Piaget
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Porém, tal representação deverá estar alicerçada no domínio do objeto sonoro (linguagem musical) ou na capacidade de resposta sensório-motora (domínio técnico de um instrumento).
a representação mental (Piaget) da
música pode ser efetuada e esta exteriorizada/evocada através de seus signos, sejam aqueles
construídos sócio-historicamente (grafia musical tradicional) ou aqueles criados pelo
próprio indivíduo no intuito de representar os sons. Entende-se também por grafia musical
sinais não convencionais, desde que possibilitem a recriação musical.
Salientamos para a importância da existência de um equilíbrio entre o fazer e o
saber. “As duas posições..., compõe na verdade um mesmo conjunto em relação
complementar.” [BEYER: 1999. p. 13] Segundo Fonterrada, apud Lino: “... a autora nos diz
que a linguagem musical é um meio de organização da realidade e que sua compreensão
não é anterior a seu uso: é seu uso que organiza a experiência e permite sua compreensão.”
refletir sobre a necessidade de se reencantar a educação musical. propõe construir um caminho pedagógico
enfatizando como discussão preliminar, os princípios metodológicos para a educação
musical gerados a partir dos saberes da Corporeidade, trazendo para discussão, o
ser, reconhecendo que os sentimentos e as emoções estão presentes no processo
da aprendizagem. propõe construir um caminho pedagógico
enfatizando como discussão preliminar, os princípios metodológicos para a educação
musical gerados a partir dos saberes da Corporeidade, trazendo para discussão, o
ser, reconhecendo que os sentimentos e as emoções estão presentes no processo
da aprendizagem. o
desafio que lançou aos educadores musicais: “Como criar uma escola onde
se aprenda a viver e a amar? Uma escola onde se invente a vida?” o conhecimento é, antes de tudo, inseparável do processo
de viver, e que, sem encantamento não há conhecimento. Discorre a
autora, sobre o processo de fragmentação das dimensões humanas e como
isso repercutiu em uma educação divorciada da vida, onde a imaginação e a
emoção foram negadas como instrumentos cognitivos.propomos como pesquisadores
na área da educação musical a construírmos um caminho pedagógico que
enfatizasse como discussão preliminar, os princípios metodológicos para a
educação musical gerados a partir do pressuposto teórico da Corporeidade,
trazendo para discussão, o ser: o corpo, as emoções, a sensibilidade, os
sentimentos, ou seja, o campo energético de cada pessoa e sua implicabilidade
na educação musical.
Trabalhar com o pressuposto da Corporeidade na educação musical
significa reconhecer que os sentimentos e emoções estão presentes no processo da aprendizagem. corporalizar
significa tornar corpóreo, subjetivar corporalmente uma idéia, um sentimento,
uma emoção, intencionalmente ou não. corpo,
corporalização, corporalidade, são noções fundamentais para se compreender
o pulsar da vida humana, a energética do ser, o corpo como legitimação
espaço-temporal do ser no mundo.
A corporalização traduz a dinâmica entre o manifesto e o nãomanifesto
da subjetividade humana. A corporalidade ou
corporeidade refere-se ao campo existencial das vivências,
historicamente vividas pelo Ser corporalizado. Corporeidade
e educação. Um encontro para celebrar a vida! (Cavalcanti
2004: 06) A música, vivenciada pelo corpo, foi compartilhada em muitas civilizações
por pessoas de diversas idades e classes sociais, assumindo variadas
funções conforme cada período da história da humanidade, ora desempenhando
importante papel nos rituais e cultos religiosos, ora assumindo a
função de formar o caráter dos aprendizes servindo aos propósitos militares
de nações. Desde as mais antigas civilizações a música era estritamente voltada à aquisição do movimento, coordenando
voz, palmas, danças e calcar de pés ao chão, com o objetivo de criar uma
ambiência sonora para o povo da época saudar as suas divindades. Pesquisas indicam que são os gregos, os primeiros a pensarem em
novas dimensões para a música. Conforme suas crenças, buscavam viver
em equilíbrio com a mente e com o corpo, o que é demonstrado na forma
como concebiam a educação do seu povo. A educação da época compreendia
um duplo aspecto: a ginástica para o corpo e a música para a alma. Na Idade Média, encontramos a música desempenhando importante
função nos cultos cristãos. Tinha a função de criar o ambiente sonoro, deixando
- o propício para o culto religioso.Segundo Beyer (1999), instalam-se
neste período, duas “práticas”: o saber musical que “fala” de números e o
saber musical do “produzir o som”, que estão associadas a dois ideais de
profissionais: o musicus e o cantor. Quanto ao musicus, era o profissional que mantinha a busca das relações matemáticas na música, enfocando-a
segundo uma visão mais teórica. Quanto ao cantor, era o que trabalhava a
prática musical, seguindo as necessidades de serviço nos cultos cristãos. verificamos que o musicus dava prioridade ao funcionamento da “mente”, e
o cantor, à “atividade corporal”. Há uma clara separação entre o corpo e a
mente. As idéias pedagógicas pós Idade Média, receberam grande influência
de Comênius (1592-1670), que apregoou uma formação iniciada pelos sentidos
e pela ação do sujeito. Em pleno século XVII, defendia uma escola em
que as crianças fossem respeitadas como seres humanos dotados de inteligência,
aptidões, sentimentos e limites. A prática escolar, para ele, deveria
imitar os processos da natureza. Nas relações entre professor e aluno, seriam
considerados as possibilidades e os interesses das crianças, bem como,
a organização do tempo e do currículo levaria em conta os limites do corpo
e a necessidade, tanto dos alunos quanto dos professores, de ter outras
atividades. As idéias pedagógicas pós Idade Média, receberam grande influência
de Comênius (1592-1670), que apregoou uma formação iniciada pelos sentidos
e pela ação do sujeito. Em pleno século XVII, defendia uma escola em
que as crianças fossem respeitadas como seres humanos dotados de inteligência,
aptidões, sentimentos e limites. A prática escolar, para ele, deveria
imitar os processos da natureza. Nas relações entre professor e aluno, seriam
considerados as possibilidades e os interesses das crianças, bem como,
a organização do tempo e do currículo levaria em conta os limites do corpo
e a necessidade, tanto dos alunos quanto dos professores, de ter outras
atividades.
Neste período, a educação era vista e praticada como um castigo e
não oferecia elementos para que depois as pessoas se situassem de forma
mais ampla na sociedade. Comenius reagiu a esse quadro com uma pergunta:
por que não se aprende brincando? Acreditava que, por ser dotado de
razão, o homem podia entender a si e a todas as coisas. Portanto deveria se
dedicar a aprender e a ensinar, concluindo que o mais importante na vida
não é a contemplação e sim a ação, o “fazer”. Segundo a educadora Gainza
(1964), Comênius foi o precursor dos métodos sensoriais e ativos.
Notas finais
abração
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