Pictures of Us

2 Bad Idea || Felicity


Notas iniciais
Olá, pessoas!! Mano do céu o que foi isso que vocês fizeram comigo? Nunca, nunca mesmo imaginei que apenas um capítulo teria uma aceitação tão boa. Ia postar o segundo capítulo no dia do episódio, mas vocês foram tão incríveis que quis ajudar, pelo menos um pouquinho, a deixar esse início de semana melhor. Mas agora ~todo mundo afasta as cadeiras para dançar comigo~, a fic teve sua primeira recomendação!! Uhuuu!! Regina Rhodes Merlyn, amiga do céu?! Sei nem como agradecer o bastante pela confiança em recomendar com apenas um capítulo, você foi demais!! Valeu mesmo, quase me fez chorar do lado daqui!! E meu muito obrigada também a todos que deixaram reviews, estão acompanhando e favoritando, fazem meu dia melhor. Espero que gostem do capítulo, me diverti um monte nele. Até as notas finais. Bjs*

Pisquei várias vezes antes de acreditar que meu caso de uma noite estava ali na minha frente, no tribunal, com um distintivo da SCPD pendurado por uma corrente no pescoço, me olhando tão surpreso quanto eu.

Por isso eu não fazia sexo casual, nunca dava certo!

Jonas levantou do seu lugar ajeitando para baixo o terno pelo menos um número menor que o seu deveria ser, caminhando devagar até a minha mesa.

― Então, você é um policial? ― Meus olhos foram novamente para o distintivo, então para o rosto dele. ― Oliver Jonas Queen, eu suponho.

― Primeiro e único ― respondeu com um meio sorriso. ― Você não me disse que era advogada de defesa.

― Empatou, porque você não foi completamente honesto sobre sua profissão. Ou seu nome. ― Eu já havia estudado os arquivos do julgamento de hoje, sabia que Oliver Queen era a testemunha principal da acusação do meu caso de posse de drogas, mas não poderia adivinhar que o tal era o meu Jonas, não haviam fotos dele no arquivo, e o fato dele não ter me dado o nome real me irritou.

― Sem querer ofender, mas honestidade não deve ser um requisito para sua profissão ― acusou e fechei as mãos em punhos. Primeiro mentir, agora ofender? ― Você sabe, vive tirando bandidos da cadeia e acabando com todo o meu trabalho.

― Eu ajudo e protejo pessoas das mãos de lunáticos inconsequentes como você, e olha aqui… ― Respirei fundo para me acalmar e não acabar aos gritos no tribunal. ― Olha, eu não vou ficar aqui tolerando meu casinho de uma noite me ofender sobre coisas que ele é lerdo demais para entender, então sai da minha frente. ― Bati meu indicador em seu peito. ― Não sei como vou te aturar durante esse julgamento todo.

― Não sei como eu vou te aturar, coisinha insuportável!

― Ai, não acredito que eu dormi com o Voldemort! ― Lhe dei as costas, voltando para meu lugar o lado de Curtis e meu cliente na mesa da defesa.

― Eu não sou o Voldemort, você é o Voldemort! ― Jonas, ou Oliver, sei lá, gritou, chamando a atenção de todos. ― Referência de Harry Potter ― justificou para ninguém em particular girando os indicadores em um gesto amplo.

― O que foi isso? ― Curtis tocou seu ombro no meu, perguntando com curiosidade. ― Quem é o gostoso?

― Policial imbecil, não acredito que transei com ele noite passada. ― Ele me olhou abasbacado e abriu a boca para falar, mas o interrompi. ― Isso é culpa sua, que me mandou fazer sexo casual. O pior é que ele parecia realmente um cara legal, até colocar a merda do distintivo no pescoço e virar um babaca sem noção. ― Curtis ia falar algo, mas o cortei novamente. ― Quer saber, isso não vai ficar assim! Vou falar com a juíza, ele não vai ferrar com meu caso só porque está com raivinha de mim.

~

Estávamos os dois gritando argumentos de porque o outro deveria ser retirado do julgamento há quase dez minutos, e a juíza Fallon apenas nos olhava com as mãos entrelaçadas sob o queixo.

