Notas iniciais
oi gentes D: desculpa não ter postado ontem, meu pc deu piti e não quis ligar. enfim esse é o último capítulo da história, tirando o epílogo :3 espero que cês entendam. se pá ainda posto essa semana.

Frank’s P.O.V

Eu estava acordado, e ouvindo tudo claramente. Queria ter continuado dormindo e não ter ouvido aquilo, porque era demais pra mim. Em todos os sentidos, não sabia se era bom, não sabia se era ruim. A incógnita na minha cabeça permaneceria por longos tempos como um trauma. E eu ainda não sabia no que pensar; porque porra, e se não acreditassem em nós? No fim éramos um bando de loucos roubando papelada de uma enfermeira. Tinha tudo para dar errado, tudo. Eu não queria que tudo se complicasse mais que já está, contudo ao mesmo tempo via que não tínhamos nada a perder. Por isso eu fiquei neutro, deixei que resolvessem tudo. Eu sei que minha opinião não deveria ser levada totalmente em conta porque eu tenho manias de perseguição, eu era o mais doentes de todo ali, e o único que levaria em consideração era Gerard. E eu não queria estragar seus planos.

Era engraçado que em um curto espaço de tempo você começa criar certo afinco com uma pessoa, e parece que vocês já se conheceram há séculos, como se tivessem crescidos juntos e divididos a mesma experiência ao longo dos anos. E isso tudo fora em questão de meses. O nome disso era paixão e Frank estava aprendendo a lidar com ela, pois ela cegava e impregnava todos os seus sentidos. Alterava suas ideias e fazia com que você vivesse em um universo paralelo.

Gerard’s P.O.V

Essa era a hora, sem mais, nem menos. O momento perfeito para chamar atenção de todos, e como cumplices, balançamos as cabeças em forma de que todos nós estávamos de completo acordo. Entretanto eu sabia que no momento em que eu pisasse em cima daquela mesa desgastada, eu estaria sozinho, completamente sozinho. E eu não estava com medo, sequer preocupado. A leveza era deveras semelhante ao sonho de tempos atrás onde encontrei meu caçula, apesar de ter certeza de não ter nenhuma ligação.

Frank deu uma piscadela e uma risada idiota encorajando-me, então eu fiz.

Subi em cima da mesa – primeiro um passo na cadeira, depois um pulo para o centro, dessa vez sem derramar a comida de ninguém -, todo mundo me olhando. Frank estendeu o papelzinho pra mim enquanto mastigava o café da manhã com lentidão, apossando uma possível máscara de tédio. Peguei o papel e o desdobrei, ganhando tempo e pigarreando como se tivesse prestes a uma oração. Estendi para a frente, não suficientemente perto para quem estava abaixo ler, tão pouco para eu ler. Era apenas a representação.

- Isso aqui – A presença da minha voz deixou a sala mais quieta que já estava antes – E-eu não sei quantos sabem disso, ou porque disso, mas nesse documento – Ouvi Jepha emendar “documento oficial” – mostra que Bert não tem nada, ele é completamente normal.

Robert ficou branco, Ville se engasgou com o purê de batatas e a enfermeira corou. Brian e alguns psicólogos tomando ar se entreolharam, antes de me encararem com certo pavor e descrença. A coisa mais certa a fazer era entregar nas mãos dele, o único dos superiores que eu tinha confiança. Desci com cautela da mesa e com passos firmes entreguei o papel até Brian, e até lá, eu pude sentir os olhares furiosos que me lançavam.

- Hmmmpf – Brian lia, murmurava, meio incrédulo -, não tem como estar errado, vê – apontou um selo na folha, olhando para um psiquiatra ao seu lado -, está tudo original.

Frank’s P.O.V

- Então, esclarecendo tudo... acho que vocês tem o direito de saber. Não precisa contar para Campbell – soltou um riso forçado – Okay. – Pigarreou fortemente, tateou as cochas e preparou sua fala – Realmente Bert e Ville não são doentes. Não tem psicopatia nem nada, são completamente normais. Ville era parceiro de Bert e ele tinha certa influência e essa enfermeira... a Natalie, desviou a ficha original em troca de dinheiro e outras coisas. Vocês sabem, uh? Então Ville a recompensava para que ela não entregasse a ficha para nenhum superior. Natalie deixava a ficha na bolsa de Bert para ameaçá-lo, porque ele devia dinheiro para Ville, e parecia que Gerard poderia arrumar isso, de algum jeito. Mas nada disso trata-se deles, trata-se de vocês, é tudo sobre vocês. Então não se preocupem, eles vão para a prisão. - Ville e Bert seriam condenados à morte por matar aqueles que os deviam. — Só quero que saibam que isso não é fim de pesadelo nenhum. – Brian Piscou os olhos, bateu nas cochas e foi embora, fechando a porta.

Ele estava certo, e eu já sabia disso fazia tempos. Só precisava de alguém para que tornasse tudo mais concreto. Nada disso, absolutamente nada, era culpa de Bert. Minha esquizofrenia e meus problemas mentais não deviam-se ao fato de Bert me machucar. Era só minha mente. Então colocávamos culpa nele, porque seria o que mais personificava tudo o que sentíamos, e então arranjávamos um jeito dele ser o vilão, dele ser quinhentas mil vezes pior que já era. Para depois o enjaular e psicologicamente achar que todos os problemas sumiriam. Não era isso, porque em outro obstáculo, levantaríamos a mão para os ares e faríamos a mesma coisa novamente. Éramos impulsivos e infantis. Delinquentes e retardados.

Essa passagem não foi mais que um belo tapa na cara dado pela vida avisando que hey, tome suas atitudes agora mesmo largue de ser um bundão, pare de culpar os outros. Eu sei que é difícil, mas tudo sempre vai começar e terminar com você, e nah, desiste de achar que as coisas vão cair do céu porque não vão.

Éramos prisioneiros da nossa própria mente, e só depois de enjaularmos Robert é que nos damos conta disso tudo. E por mais que odiasse Bert, tinha que agradecê-lo porque sem ele eu não saberia controlar minha própria mente.

Tudo estava tão, tão claro.

Como se um peso enorme tivesse sido tirado das minhas costas e uma asa falsa voltasse a funcionar, dando-me completa liberdade de fazer minhas próprias ações como qualquer pessoa faria. Eu cresci em dois dias o que era pra crescer em dois anos. Era tudo tão estúpido, Deus. Tanta estupidez para um corpo tão pequeno como o meu. Tanta jornada pra entender uma coisa tão simples mas que faria tanta diferença.

Eu olhava para Gerard, distante também. Ele encarava a parede pincelada pelo raio solar que entrava pela janela, provavelmente constatando a mesma coisa que eu. Ele ria disfarçadamente, balançando a cabeça. Bobos, bobos, bobos. Mas agora, quem sabe.

Poderíamos ser bobos em paz.

Afinal, A pior das loucuras é, sem dúvida, pretender ser sensato num mundo de doidos.

FIM

Notas finais
gente a última frase é do Erasmo de Rotterdam, okay? não é minha.
eaí o que vocês acharam?? :3 aldjfalskfjas ♥♥♥
até o epílogo.