Phoenix
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Há muito tempo, não lembro exatamente com quantos anos, eu fui voluntária para ser colocada em uma cápsula que só seria aberta no futuro. Com mais quatro voluntários, fui colocada em órbita junto com aparelhos eletrônicos e cartões postais de todas as partes do mundo.
Depois de tanta espera, enfim, pude abrir os meus olhos novamente. As ruínas que eu via na minha frente não se pareciam em nada com as imagens futurística que tinha antes de cair em coma profundo.
Apenas duas cápsulas conseguiram chegar na terra, a minha e a de outro garoto do qual me lembro nas minhas últimas semanas no passado.
Após o susto inicial, andamos sem rumo por entre as ruínas tentando lembrar do passado, coisa que haviam nos orientado a fazer quando chegássemos no futuro. Depois de muita nostalgia, Alec, o outro sobrevivente, apertou o meu braço para que eu pudesse ver algo que se igualava a uma Atlântida sobre os ares.
Logo abaixo da cidade que parecia abrigar sobreviventes de um provável apocalipse, encontrava-se um cubo de vidro que deduzimos ser uma espécie de elevador. Depois de uma breve discussão, Alec e eu entramos e começamos a subir em direção ao desconhecido. Ignorando meu medo de altura, apoiei minha testa sobre o vidro e procurei por algo interessante na paisagem até achar um lugar que parecia ter sido uma praia. Com meus olhos, percorri toda a extensão de guarda-sóis deteriorados dando-me de cara com a estátua da liberdade.
A cidade flutuante se chamava “Phoenix”. Lá, os cidadãos são bem amigáveis e, assim que chegamos, eles nos explicaram que a cidade foi construída com os destroços e que, assim como a ave mitológica, ela renasceu das cinzas.
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