Phantom
1 Um dia na Terra.
Notas iniciais
“Atualmente na terra... só sobramos nós. A Terra sem mais ninguém é como se fosse um eterno período depois da aula.”
UM DIA NA TERRA
Pelas vastas casas e calçadas da rua em que as árvores invadiam tudo o que viam, e a tranquilidade era tanta que nem os pássaros cantavam. Bem, se tivesse algum pássaro ali. O céu estava tão azul e o ar tão puro que nem parecia que aquele local era bem movimentado, mas parecia muito deserto.
O cheiro de frutas e legumes exalava no ar, um frescor imenso e aquele som de folhas balançando era confortante. Uma placa, que ficava ao lado do espantalho fanfarrão, em cima de umas dessas grandes casas, localizava o lugar do qual esse cheiro vinha, era da Horta do Masashi. Era meio estranho ter uma horta em cima de casa, e ainda mais com uma maquina de refrescos ao lado dela.
Em uma das mesas haviam várias revistas sobre vegetais, tutoriais de como trabalhar com terra, técnicas de cultivo e até sobre plantação de tomates.
Com um movimento brusco, aqueles tomates que estavam exalando frescor e um cheiro de tirar o fôlego, fora cortado por alguém com uma tesoura escolar. Com tanta destreza e habilidade que nem se pode ver direito ele caindo na mão do feitor.
–~-~-
O despertador tocava em um som metálico, que era num tanto chato e repentino, e acordara duas garotas que estavam deitadas uma ao lado da outra. Uma delas tinha cabelos curtos, iam até a altura do pescoço, usava seu pijama, mas ele não escondia seus seios fartos e suas grandes coxas. A outra,porém, não tinha tanto realce no corpo quanto a sua companheira, mas tinha lindos cabelos longos e loiros, e uma pele tão branca que parecia ser albina, mas não era.
– Hm... Hmmmm... – Resmungava, acordando aos poucos.
Abrindo os olhos, indiferente, a garota pareceu não se preocupar muito com o som do despertador, parecia que ainda estava dormindo.
– Hm...? – Então, como se fosse automaticamente, ela se sentou, perplexa. – Ai! T...Tô atrasada!
Então ela se levantou, correndo para algum lugar, mas isso não importa, porque ela parou e olhou para trás, indo em direção da onde estava deitada novamente.
– Ah... é mesmo... Esqueci que não preciso mais ir para a escola.
– Sonhou que estava atrasada de novo? – Disse a outra garota, que ainda estava deitada. – Como você é certinha, Sanae.
A outra garota, Sanae, por sua vez retrucou de modo como uma “certinha” retrucaria.
– E esse umbigo de fora Yaeko? Que vergonha.
Yaeko riu, mas não uma risada sarcástica, uma risada realmente verdadeira, como se ela tivesse achado aquilo engraçado.
– Ué...? – Sanae agora colocava seus óculos. Sim, ela ficava bem melhor com eles. – E a Anna?
– Se lá, já deve ter acordado e ido brincar lá fora.
Mas não estava. Sanae e Yaeko andaram para fora do quarto, até a sacada, onde esperavam ver Anna brincando, toda feliz, mas na verdade ela estava deitada no meio da rua.
– É, ela tá la fora... –Disse Sanae. – Mas ainda tá dormindo profundo...
– Aquela lá faz o que bem entende, né?
Voltando novamente para o quarto, Yaeko se jogou novamente eu sua cama, quase arrancando sua camisa pra fora do corpo.
– Uff... Que felicidade, é como se todo dia fosse férias de verão...
– Que coisa... – Respondeu Sanae, indiferente. – Vê se acorda antes do café da manhã, tá?
– Táááá.
–~-~-
– Oh!
Aquela criatura deitada no meio da rua era de soltar gargalhadas, como alguém pode ter a ideia de dormir ao ar livre e, além do mais, no asfalto onde passam os carros. Mas acho que, nessa ocasião, não teria nenhum problema, já que não tem ninguém pra dirigir os carros.
– “Dia” Sasá! – Dizia a garota deitada no asfalto.
– Anna, Anna. Posso saber por que está dormindo aqui? – Perguntou Sanae, segurando sua risada.
