Phobos

5 Um Plano


Notas iniciais
Mais um capítulo galera :p depois de um tempo fora da ativa, to de volta kkkkk

Enzzo:

Melody Adnil Bloom. 16 anos, filha de um juiz e uma advogada, aspirante a atriz. Após nos, hm, conhecermos, digo a ela que tenho algo bem importante a fazer e lhe peço seu número, que ela me dá num sorrisinho tímido. Eu beijo sua mão e vou em direção ao pai da jovem, á pedido dela, e o cumprimento, onde ela me diz que sou seu “novo companheiro”. Nós apertamos as mãos por alguns segundos e, após me despedir pela última vez de Melody, vou ao encontro de meus novos "amigos": John Caruso, Peter Conrad e... erc, Agatha Marple. Eu preciso pegar o dinheiro desse John, afinal, foi pra isso que vim. Mas com essa Agatha aqui... será que ela é boa? Ela disse que sempre desmascara os vilões. Eu não posso fazer isso aqui. Não hoje. Droga. Eu ando em direção a eles e vejo a cena de John brincando de tirar cara ou coroa com o Sr. Conrad. Ele joga a moeda no ar e ela cai em sua mão, logo em seguida ele a bate contra seu antebraço pra conferir o resultado. Cara. Eu tive uma ideia. Mas talvez ela seja muito arriscada.

–

– Estou de volta. — Chego, sendo recebido pelo Sr. Conrad com um abraço — quem dera ele estivesse sóbrio — bem molenga. Eu simplesmente tiro seu braço do meu ombro.

– Bem-vindo. — Diz Peter no meu ouvido, com um bafo de alcool sendo exalado de sua boca.

– Err, obrigado Sr. Conrad. — Falo seriamente.

– Acho que está na hora de meu pronunciamento. – Fala Caruso, indo em direção a um palanque a uns quatro metros de nós.

Chegando lá, ele toca um pequeno sino que fica ao lado do palanque, chamando a atenção de todos, que o olham felizes. Ele limpa a garganta e começa a falar:

– Todos vocês. Vocês são parte de mim, meus amigos. Todo o tempo que dividiram comigo, todos os momentos. Meu dinheiro, minha vida e meus amores eu devo a todos vocês. Sem vocês, eu seria mais um pobre largado por aí, mas não no sentido monetário e sim no sentido espiritual. – Sim, claro que sim. – Eu ergo esta taça... – Ele pega uma taça de champanhe que lhe é estendida assim que ele a cita. — ... em nome de minha família, meus amigos e meus grandes anos de vida. Ai, acho que estou envelhecendo. – 96% das pessoas presentes ri. Eu não sou uma delas. – Feliz aniversário a mim. – Ele bebe a taça, enquanto todos os presentes, inclusive eu, falam “Muitos anos de vida”. A festa volta a rolar e enquanto ele desce do palanque e volta ao nosso encontro, começo a aplaudir junto com todos no salão. Quando se aproxima o suficiente de nós, voltamos a conversar. Papo vai, papo vem e penso: é hora de agir.

– Nossa, como o tempo passa. Infelizmente tenho que voltar para casa, tenho pendencias a resolver da escola...

– Você estuda senhor Enzzo? – Pegunta Aghata. Já sei o que ela quer, está coletando informações sobre mim.

– Sim, eu estudo direito, como já sabe, sou amador forense e um dia pretendo seguir os paços do meu... – Engulo em seco. — ...tio.

– Entendo. É uma nobre atitude rapaz. Tenho certeza que será um grande investigador no futuro. – Ela fala me olhando com seus penetrantes olhos negros que me fazem sentir um revirar no estomago.

– Muito obrigado madame. Enfim, realmente tenho que me retirar. Espero nos vemos de novo senhorita Aghata. – Falo a cumprimentando. – Sr. Conrad, John. – Os cumprimento também e me retiro para a saída, pegando minha bolsa na sala onde se guardam os petences pessoais e vejo a Melody me seguindo um pouco atrás. Eu esboço um sorriso. Tudo vai sair de acordo com o planejado.

