coisa. Ela me ligou avisando que chegou uma encomenda para você, uma caixa ou sei lá. ― Prendi a respiração, só podia ser meu resultado. ― Dei o endereço da defensoria, deve ser algum arquivo de caso, ela ia enviar para lá.

― É, deve ser. ― Até deixei de lado minha mania bem Monica Geller de não deixar mais ninguém limpar minha casa. ― Você ainda está no tribunal? Estou chegando aqui, depois que volto para o escritório.

Na verdade já saí daí, estou saindo da delegacia com Sara, um informante deu uma dica sobre um falsificador que estávamos perseguindo. Talvez demore um pouco, se encontrarmos ainda hoje vamos fichá-lo, então posso me atrasar para o jantar.

― Nos vemos à noite então?

Sim, até à noite. Te amo.

― Também te amo. ― Desliguei.

Estava quase pulando de felicidade, mais algumas horas e eu saberia se era teria um menino ou uma menina. Caitlin ia ficar super animada também, amanhã mesmo iríamos ao shopping começar a comprar roupinhas. A reunião com o promotor sobre uma apelação demorou para sempre e já estava anoitecendo quando dirigi a toda velocidade para a defensoria.

― Curtis, chegou uma caixa para mim?

― Sim, está na sua...

― Obrigada. ― Nem esperei ele terminar de falar, já corri até minha sala, onde uma caixa de papelão enorme estava em cima da mesa. Que tipo de surpresa seria? ― Manda a Caitlin voar até minha sala!

― Vamos lá, menino ou menina? ― A caixa vinha lacrada como se fosse algum tipo de arma química ou sei lá, considerando o tanto de fitas adesivas que a envolviam.

― Onde é o incêndio? ― Cait perguntou curiosa.

― Amiga, entra e fecha a porta. ― Procurei um abridor de carta para abrir caminho até o conteúdo da caixa. ― Lembra que eu disse que não deu pra saber o sexo de novo no último exame? Então, era mentira, na verdade foi o Oliver que não quis saber, mas eu queria saber, então pedi para enviarem uma surpresa, tipo aquelas de chá de revelação, chegou lá em casa e mandaram para cá, agora eu não consigo abrir essa merda!

― Okay, para. Você está parecendo uma lunática, em dá esse negócio aqui. ― Estendeu a mão pedindo o abridor, que lhe entreguei a contragosto. ― Então, vamos saber agora se terei uma afilhada ou afilhado?

― Sim, mas você não pode contar ao Oliver, ele não quer mesmo saber.

― Ué, por quê?

― Ele quer saber como surpresa na hora do parto, que não faz diferença se é menino ou menina.

― Isso é bem fofo, na verdade ― opinou, tendo mais sucesso do que eu em conseguir abrir a caixa.

― É, muito fofo, mas minha ansiedade não entende isso. Ah, e vou precisar guardar todas as coisas que entreguem o sexo que comprarmos na sua casa, tá?

― Então tá, e... O resultado vem em apostilas?

― O quê? ― Enfiei minha cabeça na caixa, e só haviam vários conjuntos de apostilas. Ao puxar a primeira, vi que se tratava de um dos volumes para revisão da prova que Oliver faria semana que vem. ― Droga.

― O que está acontecendo, Felicity?

― Essa não era minha encomenda, o que me faz pensar: será que não chegou nada ou... Ah, não. ― Peguei o telefone, ligando para Oliver.

― O que foi, Felicity? Não para de falar assim no meio da história. ― Mas eu nem lhe dava mais atenção, enquanto já ligava para Oliver.

Oi, amorzinho. Já com saudades?

― Oliver, quantas caixas chegaram lá em casa essa manhã?

Como é?

― Rápido, Oliver, quantas caixas? Chegou alguma para você?

Sim, mandaram para a delegacia, minhas apostilas de estudo. Vou compartilhar com Sara, mesmo duvidando que ela vá abrir alguma para ler.

― Você já abriu?

Ainda não, estamos voltando agora. Algum problema?

― Tchau. ― Desliguei sem ao menos lhe dar tempo para falar mais alguma coisa. ― Caitlin, corre, trocaram as caixas e mandaram a minha para a delegacia. Oliver está chegando lá de uma ocorrência, vai descobrir em minutos e eu estou ferrada! Quem dirige mais rápido, eu ou você? Eu, claro ― atestei o óbvio. Peguei minhas chaves e bolsa.

― Nada disso, você está tremendo igual a um pinscher. Eu dirijo. ― Roubou as chaves da minha mão.

― Mas não vai dar tempo...

― Oliver está sozinho na ocorrência? Liga para alguém da delegacia, pede para atrasá-lo, mas não vamos sofrer um acidente por uma bobagem. Você está grávida, amiga, precisa mesmo pegar mais leve. ― A segui até sua sala para pegar sua bolsa.

― Você parece o Oliver falando ― resmunguei.

― Seu marido é uma pessoa esperta ― comentou sem se abalar. ― Vamos lá?

― Sem dirigir como uma vovó só dessa vez.

Durante o caminho liguei para Kara, Barry, Diggle, ninguém me atendeu, até que tive que recorrer ao meu último recurso.

― Hey, Tommyzinho.

Não, não. Não vou mais fazer favor pra você.

― Não ia pedir favor, por que sempre acha que é isso quando te ligo? Eu posso só querer conversar com o padrinho do meu bebê.

― Não dá moral pra esse peste, Lissy.

Snow está aí com você? Isso só fica pior.