– É que... Lá dentro ta muito quente!
E era a mais pura verdade, fazia uns 30° graus naquela manhã, e era impossível dormir em uma cama, e dentro de casa. Tanto que...
– Waaaa! Aqui fora tá bem mais fresquinho!
Era Yaeko, em questão de segundos ela foi parar ao lado de Anna, deitada no chão da rua, sem se preocupar com nada.
– Ufa. – Disse Yaeko, satisfeita. – Aqui tá tão gostoso!
– Aff Yaeko, até você... – Sanae se sentia num tanto excluída. – Vamos, levantem. Temos que preparar o café da manhã.
– Tá calor dentro de casa. – Disse Anna, ainda deitadinha ao lado de Yaeko. – Quero comer aqui fora.
– Aqui fora! – Dizia Yaeko, com a mesma animação. – Boa ideia. Vamos comer aqui fora.
Virando a rua, pode se ver a imagem de uma pessoa, provavelmente era um garoto pela silhueta masculina, ele carregava duas sacolas em suas mãos. Seu cabelo era tão preto como o asfalto, usava uma roupa comum do dia-a-dia e parecia tranquilo, mesmo com duas garotas deitadas no meio da rua.
– Masashi! – Disse Sanae, ainda ao lado das garotas. – Bom dia!
– Bom dia, Sanae. – Disse Masashi, parando ao lado de Yaeko. – Realmente, tá muito calor pra ficar dentro de casa. – Ele meteu a mão dentro de uma das sacolas, tirando um farto e suculento tomate. – Toma, um tomate.
– Oba! – Comemorou Yaeko. – Parece gostoso!
Masashi se virou e olhou o lindo céu azul que fazia naquela manhã, as nuvens pairavam sobre as casas, o que fazia uma bela paisagem urbana. Mas Masashi parecia tranquilo, como se nunca fosse parar de ver aquela linda imagem.
– Já passou a época de chuva. O verão vai vir com tudo agora.
–~-~-
– Vamos comer!
Agora, ainda no meio da rua, com uma mesa farta de nutritivos alimentos que compunham o café da manhã, Masashi e seu grupo saboreavam uma deliciosa refeição, mesmo que fosse muito estranho fazer isso no meio da rua.
– É, foi a melhor ideia tomarmos café aqui! – Disse Sanae, enquanto pegava uma torrada e dava uma grande mordida.
– Né?! – Respondeu Anna, com a boca cheia de achocolatado.
– Ai, Ai. Se não fosse pelo Masashi, eu passava o dia inteiro pelada. – Disse Yaeko, apontando o garfo para Masashi.
Masashi pareceu não ligar para a boba afirmação de Yaeko, e apenas continuou comendo seu cereal matinal, mas Yaeko corou um pouco.
– Ha Ha Ha.
– Anna não tem problema do Masashi estar aqui! – Disse Anna, engolindo tudo que estava em sua boca. – Não ligo nem um pouco!
Com isso, Anna se levantou e virou-se rapidamente. Levando as mãos até a sua cintura e abaixando a sua saia, deixando a bunda a mostra para todos que quisessem ver, mas não havia ninguém a não ser eles.
– Aaain! É assim que você gosta?! – Disse Anna, ainda seminua. – Aiiin! Uau! AAAAIIIIN!!
Perplexos, não tinham nada a fazer a não ser esperar aquela babaquice de Anna terminar, mas ele até que entendiam, já que Anna ainda era uma criança.
– A-Anna...
– Ela tá empolgadona, hein...? – Disse Yaeko, com uma gota descendo em sua testa. – Tá, já entendi. Só para de mostrar a bunda enquanto estamos comendo.
–~-~-
– Opa! Vamos sair hoje?
Yaeko já estava arrumada, assim como o resto do grupo. Masashi, sentado no banco de motorista de uma van familiar, parecia estar esperando as garotas, que haviam acabado de chegar.
– Para onde vamos? – Sanae era a primeira a sair, parecia ser a mais apressada entre as garotas para saber.
– Para Shinjiku. Pensei em pegar umas coisas para uma festa. – Respondeu Masashi, de dentro do carro.
