Phaeleh I

38 Capítulo 38 – Importância


Notas iniciais
Miky: Olá meus amores *-* Capítulo novo pra vocês, é meio que uma continuação do anterior (ou seja, um capítulo gigantesco que parti em dois, e essa é praticamente a segunda parte). Espero que gostem ♥ Boa leitura!

— Alasd os acompanhou? Acredita que ele seja suficiente para a segurança do líder elfo? — Wray indagou à Svan depois de que Darius, Hayliel e Alasd viajaram a cavalo em direção ao clã dos elfos brancos. Ele havia deixado seus três guerreiros mais fortes e poderosos sob o olhar de Svan para a proteção do Phaeleh.

Wray os odiava.

— Ele é mais do que suficiente, Wray. Alasd só está para proteção de Rurik e Hayliel que está bem, mas não completamente curado. Ele não pode lutar ainda. — Svan fez uma expressão de indiferença. — Darius é capaz de salvar seu clã inteiro sem qualquer guerreiro. Esqueceu a conexão que ele possui direta com os deuses?

Wray assentiu. Este fato era verdade, embora fosse um pouco exagerado. Desejou ter dormido apenas mais alguns dias para não ter de conhecê-los. O olhar que Darius lhe dera congelou-o até os ossos.

Svan se virou para os três guerreiros elfos que foram deixados para trás.

— Apresentem-se.

O mais alto deles, colocou-se à frente. Este era o mais robusto e forte entre os três, no entanto seus músculos nem chegavam a serem comparados aos de Svan. Seus cabelos eram de um louro acobreado, cortados na altura dos ombros e divididos entre madeixas mais longos e tingidas de azul turquesa. Seus olhos eram verde água deslumbrantes, e inclusive havia um símbolo dourado de uma gotícula de água abaixo de seu olho esquerdo.

— Sou Oleg. Em meu clã, sou representante da água. — Ele apertou firmemente a mão que Svan lhe estendeu. Wray notou uma das sobrancelhas de seu líder erguer. Ele provavelmente deve ter achado graça nas divisões entre as classes élficas.

Em seguida Svan apertou a mão de Aske. O mesmo tinha lá seus cabelos longos de um lado, sendo que do outro estava praticamente raspado. No entanto, nesta parte faltando havia uma bela tatuagem de um símbolo élfico que Wray identificou que significava "ar".

Por último, quem se apresentou e tomou a mão de Svan foi Thrym, o menor elfo entre os três, mas quase da mesma altura de Wray praticamente. Ele tinha seus cabelos curtos, elétricos, na cor de labaredas alaranjadas. Seus olhos inclusive eram vermelhos e ele tinha um sorriso muito espontâneo. Provavelmente este era um elfo do fogo. Mais um elfo e seriam os quatro elementos.

Svan não sorriu para nenhum deles. Wray imaginou que seu líder não estava feliz em ter de deixar Meine sob os cuidados de três estranhos de uma tribo vizinha. Meine estava ao seu lado, mas desde a saída de Rurik, ele tinha permanecido quieto e mal prestou atenção a apresentação dos guerreiros que fariam a sua segurança.

–*-*-

Meine bufou sua exasperação enquanto andava pela aldeia, carregando em uma cesta frutas e ervas que colhera para entregar às mulheres do clã, que estavam preparando o almoço comunal. No início, ele não se incomodara por ter de possuir três sombras repelentes de pessoas, mas, agora, estava lhe deixando impaciente. A cada passo que dava, eles estavam lá – sempre em seus talões, acossando-o com suas proximidades, mostrando que estavam preparados para protegê-lo. Meine entendia que, por conta de sua posição, ele era muito importante e muitos o queriam – apesar de não compreender exatamente no que isso implicava. Não se via como especial – via-se como comum. Apenas o Meine, nada mais – mas a exacerbada proteção o estava sufocando.

