Notas iniciais
Fanfic Philinda de Natal (é eu sei que o natal já passou há dias). Espero realmente que vocês gostem da fic. É a minha primeira one, e também a minha primeira fic Philinda -se tudo der certo, esta não será a única- e eu a escrevi com todo amor e carinho para vocês. Tenho MUITO a agradecer minha sis Lary que veio me ajudando muito e me apoiando desde que iniciei a escrever essa one. Muito obrigada mana, você merece todo os créditos do mundo. Mas enfim, estou falando muito. Espero que gostem. Aproveitem.

Era noite do dia 22 de dezembro, faltavam poucos dias para a noite de Natal. Os agentes estavam na base, descansando da missão cansativa do dia.

May e Trip estavam sentados em cima da mesa de sinuca com suas cervejas geladas, conversando sobre assuntos aleatórios. Fitz, Mark e Hunter estavam entretidos no videogame. Bobbi e Jemma estavam em uma sala colocando as conversas em dia. E Skye, por sua vez, encontrava-se seguindo Coulson por todo o Playground.

–Ah, vamos lá A.C., dê uma chance. — dizia a jovem que há dois dias tentava convencer o diretor que a equipe merecia uma noite para comemorar o Natal. — Os últimos dias têm sido muito agitados, precisamos de uma distração.

–Skye, eu não acho que esse seja o melhor momento para isso. — ele dizia enquanto entrava em sua sala, sendo seguido pela garota.

–Como não? É Natal, não se dá para comemorar o Natal em outro momento. – ela rebateu falando como se fosse óbvio e se sentou na cadeira de frente para o diretor- Por favor, Coulson, esse será o meu primeiro Natal em família.

Depois que ela disse isso, Phil parou o que estava fazendo para pensar no que ela tinha falado. Aquilo realmente fazia sentido; e a equipe estava precisando relaxar.

E ele também pensou que se não concordasse com Skye, ela iria continuar perturbando até conseguir persuadi-lo.

–Ok Skye, você tem razão. – ele disse após um longo suspiro. Bastou o diretor dizer as palavras para um enorme sorriso se abrir no rosto da jovem.

–Muito obrigada A.C. Garanto que você não irá se arrepender por isso. Eu garanto! — ela falou com entusiasmo fazendo o diretor rir- Muito obrigada mesmo. Ai meu Deus, preciso contar isso para Jemma! — ela falava enquanto saia da sala, deixando o diretor sozinho.

Phil continuou a ler os papéis que estavam sob sua mesa, até ser interrompido por duas leves batidas na porta da sala. Ele conhecia aquelas batidas. Era Melinda. Ela entrou na sala, usando blusa escura e jeans também escuro, como era de costume desde que chegaram ali. O cabelo estava molhado; ela provavelmente havia saído do banho há pouco tempo. Ela tinha mudado o jeito de se vestir, estava se arrumando mais. Todos tinham percebido isso, principalmente Phil.

– Será que você saberia me explicar por que eu acabei de encontrar a Skye pulando e cantarolando no corredor? -ela disse enquanto fechava a porta atrás de sí. Nas mãos ela carregava algumas pastas com alguns papéis.

Ele tirou o óculos de leitura e encarou a chinesa.

–Skye veio pedir a autorização para organizar uma festa para a equipe.

– Festa? Que tipo de festa? -ela arqueou uma sobrancelha e indagou, voltando o olhar para ele.

– Uma festa de Natal. -o diretor disse e pode-se ver um brilho diferente nos olhos da agente. — o que você acha?

– Eu não tenho que achar nada, você é quem manda. – ela determinou enquanto colocava as pastas na mesa dele.

– Eu pensei que você fosse gostar da ideia. Afinal, Natal sempre foi sua época do ano favorita.

Melinda ficou fitando o chão em silêncio por um momento e depois respondeu:

– Desde que chegamos aqui, depois de que tudo isso aconteceu, o tempo está passando tão rápido que eu até esqueci que o Natal está próximo. -ela deu um suspiro cansado – E também, já faz alguns anos que eu não comemoro o Natal. – ela confessou enquanto puxava uma cadeira para se sentar.

