Petits Pieds

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Minha primeira fic no Nyah! Boa leitura ^^


Viajavam pelo mundo com um simples carro e uma mala velha. Em cada país que paravam, arranjavam um trabalho para puderem comprar roupa e comida.

Uchiha Sasuke e Haruno Sakura eram donos de uma paixão eterna e feliz. Ambos se conheceram com 15 anos num jogo online.

Desde o primeiro encontro, houve o primeiro olhar…

Desde o primeiro olhar, houve os primeiros sorrisos tímidos…

Desde os primeiros sorrisos, houve o primeiro beijo…

E foi com o primeiro beijo que selaram um pacto de amor que ultrapassaria todas as barreiras que Deus construísse para os testar.

Sakura, com a sua fina voz, cantava ao som de uma música country. Era incrível a sua alegria e vontade pois ela conseguia cantar a voz principal, as secundárias e até o instrumental.

Sakura: Sasuke! – Gritou com a cabeça para fora da janela do carro, fazendo com que o vento levantasse os seus curtos cabelos – Eu… estou… grávida!

Esta súbita declaração fez com que Sasuke travasse a fundo. Com esta brusca travagem, Sakura sentou-se no assento do carro outra vez.

Sasuke: o que disseste?

Sakura: eu disse que estou grávida, oras! Sasuke, você está bem? A tua cara está pálida!

Sasuke: quanto tempo?

Sakura: cerca de um mês! Hahahaha Sasuke, para com isso! Faz cocegas! – Riu-se, escandalosamente, quando recebeu vários beijos ao longo da sua barriga.


Eu não te conhecia

Mas fazias-me rir em voz alta

Com pequenas coceguinhas

Que fazias atrás do meu umbigo


O Uchiha não estava nada á espera desta novidade. Normalmente, as mulheres preparavam um jantar romântico á luz das velas, assistiam a um bom filme acompanhados de pipocas e somente depois é que davam a novidade aos maridos.

Mas Sasuke já deveria saber que Sakura não era como as outras mulheres. Foi por isso que se apaixonou por ela logo que trocaram as primeiras palavras. Aliás… qual é a menina que joga jogos de rapazes e os ganha?

Ele a abraçou de forma carinhosa e ao mesmo tempo forte. Não queria largá-la… não… ele não queria largá-los. Emocionado, sussurrou um leve “obrigado” contra a nuca de Sakura.

Depois de um tempo abraçados, Sasuke e Sakura olhavam-se nos olhos. Eles sabiam que não podiam continuar com o sonho de viajar pelo mundo. Teriam de escolher um país, comprar uma casa onde ficar, para que o bebé pudesse crescer normalmente. Teriam que criar um lar, pois um novo sonho iria surgir.

…

2º Mês

Sasuke e Sakura tinham decidido que o melhor era voltar para o país de origem para começar uma nova vida a três.

Agora, a Haruno baloiçava no baloiço do seu futuro filho ou filha. Com vista para o imenso oceano, pensava se a criança dentro do seu ventre seria uma menina ou um menino.

Imaginava-se em frente ao espelho fazendo uns lacinhos no cabelo sedoso e comprido da sua filha. Por outro lado, imaginava-se a jogar á bola junto de um menino e Sasuke nas areias da praia.


Mesmo sem te conhecer,

Eu já te amava tanto

Eu sentia, dentro de mim,

Tanta vontade de cuidar de ti


Decidira que fosse menina ou menino iria amar aquela criança mais que a sua própria vida.

Sasuke: cheguei! – Gritou da cozinha. Sasuke arranjara trabalho muito facilmente. Graças aos seus dons de culinária, fora aceito de bom grado por uma pastelaria famosa.

– E trouxe doces!

3ºMês

Sakura: Sasuke! – Gritou do fundo da escada – estamos atrasados!

Era hoje o dia em que Sakura iria fazer uma ecografia para saber o sexo do bebé. E, claro, que Sasuke não a podia deixá-la ir sozinha. Ele ainda estava mais eufórico e nervoso do que ela.