– Festa? É aniversário de alguém? – Perguntou Yaeko, curiosa.
– Meu não é...
– Hoje é dia nove de julho. – Respondeu Masashi. – Amanhã vai fazer um ano do dia em que conheci vocês em Shibuya.
– Hã...? – Anna parecia ser a mais confusa, mas parecia que aos poucos sua cabecinha de criança estava entendendo o que acontecia. – Ah, é...
– É mesmo... Já passou um ano, quer dizer que... Já faz um ano que não tem ninguém aqui...
–~-~-
“Fenômeno Misterioso surge em várias partes do mundo!
–Vejam! Um “Phantom”...! –Um jornalista, que parecia estar apavorado, estava ao lado de uma multidão em pânico, que corriam de alguma criatura que parecia uma gosma gigante. –Essa forma de vida negra e misteriosa está atacando as pessoas uma após a outra...! Os Phantoms estão aparecendo por todos os cantos do mundo... Já faz quase um ano desde que as pessoas começaram a desaparecer. Quantas pessoas mais restam no mundo...? Os órgãos do governo continuam com as suas atividades interrompidas, Droga! Talvez essa seja nossa última transmissão, tem alguém ouvindo? Alguém...? Tenham um bom fim de semana...”
–~-~-
– Iahuuuuuu! – Anna estava no teto solar do carro, levanto um refrescando vento em seu rosto. – Que gostosoooo!
Já dentro do carro, Masashi dirigia tranquilamente entre as ruas, não parecia ter nenhum carro largado. Yaeko estava no banco traseiro do caro, debruçada na janela, enquanto Sanae estava no banco do passageiro, ao lado de Masashi.
– Foi mais ou menos nessa época, dois anos atrás, que apareceram os Phantoms... – Afirmou Sanae. – E eles apagaram todas as pessoas do mundo em um ano.
– Isso... – Disse Masashi, com aquela sua tranquilidade de sempre. – E, um ano depois, estamos só nós quatro aqui.
– Pois é... – Bufava Yaeko. – Já se passou um ano inteiro. Não é de se espantar que os peitos da Sanae tenham crescido.
Quase instantaneamente, Sanae corava muito, olhando para Yaeko com a lente dos óculos brancas.
– Para com isso, Yaeko... Na frente do Masashi...
– Só os da Yayá nem mudaram muito, né? – Disse Anna, descendo do teto solar.
– Cala a boca. Os meus ainda vão crescer daqui pra frente! – Afirmou Yaeko, tocando em um dos seios.
– Um ano atrás... Foi um milagre nós quatro nos conhecermos.
– Eu morava em Tama... – Respondeu Yaeko. – E a Sanae em Chiba, são lados totalmente opostos.
– E a Anna morava em Asakusa. – Respondeu Masashi, ainda dirigindo. – E eu em Suginami... Cada um em um lugar diferente.
– Se os Phantoms não tivessem aparecido... Provavelmente não teria conhecido vocês.
Yaeko se levantou, ficando de joelhos no banco traseiro do carro, se apoiando no banco de Masashi, chegando bem perto de sua orelha.
– Mas como esse Masashi é sortudo! Graças a eles, não só uma, mas três meninas lindas de morrer vieram com você.
– Hmm...? – Disse Masashi, não entendendo o que ela quis dizer com aquilo.
– Se continuar assim... – Continuou Yaeko. – Os peitos dessas três beldades serão com certeza só seus, jovem! Se for para a perpetuação da espécie, não podemos reclamar! A não ser que você não ligue para a extinção da raça humana.
– Os peitos da Anna e da Yayá quase não sobram pra gente mesmo, imagina pro Masashi... – Disse Anna, com uma expressão triste.
– Já falei! Os da gente ainda são uma promessa, tá? Promessa!
– Caramba! – Resmugou Sanae, num tanto irritada. – Parem de falar dessas coisas, vai...
– Eles vão voltar... – Afirmou Masashi. – Todos que desapareceram vão voltar, com certeza. Além disso, pode ser que ainda tenha restado alguém por aí... Por isso, não precisam ter essas preocupações estranhas.