– A última vez que eu comemorei foi antes de eu morrer. -ele disse naturalmente. — Sabe, você bem que poderia ensinar algumas de suas tradições de Natal para a Skye. Aposto que ela iria adorar.

– Não é uma boa ideia.

– Claro que é. E eu adoraria se você fizesse aqueles cookies maravilhosos que somente você sabe fazer.

– Sem chances Coulson. Eu nem me lembro mais como se faz isso.

– Por favor, Melinda, tente lembrar. — ele pediu e ela abriu um pequeno sorriso. Ela simplesmente adorava quando ele a chamava pelo nome. — Eu ainda me lembro do cheiro dele quando saia do forno. — disse ele de forma nostálgica.

– Ok Phil, eu vou pensar se faço ou não. — ela falou e deixou a sala.

***

No dia seguinte Melinda aproveitou o dia de folga para arrumar suas coisas.

Desde que eles haviam chego ali muitas coisas dela ainda continuavam em caixas de papelão. Ela passou a tarde inteira limpando, guardando e organizando tudo.

Quando pensou que tinha terminado com tudo, chutou sem querer uma caixa de papelão que estava debaixo de sua cama. E quando a abriu, para sua surpresa, dentro da caixa se encontravam alguns utensílios natalinos.

– Que diabos isso está fazendo aqui? -ela pensou em voz alta. Virou a caixa em cima de sua cama e se sentou para mexer nos objetos. Dentro da caixa ela encontrou alguns gorros, enfeites e por debaixo de tudo um livro com poucas páginas. Ela o abriu e o folheou. Era o famoso livro de receitas que sua avó tinha dado à ela em seu primeiro casamento.

Continuou passando as folhas e olhando-as rapidamente. Parou quando achou o que procurava: os famosos Cookies da Vovó. -É, coincidências acontecem. -ela falou sorrindo.

Por um bom tempo ela continuou a ler o livro, e muitas lembranças do passado vieram à tona. Sua juventude; a época na academia; vivendo a vida divertidamente; suas brincadeiras com os amigos; as peças que pregava em todos e seu romance com Coulson... Ela sentia falta de tudo aquilo, mas tudo havia ficado para trás quando alguns fatores contribuíram para que tudo acabasse de uma hora para outra.

Ela fechou o livro, levantou-se da cama e o guardou dentro de uma de suas gavetas.

Saiu do dormitório a procura de Skye e a achou na cozinha, onde estava com Jemma, Bobbi, Fitz e Lance.

– Skye, será que eu posso falar com você? — ela disse em tom suave.

– Sim, pode. -ela falou estranhando.

– O foi que você fez de errado, em Skye? -Lance disse de forma divertida e fez com que May sorrisse.

– Dessa vez nada, Hunter. -ela disse de forma divertida e se encaminhou para fora da cozinha, sendo seguida por Skye.

– Tem algo errado, May? — a mais jovem perguntou enquanto caminhava ao lado de Melinda, se encaminhando para a ala dos dormitórios, e se perguntando mentalmente para onde ela estava a levando.

– Não é nada de mais. Não se preocupe- ela disse e virou-se para Skye com um pequeno sorriso- Coulson me contou que você está planejando fazer uma comemoração de Natal.

– Sim, Jemma disse que me ajudaria, mas parece que ela não está muito interessada nisso. — ela parecia um pouco chateada.

– Eu acho que posso te ajudar com isso.

– Ajudar? Tipo, ajudar a decorar e a organizar? — Skye comentou com certa supressa na voz e deu alguns passos na frente de May para poder encara-la.

– Não necessariamente. – May falou e abriu a porta de seu dormitório. – Entre, por favor. – Melinda pediu e a garota adentrou no quarto. Era um ambiente pequeno e haviam poucas coisas. Ele estaria perfeitamente organizado se não fossem por algumas coisas jogadas sobre a cama. – Eu encontrei essas coisas por acaso hoje, enquanto eu arrumava o quarto e pensei que poderia ser útil para você.

– Uau, quantas coisas. – Skye disse sorrindo. – Eu estava preocupada de não conseguir encontrar essas coisinhas quando fosse comprar porque é feriado, mas isso é perfeito. Vai ajudar muito.

