Phases Of The Moon

1 Capítulo 1 - Reviravolta


Notas iniciais
Minha primeira fic e eu espero que vocês gostem.

POV ALICE

SETE MESES ANTES

Fazia alguns anos que havíamos nos mudados de Forks, seis anos para ser mais exata. Desde a nossa ultima batalha com os Volturi o Alasca tem sido o nosso lar. Renesmee parou de envelhecer e agora aparenta ser uma adolescente de 17 anos. Para manter as aparências e dispersar as desconfianças das pessoas ela finge ser irmã do Edward. Jacob se mudou conosco para poder ficar perto de Nessie, mas sempre volta a Forks para visitar o pai...

_Alice!- Rosalie que havia acabado de aparecer na sala chamou minha atenção- Eu preciso de ajuda, quais flores eu devo escolher para o casamento?- Eu já havia perdido as contas de quantas vezes Rosalie havia se casado com Emmet, mas sempre agia como se fosse à primeira vez.

_Talvez você deva colocar... – minha linha de pensamentos foi cortada, as coisas ficaram meio embaçadas em minha mente, via cenas pouco claras. Primeiro vi a mim e a minha família em algum lugar, mas não sei dizer onde. Depois tudo foi ficando ainda mais embaçado, vozes distorcidas sugiram, eu não sabia quem estava falando. Mas sabia que eu ainda estava lá, logo em seguida vi a imagem dos Volturi nitidamente... Eles estavam indo atrás da minha família... Novamente as imagens foram desaparecendo. E eu voltei para onde eu me encontrava anteriormente... Edward me encarava provavelmente tinha visto o que se passou em minha mente.

_O que foi?- perguntou-me Rosalie

_Os Volturi... –falei num fio de voz

_O que têm eles?- Bella me perguntou ansiosa

_Virão atrás de nós. – Edward respondeu antes que eu pudesse pensar em uma resposta exata

_Mas o que eles querem?- Esme perguntou

_Renesmee... — sussurrou Bella- Edward... — ela olhou apreensiva para ele

_Calma Bella, não temos certeza de nada ainda. Alice consegue ver mais alguma coisa?

Tentei me esforçar ao máximo, mas não via nada além de borrões e rostos embaçados, nada era nítido, mal poderia dizer quem aparecia em minha visão.

_Não. — respondi

_Da mesma forma- disse Carlisle- temos que tomar cuidado, não sabemos o que eles querem conosco. E podemos esperar qualquer coisa dos Volturi.

_O que devemos fazer?- perguntou Bella

_Talvez voltar para Forks. — sugeriu Jacob que havia acabado de entrar na sala

_Mas Forks não é mais segura. — interviu Emmet

_Mas em compensação lá temos a ajuda dos Quileutes. Se os Volturi estiverem atrás de Renesmee vamos ter o apoio deles.

_Jacob pode ter razão. — disse Bella- Nós não podemos ficar aqui Renesmee pode está correndo perigo.

_Não acho que voltar para Forks é uma opção viável. As pessoas vão achar estranho, primeiro nos sumimos de lá sem deixar rastros e agora voltamos de repente. Fora que se passaram seis anos, todos vão ter mudado fisicamente, mas nós não.

_Talvez Emmet tenha razão. — concordou Jasper

_Não temos que voltar a Forks é a nossa única opção. — disse Edward- Não podemos ficar aqui, Renesmee pode está correndo perigo.

_Ele tem razão Emmet. — disse Rosalie- Também acho que devemos voltar.

_Alice você realmente não consegue ver mais nada?- perguntou-me Bella

_Não. — respondi abatida- Desculpe.

_Então vamos voltar a Forks?- perguntou Esme

_Não temos outra opção. — disse Carlisle

POV ALISSA


_Calma vai ficar tudo bem. Eu prometo. – a voz do Alec suou como um estalo, quebrando o silêncio da estrada, mas meus olhos continuavam fixos na janela do carro, quase vidrados na paisagem que aos poucos ia ficando para trás. Medo, dor, angustia, esperança, uma serie de sentimentos que se confundiam com meus pensamentos perdidos me prendiam em uma cadeia de lembranças que me atormentavam a cada instante, hora ou outra as minhas pálpebras caiam, esse momento era suficiente para que rostos, cenas, palavras, me puxassem de volta para um passado não muito distante. – Você está tensa- ele me analisou de forma quase imperceptível- precisa descansar um pouco, tente dormir.

_Eu não consigo. – suspirei enquanto abria a janela do carro deixando que o vento frio tocasse ferozmente o meu rosto- E se os Cullens... — fiz uma longa pausa- Bem se eles recusarem-se a ajudar. Eles são minha única esperança.

_Não se preocupe, confie em mim tudo vai dá certo. Tente só não pensar nisso agora.

_Mas é uma grande possibilidade Alec. Porque eles se colocariam em risco para me ajudar?- perguntei angustiada

_Se eles não ajudarem, eu vou encontrar outra solução Alissa. Eu não vou permitir que ninguém te machuque. Prometo. – sua voz era firme, mas não o suficiente para me tranquilizar.

