Physis
6 Capítulo 6 - Estrelas e Primeiros Mergulhos
Notas iniciais
Tess continuava puxando Selene em meio aos vários convidados da festa, enquanto ela tentava acompanhá-lo em seu vestido esvoaçante. Ela notou que ele ainda segurava sua mão e sorriu por um instante em meio a corrida. Logo eles se desviaram do salão principal indo pra a varanda de uma das torres do castelo.
– Chegamos! — disse ele tomando fôlego — Esta é nossa cidade! — respondeu ele apontando a vista.
– Eu sei, eu olho para ela todos os dias — disse ela sem entender.
– Eu sei que você olha, mas aposto que não sabe dizer onde fica minha casa daqui. Ou o Mercado, ou a praça onde todos se reúnem.
Selene então olhou para a vista e pensou que mesmo imaginando como seria a vida no reino e como seriam as pessoas que viviam naquelas casas, ela não sabia tanto assim em termos de localização aérea. O castelo era grande, de fato, mas de certa forma não deixava de ser uma espécie de bolha.
– Ali é minha casa — disse o jovem apontado para uma casa não muito longe dos portões do castelo. — É aquela com uma chaminé acesa e o telhado verde.
Ela inclinou-se pra ver. Não era a mais bela das casas, mas também não era ruim. A casinha tinha duas janelas visíveis, provavelmente uma da sala e outra do quarto, onde ele guardava suas outras fardas e roupas comuns. Era lá onde ele tomava café todas as manhãs e se vestia apressado para os treinos do exército, era lá onde ele dormia e sonhava com coisas que ele nunca dizia.
– Estou vendo — disse ela.
Então os jovens que ainda continuavam de mãos dadas olharam-se em meio às estrelas, a leve brisa de Floratha brincando com o cabelo de ambos.
– Vossa Graça... — disse ele então desviando o olhar para a vista.
– Olhe pra mim... — disse Selene chegando um pouco mais perto, e os dois jovens se olhavam outra vez, cada vez mais próximos um do outro.
Então ela fechou os olhos. E foi como mergulhar.
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