–

Moira:

Já se passaram meia hora desde que o senhor Enzzo se retirou e essa festa ainda está um saco. O que eu não daria pra continuar aquela temporada de Friends? Ou aquela de Breaking Bad? Mas esse caso... ele vai me divertir. Só preciso de mais informações e então desmascararei aquele “Deuszinho”. Fico observando atentamente a conversa do tal Conrad com o... como é o nome dele? Ah, sim, Caruso. Enfim, os observo em busca de algo adcional que complete o caso quando escuto o barulho de tiros vindos da porta. Exatamente três. Viro-me rapidamente para entender a situação e me deparo com dois guardas mortos, com buracos de bala em seus rostos. Mas espere, foram três tiros. Tento enxergar ao redor com mais atenção e observo uma mulher de aproximadamente 30 anos, bem vestida, morta com um tiro no peito e um ser vestido inteiramente de preto, encapuzado, com uma máscara grega em seu rosto, abaixado, pegando a bolsa da mulher e a colocando em sua própria bolsa. Ele ainda está portado da mesma Glock 42 do video. Sem dúvida, ele é o Phobos. Minha caça. Minha presa. Ele levanta e começa a andar, sendo que enquanto se move as pessoas morriam de medo e se distanciavam dele. Ele está vindo em nossa direção. Mais especificamente na do Sr. Caruso. Quando ele chega a poucos metros de nós, imediatamente saco minha arma, uma pistola 9mm, apontando pro seu peito, e ele faz o mesmo rapidamente.

– Olhe o que temos aqui. – Fala o criminoso, segurando a arma de forma relaxada, o que estranho a princípio.

– Você deve ser o Phobos presumo. – Falo calmamente. Todos os convidados da festa continuavam perplexos.

– Em éter e ambrosia, querida. – Ele fala de forma irônica e rio do comentário. Acho que ele gostou de ser chamado de Deus.

– Peço que se entregue agora ou terei que mata-lo. – Digo rispidamente.

– Engraçado, pra alguem que tem uma arma apontada na face você exige demais. – Ele diz.

– Eu ia dizer a mesma coisa. – Respondo no mesmo tom. Pelo visto ele não vai ceder.

– Olha, eu não tenho todo o tempo do mundo, então se me der licensa, ou abaixa sua arma ou me mata logo, tem como? – A ironia dele é muito irritante, típica de gente do tipo.

– Minha arma ser abaixada não é uma opção. Mas a sua morte está quase sendo a alternativa a ser assinalada.

– Me poupe de suas m-metáforas. – Ele gagueja.

Espere. O quê? Ele... gaguejou? Não é possível. Um assassino frio com ele, com toda sua desenvoltura e seu método totalmente calculado. Ele... gaguejou? Em todos os meus anos de carreira eu... POW. É esse o som que escuto quando algo ele toma a arma de minhas mãos, me dá um chute no peito — que apesar de nao tao forte ainda me derruba devido ao salto alto que me desequilibrou – e me lança ao chão, apontando ambas as armas pra mim. Maldito. MALDITO. Ele me distraiu. Eu o subestimei demais. Ele é bom. Muito bom.

– Opa. – Ele fala com mais ironia ainda, descarregando minha arma e a jogando na minha cara, ficando com as balas pra si. Ele anda calmamente ainda com a própria arma apontada pra mim e vai até o aniversáriante, o Sr. John Caruso, que permanecia mergulhado de terror junto de todos os outros convidados. Ele pega o milionário pelo pescoço, mas não o levantando acima do chão. Vejo o John dando um sorriso.

– Você tem dedos finos prum assaltante. – Debocha Caruso numa voz quase nula devido ao aperto do pescoço. Idiota. Ele não devia ter falado isso.

– Você tem muita ousadia pra um playboyzinho de merda. – Phobos o solta, começando a se movimentar perto de mim novamente. – Atenção a todos vocês, riquinhos idiotas. Eu quero que todos vocês botem todos os pertences de valor dentro de suas proprias bolsas e coloquem o proprio nome de vocês neste caderno. – Ele tira um papel e uma caneta do bolso e as joga no chão. – Em seguida coloquem todas elas ao lado daquela porta ao lado da mesa, caso contrário matarei a todos aqui, sem exitar.

– Como vai matar a todos nós? – Mal alguem acaba de falar e ele dá um tiro na face do sujeito, que tomba no chão jorrando rios de sangue.

– Alguma duvida? Não? Entao vamos começar, as mulheres primeiro. – Esse cretino... Ele é um... miserável. Eu quero mata-lo mas não posso fazer nada na minha condição atual.

As pessoas começaram a depositar seus bens em suas bolsas, chorando copia e initerruptamente. Os homens jogavam as suas bolsas nos pés do criminoso com faces serias e mal-encaradas, enquanto as milheres se limitavam a continuar a chorar. Eu fito sua mão com a arma, estendida, mas noto algo de estranho. Ela estava tremendo. Eu não estou entendendo mais nada. Mas essa é minha chance. Só preciso pegar a chance certa. Um... dois... três... agora!

Continua...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.