Sanae não havia percebido, mas em seu rosto se abria um pequeno sorriso em direção de Masashi e, em cima dele, suas bochechas coradas não disfarçavam que ela estava realmente bastante feliz.
– Ih, começou. – Disse Yaeko, indiferente. – Como você é otimista, Masashi.
– Sou?
– Bom... Não que eu tenha problema com isso. – Respondeu. – Se o pessoal for mesmo voltar um dia, a gente tem que aproveitar e se divertir enquanto dá!
–~-~-
– Tem alguém por aí?! – Gritou Masashi, com um megafone em mãos.
Agora eles estavam no centro de uma grande cidade, com um telão no prédio mais alto, com alguns carros parados e vários outros prédios que cercavam um grande parque.
As palavras de Masashi ecoavam pelo local, mas não se ouvia nenhum tipo de resposta de algo ou alguém, apenas seu eco.
– Empresta... – Insistiu Anna, tomando o megafone das mãos de Masashi. – Peitooos!
Como as palavras de Masashi, as de Anna também ecoaram da mesma forma, por todo o local no qual estavam.
– Anna...
– Peitos ecoando por Shinjiku... – Disse Anna, toda orgulhosa.
– Vamos? – Disse Masashi, indo novamente em direção ao carro. – Não tem ninguém.
– Baiacu! – Gritou novamente Anna no megafone.
E mais uma vez, as palavras ecoavam pelas ruas, fazendo um som muito alto que faria os pássaros se afastarem, mas não haviam pássaros.
– Baiacu ecoando por Shinjiku...
– Para com isso! – Disse Sanae, irritada. – Vamos te deixar aqui Anna.
Mas atrás de Sanae, Masashi ria, parecia estar se divertindo com aquela cena.
–~-~-
– Ficou um pouco pequeno...
Sanae e Yaeko eram vistas em uma loja de artigos para festas, onde haviam quaisquer tipos de coisas, o que você pudesse imaginar. De “Homens Meia-Calça” até Minirrojões.
Sanae havia colocado um cosplay de enfermeira, que ia até um pouco abaixo de sua cintura, deixando toda suas pernas a mostra.
– Sanae... Que sexy!
Yaeko, por sua vez, estava fantasiada de coelhinha, também deixando grande parte do corpo a mostra.
– Deixa eu pegar nos seus peitos! – Insistiu Yaeko, pegando nos seios da Sanae com as duas mãos.
– Paraaa! – Gritou Sanae, sorrindo.
Subitamente, uma figura bizzara apareceu. Usava uma peruca vermelha Black Power, uma gravata vermelha em forma de borboleta, no lugar aonde estava seu sutiã, haviam conchas e, na calcinha, uma luva de Basebol. Em suas mãos haviam uma lança e um punhado de peixes.
– “Cença!”
– Isso aí já é demais, Anna. – Disse Sanae, ainda rindo.
– Já nem sei mais sobre o que vai ser a festa. – Disse Yaeko.
– Aceitam uns peixes?
– E o Masashi? – Perguntou Yaeko.
– Ele foi até àquela livraria enorme aqui do lado.
–~-~-
Na livraria, Masashi via uma grande prateleira de livros, que se subdividiam em várias outras prateleiras paralelas. Os livros que ele já havia pegado falavam sobre como fazer pães deliciosos, de como começar uma plantação e de medicina familiar.
– Isso. – Sussurrava. – Bom, muito bom! Por enquanto isso tá bom.
– Masa, meu maninho favorito. Compra esse livro pra mim? – Disse uma voz feminina.
Masashi, perplexo, se virou imediatamente para ver de onde vinha essa voz. Quando se virou, surpreendeu-se com que via. A imagem de uma garotinha em pé, com grandes cabelos pretos e lisos, olhos extremamente belos e com um vestido amarelo. Ela segurava um livro com a capa azul marinha e sorria para Masashi.
– Vai, compra Masa?
– Kiyomi... – Sussurrou Masa, com um pequeno sorriso.
– Logo, logo a gente vai poder se ver de novo.
No lugar aonde a garotinha estava parada, agora só havia um livro jogado no chão, perto de outros vários livros. Ele não acreditava do que havia acabado de presenciar. Aquilo poderia ser real?