Não era do meu feitio fazer isso, sempre me orgulhei de levar tudo com todo o profissionalismo possível, mas Oliver estava me levando à borda. O cara divertido e gente boa de noite passada não era mais do que um típico policial inconsequente e mais do que com raiva, eu estava decepcionada.

― Acabaram? ― a juíza perguntou, tentando manter a paciência, em um momento que paramos para respirar.

― Na verdade, posso pensar em pelo menos mais cinco argumentos pra tirar ele do caso.

― Ai, você é tão advogada de defesa ― Oliver reclamou rolando olhos, cruzando os braços e se recostando todo torto na cadeira, assim como ele devia passar o dia todo sentado sem fazer nada na delegacia, só comendo aquelas rosquinhas calóricas.

― E você é tão policial! ― rebati na hora.

― Okay, já chega! Não vou tirar nenhum dos dois do caso, vocês que lutem para ser profissionais. Devo assumir que é incomum um policial e uma defensora terem estado juntos, mas sinceramente, não importa para mim ou para esse tribunal se um peixe decidiu transar com um bolo de chocolate. Dispensados.

Levantamos os dois frustrados por nenhum não ter conseguido o que queria, e logo que estávamos fora da sala, eu não podia perder a oportunidade de dizer.

― Você é o peixe!

― Você é o peixe! ― falamos ao mesmo tempo, soltando um bufo frustrado em resposta. ― Você é o peixe ― falou mais baixo fazendo birra, sorrindo e cumprimentando com a cabeça uma mulher estranha que passava. ― Doutora, esse bandido não vai ficar na rua enquanto eu estiver no caso, espero que esteja pronta.

― Eu nasci pronta, detetive. ― Cruzei os braços chegando mais perto. Facilitaria se ele não fosse tão bonito, mas eu era uma mulher adulta, forte e independente, não seria aquele crianção a me intimidar.

― Pronta pra perder, a pergunta era se estava pronta para perder e você disse que nasceu desse jeito. ― Completou com uma risada.

"Infantil" não descrevia o bastante.

― Você pode tentar me confundir e distorcer minhas palavras, Oliver, mas você vai ver o que é ser destruído em um tribunal. Se prepare.

― Essa é a música do Scar. Você é o Scar! ― gritou no corredor, mas resolvi nem responder. ― Referência de O Rei Leão ― falou antes de sair. Iria mostrar para ele no tribunal, como havia prometido.

~

― Pode repetir seu nome para os altos?

― Claro, querida. ― Oliver sorriu provocativo antes de aproximar a boca do microfone da bancada onde estava, me encarando fixamente. ― Oliver Jonas Queen.

Ele era a primeira e principal testemunha do ministério público e já havia sido questionado por este, onde explicou como tudo aconteceu na opinião dele, então agora era minha vez. Mal tivemos tempo desde que saímos da sala da juíza até o início do julgamento, então eu não tinha mais como mudar minha abordagem.

― Detetive da polícia de Star City, correto?

― Distintivo número 4587 ― respondeu cínico. ― Meritíssima, estamos indo para algum lugar com isso?

― Responda as perguntas, detetive. ― Até a paciência da juíza já parecia ter se esgotado conosco.

― Sim, detetive da SCPD.

― Há quanto tempo?

― Três anos, doutora.

― E quantos anos tem agora, detetive Queen? ― Oliver rolou olhos, se encostando sem paciência na cadeira.

― Objeção. Relevância. ― Olhamos na direção do promotor, que tinha ficado em pé para protestar.

― Vá direto ao ponto, doutora Smoak ― a juíza orientou.

― Estou tentando provar um ponto aqui, excelência. ― Ela indicou com a mão para eu continuasse, e o promotor voltou a sentar. ― Quantos anos, detetive Queen?

― 31, doutora.

― Se não estou enganada, o programa de ingresso na polícia é de seis meses. Mais uns meses de serviço de campo e já pode tentar a prova para ser detetive, certo?