– Estamos ás vésperas do Natal. As lojas devem estar um caos. — May comentou e sentou-se na cama e ficou observando Skye que mexia nos objetos em cima da cama. A forma como ela brincava com as coisas, a fazia parecer uma criança.

– Sim... – ela falou distraída e um silencio tomou conta do ambiente. – Muito obrigada mesmo, May. Foi muita gentileza sua.

– Não foi nada. – Melinda disse com um pequeno sorriso. – Foi sorte sua. Eu nem sabia que tinha mais essas coisas. — sua feição aparentava tranquilidade, sua voz era calma e doce.

– Mais uma vez, obrigada May. – a garota agradeceu pela enésima vez, saindo do quarto de May com a caixa de papelão em seus braços, sumindo pelo corredor.

***

Na noite do dia 25 todos os agentes se reuniram na sala do Playground. A decoração do ambiente estava muito bonita e bem feita. Skye acabara convencendo Jemma e Bobbi a ajuda-la com tudo. Os homens não cooperaram muito, porém pareciam estar animados. Mas, para todos, a grande surpresa do dia, foi ver Melinda May indo cozinhar. Surpresa para todos, menos para Phil. Ele estava contente, afinal, ela havia atendido a um pedido seu. Um pedido que era no mínimo especial.

Já passava das 4hrs da manhã. A festa realmente havia sido boa. Todos comeram, beberam e se distraindo bastante. Eles estavam descontraídos, contavam piadas, dançaram muito, estavam realmente se divertindo. Coisa que há tempos não faziam.

– Uau, que noite! — disse May se jogando no sofá junto com Phil após a última dança da noite.

– Foi muito bom- Phil comentou arfando. Os dois estavam muito cansados. Passaram as ultimas horas dançando e bebendo sem parar, como há muito tempo não faziam.

– Eu não lembrava que você dançava tão bem. — ela disse com um sorriso no rosto o encarando.

– E nem eu. — Phil respondeu rindo. Com um impulso ele se levantou do sofá, foi até o balcão, pegou uma garrafa de vodca que estava metade e dois copos. – Me esqueci de dizer mas os biscoitos estavam maravilhosos. – ele comentou se sentando ao lado de May novamente. – Mas é uma pena que tenha acabado.

– Muito obrigada. – ela falou com um sorriso no rosto.

– Sabe, eu estava com saudades disso. – ele dizia enquanto servia a bebida. – As antigas missões, nossas festas, o pessoal antigo... – disse ele melancólico.

Os dois estavam longe de estarem sóbrios. Beberam de tudo o que podiam naquela noite. May não tanto, pois conhecia seus limites. Já Phil, bebeu o que não bebia há muito tempo.

– Eu também sinto falta. Mas confesso que gosto muito disso aqui.

– Também gosto deles. Mas você sabe do que eu estou falando. – ele falou se virando-se para ela. – Digo que sinto falta de nós dois. – ele simplesmente falou, provavelmente aquele era o efeito das bebidas. Aquilo à pegou de surpresa. Ela não esperava por algo assim tão repentino.

– Eu também... Eu também sinto falta. – ela respondeu um pouco atordoada. Aquilo a atingira em cheio, mas ela não demonstrou – Foram bons tempos, Phil... – ela falou e deu um gole em sua bebida.

– Sabe, Melinda, eu acho que foi uma pena tudo o que aconteceu entre nós ter acabado assim de uma hora para a outra. – ele lamentou aproximando-se dela.

– Phil, tudo aconteceu porque tinha que acontecer. – ela disse o olhando chegar mais perto. Mas não se moveu da posição que estava.

– Mas eu queria poder reverter isso. – ele falou em baixo tom. Os seus corpos estavam próximos e a respiração descompassada.

O subcontinente deles sabia que aquilo era errado. No fundo eles sabiam que não deveriam fazer aquilo, mas seus corpos estavam clamando por isso.

– Phil, eu...- ela começou a dizer mas não pode concluir pois ele a beijou, surpreendendo-a com a atitude inesperada. Foi um beijo calmo e sereno que gradativamente evoluiu para um mais apressado e faminto. Logo as mãos dela percorriam a nuca dele que já estava com os dedos entre os fios de cabelo dela.

