Piadinhas do Emmett
27 Circo
Notas iniciais
Piada:
Durante uma apresentação, um ventríloquo estava contando todo seu repertório de piadas de loiras com o seu marionete Zequinha. De repente uma loiraça levantou da plateia e começou a discursar:
- Já ouvi o suficiente de suas piadas denegrindo as loiras, seu idiota. O que o faz pensar que pode estereotipar as mulheres desse jeito? O que tem a ver os atributos físicos de uma pessoa com o seu valor como ser humano? São caras como você que impedem que mulheres como eu sejam respeitadas no trabalho e na comunidade, que nos impedem de alcançar nosso pleno potencial como pessoa. Por sua causa e por causa de pessoas de sua laia, perpetua-se a discriminação, não só contra as loiras, mas contra as mulheres em geral... tudo em nome desse pseudo-humor!
Perplexo e envergonhado, o ventríloquo começou a se desculpar:
- Minha senhora, não foi essa minha intenção.
E a loira, em tom raivoso, responde:
- Fique fora disso, meu senhor! Eu estou falando com esse rapazinho desprezível que está sentado no seu colo.
Existe tio mais legal que eu? Fale sério, eu estou levando a minha querida sobrinha fofa ao circo, e eu ODEIO circo! Palhaços me assustam, eles são seres malignos. Mas ela quer ir, e é por isso que eu estou levando minha a Rose junto. E depois dizem que eu sou burro!
Forks é um fim de mundo, eu realmente não sei o que um circo faria aqui, por isso estávamos indo para Seattle assistir a apresentação.
Chegando lá, compramos os ingressos e até pipoca para a Nessie. Não que ela quisesse pipoca, foi só para fazer uma média.
Entramos naquele lugar tenebroso, apesar de colorido, e nos sentamos em nossos lugares.
– Olhe titio, os palhaços! – Renesmee apontou animadamente para o picadeiro, onde pseudo-humanos de cara pintada jogavam tortas um na cara do outro, fazendo a multidão rir.
– Não vamos falar dos palhaços não, certo pequenina? – reclamei, tentando me concentrar em qualquer outra coisa que não fosse aquelas... Coisas...
– É hoje que Emmett se caga todo, independente de não poder se cagar... – outch, Rose, essa doeu. No fundo, sou um cara bem corajoso, certo?
Aquela porcaria de apresentação de palhaços sem graça durou uns vinte minutos! Foi o suficiente para eu cantar mentalmente todas as músicas dos meus desenhos favoritos e ainda precisar cantar uns três CDs chatos do Edward que ele não para de ouvir. Música clássica é um porre, definitivamente.
Depois que a tortura terminou, um carinha com um boneco chegou e sentou em um banquinho. Era um daqueles bonecos meio sinistro que sempre são os culpados em filmes... Ou isso são mordomos?
Não importa, só sei que ele sentou ali e o boneco começou a falar SOZINHO. O cara nem mexia a boca! Que mágico, será que não final ele me ensina a fazer?
– Olhe que legal, Nessie! O boneco está falando sozinho! – comentei, cutucando-a delicadamente.
– Não seja burro, titio. O cara é que fala, mesmo que você não veja, ele treinou para isso. – ela me olhou reprovadora mente.
– Ela tem razão Emm. – Rose concordou, olhando com orgulho para a sobrinha – Quem diria que uma criança de 7 anos seria mais inteligente que você...
– Na verdade, tia, eu só tenho 3. – ela sorriu. Isso é um complô para me deixar para baixo? Está funcionando.
Elas não sabem da nada, é claro que aquilo não era o cara falando. O nome disso é mágica! Quando o mundo acabar em dezembro, elas não poderão ir a Nárnia comigo porque NÃO ACREDITAM EM MAGIA!
Só teve um probleminha: as piadas do cara. Eram todas de loira. Acho isso uma falta de respeito, o único que eu tolero uma ou outra é o Jake porque ele é da família. Ou será um dia, depende da Nessie. Se o cérebro dela se desenvolver direitinho até lá, nos livramos daquele saco de pulgas!
Ok, no fundo ele é meu amigo até... Mas não vou admitir isso em voz alta!
Eu aceitei uma, aceitei duas, cinco até. Ele estava partindo para a sexta quando eu levantei e falei:
– Já ouvi o suficiente de suas piadas denegrindo as loiras, seu idiota. O que o faz pensar que pode estereotipar as mulheres desse jeito? O que tem a ver os atributos físicos de uma pessoa com o seu valor como ser humano? São caras como você que impedem que mulheres como eu sejam respeitadas no trabalho e na comunidade, que nos impedem de alcançar nosso pleno potencial como pessoa. Por sua causa e por causa de pessoas de sua laia, perpetua-se a discriminação, não só contra as loiras, mas contra as mulheres em geral... Tudo em nome desse seu pseudo-humor! – admitam, falei bonito. Até as meninas ficaram olhando admiradas para mim.
– Obrigada Ursinho. – Rose estava boquiaberta – Não sabia que pensava assim, foi muito bom!
– Tio Emmett arrasou, tio Emmett arrasou! – Nessie cantarolou, saltitando em seu banquinho.
– Des-desculpe... Não er-ra minha-a intensão-ão ofend-er... – o cara gaguejou, provavelmente intimidado pelo meu discurso perfeito e porte ameaçador. Mas não era com ele que eu falava...
– Acalme-se, homem. Eu estou falando com esse boneco desprezível no seu colo. – estreitei os olhos para a coisinha de madeira que sorria maligno.
O público explodiu em gargalhadas. Eu juro que não entendi por que... E nem pude entender, Rose começou a nos puxar para fora, murmurando algo como “meu marido é um estúpido, nem para me defender serve, só me faz passar vergonha”. Eu devo ter ouvido algo, foi mais ou menos nesse momento que o dono do lugar começou a gritar se eu não queria um emprego de palhaço.
Eu não! Já disse, palhaços são malignos! E não quero trabalhar num lugar que ofende a minha mulher. De acordo com ela, de vergonhoso na vida dela já basta eu.
Notas finais
Eu fiquei um tempão sem postar, e peço desculpas a quem merece ouví-las. Foi falta de tempo e falta de vontade mesmo, não foi proposital. Tentarei me corrigir.
O próximo capítulo só será postado se esse capítulo tiver, no mínimo, 10 comentários. É bem menos que a quantidade de leitores, então não reclamem!
(preciso comentar isso: vocês não acham a amizade do Emmett com o Jake muito dalaric?)
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