― Está correta.

― Então por que​ tão pouco tempo de experiência? Tinha alguma profissão antes dessa? ― Oliver engoliu seco, parecendo querer me fuzilar com os olhos.

― Não tinha. ― Cheguei mais perto da mesa dele, apoiando os cotovelos nela.

― O que fazia para se sustentar então?

― Objeção, meritíssima, não vejo como a história de vida da minha testemunha vá influenciar em algo no caso. ― O promotor ficou de pé novamente, o interrompendo de responder. Mas o plano nunca foi que ele respondesse, eu não sabia a resposta ou precisava dela, só queria criar no júri a sementinha da dúvida sobre a credibilidade dele.

― Mantida. Se atenha aos fatos do caso, doutora. ― Oliver me mostrou a língua, mas apenas sorri falsamente e caminhei para longe dele.

― Detetive, qual seu horário regular de trabalho? ― Oliver veio até o limite de sua bancada, apoiando os cotovelos nela como eu fiz antes, então ergueu uma sobrancelha e sorriu de lado.

― Para que quer saber que horas estou livre à noite, doutora? ― Uma olhada rápida para a juíza e ela não precisou de mais de uma encarada para adverti-lo a parar com as cantadas baratas. ― Das 8h da manhã às 8h da noite, mais intervalo para almoço.

― Mas a apreensão foi feita bem depois disso.

― Estava cumprindo algumas horas extras.

― Mas não eram as primeiras horas extras da semana em questão ou eram? ― perguntei, mesmo já sabendo a resposta. ― Dei uma olhada em seu cronograma, você estava trabalhando todos os dias até a meia noite, estou certa?

― Objeção ― o promotor gritou, mas Oliver ainda assim resolveu responder minha pergunta.

― Sim, mas isso não prejudica em nada meu desempenho.

― Acredito no senhor, então. ― Dei uma olhadinha e um pequeno sorriso incrédulo para júri. ― Próxima pergunta, estava sozinho no dia da apreensão? ― Oliver sentou mais alinhado na cadeira, voltando à sua feição séria.

― Sim.

― Geralmente vocês detetives trabalham sozinhos no serviço de campo?

― Vai depender de como os casos são designados pra gente pelo nosso capitão ou nosso chefe imediato. ― Conferi o nome na minha pasta.

― Capitão Quentin Lance e tenente John Diggle.

― Exato.

― E você foi designado para aquele turno extra sozinho? ― Oliver começou a contorcer os dedos sobre o colo, mordendo os lábios para não responder minha pergunta. ― Fez um juramento, preciso da minha resposta, detetive.

― Não, meu parceiro, deveria estar comigo.

― Mas não estava.

― Não.

― Por quê? ― perguntei com inocência franzindo o cenho, dramatizando confusão.

― Objeção, objeção, objeção! ― Tommy Merlyn gritou da plateia, chamando a atenção de todos, inclusive da juíza que bateu seu martelo pedindo silêncio. Outro doido.

― Assuntos pessoais o fizeram mais sair cedo ― respondeu evasivo depois que silêncio foi restabelecido. Pelo pouco que Oliver havia me falado do parceiro e amigo, assuntos pessoais só poderiam envolver mulher.

― O deixando sozinho não com uma, mas duas apreensões de drogas naquela noite.

― Sim, mas…

― Outra pergunta ― o cortei. ― Que horas as drogas foram fichadas na sua delegacia? Meus registros dizem que foram na manhã seguinte.

― Como você disse, houve outra apreensão depois dessa, era bem maior e tive que dar prioridade a ela.

― Entendo, mas não tinham outras pessoas lá no seu distrito para ficharem as provas? Ou não fizeram porque o senhor deixou as drogas que supostamente estavam com meu cliente no carro até o dia seguinte?

― Não foi assim que aconteceu.

― E como aconteceu? Porque até onde sei, isso configura uma falha da guarda de evidências.