Masashi caminhava até esse livro e o pegava do chão, e quase de imediato Sanae aparecia ao seu lado, já com suas roupas normais.
– Masashi, achou os livros?
– Hm? Ah, achei... Só peguei os que achei que precisava.
– Esse também? – Perguntou Sanae, se referindo ao livro que ele acabara de pegar do chão.
– Não, este... É o livro que a Kiyomi queria...
Na capa do livro havia uma garota que usava uma coroa, com longos cabelos loiros e um vestido lindo, com um castelo ao fundo. O nome do livro é “A princesa que desapareceu”.
– Entendi... A sua irmã.
– Quando a Kiyomi voltar... – Disse Masashi, sorrindo enquanto olhava a capa do livro. – Volto aqui e compro esse livro pra ela.
– Sim... Pode ter certeza que você vai.
– Então... – Disse Masashi, agora olhando diretamente para Sanae. – Vamos voltando? Pegaram as coisas para a festa?
– Um mooonte de coisa!
–~-~-
Novamente em casa, todos já estavam prontos para a festa, com as suas respectivas fantasias. Masashi ainda não tinha visto Anna vestida daquele jeito, então quando viu ficou bastante assustado.
– Err... Já nos conhecemos? – Brincou Masashi.
– Aceita uns peixes?
Todos estavam colaborando. Sanae, Anna e Yaeko estavam preparando a comida para que todos aproveitassem bem aquela noite especial. Masashi preparava os ofurôs para depois da festa, para que conseguissem dormir tranquilos.
Depois de tudo ter acabado, eles festejaram como nunca. Comeram, beberam e dançaram bastante. Logo depois, as garotas foram tomar banho e assim... A noite enfim chega ao seu final.
Yaeko e Anna já haviam caído em um profundo sono depois da farra, mas Sanae foi lavar o resto da roupa que estavam sujas.
– Ufa... Terminei de lavar tudo.
Indo para a sala, não viu Masashi deitado no sofá, onde estava antes dela ir lavar as roupas.
– Ué... Masashi? Será que ele já dormiu?
Então Sanae caminhou até o quarto de Masashi, mas não o encontrou. Com medo, ela correu para fora da casa, achando que ele pode ter desaparecido como as outras pessoas.
– Mentira... – Disse ela olhando para todos os lados, mas não o encontrando. – Masashi... Cadê você? Masa-...!
– Sanae? – Interrompeu Masashi, olhando Sanae.
Logo, ela se virou bruscamente para trás, onde estava Masashi, sem fazer um movimento.
– On... Onde você tinha ido?
– Tomar banho, por quê?
– Ah... Tá... Que bom... – Disse Sanae, chorando. Mas não de tristeza. – Achei que... Você também tinha desaparecido... Os Phantoms ainda estão por aí, não é?
– Não sei... – Respondeu Masashi. – Talvez estejam, talvez não estejam mais.
– Sei...
Masashi fez uma pausa, olhando Sanae, que parecia estar bem mais calma agora.
– Está tudo bem, Sanae... Ouvi a voz da Kiyoumi hoje de novo, ela disse que logo a gente vai poder se ver. Por isso, em breve, acho que todo mundo vai voltar...
– É... – Disse Sanae, sorrindo.
– Sabe o “Agora”... É como se fosse um longo período depois da aula. Uma hora a manhã vai chegar, todos vão estar de volta e vai começar mais um dia de aula. Provavelmente a Terra só está descansando um pouco agora.
– Hum... A Terra no período depois da aula... – Resmungou Sanae, mas logo começou a sorrir novamente. – Gostei disso. Pensar assim me animou!
– Que bom. Então vamos dormir?
– Vamos. Obrigada, Masashi. Estou ansiosa pelo dia de amanhã!
Voltando para casa juntos, Masashi pareceu fez Sanae ficar mais alegre. As estrelas aquela noite parecia estar bem perto deles, dando uma sensação ótima.
Abrindo a porta, Sanae se assusta com uma imagem, a mesma imagem da fantasia que Anna usava na festa, e era exatamente isso.
– Mamãe. – Disse Anna. – Quero fazer pipi.
– Ai!
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