Ela parou o beijo. Os dois buscavam por ar.

– Isso não está certo. Não devemos fazer isso. – May falou arfando.

– Vamos lá Melinda. Não tem nada errado. – ele falou espalhando beijos seu pescoço. –Admita que você quer isso.

– Não, Philip, aqui não. – ela falava com a respiração pesada.

Os dois sabiam que se ela quisesse, poderia sair debaixo dele em poucos segundos. Ela estava ali porque queria.

– Não vejo problema nenhum nisso. Eu quero você, Melinda! – ele continuou falando como nunca havia feito antes.

Ela o encarou por um tempo, sorriu para ele e o beijo foi inevitável. Por um rápido momento o beijo era calmo e carinhoso, mas logo foi se tornando quente. Ela mordia o lábio inferior dele, enquanto este por sua vez correspondia a altura fazendo o beijo se tornar cada vez mais intenso, suas mãos já estavam novamente embrenhadas nos cabelos da morena, segurando-os com desejo enquanto sua boca agora passava a distribuir beijos pelo queixo e chegando ao pescoço dela.

– Eu também quero você. – ela falou ofegante olhando para ele que estava por cima dela – Mas não aqui. – e ele abriu um sorriso de canto antes de voltar a espalhar beijos pelo pescoço da asiática.

Os dois continuaram aos beijos quentes, até que mais uma vez o beijo foi interrompido, dessa vez por ele. Coulson saiu de cima dela, ficou de pé e a estendeu a mão para a mulher a sua frente, que a esse ponto já estava despida de qualquer timidez, que lhe abriu um sorriso malicioso. Ainda distribuindo alguns beijos no pescoço dela, ele a guiou até o quarto dele; que era o que ficava mais perto.

– Bem vinda ao meu quarto. – ele falou a ela, fechou a porta e foi ao encontro dela. Ofegando, ele se aproximou dela e colou o macio corpo da mulher ao seu. Os dois ficaram se olhando por um tempo, até que ela tomou a iniciativa e o beijou vorazmente. Ele a empurrou na cama, e ficou novamente por cima dela, espalhando beijos pelo pescoço dela.

– Phil, eu nunca tinha visto você tão bêbado assim. – ela sussurrou no ouvido dele. Ele nada respondeu, apenas deu uma mordiscada no pescoço dela, fazendo-a soltar um gemido, e deu uma risada abafada.

Os beijos quentes continuaram. Mas, eles queriam mais, muito mais que apenas beijos. Ele tirou aos poucos a blusa dela sem cessar os beijos, depois a calça, deixando-a em total desvantagem. Usando um pouco de força ela pulou por cima dele, tirou sua camisa e a calça.

Mas depois ele reverteu a situação de novo tomando o controle da situação e massageou os seios dela lentamente

– Droga, Philip. Que tortura! – ela o queria mais rápido, estava bom, mas queria mais... Ele pareceu perceber e então tirou o sutiã preto de rendas dela, e deu mordidas e chupões bem fortes no seio direito enquanto massageava o esquerdo. Ela gemia seu nome em voz baixa.

Sem parar com os chupões e mordidas foi descendo por sua barriga. E acariciando o seu corpo. Depois foi tirando lentamente a calcinha dela, nessa hora, Melinda nem se lembrava do próprio nome. Eles estavam amando-se naquele momento, após muitos anos. Phil sorria, assim como Melinda, os olhares se encontravam e movimentavam-se juntos, entre gemidos abafados.

Depois do ato, os dois caíram lado a lado na cama. Eles estavam exaustos e suados. Ele puxou o fino lençol para cima de seus corpos e sorriu para ela.

– Feliz natal, Melinda. – ele disse com a respiração pesada, acariciou o lindo rosto dela e tirou uma mexa que insistia em ficar caída sobre ele.

– Feliz natal, Phil. – ela abriu um sorriso, colocando a mão sobre a dele, se perdendo nos profundos olhos azuis dele, até que os dois caíram no sono.

Notas finais
E então, gostaram? Mereço comentários? Críticas? Podem falar. Me desculpem se teve algum erro. Adoro vocês
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!