Encostei a cabeça no banco do carro numa tentativa inútil de dormir, desliga-me do mundo ao meu redor era tudo o que eu mais precisava, porém por mais que quisesse eu não conseguia as recordações que me viam a minha mente eram fortes e presentes demais para serem apagadas mesmo que por um simples e único momento... Era como se dentro de mim eu estivesse revivendo tudo outro vez, como num ciclo sem fim de memorias interligadas, que sempre desbocavam num mesmo momento. Cada cena se passava novamente em minha mente mesmo se eu quisesse não havia como fugir...

FLASH BACK ON:


O aeroporto estava lotado, havíamos acabado de chegar ao Brasil, já me sentia um pouco melhor por está de novo em casa... Fazia exatamente um ano que eu e meus pais nos mudamos para New York, eu gostava do nosso novo lá, mas ainda não tinha conseguido me acostumar com ele, eu sentia falta dos costumes brasileiros e principalmente da minha antiga escola. Não era fácil para uma criança de 10 anos se afastar de tudo que sempre foi seu mundo para encarar algo totalmente diferente.

Embora isso eu normalmente não reclamava, meus pais sempre faziam de tudo para me agradar, já que nossa família éramos apenas nós três. Meu pai tinha negócios no Brasil e isso nós permitia ir sempre que pudéssemos para lá. Nossas viagens ao Rio de Janeiro costumavam a ser curtas, mas como dessa vez eu já estava no período de férias iriamos ficar um pouco mais. Após sair do aeroporto seguimos para o hotel em que acostumávamos nos acomodar, sempre que retornávamos ao Brasil.

Estava um dia quente, o sol era forte... Mas isso não me incomodava sentia falta do calor que fazia no verão do Rio. Chegava a ser algo acolhedor, pelo menos na minha concepção... Logo mais a noite saímos para dá uma volta pelas ruas da cidade...

Beirava às 9 horas da noite quando voltamos ao hotel, seguimos para o restaurante para poder jantar. Já estávamos de saída quando fomos abordados por um homem alto, cabelos escuros, olhos negros inacreditavelmente intensos, sua pele era tão pálida que me fazia lembrar à neve.

_Olá Connor- o homem cumprimentou o meu pai

_Olá Johan. — eles apertaram as mãos.

Eu não o conhecia, mas recordo-me de ouvir este nome algumas vezes quando ia ao escritório do meu pai.

_Megan como vai?- perguntou ele com os olhos vidrados em minha mãe-.

_Muito bem– ela sorriu gentilmente

_E quem é essa menina encantadora?

_Essa é a Alissa. Minha filha. –disse meu pai- Cumprimente-o querida. — Ele me pediu

_Olá senhor. Como vai? – estendi minha mão educadamente, ele sorriu de forma amistosa para mim e pegou em minha mão, foi uma sensação estranha, sua mão estava gelada, era como se eu tocasse numa pedra de gelo. Sua expressão mudou completamente quando sua pele entrou em contato com a minha. Ele parecia analisar cada detalhe meu, como se pudesse está vendo algo muito além da minha simples figura.

_Muito bem. Você é muito linda sabia?- ele disse soltando a minha mão

_Obrigada. –falei tímida, havia algo nele que era diferente, seus olhos eram indecifráveis e me deram um calafrio quando ele olhou dentro dos meus.

Johan continuou conversando com meu pai, algo referente a negócios, coisas que eu realmente não entendia. Eu e qualquer outra criança de 10 anos... Despois de alguns minutos pedi a minha para ir dormir. Mas não era sono, nem o cansaço da viagem, era como se algo dentro de mim me pedisse para ficar longe daquele homem... Parecia que ele representava algum perigo, eu só não sabia qual...

Nesta mesma noite tive vários pesadelos não me lembrava de nenhum deles quando acordava, só tinha a sensação de ter visto os olhos de Johan em todos eles... Acabei indo dormir com meus pais não por medo, mas por outra razão desconhecida por mim naquele momento...

O dia que se seguiu passou rápido, assim como o resto da semana... Os pesadelos desapareceram aos poucos... Logo a única coisa que vinha em meus sonhos era minha casa antiga em Copacabana... Havia algo diferente nesta viagem, quando comparada as últimas... Era como se cada minuto fosse único, quase uma sensação de ter que aproveitar o máximo. Não porque eu não voltaria para o Brasil, mas porque eu sentia que dá próxima vez que eu regressa-se tudo teria mudado, eu não seria mais a mesma e nem meus pais... Toda vez que eu pensava neles dessa forma meu peito apertava... Me sentia sufocada como se eu fosse perde-los a qualquer momento... Mas eu tentava sufocar esta sensação ao máximo.

Logo o domingo a noite chegou, eu e meus pais nos preparamos para sair. Johan havia nos convidado para um jantar em sua casa em uma praia particular, junto com um casal de amigos em comum os Harrisons, não os conhecia, mas havia ouvido a minha mãe comentar vagamente que eles tinham um filho.