No carro falavam que mal soubessem o sexo da criança, iriam logo comprar a mobília para o quarto do bebé e roupinhas para quando ele nascesse.

…

Deitada, já, sobre a maca do hospital, Sakura segurava a mão de Sasuke fortemente.

Médica: ansiosos? – Os dois abanaram a cabeça como resposta – bom, então olhem para o ecrã. Ele está a dormir!

Os dois olhavam, maravilhados, com um brilho de orgulho no olhar.


Por que é que os seus pequeninos pés

Não darão jamais os seus primeiros passos

Por que é que os seus pequeninos pés não crescerão mais


Médica: vamos ter que acordá-lo para saber o sexo, está bem? – Com leves toques e cocegas, a médica, finalmente conseguiu acordar o bebé.

– É uma menina!


4º Mês

Ouvindo o murmúrio das estrelas e o cantar dos grilos, Sasuke e Sakura estavam quase a adormecer de conchinha.

–Sasuke! – Sussurrou Sakura.

–Hm? – Respondeu virando-se de frente para ela – está tudo bem?

–Sim, sim! Olha… como a queres chamar?

–Como é que tu a queres chamar?

–Eu estava a pensar… como eu soube que estava grávida na primavera, que tal… Haru?


Pequeno arrepio no universo

Como se a vida tivesse mudado de ideias

E foi num vendaval

Que a felicidade se foi


–É perfeito!

Sorriram. Prestes a beijarem-se, a distância entre eles era cada vez mais mínima. Houve um leve roçar de lábios, que não continuou, pois algo chamou a atenção de Sakura.

–Sasuke! Ela mexeu-se! – Sakura pega na mão de Sasuke e a coloca sobre a sua barriga.

– Pois está! – Direcionou o seu olhar negro para o olhar verde, sorrindo.

– Eu amo-te, Sakura!


5º Mês

Ansiosos por serem pais, Sasuke e Sakura davam o maior deles para construírem os primeiros brinquedos para amenina deles.

Sasuke dava duro para tentar construir um carrinho de madeira onde Haru daria os seus primeiros passos.

Já Sakura, sentada no sofá com o manual de tricô, tentava tricotar um coelhinho branco com um laço rosa.


Eu daria qualquer coisa

Para que crescesses nos meus braços

A má sorte havia surgido

O infortúnio, seria isso então…


A felicidade habitava naquela casa. Sakura e Sasuke estavam impacientes para dar á luz um sonho comum.


6ºMês

Cozinhavam um jantar para o domingo enquanto falavam de como seria Haru futuramente.

– Sasuke… já pensaste em como será Haru?

–Hm… — pensou – Ela, com certeza, será linda e simpática e divertida como a mãe!

– Eu prefiro que ela tenha a tua beleza. Mas não quero que ela tenha o mau humor que o pai tem muitas vezes – e riu imaginando a sua filha a fazer beicinho quando estiver chateada.

– E eu não quero que ela seja louca como a mãe!

– Eu não sou louca! – resmungou com o queixo erguido – só me divirto muito mais que tu! Eu só quero que ela seja feliz e saudável, o resto há-de vir com o tempo!

Os dois abraçaram-se, apesar de haver uma certa distância entre os dois por causa do ventre de Sakura.

Deitado sob minhas mãos

Um pequeno ser tão leve

Mas totalmente, totalmente pesado

No meu coração de mãe


– Sasuke, vais-me prometer que nunca levantarás um dedo sequer na nossa filha, vais dar sempre a oportunidade dela se explicar quando você estiver chateado e não vais ficar aborrecido quando ela arranjar o primeiro namorado. Vá, promete!

– Não sei se aceito a última condição!

– Então e porquê? Ela também tem direito a se apaixonar e tu não podes ser ciumento e rabugento atrás dela!

– Depois vesse quando ela estiver crescida… Sakura?

– Sim?

– Não te cheira a queimado?