― Tommy, Oliver já está aí? ― Mudei de assunto, se eles começassem a brigar, não iríamos chegar em lugar nenhum.

Não. Se era só isso...

― Espera, não desliga. Mandaram para uma delegacia uma caixa por engano, acontece que é um presente para o Oliver, uma surpresa que ele não pode ver. Estou chegando aí, tem como esconder a caixa dele?

Não escondo nada do meu melhor amigo.

― Eu sei, mas é uma surpresa, colabora!

Você é chata e mandona demais para quem pede mais um favor.

― Por favorzinho, seu lindo. ― Ouvi apenas silêncio por alguns longos segundos, até que ele resolveu responder.

Você tem dez minutos depois que ele chegar, é meu recorde de segredos do Oliver. Tchau.

― A lealdade do Tommy é quase doentia ― comentei guardando o telefone. ― Ele vai segurar o Oliver só mais alguns minutos.

― Agora que temos um minuto, tenho que te dizer: não deveria ter feito isso sobre o sexo do bebê, Felicity, tinha que ser uma decisão acordada entre você e Oliver.

― Eu tentei, mas ele não concordou comigo! ― exclamei.

― Você é completamente maluca, amiga. Vai ter que se desculpar com ele.

― Eu sei, eu sei. Vou me desculpar, muito, mas temos que lidar com a essa crise antes, tá bom? ― Senti o chute. ― Parece que alguém aqui acordou.

― Oi, bebê da titia. ― Caitlin soltou o volante para colocar a mão na minha barriga. ― Sua mãe é maluca, sabia?

― Olho no volante, Cait! ― exclamei quando ela perdeu o controle do carro por um segundo. ― Deus, não nos permita morrer antes de impedir o Oliver de descobrir o sexo do bebê!

― Não fala essas cosias perto de mim, Felicity, me deixa nervosa!

― Tá, desculpa! Também estou nervosa.

Chegamos na delegacia e estacionamos de qualquer jeito, caminhando acelerado para dentro. Eu achava que quando algum momento desesperador que envolvesse uma corrida contra o tempo envolveria uma câmera lenta ou sei lá, mas ao contrário disso, tudo foi muito rápido.

Em um segundo eu colocava meu pé para dentro da delegacia, e no seguinte Tommy já tentava segurar o braço de Oliver, que saía da sala do café, indo direto para sua mesa, onde a bendita caixa estava. E, como deveria ser, a caixa não estava envolvida com várias voltas para mantê-la fechada, e só precisou de um movimento e a caixa era aberta, uma dezena de balões cor de rosa voando pelo teto da delegacia.

Uma menina.

― O que isso... ― Oliver olhava para os balões, então quando seus olhos baixaram e encontraram os meus, e ele entendeu na mesma hora. ― Felicity.

― Oliver, me desculpa. ― Corri até ele, o abraçando. ― Eu acabei pedindo o resultado, estava muito ansiosa, e não deveria sem você concordar absolutamente com isso, e...

― Vamos ter uma menina? ― questionou emocionado.

― Acho que vamos. ― Olhamos novamente para cima ao mesmo tempo, os balões ainda flutuando até encostarem no teto. ― Tá tudo bem?

― Eu estou tão... ― Parou de falar, me matando com o suspense e me preparando para um sermão ou discussão. ― Feliz. Vamos ter uma menina! ― Me pegou nos braços, me girando pela delegacia. Eu conseguia ouvir os aplausos e gritos de parabéns das pessoas ao redor, mas só conseguia prestar atenção em seu sorriso e olhos azuis que brilhavam de alegria genuína.

Começamos a receber as congratulações de todos, Caitlin estava mais feliz que nós dois juntos e Tommy apenas sentou na própria cadeira e parecia em choque, encarando o vazio. Quando fomos saber se ele estava bem, o moreno apenas respondeu um “tudo ficou dez vezes mais complicado”.

― Como assim? ― perguntei, e ele balançou a cabeça.

― Nada. Parece que vem aí a única garota que me fará ser fiel. ― Então encarou minha barriga. ― Oi, lindinha. Promete nunca namorar ou fazer sexo?

― Eca, Tommy, ela é um bebê! ― Oliver tirou a mão dele da minha barriga com um tapa, mas nossa filha parecia muito animada com toda aquela bagunça, pois se remexia muito desde o momento do carro.

― Ei, você não está mesmo com raiva de mim? ― O abracei pela cintura. ― Me desculpa, de verdade.

― Tudo bem, eu não queria saber, mas agora que sei... Tá tudo bem, meu amor, vamos ter uma menina! ― Segurou meu rosto e me beijou. ― Tomara que ela tenha sua determinação, só que com um pouquinho mais de controle. ― Mostrou o indicador e o polegar separados por uma pequena distância.

― Eu te amo tanto, peixinho.

Notas finais
Yey!! Teremos uma menina!! Acho que não surpreendi ninguém, mas enfim... Uma menininha linda vem aí!! Espero que tenham gostado do capítulo. Foi mais curto que o costume, estamos tomando ritmo, ainda é início do ano, mas muitas emoções se aproximam. Comentem, favoritem, recomendem!! Até o próximo!! Bjs* p.s: Entrei em um grupo de adoráveis e meio maluquinhas leitoras Olicity, se quiserem participar e se divertir com gente enquanto falamos da vida dos nossos personagens preferidos, e ainda ter indicações de várias histórias legais, só me mandarem o contato por DM que encaminho para a Eliana, a adm do grupo.