Alugamos um carro, seria melhor para nos deslocarmos até lá, até porque não acharíamos taxi para voltar. A noite estava escura, tempo nublado e anunciava que logo mais chegaria uma tempestade. Quando atravessarmos a ponte já chovia fraco. Chegamos à ilha por volta das oito horas, Johan nos esperava na porta de sua casa, nos cumprimentou cordialmente e convidou-nos a entrar. Em um breve momento ele olhou diretamente em meus olhos, na lembrança que eu guardava dele seus olhos tão negros quanto à noite, agora eles estavam cor-de-mel. Isso chegou a me assustar, mas ele poderia está usando lentes. Não poderia?

_Os Harrisons não chegaram ainda?- meu pai perguntou

_Não, acabaram de me ligar dizendo que não poderão mais vir.

_Ah é uma pena. – disse a mamãe

_Sim é realmente uma pena. — falou Johan

A conversa continuou, mas estava muito pouco interessante, então passai á analisar um pouco mais a casa, ela era tão bonita por fora quanto por dentro, a mobília era moderna, as paredes claras, assim como o tom dos móveis, tudo era perfeitamente arrumado. A escada para o andar superior ficava em frente a uma parede de vidro, permitindo que quem estivesse do lado de fora pudesse vê-la completamente. Haviam inúmeras janelas, o que deixava a casa bem ventilada. Ainda na sala de entrada havia um jardim invernal com água descendo pela parede de vidro. Subi a escada para poder olhar o outro andar, não era típico da minha parte ficar andando pela casa dos outros, mas nem eu mesmo sabia o que tinha atiçado tanto a minha curiosidade. O final da escada dava em uma sala onde havia um corredor a direita com quatro portas duas de cada lado, mais adiante havia uma varanda.

A visão que se tinha da praia dali era linda, chovia ainda fraco, não dava para ver a lua nem as estrelas, mesmo assim as ondas quebrando na praia e os raios que caiam ao longe no mar eram uma cena fascinante. Aquilo me distraio por alguns instantes, mas escutei passos e isso tirou mina atenção. Me virei para verificar quem era. Tratava-se de um rapaz alto, pela pálida, olhos e cabelos cor de cobre. Ele se assemelhava muito a Johan, provavelmente era filho dele, embora o amigo do meu pai não aparentasse idade suficiente para isso.

_Olá- ele disse sorrindo- Quem é você?

_Meu nome é Alissa.

_Oh prazer Alissa, me chamo Nahuel — ele estendeu a mão e a apertei – São seus pais que estão lá embaixo?

_Sim. — respondi sem graça- Desculpe não devia ter subido a escada.

_Não precisa pedir desculpa. — ele virou os olhos em direção da praia- É uma linda visão não acha?

_Sim. – assenti

_Você é filho do Johan?- perguntei curiosa

_Sou. — ele sorriu- Acho que sua mãe está te chamando lá embaixo.

Desci a escada acompanhada por Nahuel, que levava consigo uma mala.

_Alissa o que você fazia lá em cima?- minha mãe me repreendeu, mas muito mais com os olhos do que com palavras

_Não, não há problema, ela só estava olhando a praia da varanda.- disse Nahuel, no mesmo momento meu pai e Johan entraram na sala

_Ai está ele- disse Johan- deixem-me apresenta-los, este é Nahuel meu filho.

_Olá.- Nahuel cumprimentou a meus pais gentilmente- É uma pena não poder ficar um pouco mais. Vou para Londres e meu voo sai daqui a duas horas. Mas de qualquer forma foi um prazer conhece-los. E outras oportunidades não faltaram.

Nahuel se despediu e saiu rapidamente, eu não sabia o que mais algo me agradava nele, quase como uma sensação de confiança ou algo do tipo. A conversa dos adultos prosseguiu e para o meu azar durou muito mais do que eu queria. Quando o jantar foi servido eu já estava farta em ouvir coisas como Bolsas de Valores, novos empreendimentos na Guina e translações.

O jantar estava muito bom, mas notei que Johan não comeu absolutamente nada, assim como também não o vi bebendo durante toda noite. Não sabia como meus pais não notavam que havia algo de errado nele, sua pele era gélida e extremamente pálida, seu modo de agir e falar eram estranhos, ele olhava para pessoas como se estivesse hipnotizando-as.

O restante da noite passou de forma rápida. Já eram quase onzes horas quando fomos embora, chovia forte quando começamos a atravessar a ponte... Minhas lembranças só são claras até este momento o resto é quase tudo um borrão... Lembro-me vagamente escutar uma pancada como se o carro tivesse batido em algum lugar... Recordo-me também de vultos e de ver Johan me apanhado em seus braços... Tudo foi ficando escuro aos poucos, mas antes de perder completamente a visão, vi que estava novamente na casa de Johan, neste instante fui apanhada por uma dor insuportável, meus músculos se contorciam e parecia que meu sangue queimava por dentro. A dor foi se tornando cada vez mais intensa até que eu perdi inteiramente os sentidos...


Notas finais
E ai? Gostaram? Comentem!!!! Preciso da opinião de vocês pra estimular e fic e lógico para levantar meu ego kkkk.
Até o próximo capítulo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.