Ele estava tentando ajudar da sua maneira o clã de Svan – como não possuía força física o bastante para se voluntariar para as construções – carregar pedras, erguer toras e reunir junco seco não era tarefa para ele. Sua compleição física não permitia. E, como não sabia lidar com animais ou plantações, também evitou este ofício. Ele queria contribuir de alguma forma, qualquer que fosse, por mais que Svan dissesse o contrário, e este desejo o levou a tentar ajudar na alimentação dos aldeões. Ele foi à floresta e colheu o que sabia que era comestível, pois Mona lhe havia dito há muito tempo. Ela o ensinara para o caso de um dia precisar e agora esse conhecimento lhe provava a sua valia. Ele foi até as proximidades de um córrego para colher algumas ervas que nasciam unicamente ali.

Sempre seguido pelos três elfos.

Oleg era o mais circunspeto deles e também o mais aparentemente ameaçador. Qualquer um que o olhasse se afastava ante a possibilidade de ser devorado pelo elfo corpulento. Meine achara curiosa a imagem de uma lágrima em sua bochecha. Era bonita e ele desejou olhá-la mais de perto, mas não se atreveu – uma parte dele o temia. Oleg era tão grande quanto Svan, apesar de não tão musculoso. Svan era imbatível e Meine sabia disso. Aske, apesar de sua intrigante aparência e das constantes desavenças com Thrym. Thrym era silencioso quando não estava discutindo com Aske. Os três formavam uma equipe de irmãos sem quaisquer semelhanças.

Meine entrou na grande casa de Svan pela porta da frente, deparando-se com a agitação costumeira dos afazeres diários. Ele rumou para a cozinha onde, silenciosamente, depositou a cesta sobre uma mesa. Sabia que os escravos não aceitariam o que ele havia colhido caso soubessem disso. Algum desconhecido era mais digno de confiança que Meine, e ele não entendia em sua totalidade por que era tão odiado.

— Ei, garoto, o que faz aqui? – a voz implicante de Hilda o fez se afastar da mesa rapidamente e ele se voltou para ela assustado como se estivesse fazendo algo errado.

Não estava. Com essa certeza em mente, aprumou os ombros e a encarou firmemente, mostrando que não a temia. Ele não era uma criancinha para estar sempre chorando – decidira se tornar independente. Com tudo o que havia na aldeia, dar trabalho aos outros era uma regalia que não podia se dar.

Quando estava abrindo a boca para responder, Thrym se colocou diante dele e cruzou os braços fortes diante do peito, olhando-a seriamente nos olhos como se a desafiasse a ir em frente e machucar Meine. Emparelhando-se com o ruivo tempestivo, juntaram-se Aske e Oleg, adquirindo a mesma postura combativa, mostrando claramente a ela que a viam como ameaça. Hilda imediatamente recuou.

— O Phaeleh pode ir para onde ele quiser – replicou um Aske irritadiço.

Thrym virou o rosto para lhe lançar um olhar repreendedor, acotovelando-o nas costelas. Aske gemeu com o golpe, fulminando o irmão com os olhos.

— Estúpido – redarguiu Thrym, revirando os olhos.

— Eu... Eu...

Meine se adiantou, contornando os hostis guerreiros e colocando-se entre eles e a humana. Ele realmente estava se aborrecendo com tanta proteção.

— Está tudo bem – disse calmamente – Eu posso lidar com isso. Por favor, não se envolvam.

Thrym assentiu com a cabeça, solene. Meine decidiu evitar a escrava, pois não possuía humor para discutir naquela manhã. Estava triste e se sentia um pouco solitário por Rurik haver partido. Seu amigo ruivo era o único que compreendia a sina de ser um escravo, apesar de sua situação ser mais desconfortável que a de Meine. Entretanto, ambos compartilhavam a mais em comum: seu coração lhe dizia que, assim como ele, Rurik também se apaixonara por seu amo, muito embora seu final não houvesse sido tão feliz quanto o de Meine.

