Phantom Killer
1 Primeira vítima
Notas iniciais
Jenifer acordou agitada. Havia tirado férias prolongadas, e não fazia nada há dois meses.
Segundo a própria, descansar de mais cansa. Uma hora ela precisaria voltar para o trabalho. Sabe, ver gente morrendo, sendo assaltado, investigar o responsável pela desgraça... Emoção.
Sim, essa a palavra. Emoção. Era exatamente disso que ela precisava.
Olhou no relógio ao lado de sua cama — marcava oito horas da manhã.
- Droga! — ela resmungou. — Meu turno começa ás dez e meia. O que vou fazer até lá?
Como qualquer pessoa, ela se deitou, se cobriu e tentou dormir novamente.
Por um tempo — que lhe pareceram horas -, ela permaneceu de olhos fechados, concentrando-se para dormir.
Não funcionou.
- Oito e cinco. — Jen reclamou. — Que saco. Nem dormir direito eu consigo.
Chutou o cobertor para longe, calçou seus chinelos e foi arrumar o seu café da manhã.
A cozinha estava mais bagunçada do que ela havia pensado. Alguns pratos sujos empilhados na pia e na bancada — que, aliás, já estavam ocupadas de mais com a quantidade de comida estragada.
Na geladeira não tinha comida. Apenas alguns iogurtes de morango, que ela havia comprado na semana anterior, um pote de geleia de amoras e a salada feita no domingo.
- Segunda feira é um dia do cão. — ela falou para si mesma e fechou a geladeira novamente. — Depois eu penso nisso.
Caminho fortemente até o banheiro, se despiu e entrou no chuveiro. Lavou o cabelo, o corpo e deixou que a água fria caísse em sua cabeça.
Depois de alguns minutos, se enxugou e saiu dali. Preparada para o maior desafio: escolher o que vestir.
Abriu o armário e encarou as roupas. Ainda eram nove horas da manhã, mas o sol brilhava intensamente lá fora.
Pegou uma calça jeans, camiseta branca e seu casaco com capuz — apenas caso chovesse mais tarde. Numa mochila, colocou seu computador, pen drives, chaves do carro e da delegacia, telefones, câmera e mais alguns acessórios.
Calçou suas botas e saiu do pequeno apartamento, fechando e trancando a porta logo em seguida.
- Bom dia, senhorita Marin. — o porteiro Johann a cumprimentou.
Ela deu um sorriso e correspondeu o cumprimento.
Pegou seu carro e dirigiu até a lanchonete próxima á sua casa.
Estacionou o veículo e entrou na cafeteria. Long Valley.
- Oi Jen! — Bruna, uma de suas amigas que trabalhavam com ela, a chamou. — Venha aqui. Agora.
Jenifer deu de ombros e caminhou até a mesa 7, mesa onde a outra estava.
- Diga. — ela incentivou.
- Claris morreu. Ontem, durante a tarde. — Bruna falou. — Os seguranças do hospital em que ela estava disseram que não viram ninguém entrando ou saindo do prédio, e que o turno da Clar foi o primeiro a acabar. Disseram também que ela não foi vista lá durante um bom tempo, e simplesmente foi encontrada morta.
- Parece uma história de terror. — Jen caçoou.
- Isso é sério. — Bruna tirou seu laptop da maleta e digitou o nome da defunta no Google, clicando logo em seguida no site de notícias. — Leia.
Jennifer pegou o computador e leu a reportagem.
"Médica é morta dentro de hospital publico em Minnesota.
Ontem, domingo, a dotora Claris Gandrood, quarenta e dois anos, foi morta durante o expediente no Hospital Publico de Eden Valley. Segundo os seguranças, ninguém entrou ou saiu do prédio durante o expediente da mulher, que era do meio dia até quatro horas da tarde.
Os trabalhadores do local afirmaram que o hospital estava pouco movimentado, e que Claris não foi vista enquanto esteve lá. Depois de uma busca incansável, seu corpo morto foi encontrado ás 10h da noite — depois de cinco horas de busca.
Não há suspeitas nem indícios de que ela poderia ter se matado."
Depois do texto, havia uma foto da mulher.
Seu cabelo foi arrancado, os olhos estavam revirados e fora das órbitas, e um liquido verde escorria do canto de sua boca.
- Estranho. — foi tudo o que Jen conseguiu dizer.
Notas finais
Beijos!
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