― Erros são cometidos, ok? ― Oliver elevou a voz. ― Não estou em julgamento aqui, doutora Smoak, a coisa é que encontrei um pacote de dois quilos de maconha na mala do carro do seu cliente. Não era só consumo, era distribuição. Ponto final, essa é a história.

― Sabe qual a história aqui, detetive Queen? Vejo um policial inexperiente, sobrecarregado e desleixado, deixado por seu parceiro e acumulando mais trabalho do que nosso sistema de trabalho regulamenta.

― Mas eu…

― Vejo também um pai de família acusado injustamente por um policial ansioso para seguir para um "caso maior e com mais prioridade".

― Não foi o que eu disse, eu jamais...

― E vejo um departamento cheio de falhas de processamento que podem prejudicar uma centena de pessoas, cidadãos de Star City como eu e você, detetive.

― Objeção, a advogada está testemunhando!

― E não está me deixando falar! ― dessa vez Oliver gritou para mim, ficando em pé.

― Não precisa. ― Ao contrário deles, eu estava mais calma do que nunca, meu caso praticamente ganho. ― Sem mais perguntas. ― Lhe dei as costas, então me virei de novo para onde ele ainda estava sem se mover. ― Você é o peixe. ― Soltei uma piscadela para ele quando ninguém mais estava olhando para nós, antes de voltar ao meu lugar.

Devia assumir que havia pego pesado com ele, mas não iria perder um caso só pra satisfazer seu frágil ego masculino. O pior que eu tinha gostado mesmo dele ontem. Hoje ele era só o imbecil que mentiu pra mim e me chamou de desonesta.

― Uau, você estava com tudo lá, mulher! ― Curtis elogiou. ― Esse policial realmente acendeu um fogo em você, amei.

― Fica na tua, Curtis, ainda não ganhamos isso.

Seguiram-se então a outra testemunha da acusação, essa derrubei com ainda mais facilidade. Era só mais um traficante que afirmava ter visto meu cliente conversando com um fornecedor conhecido dos Glades, onde a apreensão havia sido feita.

Enquanto isso minhas testemunhas envolviam as filhas do réu, uma adolescente com as melhores notas do seu ano no colégio e uma criança faladeira adorável, mais a vizinha que tinha uma queda por meu cliente e só serviu para afirmar como ele era um ótimo pai criando as filhas sozinho e um ótimo membro da comunidade.

― Nós do júri declaramos o réu inocente de todas as acusações. ― O veredito não levou mais do que uma hora para sair.

― Isso! ― Dei um soquinho bobo no ar, abraçando o senhor Curran.

― Obrigado, doutora.

― Fique longe das drogas a partir de agora, me escutou? ― cochichei no ouvido dele. ― Cuide das suas filhas, elas precisam de você.

― Eu vou, obrigado. ― Ele foi abraçar as meninas, e ainda recebi os cumprimentos de Curtis, mas eu precisava respirar, tomar uma água, sei lá. Tinha sido mais intenso do que eu esperava quando preparei tudo e vim para cá essa manhã.

― Uau! ― Oliver chegou interrompendo minha paz no bebedouro do lado de fora. ― Mais um traficante solto por sua causa.

― Você estava lá, ele foi declarado inocente, então não pode chamá-lo assim ― retruquei sem me abalar, bebendo minha água.

― Olha aqui, sua coisinha… ― o interrompi de continuar falando, puxando seu braço para um recuo para não ser ouvida por quem passasse.

― Você não conhecia ele, ok? John Curran é um pai solteiro com um amigo desonesto que precisava de alguém para colocar a culpa. Eu não ia deixar você condená-lo só para você manter a pose de policial fodão, então fiz o que precisei para ganhar. Seu trabalho era provar que ele era culpado, se não conseguiu, problema seu.

― Você foi muito injusta comigo lá, Felicity.

― E você mentiroso noite passada, estamos quites. Com licença.

― Oh mulher cheirosa, meu Deus! ― Oliver resmungou consigo mesmo quando passei por ele, me arrancando um sorriso que ele nem viu.

~

O processamento para liberar John demorou mais que o planejado, e quando me liberei já era noite. Talvez adiaria voltar para a defensoria apenas na manhã seguinte, não estava mesmo com disposição. Só queria minha cama e minha Netflix pelo resto da noite.