Quando a noite caísse e Meine fosse rezar aos deuses, pediria a Freya que tivesse piedade de seu amigo e o ajudasse a encontrar um novo amor. Talvez um elfo. Ou outro Oráculo como ele. Meine apenas desejava que Rurik fosse muito feliz – e que não tivesse partido. Ele sentia uma parte dele faltando e queria muito dizer a Rurik o quanto ele fazia falta.

Ele saiu da cozinha imerso em pensamentos deprimentes, tanto que mal notou que Niels passou por ele e lhe dedicou um rápido olhar de desprezo. Meine apenas queria arranjar o que fazer. Wray estava patrulhando as fronteiras, o que significava que já não precisava de seus cuidados.

Outra coisa que lhe havia chamado a atenção: enquanto cuidava de Wray, descobriu que gostava de fazê-lo. Meine, apesar da frustração da impotência e do medo aterrador, sentiu prazer em ser útil, em tratar de alguém que carecia de sua atenção. Talvez, em outra vida, ele pudesse ser um curandeiro.

Uma torre de madeira fora erguida no centro da aldeia, com um topo coberto para uma área aberta e quadrangular, onde quatro soldados observavam de cada ponto cardeal os perímetros da floresta. No cerne da torre havia um pesado tambor de guerra para quando vissem perigo – três batidas para exército inimigo, quatro para emergência e cinco para algo não identificável na floresta. Meine só havia memorizado essas três ordens. Ele pensou em se oferecer para ajudar a vistoriar, mas temia se distrair e não servir de ajuda alguma.

Meine caminhou tranquilamente pela aldeia, ouvindo os feridos gemendo ao terem seus emplastros trocados – os humanos realmente tardavam a curar e eram muito mais frágeis do que qualquer outra espécie que ele já conhecera. Ainda assim, também eram os mais agressivos e irracionais. Mais valia temer um humano do que dois Berserkers em fúria – e as vozes calmantes das mulheres. Os homens dispersavam ordens e alguns praguejavam, aborrecidos, ao cometer algum erro. As crianças ainda brincavam, alheias a qualquer acontecimento, rindo e correndo, perseguindo galgos e galinhas. Algumas menininhas cantarolavam enquanto dançavam com bonecas de pano.

— Está sentindo falta do outro escravo? – a voz baixa e inexpressiva de Thrym chamou sua atenção, fazendo-o voltar o rosto em sua direção. Thrym estava ao seu lado, falando-lhe como se lhe confidenciasse um segredo. Meine o olhou com nítida curiosidade e Thrym sentiu sua emoção – Eu posso ver sua aura, apesar de não tão claramente quanto nosso rei.

Meine negou com a cabeça.

— Ele não é meu rei – afirmou.

— Ele é – insistiu Thrym calmamente – Você é um elfo. Não importa onde ou com quem cresceu, se aceita isso ou não. Rei Darius é o soberano dos elfos, mesmo os renegados ou os inconscientes de que o são.

Meine pensou um pouco a respeito. Ainda lhe parecia surreal o fato de ser elfo ou mesmo ainda o Phaeleh. Ele ainda ruminava as descobertas que fez desde que chegou ao clã de Svan – ser escravo, ser elfo, amar Svan, Svan amá-lo, ser Phaeleh... E tudo era tão diferente antes – ele era um simples aldeão, que gostava de cuidar dos idosos mais débeis e ajudar Mona no que precisava. Então, seu clã foi invadido. Desde aquele acontecimento, sua vida se voltou de cabeça para baixo e tudo mudou – de aldeão a escravo sexual. De escravo sexual a Phaeleh. Seu despertar sexual, seu amadurecimento, seu primeiro amor. Eram muitas experiências para absorver.