– O jantar!


7º Mês

Por esta altura, Sakura já tinha uma barriga bem saliente. Estava sentada no jardim da casa, falando para a sua menina.

– O papá está atrasado, Haru – sorriu enquanto fazia festinhas no seu ventre – Sabe, o seu pai é o homem mais maravilhoso que eu já conheci! Ele faz os melhores bolos do mundo!


Nenhum sinal de pequeninos dedos

Nem de beijinhos soprados

Pela janela, para o teu papa,

Quando ele fosse trabalhar


– E o que eu sou mais, Dona Sakura? – Perguntou, chegando a casa e assustando a rosada.

– Sasuke! – Exclamou, feliz, ganhando um beijo na testa – o que é isso?

– Isto? – Perguntou, mostrando num pequeno vaso de barro, uma árvore bebé – eu pensei plantá-la para ver a nossa filha crescer ao mesmo tempo que a árvore!


E isso parte-lhe o coração

De ver a árvore cheia de flores

Que ele havia plantado, pensando

Vos ver crescer ao mesmo tempo


Comovida com a surpresa de Sasuke, Sakura num pulo abraça-o fortemente.

– Você é mesmo o homem mais maravilhoso que eu já conheci – sussurrou para depois desfazer o abraço – vamos plantá-la juntos?

Cavaram um buraco no jardim perto da janela do quarto de Haru e puseram um lacinho rosa para simbolizar o amor da futura família.

O laço que nunca seria desfeito.

8º Mês

Por que é que os seus pequeninos pés

Não darão jamais os seus primeiros passos

Por que é que os seus pequeninos pés não crescerão mais


9ºMês

Preparando o pequeno-almoço para o seu amado, Sakura cantarolava ao mesmo tempo que abanava as ancas. Mas algo de inesperado aconteceu, naquela tarde chuvosa de 13 de Maio, para que Sakura levasse as mãos á boca.

– Sasuke! – Gritou com todas as suas forças – as águas… arrebentaram!

Bastaram meros minutos para que Sasuke estivesse com o carro lá fora com as malas e tudo o que precisassem.

– Eu vou ser pai!

…

Estacionando o carro no hospital na zona das urgências, os futuros pais apressavam-se para a rececionista que logo os levou á sala de parto, junto dos médicos.

– Sasuke! – Chamou – ela está muito quieta para quem vai nascer!

– Ela não quer é sair do quentinho do ventre, deve estar a dormir!

– Não sei… tenho um mau pressentimento…

– Sakura… — falou agarrando pelos ombros para de seguida a abraçar – vai correr tudo bem! Vamos ser pais!

…

– Muito bem – a médica já estava presente para fazer o parto – agora, Sakura, respire e expire… isso mesmo! Agora faça força!

Sakura agarrava fortemente a mão de Sasuke. Queria que o parto corresse o mais rápido possível para ter a sua menina nos seus braços, aconchegada.

Foi difícil mas finalmente pode ser ver a pequenina cabecinha que logo deu lugar ao tronco e membros.

Mas houve um problema…

… a menina não chorava….

…. Haru não dava sinais de vida…

Discretamente a médica chamou o pai para um canto para lhe dar a terrível noticia que a sua filha, a sua tão esperada Haru nascera morta.

O olhar opaco e vazio do pai triste, preenchido por lágrimas melancólicas, olhou para Sakura deitada na cama perguntando pela sua filha.

– Sasuke… onde é que ela está… onde está Haru… eu quero vê-la…

– Sakura… Haru… Haru está… morta…

– Não…eu quero a minha filha, eu quero o meu bebé… HARU!

Não se sabe o motivo não se sabe o porque… acredita-se que Deus necessitasse de anjos no céu e fora por isso que Ele tirou Haru de seus pais.


Meu Deus me diga porquê

Eu nunca lhe poderei cantar

"Boa noite meu tesouro precioso, fecha os teus olhos e dorme"


Você chegou ao fim do livro. Parabéns!