Estaquei na porta do elevador quando logo que coloquei os pés no estacionamento subterrâneo, vi Oliver encostado despreocupadamente em meu carro. Como diabos ele sabia qual era, só Deus sabia, ele não o tinha visto noite passada!

― O que ainda faz aqui?

― Esperando você. ― Ele desencostou do carro, andando em minha direção com as mãos nos bolsos da calça.

― Como assim?

― Não vai perguntar como eu descobri qual era seu carro? ― Apontou o polegar para o veículo atrás de si.

― Esse não é meu ― menti para não dar o braço a torcer.

― É sim, e vou dizer como eu sei ― comentou orgulhoso. ― Você quer dar uma de certinha, mas tem seu lado rebelde. Contei pelo menos duas tatuagens que esconde com roupas formais e fala palavrões quando não está pensando bem sobre manter a pose. ― Eu fazia isso? ― Com base nisso, descobri que não pode usar vermelho com frequência por não ser tão apropriado para o tribunal, mas escolheu um sapato dessa cor, o que me diz que gosta, talvez esse gosto se estendesse até seu carro.

― Grande coisa, há pelo menos duas dezenas de carros vermelhos nesse estacionamento.

― Havia vinte e três, para ser exato. Eliminei os maiores, não faziam seu estilo, ficando com dezessete. Você é canhota, o que me diz que estacionaria mais para esse lado, me sobrando cinco. Essa manhã percebi uma marca em seu antebraço direito, só precisei achar o carro com alguma alteração compatível no descanso do braço ou no câmbio. Voilà, esse carro. ― Deu um tapinha no capô.

― Ok, impressionante, esse é o meu carro. ― Tive que elogiar. ― Agora pode sair da frente dele para que eu possa ir pra casa?

― Eu não sou o péssimo detetive que você mostrou para todos lá dentro, Felicity.

― Ok, Oliver, eu acredito, me desculpe por aquilo. Mas o que ainda quer comigo?

― Quero sair com você, num encontro de verdade dessa vez. Recomeçar de onde deixamos essa manhã.

― Você só pode estar de brincadeira com minha cara. ― Dei a volta nele, destravando o carro e jogando minha pasta e bolsa no carona. ― Somos como Harry Potter e Voldemort, Sauron e Gandalf, Batman e Coringa!

― Bolo de chocolate e peixe? ― perguntou com um meio sorriso. ― Eu sei disso, okay?! Mas eu gosto de você, não paro de pensar sobre a noite que tivemos ontem, não só o sexo, toda ela, e mesmo com toda aquela humilhação pública de mais cedo, eu ainda queria te beijar. Muito.

― Intimidação pode ser mesmo um grande afrodisíaco ― falei reflexiva para mim mesma.

― Não é só isso. Você é linda, engraçada, inteligente, e só pelo fato de ter dado essas referências de antagonismos clássicos, me fazem querer isso ainda mais. ― Oliver deu dois pequenos passos na minha direção, que foram suficientes para praticamente anular a distância entre nós.

― É uma péssima ideia.

― Eu sei. ― Ele segurou meu rosto com uma das mãos, fazendo carinho na bochecha com o polegar.

― Mesmo que a gente consiga passar por cima dessa coisa das nossas profissões, nossos amigos já se odeiam de graça, nunca teremos paz.

― Provavelmente.

― E você não se importa?

― Nem um pouco. ― Oliver desceu os lábios até os meus e eu nada fiz além de aceitá-los.

Notas finais
Affs, dá para serem mais fofos? Ah, não fiquem com raiva da Felicity por ter sido um pouco malvadinha com Oliver nesse. Ela é só uma profissional muito boa mesmo. E tudo fica bem quando acaba bem, certo? Certo. No próximo capítulo de POU (apelido mais fofo do mundo dado pela Ciin) veremos como será a reação dos amigos. Alerta de spoiler: nada boa. Nos vemos pelos reviews. Bjs*