Para ele, Darius não era o seu rei – era um rei. Um rei qualquer, apesar de Meine se sentir atraído para ele – exato, para ele e não por ele. Meine estava curioso a seu respeito. Deuses, possuía tantas perguntas a fazer! Queria saber mais de si mesmo, da sua espécie, dos seus costumes. Tudo o que sabia era que era bastante natural seu amor pela floresta e pela terra. Essa sensação de força e saúde que a luz do sol lhe infundia. Tudo era tão novo e intrigante...!

Ele não respondeu Thrym – não havia a necessidade premente de esclarecer que o rei dos elfos não era seu rei. Os quatro rumaram para a casa de Wray, onde Aricin repousava, agora solitário, pois Skoll estava com Svan em uma reunião. O pequeno escravo de Wray fitava o teto com uma expressão triste, porém, seu semblante se iluminou e ele sorriu ao vislumbrar Meine entrando na habitação.

— Olá – Meine disse, animado, ao se aproximar do rapaz. Como Aricin não falava, apenas sorriu em resposta como forma de cumprimento – Como você está? – ele negou com a cabeça. Seus olhos demonstraram, então, um pouco de dor. Meine se ajoelhou ao seu lado e afastou um fio castanho de seu cabelo do rosto – Quer um chá?

Aricin negou.

— Ele perdeu a fala durante a tempestade? – Aske perguntou, aproximando-se e olhando os dois de cima. Oleg ficou transitando pela sala, como se a vistoriasse para o caso de haver um inimigo espreitando. Thrym, por sua vez, ficou de cócoras ao lado de Meine, apoiando os cotovelos nos joelhos e observou Aricin com curiosidade.

— Parece algo mais antigo – Thrym comentou.

Meine virou o rosto para encará-lo.

— Como você sabe?

Ele deu de ombros com indiferença e não respondeu. Aricin mantinha os olhos bem abertos, surpreso e temeroso. Meine sabia que o escravo não gostava da proximidade de estranhos e tendia a se esconder sempre que Wray recebia visitas. Aricin, certamente possuía muitos traumas dos quais nenhum deles desconfiava e Meine respeitaria seu espaço, sem pressioná-lo para que lhe revelasse. Afinal, não era realmente importante. Quem Aricin era agora era que era relevante para o albino.

— A casa está segura – declarou Oleg em um tom de voz austero e firme, quase combativo. Ao se dar conta de que ninguém lhe prestou atenção, passou a resmungar sozinho.

— Aricin – Meine disse baixinho – Há algo que você precise?

Ele abriu a boca, os lábios tremendo, como se quisesse falar. Mas nenhum som saiu.

Sede.

Meine instantaneamente se levantou, olhando ao redor em busca de uma jarra com água. Thrym também se ergueu, como se esperasse confrontar Loki no centro da sala. Meine os ignorou e rumou para a cozinha, onde encontrou sobre a mesa o que procurava. Despejou o conteúdo frio em uma caneca e rapidamente voltou para a sala, agora se sentando ao lado da cabeça de Aricin. Segurou-o delicadamente pela nuca, forçando sua cabeça para cima. Com muita delicadeza, encostou o corpo em seus lábios entreabertos e o virou muito lentamente para não afogá-lo. Aricin fechou os olhos e sua expressão demonstrava o quão agradecido se sentia, como se ambrosia pura fosse despejada garganta abaixo. Meine o ajudou a beber o líquido até que a caneca esteve vazia.

— Me dê aqui – Aske pediu rudemente. Meine lhe entregou a caneca e ele desapareceu no interior da cozinha.

— Eu quero fazer uma pergunta a você – Meine sussurrou para Thrym, aproveitando a ausência de seu irmão. Ele sabia que Oleg estava ouvindo e agradecia pelo maior dos elfos fingir que não prestava atenção, pois lhe dava a ingênua sensação de que estava falando com o ruivo em particular. Thrym apenas arqueou uma sobrancelha para ele, curioso, aguardando sua pergunta. Meine lambeu os lábios, engolindo o nervosismo – Se eu sou tão importante para os elfos, por que Rurik foi levado, e eu não?

