Phantasiis Júpter!
1 Prelúdio
Notas iniciais
Quando os povos ancestrais ainda acreditavam nos antigos Deuses, a terra era cheia de mitos e lendas, um mais extraordinário que o outro. Quando os Deuses reinavam acima dos humanos, mostrando-lhes seus poderes e o porquê de temê-los, e quando criaturas mágicas andavam livremente sobre este solo, uma linda lenda surgiu. Um conto extraordinário que levou no coração de todos que o ouviu, um sentimento de amor, eternidade e também uma emoção inexplicável, trazendo para todos os casais que escutaram uma esperança de que o amor não é impossível.
Esta história foi repassada de geração em geração, e agora, é a minha vez de contar a vocês essa belíssima história. Mas antes, saibamos que o que faz de um conto bom, não é o seu início ou tão pouco o final, mas sim a emoção e a lição que eles nos passam. Agora que já sabem, creio que já podemos da inicio a nossa história.
“Deuses também sofrem” esta era a crença dos antigos. Eles também acreditavam que, a Deusa do Céu e dos Mares, uma vez foi gravemente ferida emocionalmente, e esta dor nunca se calou em seu peito. Então, a cada aniversário de seu desapontamento, ela deixava suas lágrimas rolarem da lua onde sempre observava os humanos, e estas lágrimas traziam consigo grandes desgraças a humanidade. No entanto, houve uma única vez em que uma única gota pousou sobre a flor “Lila en Blanco”, uma rosa mística que brota na terra a cada dez mil anos, desta união da lágrima do desespero e sofrimento eterno e a flor que representava a vida, o amor e a união eterna nasceu o ser mais esplêndido de todos: Aeternitas.
Aeternitas durante muito tempo viveu sobre a proteção do povo Élfico. Guardada e mantida em segredo, cresceu bela e saudável. Na medida em que os anos se passavam, mais os jovens viam as diferenças dela com o restante deles. Seus cabelos eram negros e ondulados, porém com os todos os anos que se passavam, eles se tornavam grisalhos, as madeixas bem comportadas terminavam abaixo de seus quadris, seu rosto era um pouco arredondado e a franja quadrada lhe dava uma aparência juvenil. A maior diferença de todos aqueles que ela foi criada chamando-os de irmãos, era o seus olhos castanhos e a sua pele morena clara. O corpo menos desenvolvido do que os das outras de sua espécie as vezes a deixava deprimida, possuía um olhar furioso que contradizia a expressão tão doce e ingênua em seu rosto.
Porém, nem tudo é sinônimo de perfeição, Aeternitas possuía um grande desejo que parecia ser incapaz de alcançar, mesmo com tanto poder em seu corpo, ela não era capaz de utilizar nenhuma magia, então às vezes, durante os dias de primavera, invejava os pássaros agitados que bicavam sua janela. As criaturas pareciam tão livres, o brincar entre aquele bater de asas e o canto majestoso, a voz que infelizmente, ela jamais teria.
Durante o inverno, quando seus poderes a enfraqueciam teve a terrível notícia. O rei havia morrido. Seu irmão de criação, um jovem bravo, porém cruel havia descoberto sobre sua verdadeira identidade, e como verdadeiro herdeiro do trono faria qualquer coisa para vencer a Guerra e ainda desfrutar dos benefícios que a morte de sua irmãzinha traria.
Notas finais
Espero que gostem! Em breve trarei mais curiosidades junto com os capítulos ♥
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