— Você gostaria de ter ido no lugar do Oráculo? – redarguiu Thrym, sentando-se ao lado no chão.

Em parte, Meine queria ter ido. Queria conhecer mais elfos. Queria saber mais do que ele era. Queria saber como aqueles da sua espécie viviam, se também podia manipular algum elemento, se tinha algum dom especial. Queria conhecer mais de si mesmo. Para Meine, ele próprio era um enigma e o incomodava não saber nada a respeito de quem era e do que poderia fazer. Era um pouco causticante saber das coisas por intermédio das suposições de terceiros.

Mas ele não sabia se possuía coragem o bastante para abandonar o pouco que conquistara até o momento no clã dos Berserkers – a amizade de Wray, o amor de Svan.

Foi quando se deu conta do pouco que tinha ali. Ninguém necessitava realmente dele – ele não era importante. Não possuía uma função no clã. Por mais que lhe dissessem que era escravo de Svan, ele não era tratado como tal. Também não era guerreiro, curandeiro, ferreiro, pescador, tecedeiro, bardo, tratador de cavalos, escudeiro... Sua existência em nada influenciava na sobrevivência do clã. Ele sabia que Svan o amava e precisava de quem ele era ao seu lado, assim como Wray, mas era diferente – Meine apenas existia no clã, mas não fazia, de fato, parte dele. Não contribuía com nada.

Ele balançou a cabeça em negação à pergunta de Thrym.

— Não poderia ter ido – murmurou.

Thrym fez uma careta.

— Não entendo por que não. Você é o Phaeleh. É seu lugar de direito estar entre os elfos de luz – Thrym disse, estendendo a mão de dedos longos e elegantes para tomar uma mecha pálida do cabelo de Meine entre os dedos – Você não sente isso? A sua natureza lhe chamando? A necessidade de ser tocado pelo sol e abraçado pela floresta? De absorver a energia da terra?

Os olhos de Meine se arregalaram gradativamente conforme a verdade se instalava em sua cabeça.

— Você... também sente isso? – perguntou, perplexo.

Thrym assentiu com a cabeça e soltou os fios de seu cabelo, recolhendo a mão.

— Isso é ser elfo – ele disse baixinho com um meio-sorriso. Era a primeira vez que Meine o via com aquela expressão tão serena e acolhedora e isso o tornou uma mistura de belo e selvagem a seus olhos. Aricin intercambiava o olhar entre eles, curioso.

– Seu lugar não é entre os Berserkers, Phaeleh. – a voz potente de Oleg se fez presente e Meine saltou, lembrando-se de que não estava sozinho com Thrym no recinto. Oleg estava desleixadamente sentado em uma cadeira, os tornozelos cruzados sobre outro assento que voltara para si, os braços igualmente cruzados diante do amplo e musculoso peito – E não digo isso por desgostar das feras de Saranmir. – os olhos de Oleg brilharam como as águas de um riacho, tão verdes e cristalinos que Meine se viu hipnotizado pela cor. O encanto, no entanto, arrefeceu ante o significado de suas palavras. Sua expressão se tornou desdenhosa, destilando desprezo e raiva tão intensos que atingiram Meine em ondas fortes – Você é uma criatura sagrada para o nosso povo, Phaeleh. Mesmo os bastardos escuros de Yusuf te veem como uma divindade a ser cultuada. E aqui – ele trincou os dentes, cerrando os punhos tão fortemente que os nódulos de seus dedos perderam a cor. – Aqui, as feras te chamam de escravo e te esnobam!

Meine estremeceu ante o tom feroz na voz baixa e ameaçadora do elfo.

— Oleg está certo – disse Aske, retornando da cozinha com uma expressão desgostosa – Você não pertence ao clã dos Berserkers, Phaeleh, não importa o quanto ame o líder deles.

Thrym não disse nada, mas Meine viu em seu rosto sua concordância.

Continua...

Notas finais
Miky: Obrigada por ler ♥ Até a próxima!